O luto é um processo natural que todos nós passamos em algum momento de nossas vidas, diante de uma perda significativa; e ao contrário do que muitos pensam que seja somente morte. Pode ser também pela perda do emprego/ou aposentadoria, separação, mudança de cidade de maneira repentina, etc.
Ela pode ser presenciada tanto em adulto quanto crianças.

As reações ocorrem de acordo com algumas fases, que podem ou não ocorrer na mesma sequência, e que em geral caracterizam-se pela:

1. Negação: quando não aceitamos a realidade da perda;

2. Raiva: quando culpamos o mundo, os outros, Deus, os médicos, etc, pela nossa perda;

3. Barganha: quando tentamos negociar e remediar a perda;

4. Depressão:quando nos entristecemos e começamos a refletir sobre a perda que sofremos;

5. Aceitação: quando reconhecemos que a perda é real e permanente e pensamos em alternativas para seguir em frente, apesar da perda.

FALE MENOS, SE EXPRESSE MENOS, SE RELACIONE MENOS... é isso mesmo????

Sábado, 03 de Maio de 2014, 15h20

Laís Sousa
Psicóloga

 

Um dia assisti um comercial sobre um aplicativo de mensagem, e neste a voz do comercial dizia para falar menos e usar mais o aplicativo para se comunicar. Isto me fez pensar que tipo de relação se estimula atualmente, pois é incentivado escrever no lugar de falar, usar bonequinhos para se expressar. Logo eu questiono como queremos que o outro saiba se expressar? Expressar sentimentos!!! Se comunicar por mensagem é mais barato, mais rápido, mais prático, então seria esse um jeito mais simples de se comunicar? Ou um jeito de nos distanciarmos cada vez mais com a desculpa de que estamos aproximando? Não sou contra a tecnologia, nem aos aplicativos, redes sociais, apenas estou provocando uma reflexão do quanto parece que as pessoas se distanciam cada vez mais uma das outras com a justificativa de que isto é relacionar-se. Com este hábito do uso do celular, temos a ilusão de que com isso estamos ainda mais próximo do outro, pois falamos a qualquer momento se quisermos, mas qual a profundidade das relações atualmente? Se até mesmo quando estamos cara a cara ficamos no celular? O uso da tecnologia é bem vindo, no entanto, a tendência me parece apoiar-se nesta para até mesmo começar uma relação, onde o flerte, a conquista, a paquera vão perdendo lugar... Soube de um aplicativo, no qual, as pessoas colocam fotos e existe a possibilidade de conversar com a pessoa que te interessou. Fiquei pensando se esta não seria uma forma mais “segura” de nos “relacionarmos”, no qual não nos expomos diretamente, usamos um aparelho como intermédio, a meu ver, isso parece uma defesa! É um meio rápido de encontrar alguém com as características desejadas. Acredito que existe pressa de encontrar alguém, mas alguém que se encaixe quase que perfeitamente no modelo estabelecido, e se não corresponder a nossa expectativa, é fácil, é só deletar, descartar! Fica evidente um conflito entre o querer e o não querer se relacionar. Para finalizar vou utilizar um trecho do livro de Bauman - Amor líquido: “Elas são “relações virtuais”. Ao contrário dos relacionamentos antiquados (para não falar daqueles com compromisso, muito menos dos compromissos de longo prazo), elas parecem feitas sob medida para o líquido cenário da vida moderna, em que se espera e se deseja que as “possibilidades românticas” (e não apenas românticas) surjam e desapareçam numa velocidade crescente e em volume cada vez maior aniquilando-se mutuamente e tentando impor aos gritos a promessa de “ser a mais satisfatória e a mais completa(...)”

Texto: Laís Sousa Pires – Psicóloga Clínica.

Assunto tabu: Homossexualidade.

Sábado, 03 de Maio de 2014, 14h18

Sheila Soares
Psicóloga

 Homossexualidade

Existe gente que acha que os homossexuais já nascem assim. Outros, ao contrário, dizem que a conjunção do ambiente social com a figura dominadora do genitor do sexo oposto é que são decisivos na expressão da homossexualidade masculina ou feminina.

Como separar o patrimônio genético herdado involuntariamente de nossos antepassados da influência do meio foi uma discussão que monopolizou o estudo do comportamento humano durante pelo menos dois terços do século XX.

Os defensores da origem genética da homossexualidade usam como argumento os trabalhos que encontraram concentração mais alta de homossexuais em determinadas famílias e os que mostraram maior prevalência de homossexualidade em irmãos gêmeos univitelinos criados por famílias diferentes sem nenhum contato pessoal.

Mais tarde, com os avanços dos métodos de neuro-imagem, alguns autores procuraram diferenças na morfologia do cérebro que explicassem o comportamento homossexual.

Os que defendem a influência do meio têm ojeriza aos argumentos genéticos. Para eles, o comportamento humano é de tal complexidade que fica ridículo limitá-lo à bioquímica da expressão de meia dúzia de genes. Como negar que a figura excessivamente protetora da mãe, aliada à do pai pusilânime, seja comum a muitos homens homossexuais? Ou que uma ligação forte com o pai tenha influência na definição da sexualidade da filha?

Sinceramente, acho essa discussão antiquada. Tão inútil insistirmos nela como discutir se a música que escutamos ao longe vem do piano ou do pianista.

A propriedade mais importante do sistema nervoso central é sua plasticidade. De nossos pais herdamos o formato da rede de neurônios que trouxemos ao mundo. No decorrer da vida, entretanto, os sucessivos impactos do ambiente provocaram tamanha alteração plástica na arquitetura dessa rede primitiva que ela se tornou absolutamente irreconhecível e original.

