Rádios unidas

Segunda, 04 de Agosto de 2014, 15h47

Roberto Silveira de Souza

Grandes emissoras de rádio uniram-se para criar um pacote de ações de valorização do meio. O objetivo é aumentar o share de rádio no bolo publicitário, hoje em 4,5%, valor considerado pequeno pelos empresários do setor. “Há uma distorção entre a audiência do meio e a sua participação no bolo”, afirma João Carlos Saad, presidente do Grupo Bandeirantes. “Há uma crise no mercado publicitário e achamos que esse era o momento de valorizar o rádio”, diz Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, presidente da rádio Jovem Pan, idealizador da ideia de unir o setor.

Empresários de emissoras como Mix, 89 FM, Gazeta, Metropolitana e Energia 97 FM, entre outras, reuniram-se nesta sexta-feira (6), em São Paulo, para falar dos entraves do meio. O setor está elaborando ações para aumentar a proximidade com as agências e com o mercado anunciante. Uma campanha, em parceria com a AlmapBBDO, está sendo produzida para levar as pessoas a ouvirem mais rádio e para pleitear mais espaço na verba dos anunciantes. “Essa é uma ação de valorização de mídia, algo que é bom para todo mundo. No fim, uma mídia forte gera receita para todos”, explica Luiz Sanches, sócio e diretor-geral de criação da Almap.

O grupo também discute a realização de um grande evento de 12 horas, com shows de artistas diversos, entre eles Luan Santana a David Guetta. A receita será revertida para um fundo, que será usado para bancar ações de fomento do meio. A previsão é que o evento seja realizado no início de 2014. Um dos argumentos dos empresários é a forte participação do rádio na construção de artistas, que depois são usados pela publicidade. “Ninguém acredita no rádio. Mas de onde vêm Naldo e Anitta?”, questiona Tutinha. “Jorge e Mateus não fazem televisão e Gustavo Lima é um produto do rádio. São nomes que apostaram no meio e hoje são grandes artistas”, exemplifica Beto Rivera, superintendente da Rádio Gazeta FM.

Um logo será definido para representar o grupo de rádios por trás das ações e um comitê gestor para as ações será delimitado nos próximos encontros. A AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo) apoia o projeto, mas não está envolvida diretamente em seu desenvolvimento. “Apoiamos integralmente o movimento porque as lideranças do meio ficaram muito distantes nos últimos tempos. Precisamos agora nos unir”, indica Rodrigo Neves, presidente da organização.

Entraves

Os empresários aproveitaram o encontro para falar dos gargalos que afetam a produtividade das rádios. A ausência de pesquisa para fornecer números precisos sobre a audiência do meio é um dos pontos estruturais que precisam de solução. “Ainda não há mensuração da audiência que escuta rádio pelo celular ou no trânsito. Temos somente recall. Iremos conversar com o Ibope”, afirma Fernando Di Genio Barbosa, presidente do Grupo Mix de Comunicação. Ainda não há previsão sobre quando os números serão verificados.

“A Voz do Brasil”, programa estatal transmitido por força de lei entre segunda e sexta-feira, às 19h, foi o problema mais criticado. Em São Paulo, esse é o horário de pico no trânsito e as emissoras são obrigadas a interromper a programação para transmitir os boletins do governo. As emissoras tentam flexibilizar o horário de transmissão do programa. Algumas, inclusive, têm liminares que as isentam de interromper a programação para incluir as notícias estatais.

Comércio e capitalismo, bastiões da tolerância

Sexta, 25 de Julho de 2014, 09h56

Paulo Salem premium
Doutor em Ciência da Computação

"Não é da benevolência do açougueiro, cervejeiro ou padeiro que podemos esperar nosso jantar, mas sim do cuidado que tomam com seus próprios interesses." A célebre frase de Adam Smith é uma obviedade; no entanto, foi necessário que ele a dissesse. A prova está justamente na fama dessa máxima. Há coisas simples que precisam ser ditas, sob pena dos ignorantes dominarem o discurso -- e consequentemente, numa democracia, a sua e a minha vida.

A colocação do economista é verdadeira, claro, mas incompleta. Um leitor incauto poderia imaginar que, na falta de pagamento, o padeiro abandonaria seus fornos e ficaria sentado em sua poltrona lendo Aristóteles (sejamos generosos). Por alguns dias, talvez. Mas e quando precisasse fazer o pão para si mesmo? Se o senhor que produz a farinha tivesse a mesma idéia, estaria em apuros. Nem esmola poderia pedir, posto que o dinheiro não teria valor, acabou-se o comércio. O que faria então? Talvez chamasse o açougueiro e juntos fossem buscar, com as facas que antes passavam pelo gado, a farinha do agricultor. Ainda mais se o infeliz torcesse para o time errado. O que faria o leitor? Deixaria os filhos morrerem de fome em nome da boa vizinhança?

Todos os dias dou meu dinheiro para gente com quem pouco tenho em comum, e não raro para pessoas que eu adoraria enterrar vivas. Do mesmo modo, estou certo de que muitos dos meus clientes me colocariam numa forca se tivessem a oportunidade. Numa sociedade vibrante, muita gente vai pensar diferente, e por conseguinte se detestar. Uns por burrice mesmo, outros pelo simples fato de que a mente humana, em seu limitado tempo e escopo, só pode apreciar alguns ângulos da realidade. Todos concordam, porém, em comprar e vender uns dos outros. Podem não dizer, mas com atos provam seu acordo tácito: o dinheiro, destilado puro do comércio, nos une.

Marx dizia que o capitalista venderia a corda que seria usada para enforcá-lo. É essencialmente verdade! Todavia, ao contrário do que queria o barbudo esquentado, isso é antes um argumento a favor do capitalista. Ao menos para quem defende a coexistência, a tolerância e a paz. Não há comunista, por mais radical que seja, que não consiga comprar suas bandeiras, camisetas, bonés, hospedagem online e websites [1] de comerciantes burgueses, esses que estariam entre os primeiros a irem para os paredões depois da revolução. Dá para ser mais tolerante do que isso?

Não são, porém, as pessoas que refletem sobre as longínquas implicações de seus atos e assim decidem agir. Seria esperar demais de nossos semelhantes. Ocorre apenas que, nesse caso, a decisão local produz o ótimo global. Como já foi dito sem esse desvio matemático: "Laissez faire et laissez passer, le monde va de lui même!" (deixe fazer e deixe passar, o mundo move-se por si só!).

A "mão invisível" tem seus problemas, admito, mas não se pode facilmente negar a tolerância que incentiva. Também seria pensar pouco da humanidade se nosso convívio pacífico fosse reduzido apenas ao comércio. Todos temos amigos, e amizades valem mais do que ouro, como dizem. Acontece que somos em grande parte criaturas tribais, sectárias por natureza: para os amigos tudo, para os inimigos... O comércio une as tribos mais diversas, mesmo as que se detestam. O nacionalismo por vezes vence e derrama sangue, mas sem dúvida muito menos do que num mundo sub-comercial. Alguém já viu força maior para controlar os impulsos mais violentos do ser humano? Eu não.

O desenvolvimento capitalista [2] só aumenta essa tendência. Se tudo que seu vizinho tem a oferecer é uma mina de cobre, pode ser um bom negócio invadí-lo e levar o cobre sem pagar um tostão. Mas se ele inventa coisas bacanas como computadores, utensílios domésticos, livros e cervejas especiais, sua incursão militar provavelmente esmagaria tudo isso junto. Aquilo que é produto da natureza pode ser tomado de modo relativamente fácil; mas a mente criativa do homem é inconquistável -- pode ser morta, silenciada e deformada, mas não subjugada e forçada a trabalhar sem perder alguma qualidade fundamental.

Todos os regimes comunistas de que se tem notícia alardeavam as mais nobres intenções pacificadoras. Sejam elas sinceras ou não, o resultado dessas políticas anti-comerciais se fizeram sentir invariavelmente: perseguidos de toda espécie, polícias secretas, pobreza, mercados negros, assassinatos em massa (quem precisa de reacionários?), ditadores e países-prisões (a idéia de "visto de saída" fala por si só). Na Alemanha oriental, até um muro fora construído para impedir a saída de seus habitantes, de tão fabulosas que eram as coisas lá dentro. O socialismo mais água-com-açúcar de hoje dá resultados menos dramáticos, porém mais cômicos: na Venezuela, onde o comércio está cada vez mais controlado pelas boas intenções estatais, notoriamente falta até papel higiênico. 

Há, por outro lado, o fato de que tolerância demais pode ser um problema. Pouca gente gosta de ladrões, assassinos, homens-bomba e estupradores. Ou ditaduras excêntricas com armamentos atômicos. Não vou me estender na análise do que deve ou não deve ser tolerado. Quero aqui apenas resgatar o comércio e o desenvolvimento capitalista da infame acusação de serem os motores do ódio e do conflito. Trata-se da correção de uma injustiça típica dos lamaçais de atraso intelectual. Se querem me acusar de irrealista ou extremista, que seja por isto: penso que idéias importam e definem os rumos do mundo (este mundo que pretendo deixar em melhor estado para os meus eventuais descendentes).

Posto tudo isso, e sob a mira da supracitada meta, resumamos o ponto central: o comércio capitalista é a maior força para a tolerância e a paz que a humanidade já conheceu, tanto dentro de um país como entre países; e quanto maior for o desenvolvimento econômico de uma sociedade capitalista, maior será essa força.

Vale ressaltar que trata-se de uma questão principalmente empírica. As coisas são do modo como são não por alguma necessidade a priori universal, mas simplesmente porque criaturas como nós atuam assim no mundo [3]. É possível que no futuro a experiência acumulada de mais tantos séculos ou milênios mostre uma realidade mais completa e diferente daquela que nos aparece agora. A alternativa, talvez, seja uma sociedade homogênea, sem as idiossincrasias dos indivíduos, mas também sem seus lampejos de genialidade; um mundo controlável não pelo acordo, mas pela inércia de alguma doutrina toda poderosa. Espécie de morte em vida, eu diria. Fico com a paz dos vivos.

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Notas

[1] A Coréia do Norte, a mais perigosa e fechada ditadura comunista ainda existente no planeta, mantém tranquilamente seu site na Internet, tecnologia criada e largamente mantida pelos seus arqui-inimigos americanos. Conheçam: http://www.korea-dpr.com/

[2] É necessário introduzir o capitalismo nesse argumento para podermos diferenciar a situação atual do comércio de outras possíveis situações, como num regime mercantilista. Em todas o comércio é uma força para a tolerância. Mas numa economia que acumula e desenvolve capital (isto é, que aumenta e diversifica a riqueza total), está sujeita à livre-concorrência e resguarda a liberdade e propriedade individual, o efeito é muito maior.

[3] Para algumas evidências empíricas mensuráveis, convido o leitor a examinar este interessante mapa de liberdades econômicas no mundo de hoje e verificar quais países saem na frente. Note, em particular, que até os supostos socialistas nórdicos adotam políticas bastante comerciais.

O livro que esta em aberto é " Códigos dos Justos 36" Sam Bourne

Domingo, 27 de Julho de 2014, 15h58

diskut
book

discussão 27/ 07/ 2014- 18/08/2014

Para os amantes do sorvete de chocolate há uma novidade para que está fazendo reeducação alimentar

Sexta, 25 de Julho de 2014, 10h19

cynthia ROSA de lima
nutricionista

800 gramas de chocolate amargo

1 caixa de leite condesado

1 copo de leite desnatado

Modo de preparo: leve o chocolate e o leite para o microondas para derreter e depois despeje no liquidificador a caixa de leite condesado e o chocolate derretido bata por 5 minutos é só levar para congelador e depois de 3 horas está pronto o seu sorvete.

Oferencendo: cálcio, chocolate com oferta de polifenoís reponsável pelo aumento do hormônio do prazer.

Para os marombeiros de plantão uma receita de batata doce assada

Sexta, 25 de Julho de 2014, 10h14

cynthia ROSA de lima
nutricionista

3 batatas doces média

250 gramas de queijo branco

30 gramas de orégano

Sal agosto

Modo de preparo:lave bem as batatas com casca depois corte ao meio tempere com sal coloque um fatia de queijo branco em brulhe cada uma delas em uma papel alumineo leve para o forno pré aquicido em 200 º c  depois 1 hora e 30 minutos esta pronta.

Oferencendo carboidrato integral, proteína, cálcio e orégano prevenino possível retenção hidrica e também dores musculares.

Para as pessoas que vivem tomando fitoterápico vai um recado improtante

Sexta, 25 de Julho de 2014, 09h53

cynthia ROSA de lima
nutricionista

Há livros e artigos cientificos que publicaram a interações de chás fitoterápico e manipulados que as pessoas sem nem saber sai tomando a torta direita vou lembrar há você que mesmo sendo fitoterápico as pessoas que apresenta patologias especifica não pode ingerir qualquer fitoterápico exemplo de interação o famoso chá verde para que sofre de cardiopatias, insônia e gastrite não pode consumo o mesmo pois aumenta os sintomas das patologias destritas.

Por isso deve procura acompanhamento nutricional.!!

Cynthia Rosa de Lima

Nutricionista

Dicas para controlar a ansiedade.

Quinta, 24 de Julho de 2014, 08h59

Sheila Soares
Psicóloga

Cinco dicas para controlar a ansiedade.

1) A forma mais comum de tratar a ansiedade é a prática de exercícios físicos. Praticar exercícios físicos ajuda a lidar com estados de ansiedade porque eleva a produção de serotonina, substância que aumenta a sensação de prazer. Essa alternativa costuma funcionar dependendo da disposição da pessoa, uma vez que nem todo mundo gosta de praticar exercícios.
Caminhar três vezes por semana, por pelo menos meia hora, já pode ajudar a lidar com a ansiedade. O momento da caminhada, além de ser um exercício para o corpo, também pode ser aproveitado para trabalhar a mente, sob a forma da meditação ativa. Quando você anda, pensa. A caminhada de meia hora é um movimento repetitivo e você acaba pensando nos pontos geradores de ansiedade que precisa trabalhar;

2) Pessoas com tendência a ansiedade precisam reduzir o seu estresse diário. Para as que ficam estressadas com mais facilidade recomendo sessões de massagem e acupuntura regulares, além de ioga e meditação. Muitos pacientes com ansiedade se beneficiam também de tratamentos alternativos como a homeopatia e o uso de florais de Bach. A ioga oferece ao praticante a possibilidade de aprender a controlar sua mente e seu corpo. Este controle, que é obtido através de uma combinação de técnicas respiratórias, corporais e de meditação. Tem como resultados o aumento da flexibilidade, fortalecimento dos músculos, aumento de vitalidade e maior controle sobre o estresse. Além da ioga, outra alternativa de controle da ansiedade são as massagens. Se tiverem uma abordagem mais oriental, buscando o equilíbrio emocional, melhor;

3) Para reduzir as reações do sistema nervoso autônomo, devemos fazer o controle da respiração. Isto pode ser feito compassando a respiração e inspirando lentamente pelo nariz, com a boca fechada. Ao inspirar deixar o abdome expandir-se, ou seja, estufar a barriga e não o peito. Depois, expirar lentamente, expelindo o ar pela boca. Isto pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer hora. Além disso, quando você estiver em um ambiente silencioso e com possibilidade de ficar deitado, use uma técnica de relaxamento. O relaxamento combinado com a respiração diafragmática, certamente, reduzirá a respiração ofegante, a taquicardia e o tremor;

4) Em situações de ansiedade que se estendem por longos períodos, recomenda-se que a pessoa evite os pensamentos negativos ou catastróficos. Deve-se tentar dimensionar a gravidade da situação, questionando a si mesmo se existe uma forma alternativa de análise, se estamos superestimando o grau de responsabilidade que temos nos fatos ou se estamos subestimando o grau de controle que podemos ter. Uma vez avaliada a situação, devemos substituir os pensamentos sobre o evento temido, principalmente, os negativos por outros pensamentos. Sempre que um pensamento negativo se iniciar, devesse substituí-lo por outro pensamento qualquer, preferencialmente, agradável. Isto certamente não é fácil de ser feito, mas é possível e trata-se de um aspecto importante, pois os pensamentos e as falas negativas agravam a situação, intensificando as respostas autonômicas, como o mal-estar e o descontrole respiratório;

5) Para controlar a ansiedade, podemos ingerir alimentos que sejam fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, como a banana e o chocolate, de forma moderada, para não ganhar peso. Outra possibilidade é ingerir o triptofano em cápsulas, junto com vitamina B6 e magnésio. Outros aminoácidos que podem ajudar são a taurina e a glutamina. Eles aumentam a disponibilidade de um neurotransmissor chamado GABA, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade. Eles também podem ser ingeridos em cápsulas, mas apenas com a orientação de um médico especialista. Existem ainda os chás. A maioria possui substâncias que funcionam como sedativos suaves e podem ajudar no controle da ansiedade diária. As plantas mais conhecidas e estudadas com essa ação são a passiflora, a melissa a camomila e a valeriana.

Fonte: www.minhavida.com.br

Quer saber sobre algum assunto ou tema que não foi publicado? Mande sua sugestação por mensagem no site que o mais breve possível irei publicar o assunto.

 

Tricotilomania, a doença de arrancar cabelos e pelos.

Quinta, 24 de Julho de 2014, 08h50

Sheila Soares
Psicóloga

Tricotilomania

Tricotilomania significa arrancar cabelos sem fins estéticos.

Pode ser transitória, episódica ou contínua e sua intensidade pode variar. A pessoa pode passar semanas ou meses sem sintomas e de repente, recomeçar.

Às vezes as pacientes passam os cabelos arrancados nos lábios, mordem a raiz, etc.

Existem diversos graus, desde pequenas falhas nos cabelos ou áreas de alopecia até calvície total.

Na maioria das vezes começa na infância ou adolescência.

Algumas crianças começam a arrancar em idade pré-escolar, o que costuma ser benigno e por tempo limitado.

Algumas arrancam conscientemente, outras distraidamente.

Podem tentar obter simetria no crescimento de cabelos, para mudar ou igualar a linha do cabelo ou para arredondar uma área careca, por exemplo.

Muitas arrancam só os curtinhos que estão nascendo, só os mais longos, só os fios de determinada textura ou cor, como os mais grossos ou os brancos.

