A problemática dos relacionamentos amorosos

Quarta, 21 de Maio de 2014, 14h34

Thiago Caltabiano
Psicólogo Clínico e Social CRP 06106453

É impossível ser feliz sozinho já dizia o poeta.. É impossível alguém fazer o outro feliz sem primeiro cultivar o seu primeiro e último amor. O AMOR PRÓPRIO

A problemática dos relacionamentos

Existem algumas perguntas que em determinados momentos da vida acabam ecoando na cabeça das pessoas. O que de fato procuramos num relacionamento? Porque "precisamos" de alguém para ser feliz? É impossível ser feliz sozinho?
São perguntas que invariavelmente surgem nas nossas vidas por algumas ou por muitas vezes. Mas por quê? Porque esses questionamentos incomodam a gente? Pensando de uma forma simplória parece que a resposta é muito fácil...mas não é!
O ser humano assim como os animais irracionais, se relaciona e troca sentimentos ambivalentes de amor e ódio. Nós seres humanos em especial temos um diferencial dos animais irracionais - nós falamos, pensamos, interagimos e sabemos priorizar em uma cadeia de necessidades aquilo que mais nos interessa na hora de escolher e de se relacionar com o nosso semelhante.
Há tempos atrás as relações amorosas eram caracterizadas pelas necessidades que o homem iria suprir numa mulher e na capacidade que a mulher teria em ser mãe, esposa e dirigir uma família.
Há pelo menos uns trinta anos que isso não existe mais, razão essa que deu início a novos conflitos que começaram a surgir no cotidiano das pessoas que “amam”. É muito comum se confundir necessidade com amor, uma pessoa que precisa do outro, que precisa do amor, que necessita ser "regada" diariamente por outra pessoa dificilmente é um indivíduo realmente feliz consigo mesmo e dificilmente, faz o seu companheiro (a) feliz.
Quantas vezes vemos alguém ligando de três em três minutos para controlar o que o cônjuge está fazendo? Isso é amor? NÃO!!! Isso é DESAMOR, essa pessoa não ama a si e muito menos o seu companheiro (a). Mas porque isso acontece? Muitas vezes os relacionamentos problemáticos se dão desde a infância, a criança que acompanha um relacionamento difícil entre os pais dificilmente terá um referencial positivo de como deve ser uma relação saudável e amorosa.
A probabilidade deste referencial reforçar no indivíduo a crença de que a felicidade provém apenas de uma relação onde o outro seja inteiramente responsável e OBRIGADO a lhe fazer feliz é muito alta, principalmente porque depois de algum tempo de convivência o indivíduo acaba por perceber que o outro já não está mais tão disposto e tão tolerante a fazê-lo feliz e suprir todas as suas dependências e necessidades emocionais, a partir daí surgem os inúmeros questionamentos que mencionei no início. Ninguém é de ninguém e nenhuma pessoa está fadada a ter uma vida infeliz, geralmente é o próprio indivíduo que se condena sem perceber, ele acaba afastando o seu companheiro (a) sufocando-o (a) com a sua falta de amor próprio; é muito mais fácil amar o outro do que se amar, pois o “se amar" remete a um autoconhecimento profundo, uma total ciência e aceitação das suas qualidades e principalmente dos seus defeitos, e é neste momento que a psicoterapia existencial se faz notória e de relevante necessidade.
Através do autoconhecimento a Psicoterapia Existencial cria condições favoráveis para você compartilhando com o psicoterapeuta criar a possibilidade de promover uma reflexão profunda sobre si, podendo por esse meio examinar a sua própria existência.
Por fim, é possível ajudá-lo a encontrar as respostas do real motivo da dependência emocional que se vincula ao parceiro amoroso.
Tenha certeza que somente quem se conhece, quem é autentico com seus princípios e fiel aos seus votos para consigo mesmo consegue de fato promover, dar e receber amor de forma sadia e construtiva. Essa com certeza não é uma tarefa das mais fáceis a se cumprir, é necessário em muitas vezes um acompanhamento profissional que possa caminhar em paralelo com você e lhe ajudar a compreender e dar um novo sentido para tudo aquilo que traz sofrimento dentro e fora das relações.
Pense sobre isso... Qual o tipo de relação você tem? Você sabe viver só ou você vive com alguém por medo e receio de ficar só?

Você é uma boa companhia para si?

Thiago Caltabiano – Psicólogo Cognitivo Comportamental / Clínico Existencial CRP 06 106453

Tel. 985499896 (tim) E-mail : t.caltabiano@hotmail.com

Depressão na adolescência.

Terça, 20 de Maio de 2014, 14h44

Sheila Soares
Psicóloga

Depressão na adolescência

Depressão é uma doença crônica, recorrente, muitas vezes com alta concentração de casos na mesma família, que ocorre não só em adultos, mas também em crianças e adolescentes. O que caracteriza os quadros depressivos nessas faixas etárias é o estado de espírito persistentemente irritado, tristonho ou atormentado que compromete as relações familiares, as amizades e a performance escolar.

De acordo com a “American Psychiatric Association”, um episódio de depressão é indicado pela presença de 5 ou mais dos seguintes sintomas, quase todos os dias, por um período de pelo menos duas semanas:

* Estado de espírito depressivo durante a maior parte do dia;

* Interesse ou prazer pela maioria das atividades claramente diminuídos;

* Diminuição do apetite, perda ou ganho significativo de peso na ausência de regime alimentar (geralmente, uma variação de pelo menos 5% do peso corpóreo);

* Insônia ou hipersônia;

* Agitação psicomotora ou apatia;

* Fadiga ou perda de energia;

* Sentimento exagerado de culpa ou de inutilidade;

* Diminuição da capacidade de concentração e de pensar com clareza;

* Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida ou qualquer tentativa de atentar contra a própria vida.

Na ausência de tratamento, os episódios de depressão duram em média oito meses. Durações mais longas, no entanto, podem ocorrer em casos associados a outras patologias psiquiátricas e em filhos de pais que também sofrem de depressão.

A doença é recorrente: para quem já apresentou um episódio de depressão a probabilidade de ter o segundo em dois anos é de 40%, e de 72% em 5 anos.

Em pelo menos 20% dos pacientes com depressão instalada na infância ou adolescência, existe o risco de surgirem distúrbios bipolares, nos quais fases de depressão se alternam com outras de mania, caracterizadas por euforia, agitação psicomotora, diminuição da necessidade de sono, idéias de grandeza e comportamentos de risco.

Antes da puberdade, o risco de apresentar depressão é o mesmo para meninos ou meninas. Mais tarde, ele se torna duas vezes maior no sexo feminino. A prevalência da enfermidade é alta: depressão está presente em 1% das crianças e em 5% dos adolescentes.

Ter um dos pais com depressão aumenta de 2 a 4 vezes o risco da criança. O quadro é mais comum entre portadores de doenças crônicas como diabetes, epilepsia ou depois de acontecimentos estressantes como a perda de um ente querido. Negligência dos pais e/ou violência sofrida na primeira infância também aumentam o risco.

É muito difícil tratar depressão em adolescentes sem os pais estarem esclarecidos sobre a natureza da enfermidade, seus sintomas, causas, provável evolução e as opções medicamentosas. Uma classe de antidepressivos conhecida como a dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (fluoxetina, paroxetina, citalopran, etc.) é considerada como de primeira linha no tratamento em crianças e adolescentes e os estudos mostram que 60% respondem bem a esse tipo de medicação, que apresenta menos efeitos colaterais e menor risco de complicações por “overdose” do que outras classes de antidepressivos.

A recomendação é iniciar o esquema com 50% da dose e depois ajustá-la no decorrer de três semanas de acordo com a reação da pessoa e os efeitos colaterais. Uma vez que a resposta clínica tenha sido obtida, o tratamento deve ser mantido por seis meses, no mínimo, para evitar recaídas.

A terapia comportamental mostrou eficácia em ensaios clínicos e parece dar resultados melhores do que outras formas de psicoterapia.

Por meio dela, os especialistas procuram ensinar aos pacientes como encontrar prazer em atividades rotineiras, melhorar as relações interpessoais, identificar e modificar padrões cognitivos que conduzem à depressão.

Outro tipo de psicoterapia eficaz em ensaios clínicos é conhecida como terapia interpessoal. Nela, os pacientes aprendem a lidar com dificuldades pessoais como a perda de relacionamentos, decepções e frustrações da vida cotidiana. O tratamento psicoterápico deve ser mantido por seis meses, no mínimo.

Como o abuso de drogas psicoativas e o sucídio são consequências possíveis de quadros depressivos, os familiares devem estar atentos e encaminhar os doentes a serviços especializados assim que surgirem os primeiros indícios de que esses problemas possam estar presentes.

Fonte: www.drauziovarella.com.br 

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Depressão infantil.

Terça, 20 de Maio de 2014, 13h26

Sheila Soares
Psicóloga

Depressão infantil pode aparecer a partir dos 4 anos

O transtorno mental que mais atinge pacientes no mundo se aproxima das crianças, mas pode ser tratado. E, quanto mais cedo, melhor.

Sob a forma de noites mal dormidas, insociabilidade, tristeza, alterações de humor como irritação e choro frequente, sofrimento moral e sentimento de rejeição, uma epidemia silenciosa pode se espalhar entre as crianças de todo o País, independentemente de condição social, econômica e cultural.

Provocada por fatores que vão desde a predisposição genética até a experiência de episódios traumáticos no ambiente familiar, a depressão infantil traz problemas de gente grande para a mente ainda em desenvolvimento das crianças. Nos próximos 20 anos, a depressão deverá tornar-se a doença mais comum do mundo, atingindo mais pessoas do que o câncer e os problemas cardíacos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas por transtornos mentais diversos, a maioria delas nos países em desenvolvimento.

Entre os pequenos, o índice de depressão também é preocupante. Nos últimos 10 anos, de acordo com a OMS, o número de diagnósticos em crianças entre 6 e 12 anos passou de 4,5 para 8%, o que representa um problema ascendente. "Setenta por cento dos adultos que apresentam quadro de depressão crônica têm histórico desde o período da infância. Ou seja, se não tratarmos o paciente enquanto criança, podemos contribuir para que ele se transforme em um adulto depressivo", conta Fábio Barbirato Nascimento da Silva, neuropsiquiatra especialista em infância e adolescência da Associação Brasileira de Psiquiatria.

O transtorno pode ser diagnosticado em crianças a partir dos 4 anos. Até os 9 anos, é indicado tratamento apenas à base de terapia. A partir dessa idade, de acordo com o quadro do paciente, pode ser recomendado o uso de medicação em paralelo ao acompanhamento psicológico. "A terapia sozinha fará um trabalho eficiente em longo prazo. No entanto, em crianças mais velhas, o uso de medicamento tem efeito bastante satisfatório quando acompanhado do trabalho psicológico, levando à resolução do problema em apenas dois meses em 95% do casos", completa.

As causas para a depressão infanto-juvenil podem ser as mais diversas. Há fatores biológicos, como vulnerabilidade genética, complicações durante a gestação ou parto, além de temperamento; fatores ambientais, como o funcionamento familiar, a interação entre mãe e criança ou eventos adversos de vida, e fatores sociais, como a pobreza, o suporte social ou o acesso a serviços de saúde. A convivência com uma psicopatologia dos pais e a experiência de episódios traumáticos nesta idade, como separação, luto ou mudanças radicais de ambiente, também podem ser fatores decisivos para o desencadeamento de transtornos mentais em crianças e adolescentes.

Fatores de berço

De acordo com Ana Vilela Mendes, psicóloga e pesquisadora do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, de 40 a 45% das crianças que convivem com a depressão materna apresentam indicadores diagnósticos de pelo menos um transtorno psiquiátrico. Esta taxa é de três a quatro vezes maior do que a apresentada por crianças cujas mães não têm história psiquiátrica. "As manifestações próprias do quadro depressivo materno, como irritabilidade, desânimo e apatia, podem influenciar na qualidade do vínculo que a mãe estabelece com a criança, comprometendo a interação e o funcionamento emocional e social da criança", afirma ela.

O nível de exposição da criança à mãe com diagnóstico de depressão também pode ser definitivo para o desenvolvimento de seu quadro. Em estudo recente, Ana Vilela comparou crianças em idade escolar que conviveram com a depressão materna por toda a vida a crianças que conviveram com a depressão materna por um período menor de tempo. Ela constatou que as crianças com mais tempo de exposição à depressão materna apresentaram uma probabilidade 1,6 vezes maior de terem problemas psiquiátricos.

"Estes resultados reafirmam a importância de se considerar o tempo de exposição da criança à depressão materna e sua influência nos diferentes períodos do desenvolvimento", constata. Daí a importância da psiquiatria e da psicologia em favorecer o diagnóstico ainda no começo de sua manifestação.

Diagnóstico delicado

Por tratar-se de um transtorno mental impassível de comprovação laboratorial, o diagnóstico da depressão é baseado nos critérios estipulados pelo Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), que exige a existência de pelo menos cinco dos sintomas determinados pelo documento, com durabilidade de duas semanas, para comprovação do quadro. Entretanto, em crianças em plena fase de desenvolvimento da personalidade, a aplicação do diagnóstico pode ser mais complexa e delicada.

"Não é um diagnóstico simples de se obter, pois os sintomas podem ser confundidos com timidez, mau humor, dificuldade de aprendizagem, tristeza ou agressividade, que de certa forma podem ser normais na faixa etária em questão. O que diferencia a depressão das tristezas do dia a dia é a intensidade, a persistência e as mudanças em hábitos normais das atividades da criança", afirma Ana Vilela.

Um estudo realizado pela antropóloga Eunice Nakamura, pelo Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), revelou que não é apenas a complexidade da mente em desenvolvimento que pode ampliar a noção dos sintomas que causam a depressão. O estudo, que entrevistou famílias de regiões periféricas da cidade de São Paulo, constatou que diversos aspectos apontados como possíveis sintomas pelos pais e pelas próprias crianças diagnosticadas ultrapassam os critérios determinados pelo Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais.

"Do ponto de vista das famílias, o significado de depressão envolve tanto os aspectos da vida social quanto os sintomas indicados pelo discurso médico. A intolerância dos adultos em relação às crianças, que diante de condições de vida deliciadas ficam mais sensíveis e chorosas, e a ideia de insatisfação em geral, por exemplo, apareceram como indicação de sintomas de depressão", conta professora Eunice Nakamura, atualmente no núcleo de pesquisa antropológica da Unifesp Santos. "Já que a ideia de depressão infantil, para estas famílias, envolve uma série de fatores externos, o grande desafio dos especialistas é pensar em tratamentos adequados ao que se avalia diante de cada ponto de vista da doença, uma vez que aspectos externos podem ser confundidos com sintomas", completa.

Transformação dos sintomas
Alteração de humor, irritabilidade, dificuldade para dormir ou muito sono durante o dia, além de pessimismo e autodepreciação, são comuns ao quadro de depressão encontrado tanto no adulto quanto no jovem. Mas em um momento em que a personalidade da criança está em pleno desenvolvimento, diagnosticar um transtorno mental é ainda mais difícil.

Segundo Fábio Barbirato, crianças em idade pré-escolar (até 5 anos) tendem a desenvolver sintomas como melancolia, enurese (xixi na cama), encoprese (eliminação de fezes involuntária) e crises de choro. Também podem ocorrer regressão no desenvolvimento psicomotor, insônia e pesadelos. Em crianças na idade escolar (de 6 a 12 anos), os sintomas estão mais relacionados a aspectos de sociabilidade, como dificuldade acadêmica, problemas de relacionamento com a família e os colegas, irritabilidade e agressão crescentes, tédio, ganho ou perda de peso excessivo, cefaleia e dores de estômago.

Já entre os adolescentes, o transtorno passa não apenas a intensificar os sintomas encontrados na infância, como desencadeia uma série de comportamentos até mesmo fatais. "Esta fase do transtorno provoca nos jovens comportamentos anedóticos (incapacidade de sentir prazer), com quadros de tristeza intensa, condutas antissociais, ataques de pânico, queda no rendimento escolar, hipersonia (sonolência em excesso), e em casos mais extremos, promiscuidade sexual, abuso de drogas e até mesmo suicídio", afirma o médico.
Sintomas principais
O Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais determina a necessidade de identificar pelo menos cinco destes sintomas, com durabilidade de duas semanas, para comprovação do quadro. Fique atenta a esses sinais para saber quando levar seu filho para uma avaliação profissional.

1. Alteração de humor, com irritabilidade e ou choro fácil

2. Ansiedade

3. Desinteresse em atividades sociais, como ir a escola, brincar com os amigos ou com brinquedos

4. Falta de atenção e queda no rendimento escolar

5. Distúrbios de sono, como dificuldade pra dormir ou ter sono o dia inteiro

6. Perda de energia física e mental

7. Reclamações por cansaço ou ficar sem energia

8. Sofrimento moral ou insatisfação consigo mesmo, sentimento de que nada do que faz está certo

9. Dores na barriga, na cabeça ou nas pernas

10. Sentimento de rejeição

11. Condutas antissociais e destrutivas

12. Distúrbios de peso, emagrecer ou engordar demais

13. Enurese e encoprese (xixi na cama e eliminação involuntária das fezes)

 

Fonte: http://delas.ig.com.br 

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Violência psicológica!