Algumas pessoas, especialmente crianças, podem também arrancar cabelos de outras pessoas ou pelos de animais de estimação.

Muitas pacientes de Tricotilomania também apresentam Picking (cutucar a pele) ou roem demais as unhas.

A maioria das pacientes tentou parar de arrancar, mas a maioria voltou a arrancar.

Culpar uma pessoa por arrancar cabelo é o mesmo que culpar um asmático por não conseguir respirar.

Crítica, raiva e acusações não vão diminuir o problema e vão aumentar a vergonha, a Depressão, a ansiedade e a baixa autoestima.

As pacientes dizem que arrancam os cabelos por que:

Acham impossível resistir ao impulso.Sentem tensão, ansiedade antes de começar a arrancar.Sentem alívio depois de arrancar.

Conseqüências:

Vergonha pelo comportamento e aparência.Podem esconder o problema de sua família e amigos.Evitar atividades sociais, praia, piscina, etc., para que os outros não percebam as falhas.Apliques, perucas.Repercussões graves na autoestima, carreira e vida social.A ingestão de cabelos pode criar de novelos de cabelos no estômago ou intestino.Dores nas costas, pescoço e braços pela posição forçada e repetitiva.Feridas e cicatrizes no couro cabeludo.

Causas:

· A causa é desconhecida. A família pode ter casos de Tricotilomania, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Síndrome de Tourette (tiques nervosos), Picking (mania de se cutucar), Síndrome do Pânico e Depressão.

· Provavelmente existe uma combinação de fatores genéticos que provocam uma disfunção de Neurotransmissores associada a problemas emocionais que desencadeiam os sintomas.

Situações onde a Tricotilomania fica mais forte:

Emoções desagradáveis (ansiedade, tensão, raiva e tristeza).Stress.Atividades sedentárias e contemplativas, durante as quais as mãos estão livres e a mente está ocupada.Leitura, telefonemas, trânsito, TV.Mais freqüente à tardinha ou tarde da noite quando estão sozinhas, cansadas ou tentando adormecer.Algumas arrancam conscientemente, outras distraidamente.Podem tentar obter simetria no crescimento de cabelos, para mudar ou igualar a linha do cabelo ou para arredondar uma área careca, por exemplo.Muitas arrancam só os curtinhos que estão nascendo, ou só os mais longos, só os fios de determinada textura ou cor, como os mais grossos ou os brancos.

Tratamento:

O ideal é uma combinação de:

1. Resistir ao impulso. Quanto mais você resistir melhor, por mais ansiosa que fique. Sem essa resistência nenhum tratamento dá certo.

2. Psicoterapia chamada Cognitivo-comportamental (TCC).

3. Antidepressivos e/ou Neurolépticos.

Pode ser que as primeiras tentativas não tenham resultado bom. Nesse caso, é preciso ter paciência para novas tentativas. Isso não quer dizer que você seja cobaia. Quer dizer que felizmente existem muitas opções. O resultado pode vir rápido, mas pode demorar meses.

Concluindo:

É um problemão? ÉTem recaídas? Pode ter.É difícil tratar? É.Todo mundo fica bom? Não, mas muita gente sim.Demora muito? Pode demorar.Tem tratamento? TemO tratamento é igual para todo mundo? Não.

Pais: não se culpem, pois esse problema não foi causado por falhas de educação nem criação.

Fonte: www.mentalhelp.com 

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Saúde Mental, saiba o que é.

Quarta, 23 de Julho de 2014, 10h06

Sheila Soares
Psicóloga

Saúde Mental

O QUE É SAUDE MENTAL?

A maior parte das pessoas, quando ouvem falar em “Saúde Mental” pensam em “Doença Mental”. Mas, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais.
Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.
A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, idéias e emoções.

TER SAÚDE MENTAL É...

- Estar bem consigo mesmo e com os outros;
- Aceitar as exigências da vida;
- Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida;
- Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário;

LEMBRE-SE

Todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida.

PARA MANTER SUA SAÚDE MENTAL EM DIA...

- Mantenha sentimentos positivos consigo, com os outros e com a vida;
- Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações;
- Evite consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica
- Não use drogas;
- Pratique sexo seguro;
- Reserve tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família;
- Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas regularmente.

FONTE: www.saude.pr.gov.br

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Bipolaridade: Saiba o que é essa doença tão falada na atualidade.

Quarta, 23 de Julho de 2014, 09h33

Sheila Soares
Psicóloga

Bipolaridade:

A bipolaridade trata-se da um transtorno em que o humor assume autonomia, deixando de responder adequadamente ao que seria esperado. A bipolaridade se manifesta com fases maníacas ou eufóricas, fases depressivas (apatia, tristeza) e fases mistas (agitação, irritabilidade e ansiedade).

O que é humor?
O humor é a energia básica da mente e se reflete principalmente no grau de vontade e motivação do indivídio. O humor é maleável, modificando-se de acordo com o que acontece na nossa vida para servir de "termômetro" do ambiente. Por isso, o estado de humor influencia dramaticamente o modo como encaramos as situações.A partir do "filtro do humor" se define o quanto devemos ou não nos arriscar e investir. Portanto, o estado de humor define em grande parte o comportamento. O humor sadio mantém a maleabilidade frente às situações e suas flutuações são proporcionais aos fatos.

Quando algo de muito ruim ou muito bom acontece, o humor varia de acordo, mas em algumas horas ou poucos dias o humor volta ao padrão habitual. Assim, o humor sadio é previsível quanto ao tipo de variação e o tempo que leva para voltar a um nível bom.

O que é um transtorno de humor?
É um estado em que o humor está reagindo de modo incompatível ou exagerado à situação. Essa desregulação pode se dar tanto para baixo (forma depressiva) quanto para cima (forma maníaca). Há também estados em que o humor está particularmente agitado e turbulento (forma mista).Como o humor define nossa percepção de risco e de oportunidades, quando está exageradamente elevado (eufórico) sem razões para tanto, é comum se expor ou se envolver em situações de maior risco. Por outro lado, os estados depressivos tendem ao retraimento e inibição apesar das condições reais não estarem tão adversas. Há também alterações de humor mais brandas, com um desequilíbrio emocional que se traduz em oscilação e sensibilidade emocional, afetando a previsibilidade do humor.

Sintomas:

Sintomas da fase depressiva

. Tristeza
. Diminuição da sensação de prazer
. Apatia
. Alterações de sono
. Alterações de apetite
. Desânimo e cansaço
. Inquietude ou lentidão
. Problemas de concentração e memória
. Pensamentos negativos, pessimistas, autoestima baixa
. Pensamentos ou comportamento suicida

Sintomas do humor misto (turbulência de humor)

. Esse estado ocorre com frequência, principalmente na bipolaridade leve, tende a aumentar sem o tratamento adequado e é agravada e antecipada pelo uso de antidepressivos.
. Humor turbulento e desagradável
. Agitação e irritabilidade
. Ansiedade e tensão
. Breves picos de excitação sexual
. Insônia intratável (não desliga o pensamento)
. Excessos comportamentais (comida, drogas) para aliviar a tensão
. Impulsos (suicidas inclusive)
. Ataques dramáticos, mas genuínos, de nervosismo

Sintomas da fase eufórica ou maníaca ou "para cima":

. euforia
. aumento de energia
. expansividade e desinibição
. grandiosidade, dono da verdade
. agitação
. menos necessidade de sono
. irritabilidade, explosividade e agressividade
. aumento de condutas de risco e de gastos
. impulsividade
. distração

Equívocos comuns no diagnóstico da bipolaridade. Depressão unipolar (ao invés de depressão bipolar)
. Ansiedade (ao invés de humor misto ou turbulento)
. Déficit de atenção e hiperatividade (bipolares também são dispersivos e energéticos)
. Transtornos de personalidade (borderline, histriônica, narcista, paranoide e antissocial)
. Drogadição (pela busca de sensações)
. Transtorno obsessivo-compulsivo (por serem pessoas de extremos e muito auto-exigentes)
. Fobias (por serem pessoas de extremos e reagirem intensamente)

Bipolaridade na infância

Na infância a bipolaridade não se manifesta com episódios claros e demarcados de humor elevado ou deprimido, e sim com humor misto: alta oscilação, irritabilidade, turbulência, distração, impulsividade e condutas desafiadoras. Estes quadros podem ser confundidos com déficit de atenção e hiperatividade, mas o tratamento farmacológico é totalmente diferente, porque se deve usar estabilizadores de humor e evitar a Ritalina® (metilfenidato). A Ritalina em quem tem a bipolaridade costuma não funcionar ou deixar o humor mais elevado e confiante ou irritável.

 

Números:

. Atinge cerca de 10% da população, sendo 1% a 2% do tipo I e 8% com bipolaridade leve ( II, III, IV e ciclotimia)
. Pelo menos metade das pessoas com sintomas depressivos tiveram ou terão hipomania (estado de humor
exageradamente elevado), o que configura a bipolaridade
. Passam em média 10 anos e 3 médicos para que ocorram o diagnóstico e tratamento corretos
. 50% dos pacientes têm abuso de álcool ou drogas
. Antidepressivos e psicoestimulantes agravam o quadro - evitar ao máximo
. Mais de 70% tem algum outro transtorno psiquiátrico associado (de ansiedade, de impulsos, distúrbios alimentares, uso de drogas...)

Tratamento:

Como regra, quem tem bipolaridade do humor se beneficia enormemente do tratamento, que envolve uma combinação de abordagens, como a psicoeducação (conhecer o próprio temperamento, o seu padrão de humor e a bipolaridade), psicoterapia (para harmonizar os padrões de pensamento, de relacionamento e elaborar novas estratégias), bons hábitos de vida e tratamento farmacológico com estabilizadores de humor. Os antidepressivos devem ser reservados para casos restritos porque muitas vezes desestabilizam ainda mais o humor.

Estabilizadores de humor não-farmacológicosSono de 7 a 9 horas por dia
Exercício físico, principalmente aeróbico
Boas relações afetivas, ter um bom grupo social, ter um confidente
Artes, hobbies, esportes, meditação, animal de estimação...
Alimentação saudável, particularmente peixe
Trabalhar com o que gosta de fazer
Primar pelo meio-termo e a ponderação nos momentos difíceis
Fé e espiritualidade

FONTE: www.bipolaridade.com.br

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TDAH: O que é e quais as suas causas.

Quarta, 23 de Julho de 2014, 09h29

Sheila Soares
Psicóloga

O que é TDAH? Sinônimos: Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, TDA, Hipercinesia infantil

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um problema de desatenção, hiperatividade, impulsividade ou uma combinação destes. Para que esses problemas recebam um diagnóstico de TDAH, eles devem se apresentar fora de um limite normal para a idade e o desenvolvimento da criança.

Causas:

O TDAH é o transtorno comportamental infantil mais frequentemente diagnosticado. Ele afeta aproximadamente de 3 a 5% de crianças em idade escolar. O TDAH é diagnosticado muito mais frequentemente em meninos do que em meninas.

O TDAH pode ser herdado geneticamente, mas sua causa não é clara. Independentemente da causa, ele parece se estabelecer cedo na vida da criança, enquanto o cérebro está se desenvolvendo. Estudos de imagem sugerem que o cérebro de uma criança com TDAH é diferente do de uma criança normal.Depressão, falta de sono, incapacidade de aprender, transtornos de tique e problemas comportamentais podem ser confundidos com TDAH. Todas as crianças com suspeita de sofrerem de TDAH devem ser examinadas com cuidado por um médico para verificar se há outros problemas ou motivos para o comportamento.

A maioria das crianças com TDAH também sofre de pelo menos um outro problema de comportamento ou de desenvolvimento. Ainda podem apresentar um problema psiquiátrico, como depressão ou transtorno bipolar.

Exames:

Com muita frequência, crianças difíceis são incorretamente rotuladas com TDAH. Por outro lado, muitas crianças que sofrem do TDAH permanecem sem o diagnóstico. Em ambos os casos, problemas de aprendizado e de humor são ignorados com frequência. A American Academy of Pediatrics (AAP) traçou diretrizes para trazer mais luz a esse assunto.

O diagnóstico é baseado em sintomas muito específicos, que devem estar presentes em mais de um ambiente.

As crianças devem apresentar pelo menos seis sintomas de desatenção ou seis sintomas de hiperatividade/impulsividade antes dos 7 anos.Os sintomas devem estar presentes pelo menos há seis meses, ocorridos em dois ou mais ambientes e não serem provocados por outro motivo.Os sintomas devem ser graves o suficiente para resultar em dificuldades significativas em muitos ambientes, inclusive em casa, na escola e no relacionamento com os demais.

Em crianças mais velhas, o TDAH encontra-se em remissão parcial quando elas ainda têm os sintomas, mas não se enquadram mais totalmente na definição do transtorno.

Se houver suspeita de TDAH, a criança deve passar por uma avaliação médica. A avaliação pode consistir em:

Questionários para pais e professoresAvaliação psicológica da criança E da família, incluindo testes de QI e psicológicos Exames completos mentais, nutricionais, físicos, psicossociais e de desenvolvimento.

FONTE: www.minhavida.com.br 

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O ódio criativo

Segunda, 07 de Julho de 2014, 15h14

Paulo Salem premium
Doutor em Ciência da Computação

O ser humano é uma criatura de hábitos. Ainda que pregue a mudança e o progresso, e realmente seja capaz disso, precisa antes vencer a inércia que o carrega quase que inconscientemente. Essa tendência para o regular manifesta-se de muitas formas, uma das quais ganhou notoriedade histórica durante a Revolução Industrial: o ódio pelas máquinas, encabeçado pelo que ficaria eternamente conhecido como Ludismo. Longe de estar arquivado por definitivo nos anais da História, um ranço semelhante ainda persiste hoje. Deparei-me com ele nas últimas semanas e dei-lhe um nome: é o ódio criativo.

Os fatos históricos concretos são bem conhecidos, mas por si só são inúteis. Sua interpretação faz toda a diferença e mostra como a nossa percepção da realidade é embebida em teoria. Assim, há ao menos dois modos de ver os eventos do século XIX: (i) máquinas mais avançadas começaram a tomar o lugar dos operários, que, temendo uma redução intolerável em sua qualidade de vida, reagiram destruindo-nas; ou (ii) máquinas mais eficientes aumentaram a produtividade do operário individual, liberando grande parte deles para novas aplicações, além de terem reduzido o custo dos bens de consumo para esses mesmos operários, embora boa parte dos trabalhadores afetados tenha sofrido com a mudança e reagiu destruindo o elemento local que mais diretamente parecia atacá-lo, as novas máquinas. A interpretação (ii) mostrou-se correta com o tempo, mas é fácil compreender por que o operário ludita não a viu: basta comparar o tamanho e a sofisticação de cada frase.

A destruição das máquinas industriais parece ter ficado no passado. Hoje são poucos os que defendem sua aniquilação, e menos ainda os que não se maravilham com o progresso rápido que a engenharia mecânica e eletrônica tem feito nas últimas décadas. O operário de hoje quer no máximo abocanhar parte dos lucros que elas produzem, ao invés de almejar a redução dele e seu patrão a um estado comum mais pobre e manual.

Todavia, como já se disse muitas vezes antes, hoje passamos por uma nova revolução. O nome definitivo que levará ainda está em aberto, mas por enquanto é conhecida como a Revolução da Informação. O que os teares, esteiras, polias e engrenagens fizeram para a produção de bens físicos no século XIX, hoje os computadores e as redes de comunicação fazem para a produção de bens intelectuais. Mostrando que plus ça change, plus c'est la même chose, esta revolução segue por um caminho curiosamente parecido. Examinemo-lo mediante um exemplo concreto de seus primórdios: a prensa de Gutemberg.

Sim, a mecanização da informação no mundo ocidental como o conhecemos não começou com os computadores do século XX, e sim com os tipos do século XIV. Como é tão comum com as tais revoluções, suas sementes são espalhadas por séculos até que um vento favorável as leve para o primeiro plano da História. Poucas coisas são mais lentas do que uma revolução digna do nome. E como toda revolução econômica, essa também deve ter causado estragos temporários: imaginem quantos copistas perderam seus empregos.

Seguindo nessa tradição, alcançamos outro invento, a máquina de escrever. Menos eficiente para grandes volumes, mas incomensuravelmente mais prática para o uso do escritor individual, o registro esporádico e até para a elaboração inicial das idéias destinadas à prensa. Um salto de produtividade para a mente, sem dúvida -- mas o início da lenta morte da grande arte da caligrafia [1].

Chegamos então ao computador pessoal moderno, fronteira na qual estamos. Quase ninguém mais usa máquinas de escrever, os processadores de texto (como Word da Microsoft) tomaram-lhe o lugar. Geralmente vê-se nisso um grande progresso. Eu vejo um anacronismo. O problema pode ser compreendido se observarmos que um computador é mais do que uma máquina que aumenta nossa produtividade intelectual; trata-se da máquina mais sofisticada possível para isso, no passado, presente e futuro. Esse é um resultado básico em Computação [2], normalmente relegado aos círculos acadêmicos, mas de importância prática enorme: certamente não é possível que a melhor aplicação para o ápice da conquista ferramental humana seja simular uma grosseira máquina de escrever -- que é essencialmente o que faz um processador de textos como o Word.

Ninguém realmente quer uma máquina de escrever digital. O que as pessoas querem é poder se exprimir de modo eficaz, trazer ao mundo suas idéias de modo organizado e eficiente. Esse é o propósito real por trás desse software tão corriqueiro, mas que permanece oculto porque foi concebido sem a idéia explícita de dar suporte ao intelecto do usuário (bastou-lhes dar suporte aos dedos e olhos) [3]. É necessário explicitar e investir nesse propósito maior e mais nobre, a batalha pelo futuro trave-se aqui.

Quando criei o Liberalis, mantive esse princípio em mente. A razão pela qual o meu usuário não pode "desenhar" a aparência do site não é preguiça minha, mas uma decisão crucial: o usuário deve se preocupar apenas com a informação que deseja transmitir (seu currículo, seus serviços, suas idéias, etc), e é responsabilidade da ferramenta dar a melhor aparência possível para essa informação. Nesse espírito, testei diversos motes para chamar a atenção do visitante na homepage. O que ganhou (i.e., o que fez mais pessoas criarem uma conta) foi este: "Esqueça programadores, designers e artistas. No nosso sistema, tudo é automático, simples e rápido" [4]. Não apenas encaixa-se perfeitamente na filosofia descrita acima, como também atende aos anseios dos consumidores. Ou seja, um lema excelente. Não obstante, foi aqui que me deparei com os herdeiros do Ludismo.

A maior parte dos consumidores que alcanço é muito receptiva a essa abordagem. Nas última semanas, porém, um dos meus anúncios no Facebook, destinado a freelancers, chegou à classe dos "designers e artistas". Não me passou pela cabeça que alguém poderia ficar ofendido com ele, posto que, comprovando ainda mais a hipótese inicial, foi um dos mais eficazes na categoria. Como pode ser visto em alguns dos comentários na figura abaixo, me enganei.

Se a propaganda dissesse que os programadores, artistas e designers são, digamos, todos picaretas, seria natural sentir-se ofendido. Mas tudo que o anúncio diz é que você não precisa deles para fazer um certo tipo de coisa (a saber, criar seu site de divulgação profissional). O motivo não é especificado, embora as qualidades do sistema sejam exaltadas em contraste com a contratação de serviços sob medida. Cada cliente que clica no anúncio e se registra no sistema tem seu motivo: uns porque serviços sob medida são caros, outros porque tiveram experiências ruins no passado, e outros simplesmente porque têm pressa e não querem complicações. Não foi, pois, exatamente a um sentimento de simples ofensa que os indignados reagiram. Foi o medo primal da obsolescência, o mesmo sentimento selvagem que guiou os luditas quase duzentos anos atrás. Não quebraram os servidores porque não podem, mas desabafaram sua raiva. "Nós, programadores, designers e artistas, somos essenciais, damos forma e função ao mundo, trazemos as idéias à vida; como alguém ousa sugerir que podemos ser substituídos?" Eis o ódio criativo.

Assim como os luditas, essas pessoas não só estão sendo guiadas por motivos escusos, mas sobretudo estão agindo contra seu próprio interesse de longo prazo. O que não percebem é que a capacidade de um programador, designer ou artista é muito mal aproveitada na confecção de artefatos funcionais concretos particulares, artesanais. Assim, não se trata de subsituí-los, mas de elevá-los a um novo patamar de possibilidades criativas, liberando-os das tarefas de baixo nível que agora as máquinas conseguem cada vez mais fazer. Por exemplo, ao invés de definir um design -- entendido aqui em seu sentido amplo, que inclui aspectos de software e de arte -- particular, o designer desse futuro que vislumbro poderá definir uma família de designs, empregando alguma espécie de técnica algorítmica para tanto. Sua criatividade ainda será fundamental, mas resultará não em um único bom resultado, e sim em cententas, milhares, ou até milhões, com apenas algumas horas de trabalho. Será uma criatividade de alta ordem, exponencialmente mais poderosa e produtiva. Essa será a norma, existirão ferramentas para tornar esse processo corriqueiro, e quase ninguém olhará para o passado com muita saudade. O design artesanal ainda existirá, mas estará restrito a alguns nichos e eventualmente será um luxo extravagante, mais ou menos como a caligrafia é hoje.

Algumas pistas desse futuro já podem ser vista, especialmente no tocante ao desenvolvimento de software para vários dispositivo diferentes. Por exemplo, há um esforço para que o mesmo programa que é exibido num desktop possa ser automaticamente adaptado e mostrado num dispositivo móvel como um smartphone, que tem características físicas bem diferentes [5]. Afinal, geralmente é mais barato fazer apenas um programa do que dois ou mais. Isso exige do designer um pensamento mais abstrato. É um começo humilde, mas evidencia as pressões econômicas que impulsionam o progresso.

No que se refere a mim, vejo o Liberalis como apenas um esboço nesse sentido, mas meu desejo é seguir cada vez mais nessa direção, principalmente com novos produtos. Os que escolhem esse caminho não são necessariamente oponentes dos criadores tradicionais, mas seus aliados em potencial. Eu particularmente tenho grande respeito pelos melhores entre eles e sei que há algo de intangível em seus espíritos, que dificilmente será reproduzido por meios artificiais [6], mas que sempre pode ser auxiliado. Há aqui ainda uma outra excelente possibilidade de colaboração, visto que o próprio processo criativo pode ser, ele mesmo, projetado e equipado com criatividade. Portanto, esse ódio que observei já nasceu obsoleto e está condenado à implosão; aceleremos esse processo! Somos mais fortes juntos.

 

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Notas

[1] Da qual, devo dizer, sou um adepto. Não levei minha educação nesse sentido muito longe, mas sou orgulhoso do que aprendi e aprecio uma boa caligrafia. Me entristesse ver essa arte definhar.

[2] Me refiro aqui à Tese de Church-Turing, pela qual acredita-se que todos os mecanismos de computação geral imagináveis são essencialmente equivalentes com relação ao que conseguem computar.

[3] Existem sistemas menos conhecidos que seguem nessa linha mais inteligente, sobretudo permitindo a separação da apresentação do conteúdo. Um deles é o LaTeX, famoso na Ciência da Computação, mas desconhecido do público em geral. Não obstante, essas ferramentas ainda têm problemas fundamentais, e mesmo as capacidades que já oferecem ainda são de uso difícil para um usuário comum.

[4] Duas outras alternativas foram "Nosso objetivo é lhe fornecer as ferramentas necessárias para tornar-se independente na Internet." e "Neste exato momento, alguém está procurando por profissionais como você na Internet. Seja encontrado."

[5] Com relação a páginas da Web, isso é muitas vezes chamado de responsive design hoje em dia.

[6] Provavelmente não antes do problema maior da inteligência artificial forte ser resolvido.

Voto nulo é protesto burro - Vídeo explica

Segunda, 07 de Julho de 2014, 13h29

Paulo Di Vicenzi
Consultor Político e Estrategista Eleitoral

O vídeo explica porque anular o voto não adianta nada como protesto. A Legislação vigente é clara que para anulação da votação e realização de nova eleição, há necessidade de intervenção judicial, obrigatoriamente, qualquer que seja a causa da nulidade dos votos. Se o voto for nulo tão somente em decorrência de gesto de protesto, manifestação apolítica, erro na digitação do número do candidato, ou qualquer outra razão análoga, não ficará configurada hipótese realização de nova eleição.

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo.

Para o consultor político e estrategista eleitoral Paulo Di Vicenzi, anular o voto é mais ou menos como ir ao estádio e virar as costas para o campo como forma de protesto contra o jogo. Vai impedir a realização da partida? Claro que não.

Se é para protestar, talvez fosse melhor não ir ao estádio! Também não anularia a partida, mas afetaria a renda do jogo!... A propósito, por que alguém que não gosta de futebol perderia tempo indo ao estádio?

Paulo Di Vicenzi é diretor da ABCOP - Associação Brasileira de Consultores Políticos e diretor da consultoria Di Vicenzi Voto e Poder.

 

Imagem dos candidatos ao governo gaúcho

Domingo, 06 de Julho de 2014, 21h14

Paulo Di Vicenzi
Consultor Político e Estrategista Eleitoral

VIEIRA É MAIOR AMEAÇA A TARSO
SARTÓRI PODE TIRAR VOTOS DE ANA AMÉLIA
ESTUDO SUGERE DEFINIÇÃO NO PRIMEIRO TURNO


Estrategista Paulo Di Vicenzi faz primeiro estudo qualitativo após definição de candidaturas ao governo gaúcho. Os maiores adversários dos candidatos são eles próprios.

Vieira da Cunha (PDT) pode se converter no principal depositário de votos dos eleitores descontentes ou frustrados com a gestão do governador Tarso Genro (PT). Ivo Sartóri (PMDB) tem mais possibilidades de tirar votos da candidata Ana Amélia Lemos (PP). As constatações são resultado de pesquisa qualitativa conduzida pelo consultor e estrategista eleitoral Paulo Di Vicenzi, diretor estadual da ABCOP - Associação Brasileira de Consultores Políticos.

"Neste momento, dois sentimentos dominam a percepção dos eleitores: Ana Amélia pode ser eleita já no primeiro turno e, caso isso não ocorra, o adversário pode não ser Tarso Genro, que busca sua reeleição. A disputa pela presença em um possível segundo turno coloca Vieira da Cunha e Ivo Sartóri dentro do jogo, caso ninguém faça mais que 50% dos votos válidos. Os maiores adversários de cada candidato serão eles próprios", comenta o estrategista Paulo Di Vicenzi. Ele explica que o período de propaganda eleitoral representa ao mesmo tempo muitas oportunidades e também vários riscos. "O maior desafio para qualquer candidato é posicionar corretamente a sua candidatura, isso exige sensibilidade apurada e informações confiáveis para uma acertada leitura do ambiente e das condições do confronto.” Com mais de 20 anos de consultoria eleitoral, Paulo Di Vicenzi diz que "é muito fácil um candidato errar a mão tanto em coisas que parecem simples, como a escolha de um slogan, a foto do santinho ou a música da campanha, como também naquilo reconhecidamente mais complexo, como na formação de alianças, na seleção de argumentos e no próprio tom do discurso a ser adotado em diferentes ambientes ou para públicos distintos."

Paulo Di Vicenzi fez este estudo usando a técnica de entrevista em profundidade. “Eu crio condições para conversas casuais com eleitores, nos lugares onde eles estão. São diálogos naturais, não uso questionários ou qualquer recurso que coloque a pessoa na defensiva. Por não se sentirem interrogadas e nem ameaçadas, as pessoas abrem seus corações e dizem o que pensam de verdade sobre os mais variados assuntos.” Segundo o estrategista eleitoral, esse tipo de investigação permite uma compreensão mais profunda sobre aquilo que influencia verdadeiramente a decisão de voto dos eleitores. "As pesquisas quantitativas, aquelas que mostram resultados numéricos e percentuais de intenção de voto nos candidatos, praticamente não servem para uma análise estratégica, porque elas só mostram o quanto, não conseguem informar os motivos das opiniões ou das escolhas. E é isso que vale ouro nesse momento, para orientar o posicionamento mais adequado a determinada candidatura, de forma a torná-la competitiva", explica Paulo Di Vicenzi. Ele esclarece que esse tipo de estudo, por não constituir um levantamento estatístico de intenção de voto, não está sujeito às determinações da legislação eleitoral. “Com essa técnica, não preciso entrevistar centenas ou milhares de eleitores. Posso descobrir o comportamento deles e os sentimentos mais fortes de comunidades inteiras conversando com algumas poucas pessoas, às vezes por até duas horas ou mais. O importante é saber escolher com quem conversar e como estimular um bom diálogo”, esclarece.

CONSTATAÇÕES

Apesar de identificar que Vieira da Cunha pode capitalizar uma quantidade significativa dos votos de eleitores descontentes com o governo de Tarso Genro, isso, por si só, não garante ao candidato a presença no segundo turno, disputa que pode até nem ocorrer, alerta Paulo Di Vicenzi. Antes disso, tanto Vieira da Cunha como Ivo Sartóri precisam vencer um outro desafio, que é o alto nível de desconhecimento de seus nomes junto ao eleitor comum. "Familiaridade é um fator poderosíssimo, que pode desequilibrar qualquer competição eleitoral. Ninguém conquista popularidade consistente da noite para o dia e ela normalmente é obtida fora do ambiente político. As pessoas tendem a votar em quem elas imaginam que conhecem mais, que percebem como mais próximas e até amigas, mesmo que nunca tenham estado juntas fisicamente", detalha Paulo Di Vicenzi. O estudo mostra que "o atual favoritismo de Ana Amélia (PP) para o governo e de Lasier Martins (PDT) para o senado é decorrente dos altos níveis de familiaridade associados aos dois candidatos. A maioria dos seus eleitores não têm ligação ou sequer simpatia partidária. Não são votos ideológicos, são votos de audiências cativas conquistadas ao longo do tempo, pela exposição na mídia em programas de grande penetração popular”, informa. Os resultados indicam que a imagem de Ana Amélia ainda está mais fortemente referenciada no tempo em que atuava em televisão e rádio do que neste seu primeiro mandato no senado.

Vieira da Cunha é mais conhecido pela militância e filiados do PDT. Para Paulo Di Vicenzi “isso não é pouco diante do fato de que é o partido com maior número de filiados no Estado, passando de 300 mil”. Porém, ainda está muito longe de garantir a presença do candidato em um eventual segundo turno. Precisa ser reconhecido por contingentes muito além dos círculos partidários e o pequeno tempo que terá na propaganda de rádio e tv pode ser mais um complicador. Ele terá que ser muito preciso nos argumentos e aproveitar os espaços com muita inteligência e objetividade, pensando em objetivos claros a serem alcançados. “É comum ouvir das pessoas que o PDT é um partido de velhos. Ficar ancorado no histórico do trabalhismo e nas lembranças dos líderes do passado pode reforçar essa ideia, quando o que os eleitores desejam é ouvir alguém que pense e fale sobre o futuro, que mostre alternativas de gestão para dias melhores e seja percebido como capaz de inovar”, analisa Paulo Di Vicenzi.

Quando é citado o nome de Ivo Sartori (PMDB), é comum os eleitores perguntarem “quem é esse?”. Seu nome é mais conhecido por pessoas de municípios da Serra gaúcha, especialmente Caxias do Sul, onde ele foi vereador e prefeito por duas vezes. Tem como vantagem o fato de pertencer a um partido reconhecidamente bem estruturado no Rio Grande do Sul, com cerca de 250 mil filiados, mais de 200 políticos ocupando os cargos de prefeito ou vice-prefeito e quase 1.200 vereadores. Tem ainda oito deputados estaduais, quatro federais e um senador. Por outro lado, chega nessa eleição dividido, uma parte alinhada com o candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) e outra dando apoio à reeleição da presidente Dilma (PT). “Os eleitores ainda têm dificuldades para falar sobre essa questão, preferem mudar de assunto por absoluto desconhecimento”, constata Paulo Di Vicenzi. É algo a ser melhor trabalhado durante a campanha. De qualquer forma, a primeira missão da campanha de Ivo Sartori será torná-lo mais conhecido para além dos limites da Serra gaúcha e ser percebido como autoridade de liderança compatível com o tamanho do seu partido.

No caso do governador Tarso Genro, tem gente que pergunta “onde foi parar o Rio Grande do Sul, do Brasil e do Mundo?”, lembrando o slogan da campanha anterior do PT e que sugeria um período de grande crescimento e evolução para o Estado. Hoje, isso exemplifica a frustração sentida por muitos eleitores, que acreditaram nas promessas e não conseguem vê-las cumpridas. “Ao questionar sobre as principais obras e realizações do atual governo, alguns falam, de forma irônica, em ‘salário dos professores’ ou ‘segurança’. Quase sempre passam a comentar sobre os problemas. A sensação é que, no mínimo, houve falha na comunicação, porque as pessoas não sabem dizer o que o governo Tarso fez. Dificilmente isso poderá ser recuperado na propaganda eleitoral”, avalia Paulo Di Vicenzi. Os eleitores que dizem ter votado em Tarso na eleição anterior foram provocados para dizer se repetiriam o voto em outubro. A confirmação existe, normalmente, junto a eleitores fortemente identificados com o PT. Quem não é filiado ou simpatizante manifesta certa indecisão, dizendo “posso votar em outro candidato, menos na Ana Amélia e no PMDB.” Isso sinaliza que o voto em Tarso é claramente partidário, enquanto que a rejeição aos demais não. Por exclusão, mesmo que não tenha seu nome mencionado de forma espontânea, quem pode ganhar com isso é Vieira da Cunha. “Essa é uma possibilidade, não uma garantia de que vá de fato ocorrer, vai depender de como ele se apresentar aos eleitores a partir de agora”, destaca o estrategista eleitoral Paulo Di Vicenzi.

Com relação à Ana Amélia, seus eleitores majoritariamente não possuem alinhamento partidário ou ideológico. Ela é favorita pela imagem residual criada durante os anos em que aparecia em programas de tv e rádio, comentando principalmente notícias relacionadas ao agronegócio e economia. “Os eleitores consideram que Ana Amélia Lemos faz um bom trabalho como senadora, mas ninguém consegue citar com segurança alguma realização dela no cargo. Isso sugere que a sua imagem anterior ainda é mais forte e pode ser reavivada com a propaganda eleitoral”, interpreta o consultor. Por ser favorita, a candidata deve virar o alvo preferencial de ataque dos adversários, que podem tentar desconstruir seu discurso. “Ataques e agressões raramente funcionam em uma campanha eleitoral, isso pode até animar a militância de quem adota essa tática, porém os eleitores costumam rejeitar essas ações e dão ainda mais apoio a quem é vítima disso. Agora, a estabilidade e segurança da Ana Amélia vai depender só dela.” Paulo Di Vicenzi considera que “se ela fizer mais críticas do que oferecer soluções, pode ter problemas.”

Quando aos demais candidatos, ninguém sabe quem são e, por isso mesmo, não conseguem opinar nesse momento. De maneira geral, os eleitores se mostram bem pouco interessados nas eleições deste ano, mesmo entre aqueles que afirmam não estar envolvidos com os jogos da Copa do Mundo. De maneira generalizada, comentam sobre as dificuldades econômicas, os esforços para pagar prestações assumidas no ano passado e temor de perder seus empregos. “Essa preocupação econômica está em um nível mais alto do que a verificada na eleição de 2010, a euforia deu lugar à cautela e isso cria um cenário totalmente diferente para disputa eleitoral. Isso vai se refletir diretamente na intenção de voto para presidente da república, onde a competição já está se mostrando mais acirrada e nada indica que isso possa diminuir até outubro”, finaliza Paulo Di Vicenzi.

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Paulo Di Vicenzi é consultor político e estrategista eleitoral, diretor da ABCOP – Associação Brasileira de Consultores Políticos, da empresa de pesquisas Qualidata Informações Estratégicas e da consultoria Di Vicenzi Voto e Poder. É autor do capítulo “Do Anonimato à Vitória em Apenas 43 Dias”, publicado no livro Marketing Eleitoral – Aprendendo com campanhas vitoriosas (Abcop,2008). Ajudou a eleger sete candidatos em cinco eleições majoritárias sucessivas.

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Raiva: como você lida com ela?