Terça, 20 de Maio de 2014, 11h15

Laís Sousa
Psicóloga

Convivemos diariamente com notícias de violência, seja de pessoas próximas ou não e isto muitas vezes nos causa horror e um sentimento de impotência. Fala-se de violência física, sexual, mas não podemos nos esquecer de um tipo de violência que deixa tantas marcas como estas outras e de extrema importância também, a violência psicológica. Quem já não escutou “doeria menos topar um tapa do que escutar isto”, e exemplo como este nos mostra que devemos olhar para este outro tipo de violência também. Mas o que é violência psicológica? A violência psicológica se refere a palavras, comportamentos negativos por parte de uma pessoa que causa dano a outra, e geralmente não são situações esporádicas, mas sim repetitivas. (MELLO, 2008) Normalmente o intuito é prejudicar a autoestima do outro, como também sua identidade. Alguns exemplos de violência psicológica: ameaçar, humilhar, chantagear, aterrorizar o outro, discriminar, explorar, a isolar não deixando sair de casa de modo que a pessoa fique privada do contato com pessoas próximas, e ainda impedir que use o seu próprio dinheiro. (BRASIL, 2001) Entre todos os tipos de violência esta é a mais difícil de ser identificada, pois não causa marcas visíveis e muitas pessoas consideram como um hábito normal, por exemplo, dizer todo dia o quanto o filho é incapaz, que nunca vai ser nada na vida.. e assim vai passando despercebido. A violência psicológica pode ter como consequência o outro se sentir desvalorizado, rejeitado, abalar sua autoestima, ter sintomas como ansiedade, adoecer, etc. (Brasil, 2001) Quando falamos desta violência com criança e adolescente especificamente, esta violência pode causar consequências emocionais importantes no desenvolvimento desta pessoa, visto que quando pequenos eles não tem recursos emocionais suficientes para tolerar tais agressões e se identificam muitas vezes com o que falam sobre eles, como o enxergam, o que pode resultar em prejuízo ao desenvolvimento psicológico, afetivo, relacional, ou seja, a forma como enxergará a si mesmo e ao mundo. (Brasil, 2001) Para concluir, não é porque não deixa marca visível que esta não existe, não é porque não tem toque que não causa dor. Devemos estar atentos a toda forma de violência e ao que causa sofrimento ao outro.
Texto: Laís Sousa Pires - Psicóloga Clínica.

Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Violência intrafamiliar: orientações para a prática em serviço. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.
MELLO, A. C. C. De. Kit respeitar: enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes : cuidar respeitando : guia para os profissionais que lidam com crianças e adolescentes. São Paulo: Fundação Orsa.

A Internet pode trazer malefícios às crianças.

Segunda, 19 de Maio de 2014, 13h34

Sheila Soares
Psicóloga

Internet demais deixa crianças com problemas mentais.

Essa é a conclusão da Public Health England, autoridade que cuida da saúde pública na Inglaterra. O órgão emitiu um alerta de que crianças que passam mais de quatro horas por dia sentadas em frente a um computador estão num grupo de risco elevado, mas mesmo o uso moderado pode não ser aconselhável.

Os pequenos se tornam agressivos e desenvolvem problemas sociais como solidão, depressão, ansiedade e baixa autoestima. E há uma ligação entre tudo isso e o uso de redes sociais como Facebook.

Uma a cada 10 crianças do país hoje sofre com algum problema de saúde mental e 1/3 dos adolescentes admitem se sentir para baixo ou triste pelo menos uma vez por semana. Pior que isso, alguns acham que as coisas estão tão desesperadoras que ele não têm "nada pelo que viver".

Em comunicado repercutido pelo Telegraph, a autoridade de saúde comenta que os avanços conquistados em relação à autoestima infantil ao longo dos últimos 20 anos caminham agora em sentido oposto.

"As crianças que passam mais tempo em computadores, assistindo TV e jogando videogames tendem a experimentar níveis mais elevados de estresse emocional, ansiedade e depressão", informa o relatório.

Fonte: www.olhardigital.com.br  

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Benefícios dos Florais de Bach para crianças

Segunda, 19 de Maio de 2014, 09h05

GILBERTO BARRETO TERAPIAS INTEGRATIVAS
TERAPEUTA HOLÍSTICO


Amenizar alguns típicos comportamentos infantis também é possível com as gotinhas

Especialista garante: não são apenas os adultos que podem se beneficiar com famosos Florais de Bach. Amenizar alguns típicos comportamentos infantis também é possível com as gotinhas.

Para muitas mães, se separar dos pequeninos, seja para ir trabalhar ou deixá-lo na escola, é uma missão (quase) impossível. Do lado das crianças, a coisa toda também não acontece em profunda calmaria. Elas são muito apegadas às mamães e isso pode acabar gerando sofrimento para toda a família.

A educadora e terapeuta floral Maria Aparecida das Neves explica que, no primeiro ano de vida, o bebê vive uma série de mudanças e aprendizados que afetam o estado emocional. “Eles têm que aprender a mamar, criar uma rotina de sono, adaptar-se aos cuidados de outras pessoas que não sejam a mãe. Começam a dar os primeiros passos e surgem os dentinhos”, comenta. Tudo isso acaba deixando os pequenos agitados, chorando por qualquer coisa e fazendo birra. Para a terapeuta, uma maneira natural e sem contraindicações de resolver o problema são os Florais de Bach. “Eles equilibram as emoções tanto dos pais como dos bebês”, garante Maria Aparecida.

O que são Florais de Bach?

Essas “gotinhas”, feitas naturalmente a partir de plantas e flores, foram desenvolvidas na década de 30, pelo médico inglês Edward Bach, para tratar sentimentos e emoções. São 38 essências, uma para cada estado negativo da mente, que ajudam a administrar as pressões emocionais do dia a dia ou aquelas provocadas por situações específicas, como perdas e traumas.

No caso das crianças, Maria Aparecida diz que o método é ainda mais eficiente. Confira alguns comportamentos comuns das crianças e que podem ser controlados pelos florais indicados pela terapeuta.

Benefícios dos florais para bebês

 

Sono

Se o bebê costuma trocar o dia pela noite, ou mesmo tem dificuldade para dormir, a especialista indica o Rescue Kids, uma versão infantil do Rescue Remedy, fórmula mundialmente conhecida composta por cinco Florais de Bach. O diferencial da versão kids é que a formulação não possui álcool e já vem pronta para uso.

Pesadelos

“Algumas mães relatam que os bebês acordam assustados, de maneira repentina, como se tivessem saído de um pesadelo”, conta Maria Aparecida. Se isso acontecer várias vezes, o melhor é iniciar o tratamento com o floral Rock Rose.

Agitação

Bebês muito agitados, além de não dormirem direito, também não se alimentam da maneira correta. Nesse caso, o floral Impatiens, que promove paciência e tranquilidade, pode ajudar. O Rescue Kids também é destacado pela terapeuta para equilibrar as emoções.

 

Apego à mãe

Essa é uma das situações mais frequentes, segundo Maria Aparecida. Para esse caso, mamãe e criança devem tomar o floral Chicory, já que muitas vezes são elas que não conseguem deixar a prole e acabam transmitindo essa insegurança.

Nascimento dos dentes

Fora o Rescue Kids, sempre um aliado nestas situações, alguns outros florais podem ajudar: Cherry Plum, resgata a quietude, importante para bebês excessivamente aflitos e descontrolados; Impatiens, que traz paciência; e Walnut, para auxiliar a criação a se adaptar.

bebe-dentes

Preguiça de engatinhar e andar

Mesmo sem ter nenhum problema fisiológico, alguns bebês parecem ter preguiça de engatinhar ou andar. Para resolver o problema, a terapeuta sugere o floral Hornbeam, que ajuda a dar estrutura. “Esse floral traz a energia da terra que sobe pela coluna e dá forças para o bebê se manter ereto”, explica.

Contraindicações

Se você identificou um ou mais destes comportamentos nos próprios filhos, vá com calma. A terapeuta floral Maria Aparecida destaca que, embora os florais sejam naturais e possam ser usados mesmo se a criança estiver doente, é essencial a avaliação de um especialista para recomendar a melhor essência e fazer a indicação de consumo. Afinal, ainda que pareçam, essas gotinhas não são mágicas.

Querer Ser mãe. Querer ter um filho

Sábado, 17 de Maio de 2014, 16h03

Ariane de Andrade
Psicóloga e Psicopedagoga

No mundo de hoje o maior dilema das mulheres é conseguir dividir seu tempo para ter realização profissional e pessoal. Mas a pergunta mais importante e que deve ser pensada e respondida primeiramente é: Você, mulher deseja querer ser mãe ou quer ter um filho?


Você é capaz de deixar suas vontades, seu trabalho, deixar de comprar uma roupa, para que outra pessoa (seu filho) tenha o que ele quer e precisa. Atualmente na novela a Vida da Gente, a personagem Nanda, é uma mulher que diz que não possui instinto maternal, não tem vontade e não se sente capaz de ter um filho, ou seja, de abrir mão de sua vida confortável, sem maiores responsabilidades, para se responsabilizar por outro.


Será que ela está certa, errada, não há como julgar, mas ela tem consciência de que pelo menos no atual momento de sua vida, ela não tem condições para ter um filho, condições que vão além de dinheiro. É preciso ter disponibilidade de amor, tempo, e de uma porção de coisas.


O mundo dita que toda mulher nasce com instinto maternal e acaba impondo esse papel para as mulheres, toda a sociedade cobra que a mulher tenha filhos e não leva em consideração se essa mulher possui estrutura material e emocional para abrir mão de sua vida e cuidar e se responsabilizar pela vida de outra pessoa.


Pois querer ser mãe é ir mais além, é uma decisão que toda mulher deve se permitir fazer, a pensar sobre ao que isso significa na vida dela. Pois ter um filho é isso é um trabalho constante de ensinar, vigiar e se responsabilizar por tudo que aquela criança irá falar e fazer, pois este é o papel da mãe: educar. Pois criança dá trabalho.


A decisão de ter um filho é muito séria, é decidir ter para sempre o coração fora do corpo. (E. Stone).

Atendimento Psicológico Infantil

Sábado, 17 de Maio de 2014, 15h58

Ariane de Andrade
Psicóloga e Psicopedagoga

O atendimento psicológico infantil é consequência de encaminhamento dos pais ou da escola, que percebe que algo acontece com a criança, que eles não conseguem descobrir, normalmente o desempenho escolar da criança muda, passa a ter comportamentos que não tinha anteriormente.
E é comum os pais brigarem com as crianças sem antes tentar conversar, tentar entender o que está acontecendo, ir à escola, irritados os pais, mesmo sem querer passa a mensagem para os filhos de que a culpa é deles, eles são o problema.
Na maioria das vezes as crianças chegam ao consultório sem saber o porquê de estarem ali, ou quem é essa tal de psicóloga. O profissional deve explicar de forma que a criança entenda que os pais estão preocupados com ela e por isso pediram ajuda.
Ao longo da conversa o psicólogo deverá fazer um contrato com criança: estabelecendo regras, explicando sobre o sigilo. Isso também será feito com os pais, é importante colocar a questão do sigilo, pois o profissional não deve contar tudo o que a criança diz a ele, mas o que ele percebe dessas coisas, isso é fundamental na relação do psicólogo com a criança.
O momento da sessão é lugar onde a criança pode e deve ficar a vontade para se expressar da maneira que quiser, e é dessa forma, junto com as técnicas que o psicólogo pode utilizar para auxiliá-lo, é que ele vai compreendendo o comportamento daquela criança.
Dentre as técnicas que o psicólogo pode utilizar estão: os desenhos, jogos, testes psicológicos, visita escolar entre outras. Mas o mais importante é a observação e a escuta da criança, pois de alguma maneira ela irá manifestar o que a incomoda, a deixa triste, etc…
Tudo que for realizado com a criança seja conversado com os pais/ ou responsáveis, pois o trabalho não rápido é um trabalho que exige tempo, paciência, dedicação de todas as partes, sempre buscando o melhor para a criança.

BULLYING – Brincadeira de mau gosto

Sábado, 17 de Maio de 2014, 15h53

Ariane de Andrade
Psicóloga e Psicopedagoga

Bullying atualmente é o tipo de violência que ocorre nas escolas, mais comentado na mídia, em revistas etc. Se fosse perguntado a você: o que é bullying? Qual seria sua resposta?

Esse é o motivo que faz o bullying ser um assunto que têm despertado o interesse de muitos profissionais para estudá-lo, pois ninguém sabe o que é, mas todo mundo sofre.
O bullying significa atos de violência física ou psicológica, sem motivação aparente e contra alguém em desvantagem de poder, que ocorra de forma repetitiva. No Brasil muitos autores e estudiosos preferem restringir a aplicabilidade do termo bullying ao ambiente escolar.
Os envolvidos neste tipo de violência são divididos em vitimas, agressores e / ou espectadores, mas isso não quer dizer que a vitima sempre será vitima, as posições não são fixas. É comum que as vitimas se tornem agressoras quando ficam maiores.
Na literatura encontraremos cinco formas de bullying: verbal, físico e material, psicológico e moral, sexual e virtual. Sendo que a forma virtual é a mais atual, conhecida como ciberbullying, realizado através de celulares e computadores.
Ao contrário do que muitos pensam, não é somente as vítimas do bullying que sofrem as conseqüências. Os agressores e as testemunhas também podem sofrer as conseqüências tanto no âmbito emocional quanto na aprendizagem. As conseqüências referentes ao bullying são variadas: isolamentos, dificuldades escolares, sentem muitas dores de cabeça ou de barriga, querem resolver tudo com violência entre outros.
O fenômeno bullying é muito mais complexo, seria preciso mais de um artigo para abordar e esclarecê-lo. O mais importante é que a cada leitura sobre o assunto, pais, profissionais da educação e a sociedade como um todo entenda a necessidade de conhecer e aprender sobre o tema, para pode prevenir e combater o bullying e qualquer outra forma de violência.

Saiba o que é Terapia

Sábado, 17 de Maio de 2014, 15h51

Ariane de Andrade
Psicóloga e Psicopedagoga

É comum, ouvir da população conceitos errôneos sobre o fato de se procurar um psicólogo. A idéia de fazer terapia está associada à pessoa que têm um problema ou a pessoa ser louca.
Essa idéia já permeia nossa sociedade há anos, e impede muitas vezes que a profissão do psicólogo seja valorizada e entendida como um auxílio para os problemas que se enfrenta no dia-a-dia. Atualmente têm crescido o número de casos, de crianças e adultos com dificuldades em várias esferas da vida.
O que a terapia pode proporcionar?
A terapia proporciona a ampliação do autoconhecimento, melhora as relações interpessoais, ajuda a entender melhor os problemas em que se encontra e encontrar possibilidades de resolução do mesmo.
Na terapia a pessoa tem oportunidade de olhar para as coisas que já aconteceram ou não na sua vida e conseguir autenticar como sendo parte dela, pois as vivências e escolhas, constituem o que cada pessoa é. E cada pessoa é diferente e encara as adversidades da vida de uma maneira diferente.
Na na terapia a pessoa encontra um espaço para isso. Pois a terapia da à oportunidade para a pessoa expressar seus medos, fantasias, alegrias, emoções, tudo que quiser. E sem ter a preocupação de ser julgada, pois o psicólogo está ali para ouvir, acolher e compreende – lá.
Sapienza escreve uma frase em seu livro Conversa sobre terapia, que de certa maneira pode resumir o que é terapia. Ele escreve: Terapia é cuidar da existência que sofre.
É na terapia que psicólogo e paciente juntos vão juntando pedaçinhos da história do paciente e assim cuidando e compreendendo o que acontece.

Mitos e verdades sobre a psicopatia e os psicopatas.

Terça, 13 de Maio de 2014, 14h32

Sheila Soares
Psicóloga

O que é um psicopata?

Cercada de mitos, a psicopatia nem sempre está associada à violência e, ao contrário do que se imagina, pode ser tratada.

O termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática.
Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.
No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia. No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre. Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.
Especialistas garantem que a maioria dos psicopatas é homem, mas os motivos para esta desproporção entre os sexos são desconhecidos. A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas às mídias modernas. Em um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, na época na Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering. Falantes do yupik, eles usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (...) se aproveita sexualmente de muitas mulheres; alguém que não se presta a reprimendas e é sempre trazido aos anciãos para ser punido”. Quando Murphy perguntou a um inuit o que o grupo normalmente faria com um kunlangeta, ele respondeu: “Alguém o empurraria para a morte quando ninguém estivesse olhando”.
O instrumento mais usado entre os especialistas para diagnosticar a psicopatia é o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que geralmente aparecem sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), ausência de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo promiscuidade sexual e prática de furtos).

Três mitos
Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos. O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos.
Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que essas pessoas recorram à violência física e sexual. Além disso, alguns serial killers já acompanhados manifestavam muitos traços psicopáticos, como a capacidade de encantar o interlocutor desprevenido e a total ausência de culpa e empatia. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta e grande parte das pessoas violentas não é psicopata.
Dias depois do incidente da Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, em que o estudante Seung-Hui Cho cometeu vários assassinatos e depois se suicidou, muitos jornalistas descreveram o assassino como “psicopata”. O rapaz, porém, exibia poucos traços de psicopatia. Quem o conheceu descreveu o jovem como extremamente tímido e retraído.

Infelizmente, a quarta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) reforça ainda mais a confusão entre psicopatia e violência. Nele o transtorno de personalidade anti-social (TPAS), caracterizado por longo histórico de comportamento criminoso e muitas vezes agressivo, é considerado sinônimo de psicopatia. Porém, comprovadamente há poucas coincidências entre as duas condições. O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.
O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento. No seriado Família Soprano, dra. Melfi, a psiquiatra que acompanha o mafioso Tony Soprano, encerra o tratamento psicoterápico porque um colega a convence de que o paciente era um psicopata clássico e, portanto, intratável. Diversos comportamentos de Tony, entretanto, como a lealdade à família e o apego emocional a um grupo de patos que ocuparam a sua piscina, tornam a decisão da terapeuta injustificável.
Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.

Fonte: www.uol.com.br/vivermente 

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Psicopatia.

Terça, 13 de Maio de 2014, 14h29

Sheila Soares
Psicóloga

A PSICOPATIA TRANSTORNO ANTISSOCIAL DA PERSONALIDADE

O que leva um indivíduo a cometer um crime, sem sentir medo ou compaixão?

De acordo com Robert Hare, autoridade mundial em psicologia criminal e professor da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), a única característica inconfundível de um psicopata é, exatamente, “a falta de emoções, da capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa para, pelo menos, imaginar seu sofrimento”. Hare também acrescenta que um psicopata procura entrar na mente das pessoas até tentar imaginar o que elas pensam, mas nunca conseguirá chegar a entender como elas se sentem. Demonstrou-se, inclusive, que um psicopata pode chegar a se relacionar social ou intelectualmente, mas sempre vendo as pessoas como objetos, isto é, retiram do outro seus atributos de pessoa para considerá-lo como coisa.

A psicopatia é uma anomalia psíquica, um transtorno antissocial da personalidade, devido à qual, apesar da integridade das funções psíquicas e mentais, a conduta social do indivíduo que sofre dessa anomalia se encontra patologicamente alterada.