Sábado, 05 de Julho de 2014, 16h47

Sheila Soares
Psicóloga

Você desconta a raiva nos outros?

A rotina cada vez mais corrida e o consequente acúmulo de estresse acabam te deixando mais irritada do que imagina. E isso não é um fenômeno incomum, afinal, poucas pessoas podem dizer que nunca descontaram a raiva do momento em alguém que não tinha relação alguma com a causa real de todo o nervosismo. Mas qual é o motivo de isso ocorrer?

Antonio Carlos Amador Pereira, psicólogo professor do curso de Psicologia da PUC-SP, conta que, na psicologia, isso é chamado de deslocamento. “Você desloca essa emoção para outro objeto ou outra pessoa. Aquele cara que se estressou no trabalho, por exemplo, é estúpido com a mulher, que briga com os filhos, que brigam com a faxineira, que chuta o cachorro. E um vai deslocando para o outro”, explica.

Como lidar:

Segundo o psicólogo, há duas formas para lidar com a raiva: engolindo aquilo ou atacando. Como não há "permissão externa" para atacar o agressor, você transfere para um objeto neutro. “O problema de guardar raiva ou outros sentimentos é que você acumula e, na primeira oportunidade, expressa uma raiva desproporcional, porque estava acumulada”, conta. Então, você pode transferir essa energia para um objeto, como um saco de boxe. Outra alternativa, de acordo com o professor é descarregar na hora, mas com ressalvas. “Se for expressada na proporção do momento, tudo bem, porque fica ali. Mas se já há raiva acumulada, há um risco dessa manifestação ocorrer de forma exagerada”, orienta. Ele ainda explica que canalizar essa raiva também é uma possiblidade e, segundo o psicólogo, há mil formas de fazer isso. “Quando você pratica atividade intensa, como algum esporte ou outro tipo de exercício físico que você goste, as endorfinas provocam uma sensação de bem estar, você desprende energia e é bom”, destaca. Antonio Carlos Amador Pereira ainda ressalta que evitar estresse desnecessário é sempre interessante, por exemplo, evitando situações de conflito.

Saiba fugir

Segundo o psicólogo, acumular e descontar a raiva é desgastante, mas receber essa carga negativa de outra pessoa também pode ser. “Quando alguém te joga uma batata quente, ou você passa ou coloca no chão. Tem que saber discriminar o que é seu e o que não é. Você pode ser pega de surpresa, mas tem como trabalhar isso depois. Outras vezes, o melhor é simplesmente desviar”, aconselha.Ainda de acordo com o especialista, existe um tipo certo de indivíduo que sofre com as descargas de raiva. “A pessoa que vai deslocar a raiva acaba procurando inconscientemente aquele que parece mais fraco, que parece que não vai reagir. Se tiver uma postura mais assertiva , dificilmente farão isso com você”, conta Antônio Carlos.

Uma das formas recomendadas pelo psicólogo para evitar essas situações desconfortáveis é, ao perceber que a pessoa não está muito bem, se afastar e depois ir ver porque ela chegou assim. “Sem acusar nem brigar, simplesmente dizendo que não se sente bem. Quem está do outro lado tem que aprender a perceber a situação e se esquivar. Na maior parte das vezes, a pessoa percebe que o outro não chegou bem e evitar problemas”, esclarece.

FONTE: www.daquidali.com.br

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Oniomania: Quando gastar torna-se uma doença.

Sábado, 05 de Julho de 2014, 16h41

Sheila Soares
Psicóloga

Oniomania, o transtorno do consumo compulsivo.

Talvez você ainda não conheça a palavra, mas de certo deve saber de pessoas que compram tudo que vêem pela frente sem a mínima necessidade de uso. Isso se chama oniomania: conhecido também como transtorno do consumo compulsivo, um problema que atinge mais mulheres do que homens. O termo tem origem grega e significa “loucura de comprar”. A pessoa compulsiva só se acalma e fica feliz quando compra. Frequentemente você encontra o armário dessa pessoa sempre abarrotado de roupas ainda com etiqueta. Já as que apenas ‘consomem muito’ não têm o mesmo sentimento de necessidade e urgência: compram porque gostam”, explica Arthur Kaufman, professor doutor do departamento de psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Outra fundamental característica do transtorno pode ser observada na falta de controle financeiro. Deborah Gaboz, uma recepcionista de 24 anos, sofre com a compulsão e não ‘sossega’ enquanto não usa todos os limites de crédito que tem disponível. “A maioria das minhas compras são feitas por impulso”. Ela conta que já teve o capricho que fazer um cartão de loja apenas para comprar naquele momento. “Fiz porque não tinha outra maneira”. Deborah hoje já sente os efeitos do problema. “Inclusive agora, estou bem prejudicada, com todos os cartões estourados... Mas eu sempre dou um jeito de arrumar outro”.

Para o psiquiatra Renato Mancini, o fato de não conseguir adquirir um determinado produto não é sinônimo certo de frustração. “Se o indivíduo vai ficar irritado, triste ou depressivo pode variar muito da personalidade de cada um. Invariavelmente, contudo, a pessoa irá se sentir mal", diz ele. O profissional frisa ainda que a necessidade de consumo indica algum grau de desconforto ou insatisfação. "Se estiver muito satisfeita com tudo que tem, não vai comprar nada. A sensação subjetiva de que falta algo facilita que você compre mais, e para as empresas interessa que a pessoa compre o máximo possível”.

O psiquiatra ainda explica que o distúrbio pode se apresentar em indivíduos com ou sem transtorno mental.“Pessoas que têm transtorno afetivo bipolar quando não estão bem gastam compulsivamente. As sem transtornos metais consomem muito, porque sentem algum tipo de desconforto ou sofrimento psíquico. Normalmente ficam desconfortáveis com a autoimagem e por isso compram para se sentirem melhores”.Oniomania tem cura?
Sim, afirma o psiquiatra Arthur Kaufman. “Primeiro a pessoa precisa considerar que tem um problema e deseja tratar. Aceitando ajuda, existe então o tratamento para a parte psiquiatra e psicológica. A parte psiquiátrica é feita à base de medicação, que normalmente é antidepressiva, porque para todos os tipos de compulsão o remédio é o mesmo. E psicologicamente, sessões de psicoterapia costumam ajudar bastante”, diz o especialista.

FONTE: www.daquidali.com.br 

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15 dicas para preservar sua saúde mental.

Sábado, 05 de Julho de 2014, 16h32

Sheila Soares
Psicóloga

DICAS DE SAÚDE MENTAL:

1. Potencie o auto-conhecimento - é importante conhecer-se enquanto pessoa, percebendo as suas limitações e aceitando-as como parte do que é;

2. Viva uma vida afetiva satisfatória, privilegiando momentos de convívio com amigos e familiares;

3. Estimule a auto-estima;

4. Promova pensamentos positivos e encare a vida com um sorriso;

5. Mime-se e mime os que estão próximos de si;

6. Dê atenção ao essencial, para que chatear-se desnecessariamente?;

7. Não crie expectativas irrealistas;

8. Potencie hábitos de vida saudável;

9. Evite o consumo de substâncias que possam causar dependência (nicotina, drogas, álcool);

10. Aprenda a relativizar situações difíceis;

11. Sempre que possível e quando se sinta em grande tensão, faça uma pausa, procurando locais tranquilos, atividades que lhe dêem prazer, estando com pessoas que lhe façam bem;

12. Não alimente comportamentos/sentimentos destrutivos;

13. Não sofra por antecipação;

14. Pratique exercício físico com regularidade;

15. Repense a sua atitude face às doenças mentais - procure informação fundamentada, desta forma prepara-se com consciência para a possibilidade de você ou alguém próximo vir a sofrer de uma doença mental;

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A unidade bem e mal aplicada na indústria

Terça, 24 de Junho de 2014, 04h16

Paulo Salem premium
Doutor em Ciência da Computação

Expliquei anteriormente a importância do princípio da unidade. Resumidamente, a unidade de uma composição refere-se ao grau com que seus diversos elementos combinam-se para produzir um efeito total maior do que o que seria possível pela mera justaposição deles. Trata-se de algo importantíssimo, mas freqüentemente esquecido, tanto na vida particular quanto no ambiente organizacional. Vale a pena agora examinar alguns exemplos célebres da relevância prática do princípio. Comecemos pelo que é talvez o maior e mais conhecido caso de sucesso, a Apple.

Até meados dos anos 1990, a empresa era conhecida quase exclusivamente por seus computadores desktop. Quando Steve Jobs voltou de seu exílio e quis colocar a empresa nos eixos, continuou nessa linha e veio com os iMacs, que foram bem-sucedidos e levandaram a empresa do abismo. Ao invés, porém, de meramente insistir nessa direção, lançaram um tocador de músicas, o iPod, que veio a dominar o mercado. Nisso já vemos algo estranho: são mercados totalmente distintos, exceto pelo fato de ambos usarem eletrônicos; a princípio, poderiam ter lançado um barbeador e faria o mesmo sentido. O que os uniu? O software iTunes, que rodava nos iMacs e fazia a ponte com o iPod. No meu entendimento, com essa jogada a Apple deixou de ser uma "empresa de computadores" e passou a ser uma empresa de "estilo de vida digital", cujos produtos cooperam visando esse fim maior [1]. Eis aí o que lhe deu unidade e mudou sua sorte definitivamente.

Poder-se-ia imaginar que tratou-se de mero acidente. Mas o lançamento posterior do iPhone, outro sucesso, mostrou que de fato havia um princípio organizador agindo. É revelador que a Apple manteve o nome "iTunes" em seu software de compras, embora a essa altura o programa já vendesse muito mais do que músicas ("tunes"), passando de vídeos até softwares para o novo portátil (e hoje em dia até para os desktops). Poderiam ter renomeado a coisa, mas evidentemente apostaram na continuidade, usaram um elemento de peso para fortalecer toda a composição. Deu certo.

O Google é outro exemplo feliz. Nasceu como um buscador de páginas da Web superior e logo se espalhou para outros ramos, notoriamente com seu sistema de emails, o Gmail. Uma característica interessante deste último é seu uso de buscas sofisticadas aplicadas aos emails dos usuários. Mais do que isso, porém, ambas as iniciativas seguem o mote central da companhia, que é declaradamente "organizar as informações do mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis". Com isso em mente, pode-se compreender como os diversos produtos da empresa se relacionam num todo coeso. Penso, no entanto, que há algo ainda faltando nessa fórumula. Como, por exemplo, expllicar os carros autônomos que estão desenvolvendo? Eu suspeito que os executivos da empresa têm, sim, um fim unificador em mente, que permanece um tanto misterioso para quem vê de fora. Mas nada garante o sucesso último da estratégia [2].

Quando falo em unidade, tenho em mente algo informal, que como tal requer alguma coisa intangível para ser bem aplicada. Fica fácil usá-la mal, mesmo para quem tem alguns bilhões de dólares disponíveis [3]. E uma vez que a unidade de uma composição determina largamente seu valor final, os riscos envolvidos são consideráveis, quiçá existenciais.

No mesmo contexto dos exemplos anteriores, aqui podemos tomar o design do Windows 8 da Microsoft. A idéia em sua forma abstrata soa boa: reduzir os elementos da interface gráfica a componentes que possam ser usados tanto em desktops quanto em outros dispositivos, principalmente celulares e tablets. Sua implementação, contudo, foi catastrófica: uma quimera que mistura o que dá certo no desktop com o que funciona nos tablets, resultando numa aberração que até o usuário final comum reconhece como horrenda. E digo isso como alguém que aprecia a nova interface que a Microsoft criou, desde que isolada e num dispositivo tátil. O problema é que ela conflita com os mecanismos tradicionais. Há aqui um resultado geral importante: se A é algo bom e B também, isso não significa que A + B o será. Em Computação, dizemos que essa soma não é composicional. Muitas coisas na vida não o são [4].

Citei exemplos famosos porque quase qualquer um pode compreendê-los. Todavia, não é difícil ver o princípio aplicado, bem e mal, em muitos outros casos. Da próxima vez que entrar numa loja, mercado ou algum outro estabelecimento, tente pensar no que unifica todas as ofertas -- especialmente quando alguma delas for inusitada. Faz sentido, digamos, um mercado oferecer cartões de crédito? Mais importante: nas suas próprias empreitadas, seus esforços se somam em algo maior ou se diluem mutuamente? A resposta não é fácil, é necessário prática e reflexão para elaborá-la, principalmente porque antes de tudo convém descobrir o que faz de você alguém único e valioso [5].

 

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Notas

[1] Paradoxalmente, esse é um dos motivos pelos quais eu prefiro ficar longe dos produtos da Apple, apesar de reconhecer suas virtudes. Quando você compra um Mac, não está adquirindo apenas um computador, mas também um (caro) estilo de vida. Abri apenas uma exceção para o iPad, para o qual não encontrei nenhum substituto à altura (por causa das proporções da tela, é um melhor leitor de PDFs).

[2] Assim como numa obra de arte, a execução final, os detalhes, e até mesmo a sorte, são fundamentais. O sucesso atual da Apple nos faz esquecer um pouco que o ethos da empresa não mudou muito desde o tempo em que quase fechou as portas. O iPhone e iPad atuais, por exemplo, são reiterações bem executada de produtos anteriores fracassados, como o Newton, todos frutos de idéias bem pensadas. Confira estes vídeos conceituais da Apple antiga.

[3] Ineficiências dessa espécie são uma mina de ouro para empreendedores. Numa sociedade livre, embora a prosperidade normalmente seja generalizada, é difícil ficar no topo por muito tempo.

[4] Tente sugerir a um francês misturar vinho tinto com vinho branco para produzir um rosé.

[5] Os gregos antigos pareciam ver tanta importância e dificuldade nisso que resolveram transformar o sensato conselho em dogma religioso. A máxima "conhece-te a ti mesmo" virou assim uma exortação pública, inscrita em pedras no famoso Templo de Delfos. A inscrição em si já desapareceu, mas as ruínas do Templo continuam lá, num dos lugares mais majestosos e inspiradores que já visitei.

Comunicação Interna - Dicas de Medidas Simples

Sexta, 27 de Junho de 2014, 08h34

AMP - Andrea Melo Pachêco
Consultoria em Recursos Humanos

Não tem como negar. Toda empresa necessita ter uma comunicação clara e objetiva, para gerar informações entre setores, unidades, filiais, bem como, melhorar o relacionamento interpessoal da organização.
Quando a empresa produz um canal de comunicação gera um conforto e uma sensação de confiabilidade por parte dos profissionais.
A confiança transforma um ambiente de trabalho mais coeso e tranquilo para exercer as atividades laborais e consequentemente mais produtivo.

Vamos a algumas dicas simples de melhoria da Comunicação Interna:

  • Utilize as redes sociais da empresa e procure mantê-las atualizadas;
  • Procure locais estratégicos para a utilização do bom e velho mural. Estimule a cultura da observação dos murais – Deixá-los coloridos e com layout chamativo;
  • Combate a fofoca;
  • Estimule a comunicação oficial (e-mail e intranet);
  • Deixe à vista todos os recados;
  • Promova encontros rápidos no inicio do expediente com o objetivo de repassar comunicados, minimizar dúvidas e criar laços com a equipe;
  • Procure manter uma linguagem simples, clara e objetiva.

Desejo sucesso!

Crises de ansiedade: dicas úteis para ajudar a melhorar a crise.

Quinta, 26 de Junho de 2014, 15h10

Sheila Soares
Psicóloga

Como Se Acalmar Durante um Ataque de Ansiedade

Coração acelerado, náuseas, desconforto estomacal e tremores são alguns sintomas de um ataque de ansiedade. Os ataques de ansiedade podem ser assustadores – portanto, é útil saber que você pode limitá-los quando eles ocorrerem. Este artigo listará algumas técnicas que podem ser usadas para você se acalmar.

1 - Reduzindo sua Ansiedade:

Pratique a respiração profunda. Caso esteja sofrendo de um ataque de pânico, é possível que você esteja começando a hiperventilar. Mesmo que não esteja, respirar profundamente pode ajudá-lo a reduzir o estresse e a fornecer oxigênio ao cérebro para aumentar o foco. Tente dar, no mínimo, 8 respiradas profundas por minuto. Demore 4 segundos para inalar, prenda a respiração por 2-3 segundos e demore outros 4 segundos para soltar o ar.

- Se você estiver respirando rápido demais para começar a respirar profundamente, use um saco de papel pardo para desacelerar seu ritmo respiratório. Segure-o sobre sua boca enquanto respira, desacelerando a respiração progressivamente. Desacelere até poder começar seus exercícios de respiração profunda.

- Continue a respirar profundamente por vários minutos até poder notar uma diferença em seu relaxamento muscular e na sua clareza de pensamentos.

2 - Use diversões cognitivas. Se você estiver no meio de um ataque de ansiedade, distraia sua mente através de diferentes diversões mentais. Por exemplo, conte os números ímpares de 100 a 0, diga o nome de todos os presidentes do Brasil ou declame seu poema (ou canção) predileto. Force-se a fazer uma (ou várias) dessas técnicas até se acalmar um pouco.

3 - Pratique o relaxamento muscular progressiva. Este é o processo de desacelerar através do corpo e de retesar e relaxar cada grupo muscular. Isso tem duas finalidades: lhe força a se concentrar em algo que não seja seu medo; e simultaneamente relaxa seus músculos. Comece com os músculos no rosto e vá descendo até ter relaxado todas as partes do corpo.

-Retese o grupo muscular por dez segundos – em seguida, libere a pressão. Você pode fazer isso com o mesmo grupo muscular diversas vezes. Ainda assim, fazê-lo uma vez deve bastar.

- Grupos musculares grandes que podem ser retesados e relaxados incluem: mandíbula, sua boca (carranca/relaxamento), braços, mãos, estômago, bumbum, coxas, panturrilhas e pés.

4 - Tente “parar e substituir”. Este é o processo pelo qual você impede seus pensamentos produtores de ansiedade e substitui-os por reflexões que tragam felicidade ou paz. Por exemplo, se você estiver ansioso por conta de uma viagem de avião e não puder parar de pensar no que pode acontecer caso a nave caia, impeça tal pensamento imediatamente e substitua-o ao imaginar como serão suas férias com seus amigos.

5 - Use imaginação guiada. Pense num lugar em que você se sinta em paz e relaxado: poderia ser sua casa, seu ponto de férias predileto ou os braços da pessoa amada. Enquanto pensa nesse lugar, continue adicionando detalhes à cena, de maneira a focar toda a sua mente no campo da imaginação. Sinta-se livre para fazer isso com os olhos fechados ou abertos. Fechar os olhos pode facilitar o processo. Quando sentir que é possível pensar claramente na ansiedade, você pode parar a imaginação guiada.

6 - Reconheça sua ansiedade. Ainda que deseje reduzir a ansiedade que sente, você não quer ignorá-la. Reconheça que você está com medo. Analise o medo. É um perigo verdadeiro e presente? Provavelmente, você está usando declarações do tipo “e se?” e entrando em pânico com algo que ainda não aconteceu ou que mal pode acontecer. Compreenda que você está sentindo medo, mas que não há nenhum perigo. Retirar o perigo da situação lhe ajudará a relaxar um pouco.

7 - Escreva seus sentimentos. Se você for suscetível a ataques de pânico, crie um diário para escrever textos que expliquem seus sentimentos. Escreva o que você sente, o que lhe causa medo e por que a ansiedade surgiu. Escrever lhe ajudará a focar seus pensamentos, e reler os textos poderá ajudá-lo a controlar melhor a ansiedade.

8 - Faça algo. Sentar e ruminar sua ansiedade apenas piorará seu estado e dificultará a superação do pânico. Distraia sua mente e seu corpo ao realizar uma tarefa, ao limpar, ao desenhar, ao ligar para um amigo, enfim, ao fazer qualquer coisa que lhe mantenha ocupado. Preferencialmente, faça algo de que você desfrute como um hobby.

9 - Use terapia musical. Crie uma playlist com suas músicas preferidas. Elas podem ajudá-lo a relaxar ou a se sentir feliz. Então, se/quando você tiver um ataque de pânico, escute as músicas e se acalme. Use headphones bons, que impeçam a intromissão de barulhos externos, para poder se concentrar apenas na música. Enquanto escuta, foque em diferentes instrumentos, no som e nas letras. Isso o(a) ajudará a parar de pensar em seus medos.

10 - Faça um pouco de exercício. Fazer com que seu corpo se ative libera endorfinas que são responsáveis pelo aumento da sensação de paz e de felicidade. Vá caminhar ou experimente um pouco de yoga; exercícios leves poderão lhe ajudar a relaxar mais que esportes agressivos ou treinos de resistência.

11 - Consiga ajuda de um amigo. Se você estiver entrando no mundo da ansiedade e não conseguir sair dele, ligue para um amigo ou membro da família e peça ajuda. Peça para que ele distraia você e analise seu medo para poder superar a sensação de estresse. Se você for suscetível a ataques de ansiedade, ensine aos amigos como eles devem agir durante uma crise sua. Assim, eles o compreenderão e poderão obter ajuda quando preciso.

12 - Procure um terapeuta. Se você tiver ataques severos de ansiedade por períodos prolongados de tempo, visite um psicólogo local para obter terapia e conselhos. Você pode ter desordem do pânico ou desordem de ansiedade generalizada. Ambos os casos são normais e podem ser tratados por profissionais. Você também pode receber uma receita que indique medicamentos controlados para a ansiedade caso nenhum outro meio de controlar o pânico surta efeito.

Fonte: http://pt.wikihow.com

Quer saber sobre algum assunto ou tema que não foi publicado? Mande sua sugestação por mensagem no site que o mais breve possível irei publicar o assunto.

Vigorexia, a nova doença entre os jovens.

Terça, 24 de Junho de 2014, 15h37

Sheila Soares
Psicóloga

Vigorexia

Vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, um subtipo do transtorno dismórfico corporal, é um distúrbio já classificado como uma das manifestações do espectro do transtorno obsessivo-compulsivo. Em certos aspectos, vigorexia e anorexia nervosa são desordens semelhantes, na medida em que interferem na visão desvirtuada que os portadores têm do próprio corpo. Diante do espelho, anoréxicos esquálidos e desnutridos se enxergam obesos, e os vigoréxicos se veem fracos, magrinhos, franzinos, apesar de fortes e muito musculosos.A autoimagem distorcida leva os portadores de vigorexia à práticaexagerada de exercícios físicos, em busca do corpo perfeito de acordo com os padrões de beleza impostos pelos valores da sociedade contemporânea.

Essa insatisfação constante com o próprio corpo e com a massa e força musculares faz com que incorporem novos hábitos e comportamentos à sua rotina de vida. Vigoréxicos passam horas e horas nas academias, sempre aumentando a carga dos exercícios. Paralelamente, introduzem alterações na dieta constituída basicamente por proteínas, passam a consumir suplementos alimentares sem orientação e recorrem ao uso de esteroides e anabolizantes.

Como o corpo que consideram perfeito é um ideal inatingível, em razão dos sentimentos de inferioridade e da visão deformada da própria aparência, essas pessoas estão mais sujeitas a desenvolver quadros de depressão e ansiedade.

Também chamada de “overtraining”, ou síndrome de Adônis, em referência ao deus grego da beleza, a vigorexia acomete mais os homens entre 18 e 35 anos. Isso não quer dizer que as mulheres não desenvolvam esse tipo de transtorno.

Sintomas

Em geral, os sinais e sintomas da vigorexia estão associados à imagem negativa e distorcida que o paciente tem do próprio corpo. Os mais importantes são cansaço, inapetência, insônia, ritmo cardíaco alterado mesmo em repouso, dores musculares, tremores, queda no desempenho sexual, irritabilidade, depressão, ansiedade e desinteresse por atividades que não estejam ligadas ao treinamento intensivo para atingir o que consideram ser o corpo perfeito.

A luta por esse objetivo se reflete na vida social, familiar e profissional. A pessoa se afasta dos parentes, amigos e colegas de escola ou de trabalho. Sua atenção está toda voltada para a prática de exercícios. Na verdade, ela não se interessa por nenhuma atividade ou relacionamento que possam interferir em seu propósito de treinar duro durante todo o tempo.

Diagnóstico

A vigorexia é uma desordem emocional ainda não catalogada nos manuais de classificação CID.10 e DSM.IV como um transtorno específico. Por essa razão, os critérios para o diagnóstico não foram bem estabelecidos. Em geral, o especialista leva em conta alguns aspectos do comportamento, como a preocupação exagerada com o corpo e a necessidade compulsiva de manter um plano rigoroso de exercícios físicos e uma dieta alimentar rígida para atingir a forma física considerada perfeita.

Tratamento

O tratamento é multidisciplinar, envolve médico, psicoterapeuta, nutricionista, preparador físico, professores de educação física. A pessoa não precisa abandonar totalmente a prática de exercícios, mas o treinamento deve ser orientado por profissionais com experiência na área.

A terapia cognitivo-comportamental é um recurso eficaz para o paciente identificar as distorções do comportamento e restaurar a autoimagem e a autoconfiança.

Outra medida essencial é convencê-lo de que deve abandonar o uso de anabolizantes e de outras substâncias equivalentes, porque provocam efeitos adversos, como atrofia dos testículos, disfunção erétil e infertilidade, patologias que podem ser irreversíveis.

Em alguns casos, pode ser necessário recorrer ao uso de medicamentos (inibidores seletivos de recaptação de serotonina) para controle da ansiedade, depressão e dos sintomas obsessivo-compulsivos.

Portadores de vigorexia raramente admitem sua condição. Por isso, o diagnóstico e o início do tratamento costumam ser instituídos tardiamente.

Recomendações

Alguns comportamentos podem ser sinais de que existe um processo de vigorexia em curso. Por isso, a pessoa deve procurar assistência médica se:

* demonstra sentimentos de inferioridade e de insatisfação com a aparência;

* tem vergonha do corpo e procura escondê-lo debaixo de roupas excessivamente largas;

* acha que está magra demais, apesar de os colegas elogiarem sua forma física;

* não aceita convites para uma festa, por exemplo, porque não troca nenhum programa pela oportunidade de fazer exercícios na academia.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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Anorexia nervosa.

Terça, 24 de Junho de 2014, 15h35

Sheila Soares
Psicóloga

Anorexia

Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar resultado da preocupação exagerada com o peso corporal, que pode provocar problemas psiquiátricos graves. A pessoa se olha no espelho e, embora extremamente magra, se enxerga obesa. Com medo de engordar ainda mais, exagera na atividade física, jejua, vomita, toma laxantes e diuréticos.

A anorexia se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora sua incidência esteja aumentando também em homens. Às vezes, os portadores do transtorno chegam rapidamente à caquexia, um grau extremo da desnutrição. Pesquisas mostram que, nesses casos, o índice de mortalidade varia entre 15% e 20%.

Sintomas São sintomas característicos da anorexia:

* perda exagerada e rápida de peso sem nenhuma justificativa (nos casos mais graves, o índice de massa corpórea chega a ser inferior a 17);

* recusa em participar das refeições familiares (anoréxicos alegam que já comeram e que não estão mais com fome);

* preocupação exagerada com o valor calórico dos alimentos (os pacientes chegam a ingerir apenas 200 kcal por dia);

* interrupção do ciclo menstrual (amenorreia) e regressão das características femininas;

* atividade física intensa e exagerada;

* depressão, síndrome do pânico, comportamentos obsessivo-compulsivos;

* visão distorcida do próprio corpo (apesar de extremamente magras, essas pessoas julgam estar com excesso de peso);

* pele muito seca e coberta por lanugo (pelos parecidos com a barba de milho).

Causas

Diversos fatores favorecem o aparecimento da doença: 1) predisposição genética, 2) conceito atual de moda que determina a magreza absoluta como padrão de beleza e elegância, 3) pressão da família e do grupo social e 5) alterações neuroquímicas cerebrais, especialmente na concentração de serotonina e noradrenalina.

Grupos de risco

Algumas profissões são consideradas de risco para a anorexia. Bailarinas, jóqueis, atletas olímpicos, especialmente, estão sujeitos a sofrer pressão para reduzir o peso corporal como forma de conseguir melhor performance nas competições e espetáculos;

Outro grupo de risco é constituído pelas adolescentes. Na verdade, a faixa etária está baixando nos casos de anorexia. A família precisa observar especialmente as meninas que disfarçam o emagrecimento usando roupas largas e soltas no corpo e sempre encontram uma desculpa para não participar das refeições em casa;

Tratamento

Uma vez diagnosticado um quadro de anorexia, a reintrodução dos alimentos deve ser gradativa, a fim de evitar maior sobrecarga cardíaca. Há casos em que se torna imprescindível a internação hospitalar para que a oferta gradual de calorias seja controlada por nutricionistas.

Não há medicação específica para a anorexia nervosa. Medicamentos antidepressivos podem ajudar a aliviar os sintomas depressivos, compulsivos e de ansiedade. Em geral, o tratamento desses pacientes exige o trabalho de equipe multidisciplinar.

Recomendações

* Encaminhe para atendimento médico urgente a pessoa que, por acaso, você surpreendeu com pouca roupa e que está esquelética, só pele e osso. Às vezes, os familiares não percebem a extrema magreza, porque os portadores de anorexia costumam usar roupas largas que disfarçam a perda de peso;

* Avalie com bom senso e espírito crítico a magreza absoluta como padrão de beleza imposto pelos meios de comunicação modernos;

* Não hesite. Portadores de anorexia associada a distúrbios psiquiátricos precisam de acompanhamento de uma equipe multidisciplinar constituída por profissionais especializados;

* Lembre-se de que a caquexia pode representar risco de vida se não for convenientemente tratada a tempo.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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Bulimia: o que é, sintomas e tratamento.

Terça, 24 de Junho de 2014, 15h34

Sheila Soares
Psicóloga

Bulimia nervosa

 

Bulimia é um distúrbio que se caracteriza por episódios recorrentes e incontroláveis de grandes quantidades de alimentos, geralmente com alto teor calórico, seguidos de reações inadequadas para evitar o ganho de peso, tais como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física.

Nos portadores de bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Em geral, são mulheres jovens de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva. Seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas. Depois, são tomadas por sentimentos de remorso ou culpa. Os recursos de que se valem para não engordar provocam complicações no organismo. Por exemplo: destruição do esmalte dos dentes, inflamação na garganta, sangramentos, problemas gastrintestinais, arritmias cardíacas, desidratação, etc.

A principal diferença entre anoréxicos e bulímicos é o estado de caquexia (extrema desnutrição) a que podem chegar pacientes com anorexia.

Causas

São as mesmas da anorexia. Entre elas destacam-se predisposição genética, a pressão social e familiar e a valorização do corpo magro como ideal máximo de beleza.

Sintomas

São sintomas da bulimia nervosa:

* ingestão exagerada de alimentos em curtos períodos de tempo sem o aumento correspondente do peso corporal;

* vômitos autoinduzidos por inversão dos movimentos peristálticos ou colocando o dedo na garganta;

* uso indiscriminado de laxantes e diuréticos;

* dietas severas intermediadas por repentinas perdas de controle que levam à ingestão compulsiva de alimentos;

* distúrbios depressivos, de ansiedade, comportamento obsessivo-compulsivo, automutilação;

* flutuação de peso corpóreo;

* distorção da autoimagem e baixa autoestima.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença nem sempre é fácil, porque os sintomas não são evidentes como os da anorexia. Por isso, o levantamento da história do paciente, seus hábitos alimentares e a preocupação constante com o peso são dados que precisam ser cuidadosamente observados. Além disso, segundo o DSM.IV, o manual de diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais, a pessoa precisa apresentar dois episódios por semana de ingestão descontrolada de alimentos, durante três meses no mínimo, para ser classificada como portadora de bulimia nervosa.

Tratamento

O tratamento da bulimia nervosa exige acompanhamento de equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas. Medicamentos antidepressivos podem ser úteis, especialmente se ocorrerem distúrbios como depressão e ansiedade. Da mesma forma, a psicoterapia cognitivo-comportamental tem mostrado bons resultados a longo prazo, especialmente quando associada ao uso de antidepressivos e estabilizadores do humor.

Infelizmente, não se conhecem métodos eficazes para prevenir patologias como a bulimia e a anorexia. Certamente, o empenho da sociedade para mudar certos valores estéticos ligados ao culto do corpo e à magreza traria benefícios importantes para a saúde.

Recomendações

1) Se você é portador/a de bulimia:

* Não se acanhe, procure assistência médica; geralmente, os pacientes sabem que são portadores do distúrbio, mas procuram esconder sua situação da família e dos amigos;

* Saiba que a restrição alimentar rígida e continuada aumenta o risco de fases de absoluto descontrole alimentar;

* Informe-se sobre os riscos a que se expõem os portadores de bulimia sem tratamento

2) Se uma pessoa de suas relações é portadora de bulimia:

* Lembre que críticas não ajudam a resolver o problema; aliás, só servem para comprometer mais ainda a autoestima do paciente;

* Procure orientação para saber como lidar com o/a portador/a de distúrbios alimentares;

* Admita que, às vezes, a família inteira pode precisar de acompanhamento terapêutico.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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Possível componente da prefeitura aparece como representante contra a câmara municipal no MP

Quinta, 19 de Junho de 2014, 22h08

David Delira
Contador, Jornalista e apresentador de programa radiofônico

Ao consultarmos o portal do Ministério público, deparamos com um processo instaurado contra a câmara municipal de Campo Limpo Paulista, com o número 14.0227.0000247/2012-1, que consta como inquérito cível, versando exatamente sobre improbidade, que por ironia, tramitam outros contra o próprio prefeito, parecendo algo revanchista.
O autor, cujo nome tem semelhança com um dos assessores e braço direito do alcaide, impetrou no mês de junho do ano passado, deixando em dúvidas se foi contra esta atual legislatura ou a anterior, pois o processo está vagamente publicado sem muitas informações suplementares...

 

 

Portal da transparência federal informa liberações de verbas para Campo Limpo Paulista

Quinta, 19 de Junho de 2014, 14h32

David Delira
Contador, Jornalista e apresentador de programa radiofônico

O site da transparência do governo federal, que tem entre sua incubência, publicar informes sobre a destinação de verbas públicas para os municípios, afirma que foram liberados no mês de junho, para Campo Limpo Paulista, dois valores, que deverão ser usado no que tange as melhorias de asfalto e calçadas, beneficiando assim transeuntes e veículos.
Ambas liberações foram proporcionada pelo ministério da cidade, sendo um no valor de R$ 15.946,20 (Quinze mil, novecentos e quarenta e seis reais e vinte centavos) e o outro no valor de R$ 147.650,00 (Cento e quarenta e sete mil, seissentos e cinquenta reais).
Cabe agora a fiscalização dos vereadores e o acompanhamento da população, sobre o real uso do recurso.

DEPRESSÃO E SÍNDROME DO PÂNICO- Por: Davidson Lemela

Quarta, 18 de Junho de 2014, 14h32

GILBERTO BARRETO TERAPIAS INTEGRATIVAS
TERAPEUTA HOLÍSTICO

 

1. POR QUAL RAZÃO EXISTE TANTA RESISTÊNCIA EM ACEITAR AS VIDAS PASSADAS?

Exaustivamente comprovada por várias pesquisas de academias renomadas em todo mundo, a reencarnação já acumulou um número tão grande de provas a seu favor que qualquer teoria, por mais extravagante que fosse, já teria sido aceita com a metade dessas provas. Porém sua aceitação, tropeça, sobretudo, em dois fatores complicadores: o preconceito e o orgulho.

Preconceito: Comumente, as pessoas costumam relacionar a doutrina das vidas sucessivas com questões místicas ou religiosas. Quando a ciência surgiu a partir do século XVI, instaurou-se um clima de verdadeira rejeição a tudo quanto representasse herança com o ranço teológico medieval. A verdade pronta e absoluta pregada pelas doutrinas judaico/cristãs, foi substituída pela verdade comprovada das pesquisas científicas e tudo aquilo que não pudesse ser medido, testado ou que fugisse ao escopo estabelecido por esse novo saber, seria rejeitado sumariamente. Dessa forma, a reencarnação ganhou o status de práticas ocultistas, sem crédito por parte da ciência nascente, visto como ela não podia ser comprovada pelos métodos científicos que se detinha, como até hoje, nos limites da matéria densa. No entanto o princípio palingenético não pertence a nenhuma religião ou credo, tampouco se trata de uma verdade metafísica, mas é antes uma lei biológica, cabendo, portanto, a própria ciência a incumbência de comprová-la.