As causas que se encontraram do porquê da conduta psicopática indicam que, por serem indivíduos relativamente insensíveis à dor física, quase nunca adquirem medos condicionados, tais como o medo da desaprovação social ou da humilhação, medo de que restrinjam suas más ações, medos esses que dariam a esses indivíduos um senso do bem e do mal.

As características de conduta do psicopata poderiam ser determinadas tanto por fatores fisiológicos como por fatores sócio-psicológicos. A conduta psicopática poderia ser causada por traumas infantis que geram conflitos, devido aos quais a “Criança” não pode se identificar com o progenitor do mesmo sexo nem se apropriar de suas normas morais. Os psicólogos comportamentais acreditam que a conduta psicopática resulta do aprendizado.

O psiquiatra norte-americano Hervey M. Cleckley, pioneiro na pesquisa sobre psicopatia, identificou há algum tempo, em 1941, em seu reconhecido livro The Mask of Sanity (A Máscara da Sanidade), quatro subtipos diferentes de psicopatas:

Os PSICOPATAS PRIMÁRIOS não respondem ao castigo, à apreensão, à tensão e nem à desaprovação. Parecem ser capazes de inibir seus impulsos antissociais quase todo o tempo, não devido à consciência, mas sim porque isso atende ao seu propósito naquele momento. As palavras parecem não ter o mesmo significado para eles que têm para nós. Não têm nenhum projeto de vida e parecem ser incapazes de experimentar qualquer tipo de emoção genuína.

Os PSICOPATAS SECUNDÁRIOS são arriscados, mas são indivíduos mais propensos a reagir frente a situações de estresse, são beligerantes e propensos ao sentimento de culpa. Os psicopatas desse tipo se expõem a situações mais estressantes do que uma pessoa comum, mas são tão vulneráveis ao estresse como a pessoa comum. São pessoas ousadas, aventureiras e pouco convencionais, que começaram a estabelecer suas próprias regras do jogo desde cedo. São fortemente conduzidos por um desejo de escapar ou de evitar a dor, mas também são incapazes de resistir à tentação. Tanto os psicopatas primários como os secundários estão subdivididos em:

PSICOPATAS DESCONTROLADOS: são os que parecem se aborrecer ou enlouquecer mais facilmente e com mais frequência do que outros subtipos. Seu delírio se assemelhará a um ataque de epilepsia. Em geral também são homens com impulsos sexuais incrivelmente fortes, capazes de façanhas assombrosas com sua energia sexual. Também parecem estar caracterizados por desejos muito fortes, como o vício em drogas, a cleptomania, a pedofilia ou qualquer tipo de indulgência ilícita ou ilegal.

PSICOPATAS CARISMÁTICOS: são mentirosos, encantadores e atraentes. Em geral são dotados de um ou outro talento e o utilizam a seu favor para manipular os outros. São geralmente compradores e possuem uma capacidade quase demoníaca de persuadir os outros a abandonarem tudo o que possuem, inclusive suas vidas. Com frequencia, esse subtipo chega a acreditar em suas próprias invenções. São irresistíveis.

O psicólogo criminal Robert Hare diz que os psicopatas “não sentem nenhuma angústia pessoal e não tem nenhum problema; o problema quem tem são os outros. Sua capacidade para castigar suas vítimas se baseia em um comportamento anormal do cérebro, que reage de forma completamente diferente do que o de uma pessoa sã”.

Anos atrás o doutor Hare com base na revisão de registros penitenciários e de entrevistas realizadas com criminosos, concluiu que esse tipo de personalidade pode ser avaliado por meio de uma lista de 20 características ou sintomas:

1 Loquacidade / Encanto superficial.

2 Egocentrismo / Sensação grandiosa de autoestima.

3 Necessidade de estimulação / Tendência ao tédio.

4 Mentira patológica.

5 Direção / Manipulação.

6 Falta de remorso e de sentimento de culpa.

7 Afetos pouco profundos.

8 Insensibilidade / Falta de empatia.

9 Estilo de vida parasita.

10 Falta de controle comportamental.

11 Conduta sexual promiscua.

12 Problemas precoces de comportamento.

13 Falta de metas realistas no longo prazo.

14 Impulsividade.

15 Irresponsabilidade.

16 Incapacidade de aceitar a responsabilidade pelas próprias ações.

17 Várias relações maritais breves.

18 Delinquência juvenil.

19 Revogação da liberdade condicional.

20 Versatilidade criminal.

Por sua vez, de acordo com um estudo recente realizado pelo professor da Universidade de Cornell, Jeff Hancock e seus colegas, os psicopatas tendem a escolher palavras bastante concretas quando falam de seus crimes. O relatório foi publicado na revista Legal and Criminological Psychology (Psicologia Legal e Criminal), e revelou que 14 homens usavam mais palavras como “porque” ou “portanto”, o que indica que possuem um objetivo claro quando cometem seus crimes. E usam duas vezes mais termos relacionados a necessidades físicas como alimentos, sexo e dinheiro. Em seu discurso incluem apenas palavras que façam referências à família, à religião e a outras necessidades sociais. Também costumam usar mais o tempo passado e falar de forma menos fluida, empregando mais “ums” e uhs” do que o resto da população.

Fonte: www.discovybrasil.uol.com.br 

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Drogas e a adolescência.

Terça, 13 de Maio de 2014, 14h18

Sheila Soares
Psicóloga

O adolescente e as Drogas

A adolescência e uma fase do desenvolvimento humano em que ocorrem muitas mudanças, é uma fase conflituosa da vida devido às transformações físicas e emocionais vividas. Surge a curiosidade, os questionamentos, a vontade de conhecer, de experimentar o novo mesmo sabendo dos riscos, e um sentimento de ser capaz de tomar as próprias decisões. É o momento que o adolescente procura sua identidade, não mais se baseando nas orientações dos pais, mas também nas relações que constrói principalmente com o grupo de amigos.
Para a grande maioria dos jovens, ter experiências novas (lugares, músicas, amigos e também drogas) não necessariamente trará problemas permanentes, e muitos se tornarão adultos saudáveis. Mas há jovens que passam a ter problemas a partir dessas experiências,e por conta disso a adolescência é um periodo de risco para o envolvimento com as drogas.

Ao menos em parte, os riscos podem ser atribuídos às próprias características da adolescência tais como:necessidade de aceitação pelo grupo de amigosdesejo de experimentar comportamentos visto como "de adultos"sensação de onipotência "comigo isso não acontece"grandes mudanças corpotamentais gerando indegurançaaumento da impulsividade

A curiosidade natural dos adolescentes é um dos fatores de maior influência na experimentação de álcool e outras drogas, assim como a opinião dos amigos. Essa curiosidade o faz buscar novas sensações e prazeres, o adolescente vive o presente e na sua busca por realizações imediatas o efeito das drogas vai de encontro a isto, proporcionando prazer imediato.
O modismo é outro aspecto importante relacionado ao uso de substâncias entre adolescentes, pois reflete a tendência do momento, e os adolescentes são particularmente vulneráveis a estas inflluências. Afinal estão saíndo da infância e começando a sentir o prazer da liberdade nas pequenas coisas, desde a escolha de suas próprias roupas, e atividades de lazer, até a definição de qual será seu estilo. A pressão da turma, o modelo dos ídolos e os exemplos que os jovens tiveram dentro de casa.
O papel da família na formação do adolescente
A família, por sua vez, pode atuar com o um fator de risco ou protetor para o uso de substância psicoativas. Filhos de dependentes de álcool e drogas apresentam risco quatro vezes maior de também se tornarem dependentes.

Mas o desenvolvimento da dependência irá depender da interação de:aspectos genéticoscaracterísticas de personalidadefatores ambientais, que poderão ser protetores ou até mesmo de risco para o uso de drogas

É de fundamental importância o papel da familia na formação do adolescente. é função da família fazer com que a criança aprenda a lidar com limites e frustrações.
Crianças que crescem em um ambiente com limites e regras claras, geralmente são mais seguras e sabem o que podem e o que não podem fazer. Quando se deparam com um limite, sabem lidar com a frustração.
Crianças criadas sem regras claras, buscam testar os limites dentro de casa, adotando um comportamento desafiador com os pais e, posteriormente, ao entrar na adolescência, repetem esse mesmo comportamento desafiador fora de casa. Além disso por não estarem acostumados a regras e limites, não aceitam quando estes lhe são impostos.
Alguns estudiosos afirmam que adolescentes desafiadores e que não sabem lidar com frustrações, apresentam maior risco para o uso de drogas.
Por outro lado, o monitoramento por parte dos pais e um bom relacionamento entre eles, é um importante fator de proteção em relação ao uso de drogas.

Fatores internos Dentre os fatores internos que podem facilitar o uso de álcool e drogas pelos adolescentes se destacam:

insatisfaçãoinsegurançasintomas depressivos

Os jovens precisam sentir que são bons em alguma atividade, sendo que este destaque representará sua identidade e sua função dentro do grupo. O adolescente que não consegue se destacar, seja nos esportes, estudos, relacionamentos sociais, dentre outros, ou que se sente inseguro quanto ao seu desempenho, pode buscar nas drogas a sua identificação, além de empurrá-lo para experimentar atividades nas quais ele se sinta mais seguro.
Os sintomas depressivos na adolescência, são por um lado normais, em virtude das grandes mudanças biológicas e psíquicas, mas muitas vezes podem apresentar fator de risco. O jovem que está triste ansioso ou desanimado, pode buscar atividades ou coisas que o ajudem a se sentir melhor. Neste sentido as drogas podem proporcionar, de forma imediata, uma melhora ou alívio a esses sintomas. Quanto mais impulsivo e menos tolerante à frustração for o adolescente, maior será esse risco.
Alguns estudos mostram que adolescentes que apresentam sintomas depressivos (se isolam da família e amigos, sentem-se infelizes, descontentes e incompreendidos, com baixa auto-estima) passam mais rápido da fase de experimentação para o abuso e, consequentemente, para a dependência.

Outros aspectos importantes em relação os uso de drogas na adolescência É no periodo entre a adolescência e o início da idade adulta que ocorrem os maiores níveis de experimentação e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.Muitos jovens, apesar do pouco tempo de uso de substâncias, passam muito rapidamente de um estágio de consumo para outro, além de fazerem o uso de várias substâncias ao mesmo tempo. Por outro lado, uma grande parcela deles diminui significativamente o consumo no início da fase adulta, para edequar-se às obrigações da maturidade, (trabalho, casamento e filhos).Vários estudos demonstram que quanto mais sedo se inicia o uso de drogas, maior a chance de desenvolvimento de dependência

Principais fatores de risco no período da adolescência grande disponibilidade de drogasmaior tolerância em relação ao consumo de algumas substânciasEstresse gerado por conflitos familiares e falta de estrutura familiar como: pais distantes, dificuldade dos pais estabelecerem limites para o adolescente, mudanças significativas (de cidade, perda de um dos pais)características de personalidade: baixa auto-estima, baixa auto-confiança, agressividade, impulsividade, rebeldia, dificuldade de aceitar ser contrariadotranstornos psiquiátricos: de conduta, de hiperatividade e déficit de atenção, depressão, ansiedade e outros transtornos de personalidade.

Uma palava aos pais Ao descobrirem que o filho adolescente está usando drogas, alguns pais tendem a se sentirem culpados, questionando-se onde erraram na educação do filho, o motivo de tal fato estar acontecendo com eles já que nunca deixaram faltar nada em casa. Outros pais buscam a internação de seus filhos esperando um método de cura imediata. Há alguns que recebem a notícia acusando o grupo social a qual o filho pertence. A tentativa de ajudar o filho e redimir a culpa transforma um problema, possivelmente passageiro e de solução possível, numa tragédia que afeta violenta mente a vida da família e do jovem.

Há alguns casos em que se torna comum às famílias terem em casa uma "farmacinha" com analgésicos, calmantes, na qual as pessoas vão tomando, muitas vezes sem prescrição médica, pensando numa solução química para os seus problemas ou simplesmente para relaxar.

Há ainda o álcool que costuma ser usado no diminutivo como cervejinha, uisquinho entre outros, como forma de amenizarem os seus males. Esses elementos não são encarados como drogas. E para o filho ver o pai se embriagar e a mãe se dopar com calmantes se torna normal.

Diálogo: o melhor caminho

Procure dialogar com seu filho, uma conversa franca pode ter resultados além do esperado. Lembre-se não humilhe seu filho, sarcasmo e huminhação são armas poderosas, que podem ferir, de modo profundo, a auto estima dos adolescentes. Amedrontar também não é o melhor caminho.

Além de manter a calma, tente abrir espaço para reflexão. Seja franco e honesto mas não raivoso. Expresse preocupações e mágoa, se for o caso. Transmita seus sentimentos e convide-o a refletir.

Dê espaço para que ele se expresse, dê tempo para que ele pense ("você quer pensar nisso que eu te falei e conversar mais tarde? Depois a gente conversa de novo sobre isso, pois eu gostaria muito de saber sua opinião").

Fonte: www.vidasemdrogas.org 

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Drogas, o que você sabe sobre elas?

Terça, 13 de Maio de 2014, 14h16

Sheila Soares
Psicóloga

Drogas

Intitulamos “droga” qualquer substância e/ou ingrediente utilizado em laboratórios, farmácias, tinturarias, etc.; um pequeno comprimido para aliviar uma dor de cabeça ou até mesmo uma inflamação, é uma droga. Contudo, o termo é comumente empregado a produtos alucinógenos ou qualquer outra substância tóxica que leva à dependência como o cigarro e o álcool, que por sua vez têm sido sinônimo de entorpecente.

As drogas psicoativas são substâncias naturais ou sintéticas que ao serem penetradas no organismo humano, independente da forma (ingerida, injetada, inalada ou absorvida pela pele), entram na corrente sanguínea e atingem o cérebro, alterando todo seu equilíbrio, podendo levar o usuário a reações agressivas.

O que leva uma pessoa a usar drogas?

Pesquisas recentes apontam que os principais motivos que levam um indivíduo a utilizar drogas são: curiosidade, influência de amigos (mais comum), vontade, desejo de fuga (principalmente de problemas familiares), coragem (para tomar uma atitude que sem o uso de tais substâncias não tomaria), dificuldade em enfrentar e/ou aguentar situações difíceis, hábito, dependência (comum), rituais, busca por sensações de prazer, tornar (-se) calmo, servir de estimulantes, facilidades de acesso e obtenção e etc.

Fonte: www.brasilescola.com 

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Residência Dr. Henrique

Sábado, 10 de Maio de 2014, 14h41

Beckenbauer Targino Arquiteto
Arquiteto e Urbanista

Casa da colina, Brejo Santo - CE

Autoestima flutuante: uma questão de bem viver

Quinta, 08 de Maio de 2014, 12h58

Ana Clarissa Moura
Psicologia e psicanalise

O que você vê quando se olha no espelho? Você gostaria de mudar alguma coisa ou tudo, a mudança é física ou emocional? Como está a imagem que você faz de si?

Autoestima ou aquela avaliação que fazemos de nós mesmos pode ser positiva ou negativa, variando de um a outro ponto dependendo de diversos fatores, entretanto, pessoas que estão com sua autoestima elevada tendem a relacionar-se melhor com o mundo e os outros e, assim, enfrentar desafios e situações de stress. A pessoa com a autoestima elevada sente-se segura com os vieses e os reveses da vida.

Mas, e quando essa autoestima está baixa, em declive?

A pessoa com a autoestima baixa tende a se colocar numa posição diversa do que foi falado anteriormente e por não conseguir sentir-se adaptada, realizada, feliz consigo e com o mundo, desenvolve um comportamento hostil, ou mesmo uma passividade quase depressiva. O cotidiano não a estimula nem impulsiona à alegria da vida.

Ao encontrar-se numa situação de baixa autoestima é possível que o outro se torne uma forma de ameaça ou mesmo uma referência indesejada, principalmente se este outro estiver bem com sua estima própria.

Devido a insegurança, a inabilidade na tomada de decisões e até receio do convívio social é possível observar na pessoa com baixa autoestima a pouca tolerância a felicidade alheia. Ver o outro feliz incomoda e assim faz sentir maior stress.

Muito bem, já sabemos que a avaliação que fazemos de nós mesmos e da forma como interagimos com o universo pode ser positiva ou negativa, alta ou baixa, entretanto é importante verificar que estes valores que associamos a nossa autoestima, são apenas referenciais que funcionam tais como os pontos cardeais, que servem para localizar, estabelecer caminhos e orientar na busca da direção certa.

Baixa e alta estima convivem com o ser humano, fazem parte de sua existência. Estar no mundo sempre será a partir de uma relação entre si e o outro e assim sujeita a variações. Reconhecer quando estamos num polo ou noutro é necessário para que possamos saber também quando precisamos de ajuda, e de ajudar, de companhia e de acompanhar, de sorrir de fazer sorrir. Flâneur.

Já se olhou no espelho hoje?

Mundo adolescente, porque tanta crise?