Orgulho: A assimilação da hipótese da reencarnação nivela as classes sociais e derruba as barreiras do preconceito, pois estabelece uma distinção não somente pelo desenvolvimento intelectual, mas, principalmente, pelo progresso moral e espiritual alcançados e pela disposição do indivíduo na observância das leis naturais, uma vez que revela nossa pequenez diante da grandiosidade da realidade espiritual.

A partir do momento em que a doutrina das vidas sucessivas é incorporada em nosso sistema de crenças pessoal, um cientista, por exemplo, do alto de sua cátedra e do seu saber, teria que admitir a hipótese de já ter sido, em outra vida, um lavrador ou um serviçal humilde que ganhava a vida com o suor do próprio rosto. Um indivíduo hoje, que goza de prestígio e poder, onde manda e todos obedecem, teria, da mesma forma, que aceitar ter sido no passado, um personagem desprovido de autoridade, em uma vida obscura e insignificante, desprovido de importância social, ou, o que seria ainda pior para seu orgulho, vir a ser no futuro esse personagem, caso ainda insista em não andar bem, permitindo que o orgulho e o egoísmo orientem suas escolhas.

Por todos esses motivos, a reencarnação, do ponto de vista da ciência ortodoxa, caiu no ostracismo, sendo relegada a mera crendice popular e, portanto, desmerecendo a atenção dos "doutos e prudentes". Para esses, é mais fácil rir dessa crendice absurda, pois dessa forma se mantêm afastados da realidade interior, enquanto desperdiçam raras oportunidades de crescer, distraídos com as ilusões do mundo e dessa vida repleta de armadilhas.
Porém quem tem olhos de ver que veja. Por se tratar de uma lei natural, a reencarnação é como a luz da candeia, espargindo os clarões da verdade sobre os corações de boa vontade, lembrando que o maior amigo da verdade é o tempo e o seu maior inimigo, o orgulho.

Por outro lado, os mais notáveis pensadores da antiguidade como Sócrates, Pitágoras, Platão, Buda, entre outros, defendiam e ensinavam a idéia da transmigração das almas (reencarnação), e que esta renasce quantas vezes for necessário para atingir o estado da perfeição. Posteriormente, a partir do Séc. XIX, com o clima de liberdade instaurado pela própria ciência, estudiosos e pesquisadores descompromissados com o status quo, retomaram os debates sobre a reencarnação, agora sob um novo enfoque, o da pesquisa psíquica. Neste novo clima, que envolve estudos da reencarnação, fenômenos anímicos, estados alterados de consciência, mediunidade e etc., dá-se ênfase à análise de campo, com metodologia que inclui uma técnica apropriada à investigação da psique humana. Pois como nos lembra Miranda, não se pode aplicar, teimosamente, nessa busca pela compreensão da alma e da reencarnação, somente a metodologia que serve à pesquisa da matéria densa, pois a alma humana não é mero ajuntamento de átomos e células que se pode medir e pesar, mesmo pelos mais delicados e sofisticados instrumentos de aferição da tecnologia moderna.

2. O QUE É A DEPRESSÃO?

A depressão pode ser explicada como um quadro da psicopatologia, que se caracteriza, principalmente, por uma alteração no humor, cujos sintomas mais comuns observados são:

Perda de energia ou interesse;
Humor deprimido, vitimização;
Dificuldade de concentração;
Alterações do apetite e do sono;
Lentificação das atividades físicas e mentais;
Sentimento de pesar ou fracasso;
Pessimismo.
Analisando, porém, a depressão, considerando-a, como hipótese de estudo, sob a ótica da realidade espiritual, percebe-se que o depressivo possui um traço de caráter prevalente e muito comum: A PREPOTÊNCIA. Essa constatação se fez baseada na análise de centenas de casos tratados através do processo da TVP.

A história mostra que desde as mais recuadas eras, andamos pela terra acostumados a ser rigorosos, autoritários e sempre gostamos de dar ordens e a querer as coisas do nosso jeito. Hoje nos sentimos imensamente subjugados com uma sensação muito grande de impotência, quando não conseguimos fazer valer nossos desejos e vontade, como no passado. Isso, fatalmente, leva ao recrudescimento de nosso caráter, gerando raiva que acaba se transformando em frustração. E enquanto não aprendemos a lidar com essas emoções, na medida em que não nos conformamos com os fatos da vida que nos contraria, substituímos a alegria do coração resignado, pela dor da revolta com aquilo que nos "deprime".

O desfile dos sintomas mais comuns como tristeza, desânimo, queixa de injustiça, impotência, idéias de suicídio etc., nada mais são que o resultado de uma raiva contida - na maior parte das vezes não expressa - que acaba por nos levar a procura de um médico, visto como ninguém mais liga para o nosso sofrimento e para nossa rebeldia.

O diagnóstico clássico, aponta para um desarranjo na bioquímica do cérebro onde os responsáveis pela patologia são os receptores seretoninérgicos e nor-adrenérgicos, e o tratamento prescrito, geralmente, se restringe a administração de antidepressivos.

Contudo, quando a vida não satisfaz nossos desejos, tampouco permite que nossas ordens sejam cumpridas, começamos a nos sentir extremamente irritados. Tornamos-nos tão ranzinzas, mal humorados que passamos a considerar o mundo injusto e as pessoas insensíveis. Brigamos com todos e por tudo, pois nada para nós está bom. Quando precisamos nos expor, o fazemos de forma grosseira e, às vezes, gritamos exasperados por pouco, não economizando "adjetivos" para fazer valer nossa vontade. E como a vida não está nem aí para nossas reclamações e rabugices, passamos a nos recolher para dentro de nós mesmos, não para nos conhecermos melhor - o que seria positivo -, mas porque "as pessoas não nos compreendem" e se nos sentimos "deslocados" nesse mundo, gostaríamos que ele parasse para descer, pois para nós parecesse tudo uma brincadeira da qual não gostamos. Em nosso mutismo interior, nos isolamos de todos e uma falsa tristeza se apodera de nosso espírito revoltado e sofrido. O diagnóstico da depressão dado pelo médico, representa uma cartada lançada ao nosso problema. No início até produz algum efeito, porque afinal agora sabemos o que temos. Sentindo-nos como alguém que descobre o próprio mal, porém sem entender muito bem suas raízes. Mais tarde, percebemos que os medicamentos prescritos aliviam temporariamente os sintomas, porque estes recrudescem vorazmente depois, deixando-nos ainda mais perplexos e abatidos.

3. A INDÚSTRIA DA DOENÇA

Assim, há várias décadas, a indústria farmacêutica, apostando na etiologia proposta exclusivamente pela Psiquiatria tradicional, vem pesquisando novas fórmulas com medicamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Porém parece que a doença avança desafiando todos os prognósticos e promessas de cura, pois atualmente ela já acomete mais de 20% da população com idade entre 20 e 60 anos, além de garantir uma espera de meses na fila de um psiquiatra.

O início dos estudos sobre a depressão começou na década de 20, mas foi somente a partir da década de 60 que houve o primeiro avanço considerável da medicina no tratamento da Depressão. O medicamento, conhecido também como antidepressivo, foi lançado no mercado com o nome de ANAFRANIL e representava uma vantagem considerável sobre os antigos IMAO, comercializados desde a década de 50, pois produziam menos efeitos colaterais.

Contudo, a partir de 1974, uma outra empresa química norte americana, tentava a aprovação de um novo componente antidepressivo, a FLUOXETINA. Essa nova droga prometia revolucionar o tratamento da depressão, pois como sua ação inibia a recaptação da serotonina, prolongava sua permanência na sinapse neuronal, favorecendo a obtenção de episódios prolongados de humor, ao mesmo tempo em que afastava os sintomas indesejáveis provocados pela patologia. O órgão federal de controle de medicamentos americano FDA, aprovou a droga em 1987, surgindo então no mercado o PROZAC, também conhecido como a "pílula da felicidade".

Segundo o dr. Urban , uma intensa campanha publicitária, alardeando o fim definitivo da depressão, provocou uma "lavagem cerebral" nos clínicos da época, a ponto de favorecer falsos diagnósticos de depressão, sob o delírio daqueles que queriam experimentar os efeitos anestesiantes da nova droga, que se tornara sinônimo de status, consumido apenas por uma classe privilegiada e que prometia o que nenhum psicoterapeuta jamais ousou considerar: afastar para sempre a tristeza de nossas vidas.

4. A INVENÇÃO DE UMA DOENÇA

Ainda segundo o dr. Urban, a indústria farmacêutica, que calculava os lucros de quase 30 anos com a comercialização do ANAFRANIL, assistiu, perplexa, suas vendas despencarem consideravelmente, com seu principal produto mofando nas prateleiras das drogarias. Então concluíram que algo precisava ser feito. Foi quando uma avalanche de pesquisas científicas, patrocinadas pelos laboratórios preocupados com os prejuízos, avaliaram a controvertida eficácia do PROZAC, uma vez que ficou evidente que o alto índice de suicídio entre os usuários dessa nova droga, ocorria em função da melhora do humor que o medicamento provocava, quando então o paciente conseguia sair da crise aguda da depressão e ganhava forças para dar cabo da própria vida, visto como continuava prevalecendo nele a mesma personalidade pré-mórbida.

Esse plano funcionou durante algum tempo, porquanto logo o PROZAC seria novamente liberado, respaldado por outros trabalhos científicos que contestavam os dados dos efeitos colaterais e as ocorrências de suicídio.

Precisavam então de um "plano B". Este deveria ser urgente e de tal forma extraordinário capaz de salvar o ANAFRANIL.

De conformidade com os interesses dos fabricantes desse medicamento, estagnado nas linhas de produção em função das promessas milagrosas do PROZAC, lembra o dr. Urbam que a Associação Americana de Psiquiatria, formada por membros das principais universidades de todo o pais, convocou, em 1983, um encontro extraordinário para a reclassificação do DSM (manual de diagnóstico e estatística). Como a última revisão datava de 1980, três anos antes quando surgiu o DSM III, perguntava-se então qual motivo urgente teria o poder para convocar um colegiado médico, uma vez que as edições anteriores e posteriores, sempre ocorreram num período superior a 10 anos? Qual o equívoco imprescindível que precisava ser reparado? Os laboratórios ameaçados de falência, engendraram uma fórmula mágica para socorrer o ANAFRANIL, e assim, juntamente com a reedição do DSM III-R (revisado), nascia a Síndrome do Pânico.

Nessa altura, o leitor, principalmente aquele que já foi acometido desse mal, deve estar se perguntando como pode um doença ser inventada, visto como seus sintomas são bem reais e causam tanto dano. Na verdade, não se trata aqui de invalidar o diagnóstico indicado para a série de sintomas que compõem o quadro da doença, mas propor um olhar diferenciado para a Síndrome do Pânico (SP), uma vez que ela pode ser descrita como uma variante da própria Depressão, portanto possuem ambas a mesma etiologia. A diferença fica por conta do acréscimo de alguns sintomas físicos e psíquicos, intrínsecos ao indivíduo e que são causados por "presenças" e pela manipulação do ectoplasma, os quais explicaremos mais à frente.

5. COMO PODEMOS DEFINIR A SÍNDROME DO PÂNICO?

Do ponto de vista da Psiquiatria clássica, a SP é um diagnóstico da psicopatologia com alguns sintomas bem definidos que compõem o quadro da doença:

Tontura;
Falta de ar;
Pressão no peito;
Taquicardia;
Tontura;
Medo incontrolável de morrer.
Vale ressaltar que o medo ou pânico de morrer, é o seu principal sintoma e se caracteriza por um medo irracional e incontrolável, não havendo nada que o justifique, ou seja, sem causa aparente, e é justamente isso que caracteriza a síndrome. O paciente tem, comumente, medo de morrer sem assistência, sem socorro, evoluindo para um quadro intenso de pânico no qual a pessoa desenvolve um medo de ter medo. Nas crises mais graves, o paciente fica impossibilitado de levar uma vida normal (trabalho, vida social etc.), não conseguindo, muitas vezes, sair de casa, com medo de que possa acontecer alguma coisa ruim, morrer, principalmente.

6. COMO FUNCIONA O TRATAMENTO DA SÍNDROME DO PÂNICO ATRAVÉS DA VISÃO TRADICIONAL?

Através de tratamento medicamentoso, com a administração de estimulantes neuronais que favoreçam a recaptação da serotonina na fenda sináptica.

Dentro do modelo tradicional, pessoas que apresentam SP, possuem insuficiência na produção de alguns neurotransmissores, principalmente a serotonina. Esses hormônios são substâncias químicas produzidas pelos neurônios (células nervosas), por meio dos quais as células do nosso cérebro podem enviar mensagens às células vizinhas. Quando há uma diminuição dessas substâncias, pode ocorrer alterações no sistema nervoso causando distúrbios variados como a depressão, a ansiedade, o pânico, dores crônicas, etc.

A serotonina, como um importante neurotransmissor, tem funções diversas, como o controle da liberação de outros hormônios, tornando-se fundamental para a capacidade do ser humano em responder aos estímulos ambientais. Daí, concluir-se que a causa da SP, bem como de outras síndromes psicopatológicas, se deve aos baixos níveis de serotonina e de outros neurotransmissores. E para remediar essa situação, administram-se inibidores da recaptação da serotonina pelos neurônios, como no caso de medicamentos à base de FLUOXETINA.

A terapêutica clássica, admite também a hipótese de atendimento psicológico como recurso alternativo. Nesses casos, a orientação indicada é a abordagem Cognitivo-comportamental, onde se trabalha, principalmente, com a exposição do paciente em aproximações sucessivas àquilo que lhe causa pânico, geralmente com a presença de um AT (acompanhante terapêutico).

7. QUAL O DIFERENCIAL PROPOSTO PELA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA TVP?

A análise através da TVP, não desqualifica a abordagem referente à Psiquiatria tradicional, porém a amplia, uma vez que acrescenta a dimensão espiritual do ser humano, quando considera as milhares de vidas que ele já viveu no passado. Essa dimensão, desfaz um engano cometido pela orientação tradicional, visto como admite que somos hoje conseqüência de nossas experiências de passadas existências e que nossa personalidade vem se estruturando como resultado daquilo que construímos para nós em decorrência das escolhas que fizemos. Portanto, a dor, o trauma, a raiva e todo nosso comportamento, são o reflexo de nosso mundo interior, povoado hoje de fantasmas e medo. Deste modo, seria pueril desconsiderar essa realidade espiritual, pelo menos como hipótese de estudo, porquanto não existe mais espaço atualmente para negá-la, principalmente em um contexto em que estão em pauta os distúrbios psicológicos do ser humano.

Os novos psicólogos e psiquiatras herdaram uma grande responsabilidade com esta nova visão de homem e de mundo, pois o tempo da loucura incompreensível ficou no passado. Afinal de contas, o conceito das vidas sucessivas é uma realidade que não pode ser indefinidamente ignorada por esses profissionais, principalmente quando personalidade humana é a essência do processo. A tese da reencarnação precisa, urgentemente, ser absorvida pelas estruturas arcaicas do pensamento materialista e incorporada a um novo modelo clínico que garanta se chegar a verdadeira etiologia de nossas dores, propondo uma cura definitiva.

Édouard Schuré, o grande pensador contemporâneo, afirma que a alma continua sendo a chave para se entender o universo, e que a única chave para se entender a alma é a reencarnação. Diz ele que a alma é como uma luz velada, que obscurece e se apaga quando a negligenciamos. Por isso, a incompreensão com a causa de muitos males que assolam nossa vida.

Na verdade, a deficiência na produção dos hormônios cerebrais, apontada pela medicina tradicional como a causa da SP, está associada a outros sinais que formam a relação de sintomas descritos para a patologia. A causa da SP, dentro da ótica da TVP, está assentada em quatro causas bem distintas, que, no entanto se entrelaçam quando associadas à realidade espiritual:

1ª - A Paranormalidade

Os pacientes que apresentam SP, são portadores de uma sensibilidade psíquica acentuada, ou seja, são paranormais, ou médiuns - geralmente detentores de uma mediunidade mal cuidada.

Quando consideramos as experiências do passado, admitimos, do mesmo modo, que em muitas dessas vidas que vivemos não andamos muito bem, por conseguinte, ferimos e magoamos os outros, assumindo pesados compromissos com a própria consciência e com aqueles que se tornaram nossas vítimas, como, aliás, demonstram as inúmeras histórias relatadas pelos nossos pacientes regredidos. Conseqüentemente, se algum desses que prejudicamos no passado, se encontra atualmente desencarnado e ainda não conseguiu esquecer a dor pela qual o fizemos passar, concluímos que, muito provavelmente, podemos ter hoje a sua companhia, atrapalhando nossa vida, na forma de uma "presença" indesejável, transformada agora em algoz, fato esse, aliás, mais comum do que se supõe e muito bem documentado, principalmente na extensa literatura espírita que para descrever essa ocorrência, preferiu adotar o termo "obsessão".

Os médiuns hoje, acossados pelo próprio passado, não são pessoas doentes, especiais ou desequilibradas, porém a desinformação com a causa geradora dos distúrbios da "senso percepção" e do "juízo de realidade" de que são possuidores, provocados por essas "presenças", se encarrega de favorecer um clima de perplexidade e incompreensão com relação à sua própria dor, levando muitos a imaginar que carregam algum mal incurável, pois são levados a muitos desconfortos físico e psíquico:

Distúrbios da senso percepção (alucinações)

Alucinações Visuais: Vêem vultos (geralmente imagens distorcidas de "presenças");
Alucinações Sinestésicas: Sentem "presenças" próximas (sensação de que há mais alguém no ambiente, principalmente quando estão sós);
Alucinações Auditivas: Ouvem "presenças" (vozes, pessoas conversando, barulhos diversos, chamar o nome, etc.);
Distúrbio do juízo de realidade (delírios ou intuições negativas)

O paciente elabora pensamentos do tipo:

"Vou morrer sem socorro";
"Vou morrer cedo";
"Eu estou muito doente";
"Não tem saída",
"Ninguém vai poder me ajudar", etc.
2ª - A Intuição da fobia

O segundo fator desencadeante dos sintomas de portadores da SP, está também ligado ao passado. Comumente, esses indivíduos, em outras vidas, tiveram desencarnes violentos, nos quais sofreram episódios intensos de dor e desespero, onde, freqüentemente, morreram sem assistência ou abandonados à própria sorte. De tal modo, as ocorrências das chamadas crises de pânico, prendem-se a esses eventos passados, uma vez que as "presenças", que conhecem muito bem esses dramas pretéritos, se utilizam da paranormalidade do paciente, através das "intuições negativas", para levá-lo a imaginar - e sentir -, inconscientemente, que irá morrer de novo, da mesma forma e sem socorro. Por isso, é possível entender o medo incontrolável e, aparentemente, sem sentido, de achar que está a morrer.