Quarta, 07 de Maio de 2014, 11h18

Laís Sousa
Psicóloga

A adolescência é uma fase do desenvolvimento do ser humano, localizada entre a infância e a idade adulta. O início desta é considerado pela mudança fisiológica produzida pela puberdade. Nesta fase está ocorrendo mudança hormonal, corporal e começam a se independer um pouco mais dos pais comparado com a fase anterior. O autor Calligaris coloca que a adolescência é como se fosse uma moratória, ou seja, não é mais criança, mas também não é reconhecido como adulto e espera por este reconhecimento. Por não serem nem crianças, nem adultos, muitas vezes não sabem como agir, pois muitas vezes lhe dizem “você não é mais criança, tenha atitudes de um homem/mulher” e por outro lado “você ainda é novo demais para fazer tal coisa” e se questionam, como devem agir. Porém, o mesmo autor diz que é difícil definir o que é ser adulto, como sair da adolescência? E acredita que isto também acarreta em angústia para o adolescente. Nesta etapa, se interessam mais por temas relacionados a grupos, no qual buscam um lugar de pertencimento, alianças, e pela sua sexualidade, por exemplo, em função da maturidade genital, é um corpo novo para o adolescente o que também pode trazer conflitos. E a virgindade? Normalmente está situada nesta época a decisão de deixar de ser virgem, com quem?, como?, conto para quem?, tudo isso também pode gerar estresse, ainda mais em uma sociedade que emite mensagens contraditórias. Ou seja, é considerado feio não ser virgem muito novo (principalmente relacionado as meninas) e esquisito se ainda é virgem com mais idade, é motivo de críticas, risadas quando os colegas descobrem que ainda é virgem. Além disso, vão sendo “obrigados” a pensar “no que eu quero ser?” para definir sua profissão. Aos poucos vão formando sua própria identidade.... Pode-se citar também que a adolescência atualmente é idealizada como uma época feliz pela nossa cultura, na qual todos querem permanecer e não enxergam grandes problemas. No entanto, assim como em qualquer fase do desenvolvimento temos questões, conflitos e nesta fase não seria diferente, o adolescente é intenso em suas emoções, está em busca de sua identidade, dos seus gostos, do que ele é, está se construindo, será que não existem razões para conflitos em meio a tanta mudança? Geralmente nesta idade os sentimentos dos jovens são desvalorizados e escutam coisas do tipo “você é muito novo para sofrer por amor” e por ai vai. Além disso, os conflitos vividos na infância podem ser reeditados, revividos na adolescência e merecem atenção. Logo, em diversos momentos o adolescente pode se questionar o que esperam dele, digo família, amigos e sociedade e antes de tudo, o que ele mesmo espera dele. É um momento da vida, no qual se tem dúvidas, vontades, repressões, desejos, etc... Uns atravessam este período sem muita dificuldade, outros tem mais dificuldade e alguns acabam buscando como saída as drogas, roubos ... Como sempre digo cada caso é um caso e com certeza existe algo por trás deste comportamento que precisa ser cuidado. Dei apenas alguns exemplos de como esta fase pode ser conturbada, será que não devemos olhar nossos adolescentes a partir de outra perspectiva, que não seja estigmatizá-lo como “problema”?
Texto: Laís Sousa Pires - Piscóloga Clínica.
Referências: A adolescência (Contardo Calligaris) e Identidade - Juventude e crise (Erick Ericson).

E a sua auto estima? Como vai?

Terça, 06 de Maio de 2014, 23h26

Thiago Caltabiano
Psicólogo Clínico e Social CRP 06106453

Como vai a imagem que você vê no espelho?

Não é de hoje que as pessoas questionam aquilo que aparece refletido no espelho, poucos estão realmente satisfeitos com o que de fato é. Mas porque será que sempre estamos incomodados com a nossa “aparência”? Porque será que sempre temos um defeito para pontuarmos? “Estou meio gordo”, “estou muito magro”, “meu nariz é horroroso”, meu cabelo poderia ser de outra forma”. Já parou pra pensar que o “outro” é sempre uma referência? Que geralmente o “vizinho” tem aquele abdômen dos sonhos, tem aquele cabelo legal, tem aquela imagem idealizada, tanto que quando alguém se queixa da própria aparência, logo soltamos o clássico “imagina, você está ÓTIMO”, eu é que estou precisando melhorar”.
Vamos pensar que a valorização do corpo atualmente produz níveis de status de felicidade perante o meio quem se vive, o culto ao corpo está diretamente ligado a capacidade de vender uma boa imagem ao contexto social.
Pensando de uma maneira pragmática, porque será que o indivíduo sempre está insatisfeito com aquilo que ele vê no espelho?
A ânsia de sempre querer mais está diretamente ligada ao consumismo atual, vivemos em um mundo atualmente competitivo, onde “vender felicidade” está diretamente ligado ao sucesso. Ninguém compartilha no facebook a foto da barriga flácida nem a cara sem maquiagem logo cedo ao sair da cama.
Quando nos deparamos com a realidade que vivemos uma vida de verdade, sem glamour, (salvo as exceções das celebridades) sem grandes destaques, acabamos por voltar o olhar para o próximo e se questionar se somos mais felizes e satisfeitos que o próximo.
A resposta sempre será NÃO, pois o outro da mesma maneira, também está preocupado em vender felicidade, consequentemente gerando a eterna insatisfação com aquilo que se tem, resultando na baixa autoestima e na fragilidade de se conseguir acreditar nas reais potencialidades.
Seriamos muito mais felizes se não estivéssemos tão preocupados em ser mais feliz e mais realizado que o vizinho.
Aquele que se conhece e se percebe, matura aquilo que de fato é essencial, separando daquilo que é trivial e desnecessário.
Assumir o que de fato se é, com certeza não é uma tarefa das mais fáceis, é mais cômodo e mais tranquilo se manter na sombra daquilo que não corresponde a sua verdadeira realidade.
“Ser”, como construção pessoal é fruto da responsabilidade assumida com relação a própria existência, na busca de mantê-la e aperfeiçoa-la.
“Não- ser” é consequência da irresponsabilidade de quem não assumiu sua vida como deveria.

THIAGO CALTABIANO – PSICÓLOGO SOCIAL, FENOMENÓLOGO EXISTENCIAL, CLÍNICO ESPECIALIZANDO EM DEPENDÊNCIA QUÍMICA E PSICOPATOLOGIA CRP 06 1064353
Tel: (11) 985499896 (tim) / t.caltabiano@hotmail.com

Relacionamento homoafetivo.

Terça, 06 de Maio de 2014, 13h38

Sheila Soares
Psicóloga

Os Relacionamentos Homoafetivos e a Cidadania

 

Os relacionamentos homossexuais, apesar de tão antigos quanto à instituição da família, sempre foram tratados com muito preconceito, haja vista que a sociedade, guiada pelos dogmas da igreja, fez com que fosse criado um padrão de normalidade para as relações afetivas, tratando, desse modo, de forma anormal as demais relações que não entre um homem e uma mulher.

De fato a homossexualidade sempre existiu. Registros foram encontrados nas civilizações mais antigas, como a romana e a egípcia. Os gregos atribuíam a ela qualidade para a intelectualidade beleza e comportamento ético, entre eles a prática homossexual era nobre e até recomendável.

Mais tarde a visão científica prepondera sobre a religiosa, nessa fase homossexualidade é considerada doença que acomete o indivíduo cuja presença o identifica como homossexual, em contraposição a uma condição normal, tida como saudável, denominada de heterossexual.

 Dentre as diversas posições se destaca a de Sigmund Freud pela preocupação com o esvaziamento de conotações morais no estudo deste objeto. Ao invés de procurar respostas para questão em patologias físicas ou em depravações morais, a busca no que chama de consciente e inconsciente do individuo que pratica tal conduta sexual.

Desde a revisão e publicação do Código Internacional de Doenças 1985 a homossexualidade deixou de ser tida como uma patologia, saindo o homossexualismo dos distúrbios mentais para o capítulo dos sintomas decorrentes de circunstâncias psicossociais.

A partir de 1991 a Anistia Internacional considerou a proibição da homossexualidade violação dos direitos humanos.

A partir da década de 1960, ganham destacada expressão os movimentos sociais por direitos de homossexuais nos Estados Unidos, época considerada como do nascimento do movimento gay contemporâneo.

Sob a visão social o que podemos perceber é que o critério de distinção do homossexual é relativo, dependendo da cultura tal característica pode ser irrelevante ou possuir conotações diversas.

Em vários paises asiáticos, como o Japão ou as Filipinas a homossexualidade é largamente tolerada; em certas tribos da nova Guiné a pederastia é institucionalizada e tida como necessária para o sadio amadurecimento dos adolescentes. Da mesma forma entre certas tribos indígenas brasileiras, sendo importante ressaltar que na cultura paraense não é discriminado o homem que se relaciona com outros apenas de forma ativa por esses exemplos podemos perceber o relativismo cultural .

A confirmação dos direitos dos casais homoafetivos está, principalmente, no texto constitucional brasileiro, que aponta como valor basilar do Estado Democrático de Direito o princípio da dignidade da pessoa humana (cf. art. 1o, III), a liberdade e a igualdade sem distinção de qualquer natureza (CF. art. 5o), a inviolabilidade de intimidade e da vida privada (CF. art. 5o, X), que, como assevera Luiz Edson Fachin, à orientação sexual é direito personalíssimo, atributo inerente e inegável da pessoa a que, assim, como direito fundamental, é um prolongamento de direitos da personalidade, imprescindíveis para a construção de uma sociedade que se quer livre, justa e solidária.

Na construção da individualidade de uma pessoa, a sexualidade forma uma dimensão fundamental em sua subjetividade, alicerce indispensável para o livre desenvolvimento da personalidade.

A relação entre a proteção da dignidade da pessoa humana e a orientação homossexual é direta, pois o respeito aos traços constitutivos de cada um, sem depender da orientação sexual, é previsto no art. 1o, inciso III, da Constituição Federal.

Assim como nas uniões heterossexuais, o estabelecimento de relações de homossexualidade fundadas no afeto e na sexualidade, de forma livre e autônoma, sem qualquer prejuízo de terceiros, faz parte da proteção da dignidade humana.

Diante desses elementos, concluímos que o respeito à orientação sexual é aspecto fundamental para afirmação da dignidade humana, não sendo aceitável, juridicamente, que preconceitos legitimem restrições de direitos, fortalecendo estigmas sociais e deixando de lado um dos fundamentos constitucionais do Estado Democrático de Direito.

Na perspectiva da sociologia, da psicologia, da psicanálise, da antropologia, dentre outros saberes, a família não se resumia à constituída pelo casamento, ainda antes da constituição, porque não estavam delimitados por um modelo legal, entendido como entre outros.

De fato dentre as unidades de vivência encontradas na experiência brasileiras atuais, estão incluídas as uniões homossexuais, de caráter afetivo e sexual.

"Se todos têm direito 'a felicidade, não há por que negar ou desconhecer que muitas pessoas só serão felizes relacionando-se afetiva e sexualmente com pessoas do mesmo sexo. Valores e normas sócias são modificados, reconstruídos e alterados de acordo com a transformação da própria sociedade." Marta Suplicy

FONTE: http://blog.newtonpaiva.br 

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Síndrome do pânico, ansiedade elevada.

Terça, 06 de Maio de 2014, 13h27

Sheila Soares
Psicóloga

Síndrome do Pânico

A ansiedade é um estado emocional que faz parte da vida. Encontrar a pessoa por quem se está apaixonado causa ansiedade assim como a entrevista para um novo emprego. Antes de uma prova, por exemplo, esse estado de ânimo é produtivo, fazendo com que o estudante esteja alerta e preparado para o desafio.

Mas quando a ansiedade passa a afetar negativamente o dia-a-dia há um problema. Se alguém não consegue mais seguir sua rotina, seja no trabalho, na escola ou na vida social, pode estar sofrendo de um transtorno de ansiedade. A síndrome do pânico faz parte destes transtornos.

“Muitas pessoas podem ter síndrome do pânico e não saberem por não reconhecerem os sintomas”, alerta Ana Luiza Lourenço Simões Camargo, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Primeiros sintomas

A síndrome é caracterizada pela sucessão repentina de crises de pânico. A sensação horrível trazida por esses episódios faz com que a pessoa altere sua rotina, com medo de que o processo possa se repetir. “Na prática, isso significa que alguém que teve uma crise enquanto dirigia, deixa de dirigir; se a crise foi crise no metrô, deixa de utilizar esse meio de transporte”, explica a psiquiatra.

As crises impedem que se leve uma vida normal. Há casos em que a pessoa deixa de sair de casa ou não sai mais sozinha. A lógica é a seguinte: passa-se a viver na expectativa de novas crises e busca-se estar em uma situação em que seja possível encontrar ajuda.“Quem sofre da síndrome do pânico tem a preocupação persistente de ter novos ataques”, diz a dra. Ana Luiza.

Durante a crise, que tem seu ápice em 10 minutos, pelo menos quatro dos seguintes sintomas se manifestam:

PalpitaçãoTaquicardiaSuor em excessoTremorNáuseaTonturaSensação de não conseguir respirarMedo de perder o controleMedo de morrer

Mulheres x Homens

A síndrome se desenvolve principalmente em adultos jovens, por volta dos 25 anos; mas pessoas de qualquer idade podem apresentar o problema. As maiores vítimas são as mulheres, que recebem de duas a três vezes mais diagnósticos da síndrome do pânico que os homens.

Segundo a dra. Ana Luiza, ainda não há uma confirmação científica que relacione a maior incidência às mulheres. “Alguns casos no sexo masculino podem ser subdiagnosticados pelos homens buscarem menos auxílio”, analisa a psiquiatra.

Um estudo do National Comorbidity Survey (NCS), dos EUA, aponta que 71% das pessoas com síndrome do pânico são mulheres e apenas 29%, homens.

De onde vem?

Não há uma causa específica para a síndrome de pânico. Existem apenas algumas hipóteses. Uma delas trata dos fatores genéticos, uma vez que 35% dos familiares de primeiro grau de pacientes com transtorno de pânico também desenvolvem o problema.

Outra hipótese levantada é de que os portadores têm uma disfunção neurológica do sistema de alerta. “Quando passamos por alguma situação que causa medo, nosso sistema de alerta é acionado pelo cérebro. Quem sofre da síndrome pode ter uma disfunção nesse sistema e desencadear uma crise sem uma causa determinante”, pontua a psiquiatra.

Como cuidar

O tratamento para a síndrome do pânico inclui cuidar da doença em si e dos problemas que podem estar associados a ela como, por exemplo, a depressão. Os medicamentos mais utilizados são os antidepressivos e ansiolíticos, associados à psicoterapia. Essa junção costuma obter bons resultados.

“No tratamento, procuramos mostrar ao paciente que, por mais desconfortável que pareçam os ataques, ele não vai morrer por causa deles”, diz a dra. Ana Luiza. Com o tempo, os sintomas podem cessar completamente ou serem controlados, tornando-se mais leve. “Isso dependerá de cada paciente”, conclui.

FONTE: www.einstein.br 

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Agressividade: o que é e quais as categorias.

Terça, 06 de Maio de 2014, 11h27

Sheila Soares
Psicóloga

Agressividade e psicanálise.

A Agressividade é constitucional e necessária para auto conservação e conservação da espécie, porque possibilita nos posicionarmos nas situações e construirmos coisas. Ela está relacionada à ação

Todos os seres humanos (e inclusive os animais) trazem consigo um impulso agressivo.

A agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade de todas as pessoas. Portanto, é algo natural.

Nas sociedades ocidentais, bastante competitivas, a agressividade costuma ser aceita e estimulada quando esta vale como sinônimo de iniciativa, ambição, decisão ou coragem.

A agressividade é um tipo de comportamento normal que se manifesta nos primeiros anos de vida.

Na infância, a agressividade é uma forma encontrada pelas crianças para chamar a atenção para si. É uma espécie de reação que adquire quando está à frente de algum acontecimento que faz com que se sintam frágeis e inseguras.

Na fase adulta, a agressividade se manifesta ainda como reação a fatos que aparentemente induzem o indivíduo à disputa e ainda a sentimentos.

A agressividade é uma qualidade natural, humana ou animal, que tem a função de defesa diante dos perigos enfrentados e dos ataques recebidos.

Agressividade e medo são emoções fundamentais na sustentação de processos decisórios.

A agressividade é uma forma de nos protegermos, de dar limites, em família ou no trabalho.

A ação está na agressividade, e a reação na violência.

Classificação da agressividade humana

1º.Agressão hostil (hostilidade)

Agressão hostil é emocional e geralmente impulsiva. É um comportamento que visa causar danos ao outro, independentemente de qualquer vantagem que se possa obter. Agressão hostil quando, por exemplo, um elemento que conduz um veículo colide propositadamente na traseira do automóvel que o ultrapassou. Este comportamento só trouxe desvantagens para o próprio: tem de pagar os danos do seu carro, do carro do outro condutor, podendo ainda vir a ter problemas com a justiça. O termo raiva pode designar esse sentimento em oposição à agressão premeditada.

2º.Agressão instrumental

É aquela em que é planejada visa um objeto, que tem por fim conseguir algo independentemente do dano que possa causar. É, freqüentemente, não impulsiva. Como exemplo de agressão instrumental: o assalto a um banco; pode ocorrer no decurso da ação uma agressão, mas não é esse o objetivo. O seu fim é conseguir o dinheiro, a agressão que possa surgir é um subproduto da ação.

3º.Agressão direta

O comportamento agressivo dirige-se à pessoa ou ao objeto que justifica a agressão. Na agressão sexual o objeto almejado confunde-se com o motivo da agressão na categoria acima descrita. Os motivos fúteis opõem-se à defesa da vida como critério de gravidade do ato agressivo.

4º.Agressão deslocada

O sujeito dirige a agressão a um alvo que não é responsável pela causa que lhe deu origem. Em animais também se observa esse mecanismo de controle dos impulsos agressivos.

5º.Auto-agressão

O sujeito desloca a agressão para si próprio. Ex: Suicídio, auto mutilação.

6º.Agressão aberta

Este tipo de agressão, que se pode manifestar pela violência física ou psicológica, é explicita, isto é, concretiza-se, por exemplo, em espancamentos, ataques à auto-estima, humilhações.

7º.Agressão dissimulada

Este tipo de agressão recorre a meios não abertos para agredir. O sarcasmo e o cinismo são formas de agressão que visam provocar o outro, feri-lo na sua auto-estima, gerando ansiedade. A teoria psicanalítica tem como explicação desta forma de agressão a motivação inconsciente.

8º.Agressão inibida

Como o próprio nome indica, o sujeito não manifesta agressão para com o outro, mas dirige-se a si próprio. O sentimento de rancor é um exemplo desta forma de expressão da agressão. Algumas teorias psicológicas têm a agressão inibida como causa de diversas doenças psicossomáticas. O grau mais severo do rancor pode ser designado por ódio, contudo ainda não existe um consenso para essa terminologia.

Origens da agressividade

"Amor e ódio constituem os dois principais elementos a partir dos quais se constroem as relações humanas. Mas amor e ódio envolvem agressividade. Por outro lado, a agressão pode ser um sintoma de medo. [...] De todas as tendências humanas, a agressividade, em especial, é escondida, disfarçada, desviada, atribuída a agentes externos, e quando se manifesta é sempre uma tarefa difícil identificar suas origens”.

Winnicott, 1939.

PESSOA AGRESSIVA

Definindo dentro de um parâmetro psicológico, a pessoa agressiva patológica (processos neuróticos infantis) é aquela que reage a todo acontecimento, como se fosse uma competição, contenda ou disputa na sua leitura mental.

A disputa passa a reinar na alma da pessoa; e se fizermos um levantamento da história do indivíduo, descobriremos que desde cedo o mesmo se esforçou em demasia para não vivenciar a experiência da exclusão.

Devastadora é a crítica para estas pessoas. Esta definição contempla os aspectos negativos do fenômeno.

A agressividade é um divisor de formas de conduta ou personalidade, pois o oposto é uma pessoa que vive em lamúria ou autocomiseração.

Já os agressivos têm uma precipitação de reações ou sentimentos.

A sociedade amplia o conceito de agressividade, considerando que a própria sinceridade e autenticidade são resultados da mesma.

AGRESSIVIDADE E CRESCIMENTO

Fundamental é a agressividade para o crescimento e conquista do espaço pessoa, sinal de que não se esta sendo passivo frente às imposições do social e dos outros.

A agressividade não é sinônima de falta de amor. Desta forma, casais que se amam podem ter momentos de agressividade, sentir raiva, ódio e vontade de ficar longe por alguns instantes sem que isso signifique que não se gostam.

AGRESSIVIDADE X NORMALIDADE X PATOLOGIA

A agressividade é um tipo de comportamento normal que se manifesta nos primeiros anos de vida.

A agressividade é uma forma encontrada pelas crianças para chamar a atenção para si. É uma espécie de reação que adquire quando está à frente de algum acontecimento que faz com que se sintam frágeis e inseguras.

Na fase adulta, a agressividade se manifesta ainda como reação a fatos que aparentemente induzem o indivíduo à disputa e ainda a sentimentos.

A criança quando agressiva tenta despertar nos pais ou responsáveis os sentimentos internos que esses não conseguem perceber.

Muitas vezes as crianças são rotuladas e castigadas pelo comportamento, porém é importante conhecer primeiramente as suas causas, para que se aplique algum tipo de manifestação relacionada à agressividade. O adulto, por sua vez, quando agressivo reage precipitadamente a qualquer tipo de acontecimento, o que possivelmente causa traumas inesquecíveis. Também age como forma de depositar sentimentos negativos como raiva, inferioridade, frustração e outros.

Por ser um comportamento normal que se inicia na infância e que pode permanecer ou não durante o amadurecimento do ser humano, existem terapias que auxiliam o agressor a controlar sua reação impulsiva diante dos acontecimentos que lhes parecem desafiadores. Tal reação deve ser estudada por um profissional e controlada por quem a possui, pois pessoas agressivas normalmente não conseguem conviver com outras pessoas.

COMPORTAMENTO AGRESSIVO

O Comportamento Agressivo consiste na defesa dos direitos pessoais e expressão dos pensamentos, sentimento e opiniões de uma maneira inapropriada e não positiva que transgride os direitos das outras pessoas.

O objetivo habitual da agressão é dominar as outras pessoas. A vitória assegura-se por meio da humilhação e da degradação. Trata-se, em último caso, de que os outros sejam mais débeis e menos capazes de expressar e defender os seus direitos e necessidades.

O comportamento agressivo é o reflexo de uma conduta ambiciosa, que tenta conseguir os objetivos a qualquer preço, inclusivamente se isso supõe transgredir as normas éticas e pisar os direitos dos outros. As conseqüências deste tipo de comportamentos são sempre negativas e as vítimas destas pessoas acabam, mais cedo ou mais tarde, por se sentir ressentidas e evitar a pessoa agressiva.

Comportamento agressivo tem influência genética

Estudo conduzido por Juergen Hennig, PhD, contribui para o aumento de evidências que o tipo de comportamento agressivo que nós consideramos psicopático ou sociopático tem algumas bases genéticas que podem envolver níveis anormalmente baixos do neurotransmissor serotonina. Mais uma vez, polimorfismos do gene aparecem para influenciar diferenças individuais.

Componentes específicos de agressão em 58 participantes pareceram relacionados ao alelo U (variação) de um gene chamado TPH, um marcador que deve estar ligado a outro gene ainda desconhecido. Henning diz, "ligação significa que ambos os genes são transmitidos juntos, pois estão bem próximos no mesmo cromossomo”.

Os pesquisadores mediram genótipos apelidados de AA, AC e CC. O genótipo "AA" estava associado com os índices mais altos de agressão, enquanto o genótipo "CC" estava associado com os índices mais baixos.

Usando outra amostra de 48 homens, os autores também validaram a distinção entre "hostilidade neurótica" e "hostilidade agressiva", esta última mais violenta e sem sentimento de culpa. Os autores dizem que sua descoberta enfatiza o valor de distinguir entre os diferentes aspectos de agressão.

Finalmente, apenas os homens "agressivamente hostis" liberaram índices altos de cortisol, o hormônio chave do estresse, depois de tomar uma droga antidepressiva que torna a serotonina mais disponível no cérebro.

Os autores especulam que, depois de serem privados de serotonina, os receptores neurais desses homens estavam sensíveis e reagiram além do normal, em parte por produzirem cortisol extra.

Juntando as três descobertas, Henning conclui que, "Nós descobrimos que os polimorfismos do gene contribuem para a variação que pode ser encontrada nos testes neuro-endócrinos e questionários de personalidade em indivíduos saudáveis. Isso demonstra que certos aspectos de comportamento relacionam-se a sistemas biológicos, tais como os sistemas neurotransmissores”.

COMPORTAMENTOS AGRESSSIVOS X PAIS.

A ausência de limites, a tolerância excessiva dos pais, a falta de tolerância perante frustrações, violência física ou emocional, ausência de carinho são fatores que provocam comportamentos agressivos, porém é interessante observar também se a criança não está passando por um momento de transformação em sua família, como separação dos pais, ganho ou perda de novos membros na família, seja por nascimento de irmão ou morte de alguém querido.

AUTISMO E AGRESSIVIDADE

O autismo não causa agressividade. Qualquer pessoa pode se tornar agressiva seja ela autista ou não. Deve-se investigar em cada caso o que estaria mantendo a agressividade, pois, mais uma vez, nenhum comportamento vem do nada!

INVESTIMENTOS BANCARIOS X AGRESSIVIDADE

As instituições Bancárias sugerem agressividade ao investidor e lista motivos para se preferir as ações.

VIOLÊNCIA X AGRESSIVIDADE

A agressividade é uma qualidade natural, humana ou animal, que tem a função de defesa diante dos perigos enfrentados e dos ataques recebidos.

A violência nos relacionamentos humanos, a agressividade desequilibrada, fora das situações de perigo, acontece fora e dentro das famílias. É uma reação ao sentimento interior de frustração, de carência, de incapacidade de amar, que desencadeia comportamentos destrutivos, diante da privação ou impossibilidade de satisfazer nossas necessidades naturais e atingir nossas motivações.

Todos nós temos necessidades naturais – de alimentos (fome), de líquido (sede), de sono, de repouso, de atividade produtiva, de gostar de si mesmo (auto-estima), de afeto, de aprovação social, de independência, de realização… Essas necessidades naturais criam motivações dentro de todos nós, que se apresentam como anseios, ideais ou desejos, que buscamos satisfazer o tempo todo – o nosso desejo de felicidade e paz, o desejo de saúde, o desejo de sucesso, o desejo de riqueza…

A violência, a agressividade desequilibrada, gera um ambiente doentio, interior e exterior. Gera medo, tensão, estresse, tristezas, ressentimentos, mágoas, culpas, inseguranças… Sentimentos que estão na origem da grande parte das doenças físicas.

Agressividade é constitucional e necessária para auto conservação e conservação da espécie, porque possibilita nos posicionarmos nas situações e construirmos coisas. Ela está relacionada à ação.

A violência é sempre uma reação por algo passado ou presente. Por exemplo, no desenvolvimento da criança ela pode sofrer abusos, espancamentos, maus tratos, etc. Mais tarde frente a determinados fatos ela pode ter uma reação, muitas vezes inconsciente, expressando uma violência desmedida frente a situação. Muitas vezes dependendo do que o individuo é submetido, ele pode apresentar uma reação de violência. Um animal em cativeiro é sempre violento.

A violência é sempre uma reação e não uma ação.

A agressividade está ligada a autopreservação, por que temos que nos posicionar, marcar espaço e isso é necessário para vivermos em sociedade.

Toda vez que a violência ocorre, ela está relacionada a algum fato de submissão no passado ou no presente.

A agressividade é constitucional e está ligada a ação.

A violência é uma reação e sempre está relacionada a um fato, passado ou presente.

A ação está na agressividade, e a reação na violência.

DEPRESSÃO X AGRESSIVIDADE

Algumas vezes, quando deparamos com alguém depressivo, percebemos apatia e comentamos sobre sua falta de vitalidade. Existe aí falta de "agressividade"?

Mas o que dizer de pessoas que usam sua energia de vida para hostilizar e destruir? Estamos tratando nesse momento de agressividade negativa, geralmente utilizada como instrumento de expressão de sentimentos como mágoa, insegurança ou incapacidade de lidar com as frustrações.

CRIANÇA E A AGRESSIVIDADE

Quando pensamos em crianças, logo associamos à imagem angelical de pureza e doçura. Por isso nos causam grande espanto e desorientação ao ver atitudes agressivas em crianças pequenas.

A agressividade é uma força instintiva que como outras são inatas em todos os seres humanos. Especialmente a criança, expressa tudo o que é mais essencial do ser humano, uma vez que ela ainda não completou seu amadurecimento moral e intelectual, ou seja, ela não tem recursos próprios para se relacionar com o mundo.

Assim, nas crianças percebemos as características essenciais e instintivas do ser humano com a agressividade, porém é individual de cada uma como e o quanto esta se manifesta.

O seu filho revela umas atitudes demasiadamente rebeldes, impulsivas e agressivas.

Os seus súbitos ataques de raiva fazem-na temer pelo futuro, mas nem sempre a fúria é negativa. Os pais não sabem muito bem o que se passa.

Os filhos andam muito irrequietos, agressivos e parecem estar a reagir com muita arrogância. Preocupados, os pais acham que se pode estar a passar alguma coisa e não compreendem tanta agressividade. Embora não saiba, as crianças devem revelar um pouco da agressividade que guardam dentro de si. Se não é saudável guardarem-na, também não é saudável a soltarem a todo o momento, mas se esta for equilibrada até é bom para combater o stress.

Logo à nascença, a criança solta o seu grito de agressividade. O primeiro grito de muitos outros que se seguirão, sem motivo aparente ou que pelo menos os pais não conseguem identificar qual o motivo, para além dos gritos de dor e de fome.

Quando se zangam por coisas mínimas e inexplicáveis, é sinal que estão fazendo um teste aos próprios pais para ver até onde é que lhes é permitido ir. Não há necessidade de os pais se irritarem logo após a primeira birra, pois se não se mostrarem interessados os filhos, em seguida, acabam com a choradeira.

As crianças que são muito calmas, pacíficas e que nunca demonstraram a mínima irritação em relação a nada, são crianças apáticas e tristes. O fato de as crianças nunca se irritarem com nada é sinal que guardam tudo para elas, e que reprimem os seus sentimentos e mágoas. Estas crianças são muito tristes, pouco ou nada falam e começam a ter muito medo das coisas e do próprio mundo. Os pais devem compreender se o filho está com algum problema, ou se é mesmo da personalidade dele.

Há que perceber que a agressividade é diferente da violência. A agressividade é um tipo de reação normal, mas a violência é já característica de uma outra parcela de crianças.

Habitualmente, as crianças agressivas têm reações de rebeldia, respondem mal e protagonizam gestos agressivos, mas nunca atingem o patamar da violência. Às crianças violentas está ligada a explosão repentina de muitas mágoas e episódios que guardaram para si, e que só agora conseguiram expandir. Isto retrata um tipo de preocupação e de controlo totalmente distinto da agressividade.

As crianças agressivas utilizam essa agressividade como forma de se defenderem do que as rodeia, e não necessariamente porque tenham instintos ou pensamentos violentos. Por isso, os ataques de berraria e de "reivindicações infantis" não passam de uma defesa e de um jogo elaborado inconscientemente pelos mais novos, para testarem a sua importância familiar e os limites daqueles que os rodeiam.

Os pais, ao serem mais repressivos e menos benevolentes, têm já que estar preparados para as trocas de palavras menos carinhosas e mais chocantes por parte dos seus filhos. Deve ser benevolente com ele, mas com determinados limites. A criança tem que perceber que há alturas nas quais os seus desejos podem ser-lhe concedidos, embora em outras situações isso não possa suceder. Não lhe explique o motivo porque a criança não pode fazer alguma coisa de maneira autoritária. Utilize um caminho informal e de fácil entendimento para ele, alegando sempre coisas boas para o crescimento dele caso ele não faça o que deseja.

Se julgar que o seu filho é muito agressivo, fique, a saber, que essa agressividade tem o seu lado positivo. Expulsa as suas tensões e nervos internos, e essa agressividade é um dos caminhos para perceber se não há problemas de maior com o seu pequeno mundo.

Motivo para preocupação é se a criança for demasiadamente certinha, calma e pacífica. Por detrás dessa solidão está sempre uma enorme tristeza e mágoa interior.

Acompanhe e tente perceber todas as reações do seu filho, pois todas elas possuem uma leitura importante e útil para poder compreendê-lo.

JOGO X FALTA DE PACIENCIA X AGRESSIVIDADE

Existe uma grande diferença entre agressividade e falta de paciência; e a primeira tem sido uma ótima desculpa para justificar a segunda.

Jogar agressivamente sem duvida é um caminho interessante para a vitória. Mas a agressividade tem que ser bem usada e tem que ser usada da forma correta. Pense nisso e veja se não esta confundindo agressividade com falta de paciência.

AGRESSIVIDADE X DESENVOLVIMENTOS GLANDULARES NO ADOLESCENTE

O psicólogo Nicholas Allen, da Universidade de Melbourne, Austrália, filmou 137 adolescentes de 11 a 14 anos enquanto eles discutiam com os pais sobre assuntos "explosivos", tais como a hora de ir para a cama, deveres escolares, uso do computador, etc. O nível de agressividade demonstrado pelos adolescentes nessas discussões também foi comparado ao tamanho das amídalas cerebrais (não confundir com as amídalas palatinas...).

Foi observada uma correlação entre o tamanho das amídalas e a agressividade do adolescente.

Parece que o crescimento descompassado das amídalas e do córtex pré-frontal poderia explicar fases de maior agressividade durante o desenvolvimento e a passagem da adolescência à vida adulta.

AGRESSIVIDADE E VIOLENCIA DOMESTICA

Alguns consideram que o problema acontece devido a uma carência emocional experimentada pela criança que se sente ferida; outros acreditam que a criança não teve fixados os seus limites. Perceberam que crianças e adolescentes desvantajados, expostos ao abandono, morte ou doença dos pais, ou submetidos à intensa ansiedade gerada pelo ambiente das ruas, podem apresentar conduta agressiva (Fagan & Wexler, 1987).

Quando os pais ferem-se mutuamente, abandonam as famílias ou ameaçam suicidar-se, a ansiedade dos filhos é esmagadora. Eles podem desenvolver um padrão crescentemente agressivo em suas relações familiares, escolares e sociais (Wolff, 1985).

Foi encontrada associação entre privação emocional na infância agressão física entre os pais, depressão materna, quebra precoce do vínculo mãe-filho, negligência ou rejeição materna, número elevado de substitutos maternos, abuso físico e sexual e conduta violenta em adolescentes (Forchand, 1991; Assis, 1991).

Histórias de abuso físico e sexual têm sido relatadas por adultos e adolescentes que apresentam auto-imagem negativa, dificuldades de relacionamento e vazão inapropriada de impulsos agressivos (Dodge et al., 1991; Gil, 1990; Oates, 1984; Blomhoff et al., 1990).

BULLYING

Bullying é um problema universal que atinge quase todas as pessoas, família, escola, trabalho ou comunidade em um momento ou outro, independentemente da idade, sexo, raça, religião ou status sócio-econômico.

Bullying não só se restringe apenas às "escola", a questão do assédio moral é mais amplo e atinge constantemente toda sociedade do planeta terra, ocasionando graves problemas de saúde mental e no bem-estar social.

Os efeitos do bullying podem durar uma vida.

O termo Bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotada por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

Ações Bullying

Colocar apelidos, Ofender, Zoar, Gozar, Encarnar, Sacanear, Humilhar, Fazer sofrer, Discriminar, Excluir, Isolar, Ignorar, Intimidar, Perseguir, Assediar, Aterrorizar, Amedrontar, Tiranizar, Dominar, Agredir, Bater, Chutar, Empurrar, Ferir, Roubar, Quebrar pertences e outros.

Medo e agressividade são aliados na tomada de decisões

As empresas devem se preocupar com a capacitação emocional de seus empregados. Só assim conseguirão o comprometimento necessário à incorporação de inovações em favor da produtividade e competitividade. Agressividade e medo, por exemplo, são emoções fundamentais na sustentação de processos decisórios.

Segundo o médico-psiquiatra e especialista em terapia empresarial, Paulo Gaudêncio, nunca perdemos o medo de errar. “O que precisamos é aprender a mandar no medo para fazer as mudanças necessárias na vida familiar e nos negócios”, afirmou durante palestra aos participantes da Oficina ‘Inovação da Gestão Interna’, na terça-feira (20), dentro da programação da 3ª Semana de Capacitação do Sistema Sebrae, em Brasília (DF).

Gaudêncio citou a fadista portuguesa Amália Rodrigues, a melhor no gênero há 50 anos. Indagada sobre o que sentia ao subir ao palco, respondeu sem titubear: medo. Segundo Gaudêncio, nossas emoções são nossos principais combustíveis e devemos, portanto, saber lidar com elas. Se mandarmos no medo, ele nos ajuda a ser prudentes e corajosos. Se ele nos vence, somos covardes. Se não o temos, podemos ser irresponsáveis. Tudo é uma questão de equilíbrio.

O mesmo acontece com a agressividade que, administrada, sustenta a razão. Nos animais, limita o espaço vital. Nos homens, mais que isso: limita o espaço emocional. A agressividade, portanto, é uma forma de nos protegermos, de dar limites, em família ou no trabalho. “Sapo é difícil de ser engolido. Mas, se engolidos com ajuda de um bom molho, podemos até digeri-los. O que é fácil de ser engolido são os girinos do dia-a-dia. O problema é que são impossíveis de serem digeridos”, afirmou.