A conclusão que se chega é que ao admitirmos a hipótese de existir interferência de "presenças" em nossa vida hoje, amplia o conceito de reencarnação. Pois, se aceitarmos o fato de que podemos viver várias vidas sucessivas - um fato já comprovado hoje - temos que considerar, da mesma forma, a possibilidade de existir seres que estariam estagiando entre uma encarnação e outra, em um período no qual costumamos chamar de espaço "intervidas".

O conceito de "presenças" e de que elas interferem na vida dos pacientes, inclusive como etiologia de muitas síndromes psicopatológicas, estabeleceu um critério para se lidar com elas no set terapêutico. Dentro do processo utilizado pela TVP para lidar com casos de interferências de "presenças", é utilizada uma metodologia que inclui uma técnica que exige, acima de tudo, atitude terapêutica desprovida de preconceitos, predispondo os profissionais que dela fazem uso, para o inesperado, porém com lógica e bom senso. Para esses novos psicólogos da alma, fica claro que as vozes que a pessoa diz ouvir, realmente existem, e vêem de fora dela, de outra pessoa.

Terapeutas de vida passada em geral, aprendem a identificar interferência de "presenças" durante a regressão. Quando o cliente se encontra em um estado alterado de consciência, ele é capaz de potencializar suas habilidades paranormais, e muitas vezes, seu inconsciente mostra a ligação do seu problema com a atuação de uma "presença". A aplicação de técnicas precisas durante o processo, possibilita conhecer a causa que deu origem a essa ligação e verificar os dramas que se desenrolaram no passado, entre o paciente e a "presença". A compreensão dos motivos daquele que o persegue até hoje, produz o que mais se espera num processo de TVP, a mudança do seu caráter e, conseqüentemente, a mudança em seu comportamento, representando uma das únicas oportunidades de curar-se efetivamente e tornar-se mais feliz.

3ª - O Caráter pré-mórbido

A terceira causa apontada para a SP, seja, talvez, dentro da ótica em estudo, o fator preponderante para o surgimento da patologia: o caráter difícil.

A psiquiatra dra. Maria Teodora, com mais de 20 anos de experiência em TVP, explica que o caráter é o conjunto de tendências, boas e más, que o indivíduo traz consigo de vivências passadas. Diz ela que essas tendências se manifestam, geralmente, desde a infância e que as de ordem negativa (nossos defeitos), estão, comumente, ancoradas no orgulho e no egoísmo, podendo facilmente ser exemplificadas como inveja, ciúme, intolerância, impaciência, vaidade, prepotência etc. Na grande maioria das vezes, são ignoradas pelo cliente (são os chamados 'pontos cegos'). Raras são as pessoas que vêm à terapia para o tratamento desses problemas. É função do terapeuta a identificação, sinalização e proposta de tratamento das mesmas.

Via de regra, pacientes que apresentam SP, possuem uma personalidade que poderíamos chamar de pré-mórbida. Geralmente são muito egoístas ou prepotentes, traço de caráter difícil que possuíam no passado - e do qual ainda não se livraram - e que os fez cometer erros graves, prejudicando muitas pessoas, faltamente colocando-os hoje à mercê de seus implacáveis cobradores desencarnados.

Ao analisar os traços típicos de um panicoso durante o processo de terapia, percebe-se nitidamente que, na maioria das vezes, sua personalidade difícil, que se manifesta através dos traços de caráter negativo, não é conhecida por ele de forma consciente. É pouco comum, o paciente vir à terapia para tratar seu egoísmo, por exemplo, ou sua intolerância, pois geralmente esses incomodam mais aos outros que a si mesmo. Comumente, o cliente surge queixando-se de alguma dificuldade da vida: relacionamento difícil, fobias, medos, raiva, tristeza, depressão, insegurança, inadaptação com a profissão, com a vida, com as pessoas etc., quando não vem com sintomas explícitos de interação com "presenças". A maioria deles, nem desconfia que a causa de suas dores que o faz se queixar tanto, está justamente relacionada com os seus defeitos de caráter.

Semelhante a um edifício que vem sendo construído há séculos, nossa personalidade estrutura-se vida após vida como se a cada experiência acrescentássemos alguns tijolos à construção. Ela reflete nossa realidade interior inalienável, portanto não podemos destruí-la para construir uma nova, como faríamos a uma edificação ameaçada de ruir. Precisamos aperfeiçoar a que já possuímos à medida que aprendemos a lidar com a arte, igualmente quando temos que reformar nossa casa, obrigados a habitá-la ao mesmo tempo. Nosso domicílio interior está em reformas, por isso sofremos tanto. Muitas vezes, gostaríamos de poder passar uma borracha no passado e extinguir o que nos incomoda, na ingênua tentativa de negar nossa realidade interior. Porém nossa memória é indelével e todos os fatos, emoções, dores e alegrias estão lá, não se apagará, nunca. Ao tentar fugir dos compromissos assumidos consigo e com os outros, o indivíduo entra num processo de alienação que só faz adiar sua felicidade e perpetuar sua dor.

A prepotência, como um traço comum do panicoso, tem raiz no orgulho. Ela surgiu em nossa personalidade há milênios, quando, pressionados pela vida e pelas condições sociais das comunidades primitivas, escolhemos ser valentes, impiedosos, autoritários, visto como isso garantia a sobrevivência de nossa tribo, de nosso povo ou mesmo da nossa família. Acostumamos a ser assim, tornou-se nosso jeito de ser, pois ele reafirmava nossa autoridade, uma vez que obtínhamos ganhos secundários. As coisas acabavam sempre sendo do nosso jeito e se não fossem, não hesitávamos em cobrar com violência.

Do nosso passado, emergiram então personagens acostumados a mandar e ser obedecidos e a cobrar com truculência seus desejos. Logo, não é difícil imaginar para onde esse comportamento nos levaria no futuro e como ele acabaria se transformando nas raízes de nosso caráter prepotente dos dias atuais.

Nossa frustração e impotência de hoje, por não poder fazer valer nossa autoridade e poder do passado, quando podíamos exercer nosso caráter livremente, transformou-se na dor do presente, diagnosticada como uma patologia complicada e de difícil resolução. Por esta razão, não tenhamos a ingenuidade de creditar aos nossos indefesos neurotransmissores a responsabilidade pelos nossos medos, pois nossa personalidade não irá se alterar uma vírgula com a administração de benzodiazepínicos, tampouco nos tornaremos mais gentis e tolerantes com a ingestão de ansiolíticos.

Na vida atual não podemos mais comandar de forma arbitrária, pois ninguém mais nos obedece, aliás, nossa conduta é no mínimo estranha para os outros, que não entendem a razão de nossa intolerância, pois desconhecem, como a maioria de nós, as raízes do próprio mal.

Certa feita, em uma sessão de terapia ao argumentar com uma "presença" as razões do seu ódio e de sua vingança para com um paciente que atendia, disse-me ela que esse meu paciente não era um coitadinho como eu pensava e que aquele olhar sonso e seu riso amarelo, escondiam um coração impiedoso e uma personalidade irônica. Ele só não cometia hoje os mesmos estragos do passado porque não tinha o poder nem a autoridade nas mãos, pois do contrário faria o mesmo ou pior.

4ª - Manipulação de ectoplasma

E por último, sobraram os sintomas físicos, ou dizendo mais apropriadamente, dentro dessa nova ótica, restaram as sensações físicas comuns às crises de pânico, confundidas, repetidas vezes, com sintomas físicos: falta de ar, pressão no peito, taquicardia, tontura etc. Porque, a bem da verdade, gostaríamos de frisar que, todas essas reações não passam de manipulação do ectoplasma por "presenças" - em cena novamente as "presenças" - por isso não são diagnosticáveis, a não ser clinicamente. De nada adiantam exames laboratoriais, radiografias ou outro recurso qualquer da moderna medicina, nada irá surgir aos olhos ávidos de um diagnóstico palpável, o que acaba deixando o paciente perplexo, restando ao facultativo apenas sedar o paciente, diminuindo sua ansiedade e, provavelmente, a do médico também.

Mas o que é o ectoplasma?

O dr. Luciano Munari, psiquiatra e especialista em TVP, possui extensa experiência prática e teórica, na identificação e tratamento das síndromes provocadas por manipulação ectoplasmática. Escreveu o livro Ectoplasma, Cura e TVP, onde descreve as diversas experiências com seus pacientes, tanto como médico, como terapeuta de vida passada. Segundo ele, o ectoplasma é uma substância ou um fluido semi-material/semi-espiritual que, portanto, permeia tanto o mundo material quanto o espiritual. Faz parte da nossa organização fisiológica/espiritual e é fundamental para a manutenção da vida. É ele que permite a atuação das "presenças" para impressionar o mundo físico e causar, por exemplo, os fenômenos de poltergeist ou de materialização. Existem indivíduos, no caso os que sofrem da SP, que possuem ectoplasma em excesso e são, geralmente, aquelas pessoas que apresentam sintomas típicos do Transtorno de Somatização: dores no corpo, falta de ar, palpitações, dores nas articulações, dores de cabeça, Enxaqueca, ou mesmo as dores abdominais de uma úlcera duodenal, dores lombares, nas pernas etc.

Diz ele ainda que dificilmente algum de nós não ter apresentado algum sintoma da Síndrome Ectoplasmática e que esses sintomas parecem estar relacionados ao tipo de ectoplasma que é formado pelo organismo e nos locais de preferência para se depositar. Quando se deposita no trato gastrintestinal, por exemplo, costuma causar na pessoa uma impressão de abdome distendido e, freqüentemente, apresenta um estômago sensível à variação alimentar.

Outro local de acúmulo, segundo o dr. Munari, é o subtipo torácico. Nele, a expressão do ectoplasma ocorre como se fosse "algo" que sobe como uma onda entre o abdome e o tórax, provocando falta de ar e palpitação, comumente chamada de "angústia no peito", predispondo à asma e à bronquite.
Por fim, no subtipo craniano, encontram-se as expressões alérgicas no revestimento nasal e oral, além de facilitar o surgimento dos fenômenos das rinites, sinusites, otites e das laringites, bem como as dores de cabeça com impressões de estar com a "cabeça aérea", e a enxaqueca.

Na SP, segundo o dr. Munari, ocorrem crises de palpitações, falta de ar com ou sem sufocamento, ondas de frio ou de calor, de formigamentos pelo corpo, tontura, náuseas, sensação de desmaio, angústia ou opressão no peito e ocorrem logo em seguida às "intuições negativas" que o indivíduo tem de que vai morrer ou mesmo enlouquecer. Todas essas crises, são provocadas por manipulação do ectoplasma pelas "presenças", como acima descritas.

Geralmente, grande parte desses pacientes, sente uma onda de calor subindo de baixo (abdome) para cima, precedia, às vezes, de pequeno arrepio ou mesmo calafrio. Ele explica que os arrepios (friachos), são sugestivos da simples aproximação de uma "presença", enquanto que a onda de calor (fogacho), decorre da movimentação e manipulação do ectoplasma pela mesma. O medo de morrer ou enlouquecer, fica por conta de pensamentos e sentimentos extraídos, pelas próprias "presenças", do inconsciente do paciente pelo processo da "intuição negativa", onde estão as situações traumáticas do passado.

8. EXISTE AINDA MEDO E PRECONCEITO OU A PROCURA PELA TVP ESTÁ AUMENTANDO?

Um dos maiores empecilhos com relação à Terapia de Vida Passada é a desinformação. Não existe risco algum. Surgem algumas fantasias no imaginário das pessoas quanto a morrer na regressão ou ficar presa no passado, porém nada disso ocorre; mesmo porque a pessoa não irá a lugar algum, estará o tempo todo consciente e lembra-se do passado como se lembraria de um filme.

Outra teoria levantada contra o uso da TVP, repousa no argumento de que se renascemos nos esquecendo do passado, por qual razão provocar a lembrança do que, aparentemente, está esquecido, se o olvido desses fatos dolorosos, é a garantia para nos poupar da dor? Não estaríamos contrariando uma lei natural?

Novamente em cena a desinformação. A argumentação acima parece ser bastante convincente, pelo motivo de ser óbvia, uma vez que o véu lançado sobre nossas recordações pretéritas, nos garante a proteção contra eventuais transtornos que lembranças dolorosas e traumáticas poderiam provocar. Terapeutas de vida passada são unânimes em defender a idéia de que não se deve mexer naquilo que está esquecido e, consequentemente, não incomoda, principalmente se for por mera curiosidade. Assim sendo, parece que o esquecimento é uma proteção se não fosse um DISFARCE.

Se de fato todos esses episódios dolorosos tivessem realmente ficado esquecidos no passado, não estariam importunando hoje. Deste modo, na terapia, o paciente irá se lembrar do que incomoda, e isto está mais vivo do que se imagina, tanto que transcorridos séculos, ele ainda anda às voltas com toda essa carga emocional do passado, retardando sua felicidade.

Vale ressaltar ainda, que na pauta das dificuldades encontradas para a plena difusão dessa nova abordagem psicoterápica, encontra-se a tendência das pessoas em relacionar a reencarnação em geral e a TVP em particular, com praticas místicas, como já disse alhures. Essa confusão acabou por estabelecer uma linha de preconceito para essa prática terapêutica, deslocando o eixo do caráter clínico do tratamento para questões religiosas, dificultando sua penetração principalmente no meio acadêmico e sua aceitação por parte de instituições oficiais.

No entanto, para a grande maioria das pessoas, a TVP acena com uma proposta séria e consistente, por isso a procura para esse tipo de modalidade terapêutica está aumentando, na medida em que aumenta a busca do indivíduo por explicações ou procedimentos que tragam maior conhecimento de si mesmo e oportunidades efetivas de cura.

RESUMO

A ótica da TVP, como disse acima, se baseia na hipótese científica da reencarnação. Costumo dizer que possuímos uma vida só, porém com várias existências, ou seja, já vivemos milhares de experiências na carne, a maioria boas e outras nem tanto. A terapia é um processo segundo o qual se inicia com as recordações do passado e deve encerrar com o paciente compreendendo as relações do passado com o presente. E ainda descobrir os Padrões de Comportamento que vêm sendo repetidos vida após vida, aprendendo deles se separar através do entendimento desses padrões, conscientizando-se do quanto eles têm tornado sua vida infeliz.

Resumindo, propomos que o diferencial sugerido pela ótica da TVP para o entendimento e terapêutica da SP e da Depressão, são os seguintes:

1. Tratamento do caráter difícil do paciente, compreendendo suas raízes através das vivências do passado que estejam relacionadas a esse caráter difícil;
2. Descobrir e conhecer as histórias traumáticas do passado em que o paciente foi vítima ou que morreu de forma trágica, aprendendo delas se dissociar;
3. Orientar e encaminhar o paciente com respeito a sua paranormalidade;
4. Vincular sua patologia com possível atuação de "presenças", propondo uma terapêutica onde se estabeleça um elo de responsabilidade entre paciente e "presença", e uma oportunidade de entendimento entre ambos.

O Remédio é Integrar

Terça, 17 de Junho de 2014, 08h50

GILBERTO BARRETO TERAPIAS INTEGRATIVAS
TERAPEUTA HOLÍSTICO


Práticas como a meditação, o reiki e a fitoterapia estão ganhando o aval da ciência e comprovando aquilo que muita gente já sabia: elas funcionam!

 

Às margens do km-8 da br-153, na região de Goiânia, onde as árvores baixas e de galhos retorcidos do Cerrado despontam, encontra-se um prédio de um piso, o antigo Hospital JK, hoje rebatizado como Hospital de Medicina Alternativa (hma). Como o nome entrega, ele é o único do gênero no País voltado exclusivamente para as agulhadas analgésicas da acupuntura, as ervas da fitoterapia e as gotas da homeopatia, mas oferece também auxílio nutricional e psicológico. O embrião dessa iniciativa foi um curso de ayurveda, a medicina tradicional indiana.

Ministrado em 1986 na capital goiana por médicos da Índia especializados nessa terapêutica milenar, teve como alunos médicos, especialistas em farmácia e botânica. Ali dava-se o primeiro passo para a inclusão do uso de plantas medicinais na rede pública estadual. Quase 30 anos depois, no início de março de 2013, encontraram-se numa sala abafada do hma representantes do Ministério da Saúde, de universidades e outras instituições para discutir a versão local para a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (pnpic) no Sistema Único de Saúde. Ela está em vigor desde 2006 e institucionalizou no SUS métodos como acupuntura e fitoterapia. "A pnpic serve de base e dá diretrizes para os Estados e municípios que, com ou sem regulamentações, podem incluir ações para ampliar o acesso a essas práticas e atender às demandas regionais", explica Felipe Cavalcanti, da Coordenação Geral de Áreas Técnicas do Ministério da Saúde. No País todo, são 4.139 estabelecimentos que oferecem práticas integrativas e complementares no SUS - para ter uma ideia, foram realizadas 850 mil sessões de acupuntura em 2012, um crescimento de 272% em relação a 2010. Mas elas não se restringem à saúde pública. Grandes hospitais privados também passaram a adotar essa visão de tratamento, sem falar em centros universitários - aqui e no exterior. Pesquisas com equipamentos de ponta comprovam seus efeitos benéficos. O que antes era conhecido como alternativa torna-se uma opção cada vez mais entrelaçada às terapias tradicionais da medicina alopática.