Segundo Gaudêncio, engolidores de girinos são poços de mágoa, resultados de ódio reprimido. Por isso, a importância do diálogo, do feedback nas relações familiares e de trabalho. E diálogo é saber falar como depoimento e não como acusação. É saber equilibrar agressividade e afetividade. “O amigo é aquele que fala para e não aquele que fala de. Agressividade e medo são nossos aliados nos processos de mudanças”, afirmou.

Serotonina pode ajudar no controle da agressividade

A serotonina, um dos principais neurotransmissores do sistema nervoso central, desempenharia um papel importante no controle de emoções, especialmente a agressividade, de acordo com um estudo britânico publicado na sexta-feira nos Estados Unidos.

O estudo ajudaria a esclarecer problemas clínicos como a depressão, as obsessões e a ansiedade, que se caracterizam por baixos níveis de serotonina.

Os psiquiatras e neurologistas estabeleceram há tempos uma relação entre a serotonina e o comportamento social, mas o papel preciso desempenhado por essa molécula na agressividade é controverso.

Testosterona x Libido x Agressividade

Testosterona é um hormônio esteróide produzido, tanto nos Homens quanto nas Mulheres.Nos homens pelos testículos (os quais também produzem espermatozóides e uma série de outros hormônios que controlam o desenvolvimento normal e funcionamento), nos indivíduos do sexo feminino, pelos ovários, e, em pequena quantidade em ambos, também pelas glândulas supra-renais.

Vale ressaltar que a síntese da testosterona é estimulada pela ação do LH (hormônio luteinizante), que por sua vez é produzido pela pituitária anterior (adenohipófise ou simplesmente hipófise).

A testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrado em ambos o sexo, em média, o organismo de um adulto do sexo masculino produz cerca de vinte a trinta vezes mais a quantidade de testosterona que o organismo de um adulto do sexo feminino, tendo assim um papel determinante na diferenciação dos sexos na espécie humana.

Altas taxas de testosterona tendem a aumentar o comportamento agressivo. Além disso, estudos feitos por Richard Udry com adolescentes mostraram que um alto nível do hormônio aumenta a predisposição a ter relações sexuais. O mesmo acontece com adultos. Só que entre esses, o maior nível de testosterona costuma acarretar problemas no casamento.

James Dabbs e Alan Booth analisaram as relações amorosas de 4.462 militares entre 30 e 40 anos e perceberam que os homens com testosterona alta eram menos propensos a se casar e se divorciavam mais facilmente. Além disso, os campeões da testosterona tinham o dobro de chances de ter relações extraconjugais do que os que apresentavam níveis mais baixos. Risco e agressividade podem não combinar com a vida conjugal.

Já num estudo da Faculdade de Medicina de Yale, cientistas observaram que altos níveis testosterona, ainda que por períodos curtos de seis a doze horas, causaram morte em culturas de neurônios.

AGRESSIVIDADE X TESTOSTERONA X CASTRAÇÃO DE CRIMINOSOS

Diversos estudos clínicos realizados em Prisões Norte Americanas demonstraram que os seus detidos mais violentos tinham geralmente doses mais elevadas do hormônio masculino, a Testosterona que a população comum.

Sabe-se também que altos níveis deste hormônio no sangue conduzem para além de um aumento de agressividade a um aumento do espírito de competitividade, assim, uma droga que reduzisse estes níveis, ou a introdução do hormônio feminino no sistema de um agressor patológico poderia reduzir a sua propensão natural para a Agressão e para a Sociopatia… Igual conseqüência teria a castração, física ou química, já que o dito hormônio é produzido nos testículos. De igual forma, a mesma castração teria conseqüências na redução em longo prazo dos níveis de Crime nas Sociedades.

Estes tratamentos seriam muito mais humanos do que prender alguém durante 20 ou 25 anos e certamente com muito maior eficácia social e financeira.

PSICANÁLISE E A AGRESSIVIDADE

As discussões sobre agressividade enunciaram-se desde o princípio no discernimento freudiano. Assim, na “Psicoterapia da histeria”, de 1895, essa problemática já se enunciara, pelo viés da questão da resistência (Freud 1971a), no registro estritamente clínico. Porém, nas experiências analíticas de Dora (Freud 1971c [1905]) e do pequeno Hans (Freud 1971d [1909]), a agressividade foi inscrita no registro do sintoma, sendo então responsável pela produção e pela reprodução desse.

Subentende-se que a problemática da agressividade não se formulou num momento tardio do discurso freudiano, como supõem equivocadamente alguns intérpretes desse discurso, que formularam que a sua emergência teórica seria correlata à constituição do conceito de pulsão de morte. Pode-se dizer, ao contrário, que o enunciado desse conceito, articulado com a questão da agressividade, foi o ponto de chegada de um longo e tortuoso percurso no pensamento freudiano. Não foi porque Freud colocava toda a ênfase na sexualidade, no quadro da primeira teoria das pulsões (Freud 1962 [1905]), que a agressividade não era já um problema para o discurso freudiano.

É preciso relembrar, no entanto, que a dita problemática não tinha ainda uma elaboração teórica autônoma, no contexto do discurso metapsicológico sobre as pulsões. Vale dizer, o discurso freudiano não enunciou a existência de uma pulsão de agressão, como realizou Adler (cf. Kauffman 1996), na medida em que a agressividade foi inscrita na oposição entre as ordens do sexual e da autoconservação. Mesmo posteriormente, quando Freud inscreveu a autoconservação no registro do eu – elaboração realizada em 1910, no ensaio “As perturbações psicogênicas da visão numa perspectiva psicanalítica” (Freud 1973b [1910]), que culminou no conceito de narcisismo em 1914 (Freud 1973d [1914]) –, a agressividade continuou a ser ainda concebida nesse contexto metapsicológico.

Ao falarmos de agressividade em psicanálise, imediatamente nos vem à lembrança, de modo quase automático, o texto de 1929, Mal-estar na Civilização, no qual Freud reconhece na agressividade inata do homem o principal fator de ameaça à vida em sociedade. Contudo, as coisas nem sempre foram assim.

Na realidade, a agressividade se constituiu como um problema com o qual Freud teve que se debater durante muito tempo, embora, desde os primeiros momentos, tenha reconhecido e valorizado a incidência das tendências hostis como algo inerente à especificidade do tratamento analítico.

Na psicanálise, de acordo com sua colocação diferenciada dos motivos, despertam-se todas as moções [do paciente], inclusive as hostis... são aproveitadas para fins de análise, (1905[1901], p.111).

Unicamente a partir de 1920, após a formulação da segunda teoria pulsional, a agressividade será reconhecida como uma pulsão específica, funcionando, desde então, praticamente como o outro nome dos impulsos da pulsão de morte, cuja finalidade é a destruição.

Existem essencialmente duas classes diferentes de pulsões: as pulsões sexuais, percebidos no mais amplo sentido – (Eros) e (Pulsões Agressivas), cuja finalidade é a destruição, (Freud, 1933[32], p.129).

FONTE: www.brasilescola.com 

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Violência doméstica: quem são as vítimas e as consequências causadas pelo agressor.

Terça, 06 de Maio de 2014, 11h14

Sheila Soares
Psicóloga

Violência Doméstica: O sofrimento que atinge muitíssimas pessoas, independente do nível intelectual, social e econômico.

A violência doméstica é um problema que atinge milhares de crianças, adolescentes, e mulheres. Esta página começava com essas palavras, até que recebi e-mail de um leitor ressaltando a falha e injustiça de excluir, do rol dos prejudicados, os homens. Portanto, podemos começar de novo dizendo que: A violência doméstica é um problema universal que atinge milhares de pessoas, em grande número de vezes de forma silenciosa e dissimuladamente.

Trata-se de um problema que acomete ambos os sexos e não costuma obedecer nenhum nível social, econômico, religioso ou cultural específico, como poderiam pensar alguns.

Sua importância é relevante sob dois aspectos; primeiro, devido ao sofrimento indescritível que imputa às suas vítimas, muitas vezes silenciosas e, em segundo, porque, comprovadamente, a violência doméstica, incluindo aí a Negligência Precoce e o Abuso Sexual, podem impedir um bom desenvolvimento físico e mental da vítima.

Segundo o Ministério da Saúde, as agressões constituem a principal causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos. A maior parte dessas agressões provém do ambiente doméstico. A Unicef estima que, diariamente, 18 mil crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil. Os acidentes e as violências domésticas provocam 64,4% das mortes de crianças e adolescentes no País, segundo dados de 1997.

Violência Doméstica, segundo alguns autores, é o resultado de agressão física ao companheiro ou companheira. Para outros o envolvimento de crianças também caracterizaria a Violência Doméstica. A vítima de Violência Doméstica, geralmente, tem pouca auto-estima e se encontra atada na relação com quem agride, seja por dependência emocional ou material. O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha. A vítima também se sente violada e traída, já que o agressor promete, depois do ato agressor, que nunca mais vai repetir este tipo de comportamento, para depois repetí-lo.

Em algumas situações, felizmente não a maioria, de franca violência doméstica persistem cronicamente porque um dos cônjuges apresenta uma atitude de aceitação e incapacidade de se desligar daquele ambiente, sejam por razões materiais, sejam emocionais. Para entender esse tipo de personalidade persistentemente ligada ao ambiente de violência doméstica poderíamos compará-la com a atitude descrita como co-dependência, encontrada nos lares de alcoolistas e dependentes químicos .

Para entender a violência doméstica, deve-se ter em mente alguns conceitos sobre a dinâmica e diversas faces da violência doméstica, como por exemplo:

Violência Física Violência física é o uso da força com o objetivo de ferir, deixando ou não marcas evidentes. São comum murros e tapas, agressões com diversos objetos e queimaduras por objetos ou líquidos quentes. Quando a vítima é criança, além da agressão ativa e física, também é considerado violência os atos de omissão praticados pelos pais ou responsáveis.

Quando as vítimas são homens, normalmente a violência física não é praticada diretamente. Tendo em vista a habitual maior força física dos homens, havendo intenções agressivas, esses atos podem ser cometidos por terceiros, como por exemplo, parentes da mulher ou profissionais contratados para isso. Outra modalidade são as agressões que tomam o homem de surpresa, como por exemplo, durante o sono. Não são incomuns, atualmente, a violência física doméstica contra homens, praticados por namorados(as) ou companheiros(as) dos filhos(as) contra o pai.

Apesar de nossa sociedade parecer obcecada e entorpecida pelos cuidados com as crianças e adolescentes, é bom ressaltar que um bom número de agressões domésticas são cometidos contra os pais por adolescentes, assim como contra avós pelos netos ou filhos. Dificilmente encontramos trabalhos nessa área.

Não havendo uma situação de co-dependência do(a) parceiro(a) à situação conflitante do lar, a violência física pode perpetuar-se mediante ameaças de "ser pior" se a vítima reclamar à autoridades ou parentes. Essa questão existe na medida em que as autoridades se omitem ou tornam complicadas as intervenções corretivas.

O abuso do álcool é um forte agravante da violência doméstica física. A Embriagues Patológica é um estado onde a pessoa que bebe torna-se extremamente agressiva, às vezes nem lembrando com detalhes o que tenha feito durante essas crises de furor e ira. Nesse caso, além das dificuldades práticas de coibir a violência, geralmente por omissão das autoridades, ou porque o agressor quando não bebe "é excelente pessoa", segundo as próprias esposas, ou porque é o esteio da família e se for detido todos passarão necessidade, a situação vai persistindo.

Também portadores de Transtorno Explosivo da Personalidade são agressores físicos contumazes. Convém lembrar que, tanto a Embriagues Patológica quanto o Transtorno Explosivo têm tratamento. A Embriagues Patológica pode ser tratada, seja procurando tratar o alcoolismo, seja às custas de anticonvulsivantes (carbamazepina). Estes últimos também úteis no Transtorno Explosivo.

Mesmo reconhecendo as terríveis dificuldades práticas de algumas situações, as mulheres vítimas de violência física podem ter alguma parcela de culpa quando o fato se repete pela 3a. vez. Na primeira ela não sabia que ele era agressivo. A segunda aconteceu porque ela deu uma chance ao companheiro de corrigir-se mas, na terceira, é indesculpável.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram agredidas fisicamente por seus parceiros entre 10% a 34% das mulheres do mundo. De acordo com a pesquisa “A mulher brasileira nos espaços públicos e privados” – realizada pela Fundação Perseu Abramo em 2001, registrou-se espancamento na ordem de 11% e calcula-se que perto de 6,8 milhões de mulheres já foram espancadas ao menos uma vez.

Violência Psicológica A Violência Psicológica ou Agressão Emocional, às vezes tão ou mais prejudicial que a física, é caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas. Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes indeléveis para toda a vida.

Um tipo comum de Agressão Emocional é a que se dá sob a autoria dos comportamentos histéricos, cujo objetivo é mobilizar emocionalmente o outro para satisfazer a necessidade de atenção, carinho e de importância. A intenção do(a) agressor(a) histérico(a) é mobilizar outros membros da família, tendo como chamariz alguma doença, alguma dor, algum problema de saúde, enfim, algum estado que exija atenção, cuidado, compreensão e tolerância.

É muito importante considerar a violência emocional produzida pelas pessoas de personalidade histérica, pelo fato dela ser predominantemente encontrada em mulheres, já que, a quase totalidade dos artigos sobre Violência Doméstica dizem respeito aos homens agredindo mulheres e crianças. Esse é um lado da violência onde o homem sofre mais.

No histérico, o traço prevalente é o “histrionismo”, palavra que significa teatralidade. O histrionismo é um comportamento caracterizado por colorido dramático e com notável tendência em buscar atenção contínua. Normalmente a pessoa histérica conquista seus objetivos através de um comportamento afetado, exagerado, exuberante e por uma representação que varia de acordo com as expectativas da platéia. Mas a natureza do histérico não é só movimento e ação; quando ele percebe que ficar calado, recluso, isolado no quarto ou com ares de “não querer incomodar ninguém” é a atitude de maior impacto para a situação, acaba conseguindo seu objetivo comportando-se dessa forma.

Através das atitudes histriônicas o histérico consegue impedir os demais membros da família a se distraírem, a saírem de casa, e coisas assim. Uma mãe histérica, por exemplo, pode apresentar um quadro de severo mal estar para que a filha não saia, para que o marido não vá pescar, não vá ao futebol com amigos... A histeria quando acomete homens é pior ainda. O homem histérico é a grande vítima e o maior mártir, cujo sacrifício faz com que todos se sintam culpados.

Outra forma de Violência Emocional é fazer o outro se sentir inferior, dependente, culpado ou omisso é um dos tipos de agressão emocional dissimulada mais terríveis. A mais virulenta atitude com esse objetivo é quando o agressor faz tudo corretamente, impecavelmente certinho, não com o propósito de ensinar, mas para mostrar ao outro o tamanho de sua incompetência. O agressor com esse perfil tem prazer quando o outro se sente inferiorizado, diminuído e incompetente. Normalmente é o tipo de agressão dissimulada pelo pai em relação aos filhos, quando esses não estão saindo exatamente do jeito idealizado ou do marido em relação às esposas.

O comportamento de oposição e aversão é mais um tipo de Agressão Emocional. As pessoas que pretendem agredir se comportam contrariamente àquilo que se espera delas. Demoram no banheiro, quando percebem alguém esperando que saiam logo, deixam as coisas fora do lugar quando isso é reprovado, etc. Até as pequenas coisinhas do dia-a-dia podem servir aos propósitos agressivos, como deixar uma torneira pingando, apertar o creme dental no meio do tubo e coisas assim. Mas isso não serviria de agressão se não fossem atitudes reprováveis por alguém da casa, se não fossem intencionais.

Essa atitude de oposição e aversão costuma ser encontrada em maridos que depreciam a comida da esposa e, por parte da esposa, que, normalmente se aborrecendo com algum sucesso ou admiração ao marido, ridiculariza e coloca qualquer defeito em tudo que ele faça.

Esses agressores estão sempre a justificar as atitudes de oposição como se fossem totalmente irrelevantes, como se estivessem corretas, fossem inevitáveis ou não fossem intencionais. "Mas, de fato a comida estava sem sal... Mas, realmente, fazendo assim fica melhor..." e coisas do gênero. Entretanto, sabendo que são perfeitamente conhecidos as preferências e estilos de vida dos demais, atitudes irrelevantes e aparentemente inofensivas podem estar sendo propositadamente agressivas.

As ameaças de agressão física (ou de morte), bem como as crises de quebra de utensílios, mobílias e documentos pessoais também são consideradas violência emocional, pois não houve agressão física direta. Quando o(a) cônjuge é impedida(a) de sair de casa, ficando trancado(a) em casa também se constitui em violência psicológica, assim como os casos de controle excessivo (e ilógico) dos gastos da casa impedindo atitudes corriqueiras, como por exemplo, o uso do telefone.

Violência Verbal A violência verbal normalmente se dá concomitante à violência psicológica. Alguns agressores verbais dirigem sua artilharia contra outros membros da família, incluindo momentos quando estes estão na presença de outras pessoas estranhas ao lar. Em decorrência de sua menor força física e da expectativa da sociedade em relação à violência masculina, a mulher tende a se especializar na violência verbal mas, de fato, esse tipo de violência não é monopólio das mulheres.

Por razões psicológicas íntimas, normalmente decorrentes de complexos e conflitos, algumas pessoas se utilizam da violência verbal infernizando a vida de outras, querendo ouvir, obsessivamente, confissões de coisas que não fizeram. Atravessam noites nessa tortura verbal sem fim. "Você tem outra(o) .... você olhou para fulana(o) ... confesse, você queria ter ficado com ela(e)" e todo tido de questionamento, normalmente argumentados sob o rótulo de um relacionamento que deveria se basear na verdade, ou coisa assim.

A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio. O agressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento, se cala, emudece e, evidentemente, esse silêncio machuca mais do que se tivesse falado alguma coisa.

Nesses casos a arte do agressor está, exatamente, em demonstrar que tem algo a dizer e não diz. Aparenta estar doente mas não se queixa, mostra estar contrariado, "fica bicudo" mas não fala, e assim por diante. Ainda agrava a agressão quando atribui a si a qualidade de "estar quietinho em seu canto", de não se queixar de nada, causando maior sentimento de culpa nos demais.