O termo alternativa, aliás, caiu em desuso. O Centro Nacional para Medicina Alternativa e Complementar (nccam), braço dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, define medicina complementar como aquela que é usada juntamente com a convencional. Os métodos alternativos seriam utilizados no lugar dos alopáticos. Por fim, a abordagem integrativa combina tratamentos da medicina complementar e da tradicional para os quais há evidências de qualidade sobre segurança e eficácia. É essa nomenclatura, com alguma variação aqui e acolá, que vem sendo adotada atualmente.
O hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, conta, por exemplo, com um Grupo de Medicina Integrativa. Os especialistas entram no quarto dos pacientes, se apresentam e mostram a grade de atividades.

Há de ioga a acupuntura, além de outras modalidades, que não são ministradas para tratar algo específico. "Nosso olhar é global", diz o médico Paulo de Tarso Lima, coordenador do grupo. Ele desenha uma mandala num papel e continua: "O paciente está aqui no centro. Perguntamos o que ele quer fazer, onde ele está naquele momento e ensinamos o autocuidado, a lidar com a demanda de energia". Em outras palavras, é uma maneira de a pessoa colaborar para restabelecer seu bem-estar e cura, que, como diz Lima, é inata. Trata-se de algo que pode se dar por meio da redução da tensão diária ou de uma dieta equilibrada. Ou mesmo do contato com um animal de estimação, cuja entrada o hospital tem liberado desde que o bicho esteja saudável. Para o especialista, não é o acupunturista o responsável por minorar um quadro de ansiedade. "Ele tem a formação técnica para estimular o sistema parassimpático, diminuindo as taxas de hormônios do estresse, o que ajuda no controle da doença. Mas quem está fazendo isso de fato é o paciente," diz ele. "Todas as grandes universidades americanas têm grupos de medicina integrativa", conta. No Brasil, a Universidade Estadual de Campinas tem um Laboratório de Práticas Alternativas, Complementares e Integrativas em Saúde com disciplinas para a graduação e pós desde 2008.

Em fevereiro, o Einstein deu início a um programa de pós-graduação voltado para o tema. São 40 alunos, entre médicos e outros profissionais de saúde. Ali também se faz pesquisa. Em parceria com o md Anderson Cancer Center, nos Estados Unidos, os especialistas vão avaliar por meio de imagens cerebrais os efeitos da meditação tibetana em pacientes de câncer de mama com alterações cognitivas provocadas pela quimioterapia. Dali também saiu um estudo que ganhou as páginas da revista científica NeuroImagine. E o assunto foi meditação também. O trabalho comprovou que ela é capaz de nos deixar mais concentrados e menos suscetíveis aos impulsos, sobretudo os emocionais. O estudo é da pesquisadora Elisa H. Kozasa, uma adepta da técnica - medita durante meia hora cinco vezes por semana. "Os meditadores regulares tiveram de recrutar menos áreas do cérebro para realizar uma tarefa que requer atenção", explica. Dito de outro forma, é como se a massa cinzenta trabalhasse com maior eficiência, como um carro que viaja quilômetros sem necessidade de litros e mais litros de combustível.
"Somos bombardeados por uma série de estímulos e perdemos a habilidade de focar no aqui e agora", diz Elisa. E foco é justamente o que a meditação demanda.

Do outro lado da cidade de São Paulo, na região da Avenida Paulista, o Hospital Sírio-Libanês é mais um centro médico a abraçar a medicina integrativa. Depois de percorrer corredores labirínticos do prédio, chega-se à sala de Plínio Cutait, o coordenador do Núcleo de Cuidados Integrativos do Sírio. Filho, irmão e pai de médico, ele chegou a cursar até o quarto ano do curso de medicina da Universidade de São Paulo, mas acabou enveredando pela música e foi pianista por mais de uma década.

Cutait é mestre de reiki, técnica de origem japonesa de imposição das mãos que, acredita-se, permite acessar a energia do universo, e que entrou em sua vida no final dos anos 80. "O reiki mexe com espiritualidade, mistério, energia, mas sem estar ligado a uma crença", diz.

O serviço do Sírio-Libanês existe há mais de quatro anos e conta com uma equipe de seis especialistas, sendo que três deles são médicos - um é responsável por ministrar ioga, outro meditação e o terceiro, acupuntura. "Foi uma demanda dos pacientes. As pessoas não estão interessadas em reiki, ioga. Elas querem ser tratadas com mais humanização", diz Cutait. "De 50% a 80% das pessoas com câncer pedem essa abordagem. A medicina convencional, com grau de tecnologia, se baseia em curar a doença e afasta o médico do cuidar da pessoa", comenta. "Ioga não é só antiestresse. Ela também está ligada à saúde como um todo", afirma. Sob o ponto de vista dessa prática, a mente humana é uma espécie de contração da mente divina, portanto é criadora. Gera limites e também liberdade. "A mente afeta o corpo, e o corpo afeta a mente", diz o mestre de reiki. "Essas abordagens são baseadas em tradições milenares. A meditação não é só para baixar a pressão. Ela pode ser transformadora em todos os sentidos", acredita. A saber: nos Estados Unidos, 42% dos hospitais já dispõem de práticas integrativas.

O Programa Farmácias Vivas, da Universidade Federal do Ceará (ufc), é outro bom exemplo do uso das práticas integrativas. O programa cataloga e averigua o potencial das plantas medicinais. Teve início em 1983 e é obra do professor Francisco de Abreu Matos (1924-2008), considerado uma das maiores autoridades no ramo e cujo lema era "planta medicinal do povo para o povo". "Trata-se de um programa de assistência social farmacêutica, que tem como objetivo levar às comunidades os meios para preparar e utilizar medicamentos preparados com as plantas disponíveis localmente, de forma artesanal ou mesmo técnica", explica Mary Anne Medeiros Bandeira, coordenadora do projeto da ufc. Tudo com garantia de eficácia, segurança e qualidade. Os especialistas levantam as espécies usadas pela população e as avaliam. Eles ainda orientam a instalação das farmácias vivas, fazem o treinamento do pessoal e ensinam como manusear e usar corretamente as ervas. O horto do projeto tem 139 plantas. Ele já foi replicado em Estados como Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia, Pará e no Distrito Federal.

Estudar as plantas medicinais é uma forma de garantir a preservação dos biomas nacionais e possibilitar um desenvolvimento sustentável. "Certamente esse é o melhor caminho", diz João Batista Calixto, professor de farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina. "É muito difícil preservar aquilo que não se conhece. Com as tecnologias disponíveis atualmente, é possível utilizar de maneira sustentável a biodiversidade brasileira, que poderia ser fonte de muita riqueza", diz. Calixto participou das pesquisas que resultaram no primeiro fitomedicamento 100% verde-amarelo, um anti-inflamatório à base de uma planta, a erva-baleeira. Cerca de dez espécies foram analisadas. Até a chegada do fitoterápico com a erva-baleeira às farmácias, foram gastos 7 milhões de dólares. "Atualmente, pelo menos dois projetos oriundos dessa lista de plantas estão em fase avançada de estudos clínicos, e é esperado para os próximos anos o lançamento desses produtos", relata Calixto. O remédio é mesmo integrar.

Fábio de Oliveira é jornalista, especializado na área de saúde. E essa é sua estreia, em grande estilo, em Vida Simples.

 

Mudanças drásticas podem ocorrer na política de Campo Limpo Paulista

Domingo, 15 de Junho de 2014, 12h52

David Delira
Contador, Jornalista e apresentador de programa radiofônico

Segundo informe de analistas, observadores e pessoas oriundas dos meandros dos poderes, que foram renegadas ou simpesmente escanteiadas; devido o momento que antecede as eleições deste corrente ano, o quadro de animosidade entre os políticos locais, que não está ao contento, pode acirrar, comprometendo a governabilidade e até a permanência do atual prefeito, que não mediu esforços em ceder e ponderar, durante este período de mandato, inclusive com aparente exacerbação dos limites impostos pelas leis, para complementar o atendimento das constantes e infindáveis exigências...
A torre de babel, não é peculiaridade do poder executivo, sendo que na casa de leis, os burburinhos, dão conta que os vereadores não estão se entendendo entre eles, com explicito e público entreveros, totalmente atípicos entre esta categoria, pelo menos no histórico da cidade, que neste quesito sempre os legisladores foram uníssonos ao ecoar os bastidores do recinto.
As publicações e elevações do tom do discurso dos nobres, vem acentuando o clima delicado..
Por outro lado correndo no paralelo, temos os diretórios locais, com seus respectivos diretores e componentes, onde as turbulências e colocações de pedra no xadrez eleitoral, encontra-se em profundas incógnitas, esperando as definições do topo das executivas resolverem as pendências e as lavagens de roupas sujas, na majoritária com caciques e lideranças, com poucos índios.
As consequências deste momento são se limites, com especulações e apostas nos próximos passos, que mesmo de forma amadora, todos colocam o que tem de melhor, para um resultado satisfatório, nem que sejam para os seus próprios bem!
Na outra ponta deste enredo, encontra-se a população, que apesar de ser apenas coadjuvantes, terão papel principal em outubro, bastando apenas atuar após ler os textos dos scripts...

Princípios de composição para além do papel. Ou: você sabe a diferença entre harmonia e unidade?

Terça, 03 de Junho de 2014, 08h35

Paulo Salem premium
Doutor em Ciência da Computação

Um bom desenho ou pintura, embora sejam expressões de criatividade, não estão livres de estruturas bem definidas. Algumas, como a forma humana, são difíceis de se formular com precisão. São necessários anos de observação e prática para se aprender os segredos que elas guardam. Felizmente, outras são mais acessíveis. Tenho em mente aqui os princípios de composição gráfica e quero mostrar como a utilidade deles pode ir para além da estética.

A melhor exposição desses princípios que conheço está no livro Watercolor for the Serious Beginner. Na página 37 a autora os introduz de modo breve e incisivo no contexto da pintura. Numa composição, o tipo e posição de seus vários elementos são estabelecidos observando-se diversas propriedades das relações entre eles. Não se trata de formular precisamente essas relações, mas apenas de manter o artista atento aos efeitos das escolhas que faz. Mais importante, não apenas o artista: rapidamente me ficou clara a possibilidade de se aplicar desses princípios de design na vida como um todo. São, com efeito, verdadeiros princípios éticos [1].

Tomemos um princípio famoso e fácil de se compreender, o equilíbrio. Se um dos lados do desenho contém muitos ou grandes elementos e o lado oposto contém poucos ou pequenos, há algum desequilíbrio. A transposição para o ético é evidente: se você trabalha muito e se diverte pouco, o uso das suas horas não está equilibrado. Observe que isso não é uma norma; o fato de estar desequilibrado não é, em si, bom ou ruim. A maior parte das pessoas provavelmente não aprovaria essa atitude em geral, mas há quem o faça com entusiasmo. Poucos negariam que um pouco de desequilíbrio ajuda a tornar as coisas menos monótonas. E, de qualquer forma, há situações em que o desequilíbrio é universalmente desejado, como quando se responde a uma emergência.

O princípio do conflito é um pouco mais complexo. Elementos conflitam sob duas condições. Em primeiro lugar, claro, precisam ser elementos de algum modo diferentes, como um círculo e um quadrado. É ainda necessário, porém, que essa diferença seja interessante. Uma árvore e um arbusto não conflitam. Uma árvore e uma duna conflitam. Conflito gera tensão. Mas quem gosta de tensão? Ora, todo apaixonado, que tem "com quem nos mata, lealdade".

Com apenas esses dois princípios já podemos ver uma relação lógica curiosa. Conflito implica em desequilíbrio, embora o contrário não seja verdade (i.e., o desequilíbrio pode ser causado por elementos do mesmo tipo). Claro que há também uma ambigüidade constante, já que com criatividade suficiente é possível argumentar que uma relação desequilibrada tanto é quanto não é conflituosa. Isso não é necessariamente ruim. O propósito do discurso (interior) não é ganhar um debate, mas apenas fornecer sementes para a imaginação. São e precisam ser maleáveis para servir a esse fim.

O mais interessante começa quando chegamos ao princípio da harmonia, pelo qual os elementos se assemelham em algum aspecto importante. Uma tela com figuras variadas, mas todas azuis e curvilíneas, por exemplo. E o que seria, digamos, uma sociedade harmoniosa? Numa composição harmônica, cada componente leva sua existência sem atrapalhar os demais, mas mantendo algum vínculo comum. Uma sociedade composta de pessoas bem diferentes pode ser vista como harmoniosa se a diferença for pacífica e se houver algo comum, como leis, tradições ou costumes. Não se trata, portanto, de uma pura ausência de conflito, embora um sistema muito harmonioso seja pouco conflitante (eis aí outra relação lógica).

A harmonia social é muitas vezes tida como o objetivo social supremo, e não apenas no mundo ocidental. A julgar pelos documentários que ando vendo, é assim na tradição chinesa também. Todavia, me parece que essa exaltação é um tanto mal direcionada. A razão é um outro princípio de composição menos conhecido, a unidade. Temos unidade quando os vários elementos do sistema não apenas coexistem com certa harmonia, mas também cooperam para atingir um fim comum maior. Normalmente esse é o princípio que rege todos os outros, posto que o artista geralmente deseja transmitir uma mensagem central em cada obra (e às vezes no próprio conjunto de obras).

Ao refletir explicitamente a respeito, me dei conta de que muita gente confunde unidade com harmonia, e esse é um erro fatal. Há quem divida o tempo em coisas muito diferentes, como hobbies dos mais variados e projetos profissionais com poucas relações entre si. Diz a sabedoria popular que "é bom variar". Sinceramente, concordo. Porém, há um preço a se pagar, pois o dia tem apenas algumas horas e a vida se apaga em poucos anos. Isso vale tanto para pessoas quanto para sociedades inteiras, mas aqui me retenho ao indivíduo, átomo da composição social do qual tudo o mais depende.

É perfeitamente possível levar uma vida harmoniosa, tranqüila, socialmente invejável, e mesmo assim estar insatisfeito, sem nunca compreender o que falta. Ter um bom emprego, uma família simpática, uma linda casa -- e se suicidar ao cabo das férias na Disney. Acho justo dizer que a maior parte das pessoas com boa educação anseia por fazer algo relevante com suas existências. Para tanto, estariam melhores se vissem suas vidas mais como obras de arte do que como prateleiras de supermercado (esposa, filhos, trabalho, papel toalha). Se assim o fizéssem, rapidamente topariam com a evidente necessidade de se trazer unidade ao cotidiano.

Atribuo essa situação mais à ignorância e ao acaso do que a operações sinistras de governos e outras organizações. Por outro lado, é preciso reconhecer que na idéia de unidade também reside o fundamento de todo regime totalitário (e.g, "um povo, um império, um líder"). Talvez pelo medo da energia social que o sentimento de unidade pode despertar, o discurso público tenha se distanciado de qualquer noção semelhante. Seja como for, já é tempo de se engrossar esse caldo moral que vem sendo agüado há décadas. A estagnação, e todas as mazelas que a acompanham, é o destino de uma sociedade sem indivíduos com propósitos fortes e ambiciosos.

Ao se estabelecer um tema de unificação, corre-se o risco de se perder a graça. Uma tela em branco não tem sentido, mas representa a unificação por excelência [2]; o nada é incomensuravelmente mais uno do que a multiplicidade da existência. A variedade que tanto se busca na vida é uma medida preventiva quanto a isso. Aqui, mais uma vez a comparação com a arte é útil. Não há regra para se produzir uma bela obra, mas apenas ferramentas, e essas só funcionam após muita experimentação. É preciso saber trabalhar com o inexato e fluído, reconhecendo sua fragilidade, mas também sua potencialidade. Isso é ainda mais relevante para quem tem uma formação principalmente técnico-científica.

De minha parte, tenho tentado escolher e posicionar minhas atividades e projetos de modo que possam se reforçar mutuamente. Precisei ignorar parte da minha curiosidade natural para ter mais foco, mas não por completo. Por exemplo, tenho grande interesse por design de linguagens de programação, e em parte isso implica em aprender novas linguagens. Assim, quando surge a necessidade de se implementar alguma nova ferramenta, avalio a possibilidade de fazê-lo numa nova linguagem também, atingindo assim dois objetivos simultaneamente. De modo mais geral, tenho tentado fazer coisa semelhante no desenvolvimento de produtos e pesquisas. Com isso, tenho produtos mais robustos e pesquisas mais relevantes. Agora há menos projetos inacabados e inúteis abandonados nos calabouços do meu computador, o que quer dizer que estou usando meu tempo de modo mais eficiente. 

A princípio temi que essa prática pudesse ser demasiadamente limitante, mas o fato é que, até agora, serviu muito bem para satisfazer meu ímpeto criativo. Não me privei de criar e variar, apenas aprendi a escolher, entre as infinitas possibilidades, aquelas que melhor se encaixam na estratégia geral. É um grande preconceito supor que nossas idéias frívolas e arbitrárias são necessariamente mais criativas do que aquelas que emanam de uma estrutura pré-existente. O universo é demasiadamente rico para isso, onde quer que estejamos haverá algo interessante para ser explorado. Trata-se antes de uma falta de disciplina; e essa disciplina pode ser adquirida e levada longe, basta apenas aprender a ver as coisas sob a perspectiva da unidade resultante, sem esquecer de levar em conta os demais fatores -- espécie de crescimento orgânico. 

Há outros princípios de design: alternação, domínio, gradação e repetição. Não os explorarei aqui, mas os nomes já sugerem do que se trata [3]. Apenas com isso, neste ponto o leitor talvez já consiga relacioná-los com o que foi dito acima. Tal é o poder de conceitos que tão naturalmente estimulam a imaginação. Temos sorte de que algo imaterial como nossa conduta possa se valer de analogias plásticas, visíveis, na sua elaboração.

 

--

Notas

[1] Ética entendida aqui como o estudo da conduta da vida em geral. Isto é, no sentido aristotélico original (ver Ética à Nicômaco).

[2] Há quem considere uma tela em branco uma grande obra de arte, avaliação da qual evidentemente eu não compartilho. Infelizmente, esse tipo de aberração contribui para a má fama que as artes plásticas têm em alguns círculos.

[3] Além do livro que mencionei, é possível ler sobre isso na Internet também. As exposições, contudo, variam um pouco nos nomes e mesmo nas características dos vários princípios. Infelizmente, não consegui achar as fontes primárias dessas idéias. Eu agradeceria se alguém pudesse me apontá-las.

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