Ainda dentro desse tipo de violência estão os casos de depreciação da família e do trabalho do outro. Um outro tipo de violência verbal e psicológica diz respeito às ofensas morais. Maridos e esposas costumam ferir moralmente quando insinuam que o outro tem amantes. Muitas vezes a intenção dessas acusações é mobilizar emocionalmente o(a) outro(a), fazê-lo(a) sentir diminuído(a). O mesmo peso de agressividade pode ser dado aos comentários depreciativos sobre o corpo do(a) cônjuge.

Afinal, se a criança e o adolescente não conseguem encontrar segurança e estabilidade em suas próprias casas, que visão levarão para o mundo lá fora? Os conflitos nas crianças podem resultar da disparidade entre o que diz a mãe, sobre ter medo de estranhos, e a violência sofrida dentro de casa, cometida por pessoas que a criança conhece muito bem. Além disso a violência doméstica pode ainda perpetuar um modelo de ração agressiva e violenta nas crianças que estão com a personalidade em formação.

A Violência Doméstica é considerada um dos fatores que mais estimula crianças e adolescentes a viver nas ruas. Em muitas pesquisas feitas, as crianças de rua referem maus-tratos corporais, castigos físicos, violência sexual e conflitos domésticos como motivo para sair de casa.

A dinâmica do casal Dos 849 processos analisados até agora, referentes a casos apresentados na Primeira DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de São Paulo, em 1988, e na Terceira DDM de São Paulo, em 1988 e 1992, 81,5% se referem a lesões corporais dolosas, ou seja, houve evidências de agressão suficientes para que a Polícia levasse o caso a Justiça.

Dos casos restantes, 4,47% se referem a estupro ou atentado violento ao pudor; 7,77% a ameaças; e 1,53% a seduções.

Quem Denuncia a Violência Doméstica Na maioria dos casos de arquivamento dos processos, ele parte de uma intervenção da própria agredida, que chega a mudar seu depoimento, quando o processo já está correndo na Justiça. A dependência emocional, mais que a econômica, é que faz a mulher suportar agressões. Isso acontece mesmo quando uma boa parte desses casos tem origem em algo muito mais sério do que pequenas rusgas familiares.

Alguns dados ajudam a traçar um perfil da mulher agredida em casa:

- 50% têm entre 30 e 40 anos, - 30% têm entre 20 e 30 anos. - 50% o casal tinha entre 10 e 20 anos de convivência e, - 40% entre um e dez anos. - 40% dos casais se separam depois da queixa - 60% continuam a viver conjugalmente.

Em 1988, 85% das denúncias registradas nas primeiras e terceira DDM de São Paulo foram de agressão e 4,17% de ameaças. Em 1992, nas mesmas delegacias, as denúncias de agressão caíram para 68% dos casos, com as ameaças subindo para 21,3%. Essa alteração é um indicador de que, em alguns casos, a mera apresentação da queixa numa delegacia e uma advertência da autoridade policial consegue cessar a violência.

Quem agride Na maioria os agressores são homens (67,4%), cônjuge e/ou ex-cônjuge da vítima. Não há trabalhos explícitos sobre incidência de patologias psiquiátricas nos agressores, entretanto, considera-se válido que os agressores se dividem entre portadores de: Transtorno Anti-social da Personalidade, Transtornos Explosivo da Personalidade (Emocionalmente Instável), Dependentes químicos e alcoolistas, Embriagues Patológica, Transtornos Histéricos (histriônico), Outros transtornos da personalidade, tais como, Paranóia e Ciúme Patológico.

Questionário indicativo de violência doméstica. A pessoa que convive com você...

1. Agride na maior parte do tempo? 2. Acusa constantemente de ser infiel? 3. Implica com as amizades e com a sua família? 4. Priva-a de trabalhar, de estudar? 5. Critica-a por pequenas coisas? 6. É agressivo quando está bêbado ou drogado? 7. Controla as finanças, obriga a comprar só o que ele quer? 8. Humilha-a em frente de outros? 9. Destrói objetos pessoais e com valor sentimental? 10. Agride ou espanca seus filhos? 11. Usa e/ou apontou alguma arma contra você? 12. Obriga a ter relações sexuais contra sua vontade?

Em relação à idade dos agredidos os dados também podem surpreender; os mais agredidos foram as crianças menores (2 anos). Isso ocorre, possivelmente, devido ao fato dessa faixa etária ser a que mais desperta interesse na denúncia. E quem denuncia ? Esses dados estão na outra tabela. Os denunciantes anônimos estão em terceiro lugar, seguidos pelos vizinhos.

Entre as três formas mais importantes de violência doméstica, a mais complexa delas é a violência sexual. Esta, tende a ficar escondida dentro das casas devido ao medo de represália, vergonha ou temor de que ninguém acreditará na vítima. Aliás, não acreditar na filha violentada pelo pai pode interessar a muita gente, principalmente à mãe, normalmente, complacente sob a máscara de ignorar.

Outra forma de violência cometida contra crianças e adolescentes é a psicológica. Ela ocorre, por exemplo, quando os adultos usam ameaças ou estratégias semelhantes para exigir que a criança obedeça a um comando, quando eles comparam as crianças a outras, depreciando-as, ou quando lhes negam afeto. A terceira forma mais importante de violência doméstica é a Negligência, que acontece quando os responsáveis deixam de prover os recursos mínimos, como por exemplo alimentação, atenção e higiene, ou a conhecida Negligência Precoce, que diz respeito à oferta de atenção afetiva.

QUEM É AGREDIDO(a) As mulheres são vítimas em 84,3% dos casos. Com mais freqüência, as vítimas estão nas seguintes faixas etárias: 24,6% de 18 a 35 anos, 21,3% de 36 a 45 anos e 13% de 46 a 55 anos. Segundo estes trabalhos, as mulheres que apanham do parceiro têm alguns aspectos psicológicos comuns.

Muitas vezes, elas até mantêm uma certa cumplicidade com as atitudes agressivas do parceiro. Algumas destas mulheres vêm de famílias onde a violência e os castigos físicos faziam parte do cotidiano e é como se fossem obrigadas a repetir estas situações em suas relações atuais.

No momento de escolher um parceiro, podem, mesmo não sendo consciente, escolher homens mais agressivos, inocentemente admirardos por elas nos tempos de namoro. O namorado brigão era visto como protetor e o ciúme exagerado que ele expressava era considerado uma "prova" de amor.

É importante para os pais pensarem um pouco se ao educar as filhas mulheres, não estão formando nelas a idéia de que são seres frágeis, que precisam de proteção permanente e que ser corrigidas (mesmo que seja por tapas) pelo pai será benéfico para o futuro.

Um elemento comum na maioria destas mulheres é o medo de não ter condição financeira para se manter ou aos filhos, se saírem da relação. O dinheiro entra aí como fator de controle sobre a mulher. Voltamos a sugerir que os pais pensem se na educação dos filhos não condicionam a liberdade deles pelo dinheiro, ameaçando cortar o apoio financeiro como forma de obter respeito e obediência. Esta atitude pode criar tanta insegurança na filha, ao ponto dela se sentir incapaz de resolver sozinha seus próprios problemas quando adulta. Índice de Comportamento Violento.

Algumas mulheres se sentem muito frustradas e culpadas por não "conseguirem" ter feito o casamento dar certo. Estas foram educadas para cumprir o papel de mulher bem casada e se sentem incapazes de encarar o fato de terem errado na escolha.

Para elas, neste caso, falhar no casamento é pior que manter uma relação, aindaque péssima. Por vergonha e constrangimento, costumam esconder de todos que apanham dos parceiros, pois têm a esperança que eles mudem com o tempo. Mas a situação se arrasta ou se complica e ela não vê saída.

Portanto, a vítima, quase sempre tem uma relação de dependência com o agressor. Mais que a dependência econômica com relação ao homem, é a dependência emocional que faz a mulher suportar as agressões. Há casos de maridos que vão ao local de trabalho da mulher e a agridem diante de colegas, e de abusos sexuais de pais contra filhas depois que ela se afastou do domicílio comum.

Mesmo a separação não significa o fim da violência. Numerosas vezes, o marido continua a importunar a ex-mulher, especialmente quando ela vive só ou com os filhos. O caso pode mudar, contudo, quando a mulher passa a viver com um novo marido ou companheiro.

Violência Sexual Em São Paulo, 10% das mulheres afirmam ter sofrido abuso sexual de seus companheiros; em Pernambuco, as vítimas da violência chegam a 14%. No Rio de Janeiro, 8% das mulheres acima de 16 anos foram violentadas sexualmente.

A pesquisa do Serviço de Advocacia da Criança revelou que violência sexual chega a 13% do total das denúncias de violência recebidas pelo serviço. A família foi responsável por 62% desses casos de violência sexual. O pai aparece como o principal agressor em 59% das vezes, seguido pelo padrasto em 25%. Entre os meninos, o pai foi o violentador principal em 48% dos casos, seguido dos padrastos e dos tios.

As violências sexuais aparecem também vinculadas a outras formas de agressão, como as violências físicas e a restrição à liberdade (Violentados. Crianças, adolescentes e justiça, de Edson Passetti. Ed.Imaginário, 1995, São Paulo). Portanto, o grande agressor sexual doméstico é o pai.

Esse assunto costuma ser muito polêmico e difícil de se resolver. Normalmente mexe com padrão e dinâmica da família, envolve punições e separações. Não é raro que a criança vitimada por violência sexual seja severamente punida depois de relatar sua experiência para outros familiares; ou é considerada mentirosa, promotora de discórdia, difamadora, ou é considerada facilitadora e estimuladora da agressão.

As transgressões sexuais acabam acarretando culpa, vergonha e medo na vítima e mesmo nos possíveis denunciantes solidários à vítima. Assim, a ocorrência desses crimes sexuais tende a ser ocultada. Temos visto inúmeras mães que negam a ocorrência da violência sexual por parte de seus maridos sobre suas filhas porque temem suas conseqüências sociais e policiais, temem as conseqüências intra-familiares, preferem viver juntas com seus maridos do que separadas deles, enfim, há uma complacência omissa que pode ser tão criminosa quanto a agressão.

No Brasil, de um modo geral, as pesquisas são poucas e, às vezes contraditórias. Nos Estados Unidos sabe-se, com maior precisão, que o abuso sexual ocorre em um terço das famílias. Mas lá, tanto quanto aqui, a pequena vítima não revela seu segredo à mãe, por temer magoá-la. E quando a mãe toma conhecimento dos fatos, ela costuma escolher uma das seguintes atitudes;

1 - Denunciar o agressor. A grande maioria das mães que optam por essa alternativa não a faz de imediato. Elas costumam levar anos para terem coragem para enfrentar o marido e as conseqüências. Quando ocorre a denúncia, em cerca de dois terços dos casos, as mães levam a notícia do crime à autoridade policial e se separam do companheiro. 2 - Não acreditar que seu companheiro ou marido seja capaz de abusar sexualmente da própria filha. 3 - Suspeitar que possa ser verdade mas não têm certeza de que o marido ou companheiro seja um agressor sexual. Essas mães preferem viver eternamente na dúvida do que investigar a veracidade dos fatos pois, de modo geral, a certeza costuma ser muito ameaçadora. Algumas vezes, quando as evidências são incontestáveis, ainda arriscam acreditar que a filha foi quem "seduziu" o pai.

Na maioria dos casos, de algum modo quase toda mãe sabe o que está acontecendo. Mas é um conhecimento que os mecanismos de defesa do Ego empurra para os porões do inconsciente. Portanto, as mães negam e reprimem esse fato para subterrâneos onde ele incomoda menos, negam esse conflito para se desobrigarem de atitudes severas em relação ao companheiro.

Nessa situação a mãe costuma ser outra vítima e cúmplice simultaneamente. Ao contrário do que se pensa com freqüência, a violência sexual doméstica não ocorre em famílias sempre desestruturadas.

O crime escondido Há milhares de mulheres que sofrem de alguma forma de violência nas mãos dos seus maridos e namorados em cada ano. São muito poucas as que contam a alguém - um amigo, um familiar, um vizinho ou à polícia. As vítimas da violência doméstica provêm de vários estilos de vida, culturas, grupos, várias idades e de todas as religiões. Todas elas partilham sentimentos de insegurança, isolamento, culpa, medo e vergonha.

É bastante surpreendente o fato do padrasto e da madrasta agredirem muitíssimo menos que os pais biológicos, ao contrário do que pode se pensar ou se apregoar culturalmente. Surpreende também os números muito próximos do pai e da mãe como agressores.

Conseqüências da Violência Doméstica Portanto, a questão da negligência não deve ser atribuída exclusivamente à pobreza material dos pais. O não proporcionar recursos materiais devido à pobreza, não caracteriza a Negligência mas sim a carência, uma vez que tais recursos seriam providos caso houvessem. Negligência é a atitude omissa, seja materialmente, seja afetivamente (Negligência Material e Negligência Emocional). Inúmeros trabalhos mostram que o apoio afetivo, o carinho e o amor são tanto ou mais essenciais para o desenvolvimento da pessoa quanto a mesa farta.

A Violência Física (espancamento) é a agressão mais comum, sendo que alguns agressores chegam a amarrar as crianças com cordas ou correntes e espancá-los com objetos como cinto, vassoura, panelas, martelos, etc.

A Violência Física engloba ainda outros atos de verdadeiro sadismo, como por exemplo queimaduras com pontas de cigarro, água fervendo, privação de comida e água, etc. A atitude de agredir, covardemente prevalecida da maior força física dos pais pode resultar em severos traumatismos. São casos onde adultos que batem com a cabeça ou atiram a criança contra a parede. Muitas vezes essas trucidades levando à morte.

Além das marcas físicas, a Violência Doméstica costuma causar também sérios danos emocionais. Normalmente é na infância que são moldadas grande parte das características afetivas e de personalidade que a criança carregará para a vida adulta.

Acontece que as crianças aprendem com os adultos, normalmente e primeiramente dentro de seus lares, as maneiras de reagirem à vida e viverem em sociedade. As noções de direito e respeito aos outros, a própria auto-estima, as maneiras de resolver conflitos, frustrações ou de conquistar objetivos, tolerar perdas, enfim, todas formas de se portar diante da existência são profundamente influenciadas durante a idade precoce. É assim que muitas crianças abusadas, violentadas ou negligenciadas na infância se tornam agressoras na idade adulta.

Alguns indícios de mau desenvolvimento de personalidade podem ser observados em idade precoce. Algumas dessas características podem ser manifestadas por dificuldades para se alimentar, dormir, concentrar-se. Essas crianças podem começar a se mostrarem exageradamente introspectivas, tímidas, com baixa auto-estima e dificuldades de relacionamento com os outros, outras vezes mostram-se agressivas, rebeldes ou, ao contrário, muito passivas.

Crianças que estão atravessando problemas domésticos relacionados à violência invariavelmente apresentam problemas na escola e no grupo social ao qual pertencem. Podem, não obstante se recusarem a falar sobre esses problemas, quer com o adulto que cometeu a agressão, quanto com familiares e professores. Falta-lhes confiança nos adultos em geral.

Outros Números Uma reportagem do Jornal do CREMESP (Conselhor Regional de Medicina de S. Paulo), no. 185 de janeiro de 2003 comenta sobre duas pesquisas divulgadas no final de 2002 pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo chamam a atenção para a violência contra a mulher.
Um dos estudos, orientado pela Organização Mundial da Saúde, tratou da violência doméstica e foi realizado simultaneamente em oito países. Deveu-se à parceria do Departamento de Medicina Preventiva da USP com as organizações não-governamentais Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, de São Paulo, e SOS Corpo - Gênero e Cidadania, de Pernambuco.
Coordenado pelas médicas Lilia Blima Schraiber e Ana Flávia Pires d Oliveira, o estudo brasileiro comparou dados da cidade de São Paulo com a região rural de Pernambuco. Outra pesquisa, também coordenada por Lilia Schraiber, traça um diagnóstico da Violência Doméstica e Sexual entre Usuárias dos Serviços de Saúde na Grande São Paulo.
De acordo com a pesquisadora, para muitas entrevistadas a pesquisa revelou-se como a primeira oportunidade de falar do seu problema. Muitas mulheres alegaram não saber com quem falar. Foram visitados 4.299 domicílios na cidade de São Paulo (SP) e na Zona da Mata, em Pernambuco, para que fossem entrevistadas 2.645 mulheres, com idade entre 15 e 49 anos.
Das conclusões, destaca-se que 29% das mulheres pesquisadas em São Paulo já sofreram algum tipo de violência física ou sexual cometida por parceiro ou ex- parceiro, enquanto na Zona da Mata de Pernambuco esse número foi de 37%. A violência física, referida como tapa, empurrão, soco, chute, estrangulamento, queimadura, ameaça com arma branca ou de fogo, foi relatada por 27% das mulheres em São Paulo e 34% na Zona da Mata.
Em São Paulo, 10% declararam ter sofrido violência sexual e, em Pernambuco, 14%. Entre as lesões foram encontrados cortes, perfurações, mordidas, contusões, esfolamento, fraturas, dentes quebrados e outros. Das agredidas, 36% ficaram muito machucadas e necessitaram de assistência médica.
Dores, desconfortos severos, dificuldades de concentração, tonturas, tentativas de suicídio e alcoolismo são problemas mais comuns entre as mulheres vítimas da violência, quando comparadas à população feminina que não sofreu violência.
As crianças entre 5 e 12 anos, filhos de mulheres que sofreram violência, também apresentam mais problemas, tais como pesadelos, timidez, agressividade, atos como chupar o dedo e urinar na cama, repetência e abandono da escola. A violência durante a gravidez, a exemplo de socos e pontapés na barriga, foi relatada por 8% das mulheres pesquisadas em São Paulo e 11% em Pernambuco.
Um dado muito curioso é que em São Paulo, 28% das mulheres agredidas fizeram aborto, contra 8% das pernambucanas. Mais de 20% das vítimas, nas duas regiões, nunca relataram a violência a ninguém e, quando o fizeram, procuraram por amigos e familiares. Polícia, hospitais ou centros de saúde, igreja, serviços jurídicos, delegacia de defesa da mulher e justiça foram outras instituições procuradas.
Entre as usuárias de 19 serviços de saúde pública na Grande São Paulo, 40% das mais de 3.000 mulheres entrevistadas relataram violência física ou sexual cometida pelo parceiro. É um dado alarmante se considerarmos ser quase metade das usuárias desses serviços, no entanto, dos 1.902 prontuários médicos investigados, apenas quatro apresentavam registros de violência física e dois de violência sexual. Entre as mulheres que já engravidaram, 17% foram agredidas durante a gravidez. Além disso, 20% relatou violência física e/ou sexual cometida por estranhos.

FONTE: www.psiqueweb.med.br 

Quer saber sobre algum assunto ou tema que não foi publicado? Mande sua sugestação por mensagem no site que o mais breve possível irei publicar o assunto.

De acordo com Barlow (1988), "o ataque de pânico é um disparo errôneo do sistema do medo, sob circunstâncias estressantes da vida, em indivíduos fisiologicamente vulneráveis", ou seja, com predisposição para desenvolver tal reação.

 

 

 

O luto é um processo natural que todos nós passamos em algum momento de nossas vidas, diante de uma perda significativa; e ao contrário do que muitos pensam que seja somente morte. Pode ser também pela perda do emprego/ou aposentadoria, separação, mudança de cidade de maneira repentina, etc.
Ela pode ser presenciada tanto em adulto quanto crianças.

As reações ocorrem de acordo com algumas fases, que podem ou não ocorrer na mesma sequência, e que em geral caracterizam-se pela:

1. Negação: quando não aceitamos a realidade da perda;

2. Raiva: quando culpamos o mundo, os outros, Deus, os médicos, etc, pela nossa perda;

3. Barganha: quando tentamos negociar e remediar a perda;

4. Depressão:quando nos entristecemos e começamos a refletir sobre a perda que sofremos;

5. Aceitação: quando reconhecemos que a perda é real e permanente e pensamos em alternativas para seguir em frente, apesar da perda.

FALE MENOS, SE EXPRESSE MENOS, SE RELACIONE MENOS... é isso mesmo????

Sábado, 03 de Maio de 2014, 15h20

Laís Sousa
Psicóloga

 

Um dia assisti um comercial sobre um aplicativo de mensagem, e neste a voz do comercial dizia para falar menos e usar mais o aplicativo para se comunicar. Isto me fez pensar que tipo de relação se estimula atualmente, pois é incentivado escrever no lugar de falar, usar bonequinhos para se expressar. Logo eu questiono como queremos que o outro saiba se expressar? Expressar sentimentos!!! Se comunicar por mensagem é mais barato, mais rápido, mais prático, então seria esse um jeito mais simples de se comunicar? Ou um jeito de nos distanciarmos cada vez mais com a desculpa de que estamos aproximando? Não sou contra a tecnologia, nem aos aplicativos, redes sociais, apenas estou provocando uma reflexão do quanto parece que as pessoas se distanciam cada vez mais uma das outras com a justificativa de que isto é relacionar-se. Com este hábito do uso do celular, temos a ilusão de que com isso estamos ainda mais próximo do outro, pois falamos a qualquer momento se quisermos, mas qual a profundidade das relações atualmente? Se até mesmo quando estamos cara a cara ficamos no celular? O uso da tecnologia é bem vindo, no entanto, a tendência me parece apoiar-se nesta para até mesmo começar uma relação, onde o flerte, a conquista, a paquera vão perdendo lugar... Soube de um aplicativo, no qual, as pessoas colocam fotos e existe a possibilidade de conversar com a pessoa que te interessou. Fiquei pensando se esta não seria uma forma mais “segura” de nos “relacionarmos”, no qual não nos expomos diretamente, usamos um aparelho como intermédio, a meu ver, isso parece uma defesa! É um meio rápido de encontrar alguém com as características desejadas. Acredito que existe pressa de encontrar alguém, mas alguém que se encaixe quase que perfeitamente no modelo estabelecido, e se não corresponder a nossa expectativa, é fácil, é só deletar, descartar! Fica evidente um conflito entre o querer e o não querer se relacionar. Para finalizar vou utilizar um trecho do livro de Bauman - Amor líquido: “Elas são “relações virtuais”. Ao contrário dos relacionamentos antiquados (para não falar daqueles com compromisso, muito menos dos compromissos de longo prazo), elas parecem feitas sob medida para o líquido cenário da vida moderna, em que se espera e se deseja que as “possibilidades românticas” (e não apenas românticas) surjam e desapareçam numa velocidade crescente e em volume cada vez maior aniquilando-se mutuamente e tentando impor aos gritos a promessa de “ser a mais satisfatória e a mais completa(...)”

Texto: Laís Sousa Pires – Psicóloga Clínica.

Assunto tabu: Homossexualidade.

Sábado, 03 de Maio de 2014, 14h18

Sheila Soares
Psicóloga

 Homossexualidade

Existe gente que acha que os homossexuais já nascem assim. Outros, ao contrário, dizem que a conjunção do ambiente social com a figura dominadora do genitor do sexo oposto é que são decisivos na expressão da homossexualidade masculina ou feminina.

Como separar o patrimônio genético herdado involuntariamente de nossos antepassados da influência do meio foi uma discussão que monopolizou o estudo do comportamento humano durante pelo menos dois terços do século XX.

Os defensores da origem genética da homossexualidade usam como argumento os trabalhos que encontraram concentração mais alta de homossexuais em determinadas famílias e os que mostraram maior prevalência de homossexualidade em irmãos gêmeos univitelinos criados por famílias diferentes sem nenhum contato pessoal.

Mais tarde, com os avanços dos métodos de neuro-imagem, alguns autores procuraram diferenças na morfologia do cérebro que explicassem o comportamento homossexual.

Os que defendem a influência do meio têm ojeriza aos argumentos genéticos. Para eles, o comportamento humano é de tal complexidade que fica ridículo limitá-lo à bioquímica da expressão de meia dúzia de genes. Como negar que a figura excessivamente protetora da mãe, aliada à do pai pusilânime, seja comum a muitos homens homossexuais? Ou que uma ligação forte com o pai tenha influência na definição da sexualidade da filha?

Sinceramente, acho essa discussão antiquada. Tão inútil insistirmos nela como discutir se a música que escutamos ao longe vem do piano ou do pianista.

A propriedade mais importante do sistema nervoso central é sua plasticidade. De nossos pais herdamos o formato da rede de neurônios que trouxemos ao mundo. No decorrer da vida, entretanto, os sucessivos impactos do ambiente provocaram tamanha alteração plástica na arquitetura dessa rede primitiva que ela se tornou absolutamente irreconhecível e original.

Cada indivíduo é um experimento único da natureza porque resulta da interação entre uma arquitetura de circuitos neuronais geneticamente herdada e a experiência de vida. Ainda que existam irmãos geneticamente iguais, jamais poderemos evitar as diferenças dos estímulos que moldarão a estrutura microscópica de seus sistemas nervosos. Da mesma forma, mesmo que o oposto fosse possível – garantirmos estímulos ambientais idênticos para dois recém-nascidos diferentes – nunca obteríamos duas pessoas iguais por causa das diferenças na constituição de sua circuitaria de neurônios. Por isso, é impossível existirem dois habitantes na Terra com a mesma forma de agir e de pensar.

Se taparmos o olho esquerdo de um recém-nascido por 30 dias, a visão daquele olho jamais se desenvolverá em sua plenitude. Estimulado pela luz, o olho direito enxergará normalmente, mas o esquerdo não. Ao nascer, os neurônios das duas retinas eram idênticos, porém os que permaneceram no escuro perderam a oportunidade de ser ativados no momento crucial. Tem sentido, nesse caso, perguntar o que é mais importante para a visão: os neurônios ou a incidência da luz na retina?

Em matéria de comportamento, o resultado do impacto da experiência pessoal sobre os eventos genéticos, embora seja mais complexo e imprevisível, é regido por interações semelhantes. No caso da sexualidade, para voltar ao tema, uma mulher com desejo sexual por outras pode muito bem se casar e até ser fiel a um homem, mas jamais deixará de se interessar por mulheres. Quantos homens casados vivem experiências homossexuais fora do casamento? Teoricamente, cada um de nós tem discernimento para escolher o comportamento pessoal mais adequado socialmente, mas não há quem consiga esconder de si próprio suas preferências sexuais.

Até onde a memória alcança, sempre existiram maiorias de mulheres e homens heterossexuais e uma minoria de homossexuais. O espectro da sexualidade humana é amplo e de alta complexidade, no entanto; vai dos heterossexuais empedernidos aos que não têm o mínimo interesse pelo sexo oposto. Entre os dois extremos, em gradações variadas entre a hetero e a homossexualidade, oscilam os menos ortodoxos.

A homossexualidade refere-se à situação na qual o interesse e o desejo sexual dirige-se a pessoas do mesmo sexo. É uma das possibilidades verificadas de manifestação da sexualidade e afetividade humana.

A homossexualidade é um comportamento aprendido, um padrão duradouro de organização do desejo sexual.

A homossexualidade pode estar relacionada a várias causas, como a determinação genética, proposta pelo geneticista Dean Hamer ao descobrir genes, designado por ele de GAY-1. Hipótese esta que apesar de não aceita no meio científico americano, foi defendida, onde a homossexualidade é colocada como conseqüência de uma variação genética, e não como uma opção ou estilo de vida.

Daryl Bem, psicólogo da Universidade de Cornell (EUA) ao pesquisar a formação intra-familiar concluiu que alguns fatores como o tipo de relação com a mãe, com o pai, o tipo de investimento familiar podem determinar a homossexualidade.

A teoria psicanalítica aponta que a homossexualidade pode estar relacionada com a forte ligação com a mãe, onde se estabelece uma relação maior com esta por ser mais dominadora, ao passo que o pai é uma figura passiva.

A homossexualidade não é compreendida como um transtorno médico ou psiquiátrico.

Como o presente não nos faz crer que essa ordem natural vá se modificar, por que é tão difícil aceitarmos a riqueza da biodiversidade sexual de nossa espécie? Por que insistirmos no preconceito contra um fato biológico inerente à condição humana?

Em contraposição ao comportamento adotado em sociedade, a sexualidade humana não é questão de opção individual, como muitos gostariam que fosse, ela simplesmente se impõe a cada um de nós. Simplesmente, é!

FONTE: www.drauziovarella.com.br e www.brasilescola.com

Quer saber sobre algum assunto ou tema que não foi publicado? Mande sua sugestação por mensagem no site que o mais breve possível irei publicar o assunto.

 

“Sonhos, existe um significado?”

Segunda, 28 de Abril de 2014, 13h06

Laís Sousa
Psicóloga

Uma das grandes curiosidades em relação aos sonhos é sobre o seu significado, então escreverei brevemente sobre isto!
Podemos nos basear pela psicanálise, e segundo Freud, o sonho tem sim um significado, e o mesmo é a realização de um desejo. No entanto, não estamos falando do significado dos sonhos encontrados em sites ou em revistas, tais como “se você sonhar com aranha”, por exemplo, será tal coisa. Cada sonho tem um significado particular, por isto não cabe dizer que todos que sonham com determinado objeto ou situação significa determinada coisa. Os sonhos falam de nós mesmos, de cada sonhador, ou seja, sonhamos com conteúdos nossos, está relacionado com a nossa história de vida e por isto faz parte do processo de psicoterapia/ análise. Então, podemos falar de um rebaixamento de censura durante o sono (mas não inexistência de censura), momento este em que alguns conteúdos inconscientes vêm à consciência através dos sonhos. Alguns sonhos são mais claros e lembramos com facilidade, outros lembramos apenas de partes e com menos clareza. Mas por que isto ocorre? Isto acontece porque muitas vezes existe uma deformação no conteúdo deste sonho e para ser entendido precisa ser interpretado. Vale ressaltar que o sonho deve ser indagado ao próprio sonhador, ao que este relaciona seu sonho e não a um site ou uma revista, pois através da associação deste podemos reunir conteúdos para então interpretar um sonho. Para finalizar meu texto vou incluir uma citação de Freud: “Pois o sonho recordado não é o material original e sim um seu substituto deformado, o qual, mediante a rememoração de outras imagens substitutivas, deve auxiliar-nos a nos aproximarmos do material original, a tornar consciente aquilo que no sonho é inconsciente. Se nossa lembrança foi imprecisa, portanto, causou simplesmente uma deformação a mais desse substituto – uma deformação que, porém, não se efetuou sem motivo.”
Texto: Laís Sousa Pires - Psicóloga Clínica.
Referência: Conferência Introdutórias Vol. XV- p.II Sonhos. (Obras completas de Freud)

Obesidade, o que importa é apenas perder peso?

Sexta, 25 de Abril de 2014, 16h59

Laís Sousa
Psicóloga

A obesidade é um tema que está sendo muito comentado ultimamente. Seja em programas para prevenção desta, revistas nas bancas com dietas “milagrosas” ou ainda aqueles que se acham no direito de julgar tais pessoas e as discriminam. Alguns não falam, mas olham. Olham para aqueles que estão a cima do peso e os menosprezam, afinal o esperado socialmente é que o corpo seja sinônimo de “perfeição”. A obesidade é definida como uma doença, e nesta existe a compulsão alimentar. Mas será que a obesidade é só isso? Existe algo visível que é o excesso de peso, porém, podem existir inúmeras questões emocionais que nem sempre recebem atenção, pois o foco fica apenas no perder peso. Deve existir o cuidado com o orgânico, pois a obesidade acarreta riscos a saúde, mas deve-se cuidar também do emocional. A comida não satisfaz apenas a fome, a necessidade biológica. De acordo com a psicanálise e a psicossomática, a obesidade nos denuncia que está difícil lidar com algo do aspecto emocional que então depositamos no próprio corpo. Se expressa neste o que não consegue dizer, simbolizar... Engana-se quem pensa que pessoas obesas comem e não conseguem parar por simplesmente “gostar de comer”, pois nem sempre existe prazer no comer, este pode ser usado apenas para aplacar sentimentos, emoções indesejadas e é com isto que o psicólogo irá trabalhar. Por fim, seria adequado trabalhar em equipe, de modo interdisciplinar, onde participe o nutricionista, o psicólogo, o médico, o educador físico, entre outros, de forma que atendam a demanda de cada paciente.
Texto: Psicóloga Clínica Laís Sousa Pires.

Portfolios

Direto do portfolio dos usuários Liberalis.

Trabalho de Projeto Arquitetônico IV

O tema da disciplina para o semestre foi para desenvolver, em dupla, um Centro de Referência da Indústria Naval na área de Neves em São Gonçalo.

Psicopedagogia: O médico da educação

Divulgação do profissional psicopedagogo

Olhar psicopedagógico: Escola boa é onde EU quero ser feliz

Orientação Psicopedagogica

premium Implantação Leroy Merlin São José do Rio Preto

Implantação de Assinaturas do Mundo de Acabamentos e Decorativo para inauguração de loja.

premium Parallel PACKMOL

Parallel Packmol is a parallel version of Packmol.

premium Parallel PUMA

Parallel PUMA is a parallel version of PUMA that works with computers with one or more processors (or cores) or with a cluster/grid of computers.

premium InteGrade

My work in the project InteGrade

premium TANGO

My work in the project TANGO.

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REPORTAGENS

Reportagens e criação de conteúdo para jornais, revistas e empresas.

FECOAGRO TV Canal Rural Programa Cooperativismo em Notícia

Coordenador de reportagens; roteirista e repórter dos programas de TV da TV COOP (TV da Federação das Cooperativas Agropecuárias de SC no site da Fecoagro webtv ; VER: http://www.fecoagro.coop.br/pt-BR/home ) *- e produtor e realizador de reportagens TV

premium ALGUMAS POESIAS

Coletânea de poesias escritas no período compreendido entre os anos 2000 e 2014.

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•consultoria empresarial; •psicologia clinica ; •psicologia hospitalar; •Gerência / coordenação Projetos de responsabilidade social;

DIRETORIA DO GRUPO ASSISTENCIAL SOS VIDA

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Casa Guaporé

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Uma homenagem ao Dr. do futebol

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Residencia condomínio de rancho.

Estudo casa para um rancho localizado na cidade de Sales-SP.

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Estudo residencia na cidade de Ibira-SP.

Arquitetura Residencial

Projeto realizado para uma residencia em condomínio fechado na cidade de Sao Jose do Rio Preto - SP.

Arquitetura Imobiliária Urca.

Reforma de uma antiga residencia transformando em Imobiliária, localizada na no bairro JD. Maracana em Sao Jose do Rio Preto-SP>

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Residência unifamiliar

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Residencia unifamiliar contemporânea com estilo minimalista e tecnologias construtivas sustentáveis.

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foram utilizados os programas AutoCad, 3D Max e CiberLink como editor de vídeo

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Marketing Multinível e Vendas Diretas através de Catálogos

Uma trajetória de 45 anos de conquistas A Belcorp surgiu em 1968 em Lima, Perú, como uma distribuidora de cosméticos de marcas internacionais.

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Cursos e palestras para pais e educadores sobre o desenvolvimento infantil, favorecendo o desenvolvimento de pessoas bem adaptadas e com uma boa capacidade para se relacionar consigo e com os outros.

Saúde Global - Espaço Terapêutico

Psicoterapia da Depressão e da Ansiedade

Habilidades de Expressar pensamentos e sentimentos em portadores de síndrome de Down, limites e possibilidades na terapia cognitivo-comportamental

Propostas de treinamento e estimulação para portadores de síndrome de Down e orientação à família

Criação de Entidades

Entidades que reúnam grupos profissionais ou empresas.

Produtos Maritima

Credenciamento para fornecimento de produtos promocionais

Brindes Personalizado

Sugestão de produto com valor agregado e marcas de produtos personalizada

Princípios básicos de Análise do Comportamento aplicada à clínica

Apostila que aborda os principais conceitos da Análise do Comportamento traçando uma relação com a prática clínica. Foi elaborada para um curso que montei.

Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva

Ensaio teórico sobre o Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPOC) como complemento à um curso que montei.

Uma análise cognitivo-comportamental do transtorno da personalidade esquizóide:implicações para avaliação e tratamento

Estudo exploratório com o objetivo de analisar o Transtorno da Personalidade Esquizóide (TPEZ) sob um viés cognitivo-comportamental e propor estratégias de avaliação e intervenção.

Terapia Cognitivo-Comportamental:um caminho promissor para a superação da fobia social

Estudo exploratório que investiga os fenômenos da timidez e da fobia social, além de métodos de avaliação e intervenção para este transtorno.

Minha realização pessoal

A satisfação em realizar sonhos de noivas e debutantes .

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