Cada indivíduo é um experimento único da natureza porque resulta da interação entre uma arquitetura de circuitos neuronais geneticamente herdada e a experiência de vida. Ainda que existam irmãos geneticamente iguais, jamais poderemos evitar as diferenças dos estímulos que moldarão a estrutura microscópica de seus sistemas nervosos. Da mesma forma, mesmo que o oposto fosse possível – garantirmos estímulos ambientais idênticos para dois recém-nascidos diferentes – nunca obteríamos duas pessoas iguais por causa das diferenças na constituição de sua circuitaria de neurônios. Por isso, é impossível existirem dois habitantes na Terra com a mesma forma de agir e de pensar.

Se taparmos o olho esquerdo de um recém-nascido por 30 dias, a visão daquele olho jamais se desenvolverá em sua plenitude. Estimulado pela luz, o olho direito enxergará normalmente, mas o esquerdo não. Ao nascer, os neurônios das duas retinas eram idênticos, porém os que permaneceram no escuro perderam a oportunidade de ser ativados no momento crucial. Tem sentido, nesse caso, perguntar o que é mais importante para a visão: os neurônios ou a incidência da luz na retina?

Em matéria de comportamento, o resultado do impacto da experiência pessoal sobre os eventos genéticos, embora seja mais complexo e imprevisível, é regido por interações semelhantes. No caso da sexualidade, para voltar ao tema, uma mulher com desejo sexual por outras pode muito bem se casar e até ser fiel a um homem, mas jamais deixará de se interessar por mulheres. Quantos homens casados vivem experiências homossexuais fora do casamento? Teoricamente, cada um de nós tem discernimento para escolher o comportamento pessoal mais adequado socialmente, mas não há quem consiga esconder de si próprio suas preferências sexuais.

Até onde a memória alcança, sempre existiram maiorias de mulheres e homens heterossexuais e uma minoria de homossexuais. O espectro da sexualidade humana é amplo e de alta complexidade, no entanto; vai dos heterossexuais empedernidos aos que não têm o mínimo interesse pelo sexo oposto. Entre os dois extremos, em gradações variadas entre a hetero e a homossexualidade, oscilam os menos ortodoxos.

A homossexualidade refere-se à situação na qual o interesse e o desejo sexual dirige-se a pessoas do mesmo sexo. É uma das possibilidades verificadas de manifestação da sexualidade e afetividade humana.

A homossexualidade é um comportamento aprendido, um padrão duradouro de organização do desejo sexual.

A homossexualidade pode estar relacionada a várias causas, como a determinação genética, proposta pelo geneticista Dean Hamer ao descobrir genes, designado por ele de GAY-1. Hipótese esta que apesar de não aceita no meio científico americano, foi defendida, onde a homossexualidade é colocada como conseqüência de uma variação genética, e não como uma opção ou estilo de vida.

Daryl Bem, psicólogo da Universidade de Cornell (EUA) ao pesquisar a formação intra-familiar concluiu que alguns fatores como o tipo de relação com a mãe, com o pai, o tipo de investimento familiar podem determinar a homossexualidade.

A teoria psicanalítica aponta que a homossexualidade pode estar relacionada com a forte ligação com a mãe, onde se estabelece uma relação maior com esta por ser mais dominadora, ao passo que o pai é uma figura passiva.

A homossexualidade não é compreendida como um transtorno médico ou psiquiátrico.

Como o presente não nos faz crer que essa ordem natural vá se modificar, por que é tão difícil aceitarmos a riqueza da biodiversidade sexual de nossa espécie? Por que insistirmos no preconceito contra um fato biológico inerente à condição humana?

Em contraposição ao comportamento adotado em sociedade, a sexualidade humana não é questão de opção individual, como muitos gostariam que fosse, ela simplesmente se impõe a cada um de nós. Simplesmente, é!

FONTE: www.drauziovarella.com.br e www.brasilescola.com

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“Sonhos, existe um significado?”

Segunda, 28 de Abril de 2014, 13h06

Laís Sousa
Psicóloga

Uma das grandes curiosidades em relação aos sonhos é sobre o seu significado, então escreverei brevemente sobre isto!
Podemos nos basear pela psicanálise, e segundo Freud, o sonho tem sim um significado, e o mesmo é a realização de um desejo. No entanto, não estamos falando do significado dos sonhos encontrados em sites ou em revistas, tais como “se você sonhar com aranha”, por exemplo, será tal coisa. Cada sonho tem um significado particular, por isto não cabe dizer que todos que sonham com determinado objeto ou situação significa determinada coisa. Os sonhos falam de nós mesmos, de cada sonhador, ou seja, sonhamos com conteúdos nossos, está relacionado com a nossa história de vida e por isto faz parte do processo de psicoterapia/ análise. Então, podemos falar de um rebaixamento de censura durante o sono (mas não inexistência de censura), momento este em que alguns conteúdos inconscientes vêm à consciência através dos sonhos. Alguns sonhos são mais claros e lembramos com facilidade, outros lembramos apenas de partes e com menos clareza. Mas por que isto ocorre? Isto acontece porque muitas vezes existe uma deformação no conteúdo deste sonho e para ser entendido precisa ser interpretado. Vale ressaltar que o sonho deve ser indagado ao próprio sonhador, ao que este relaciona seu sonho e não a um site ou uma revista, pois através da associação deste podemos reunir conteúdos para então interpretar um sonho. Para finalizar meu texto vou incluir uma citação de Freud: “Pois o sonho recordado não é o material original e sim um seu substituto deformado, o qual, mediante a rememoração de outras imagens substitutivas, deve auxiliar-nos a nos aproximarmos do material original, a tornar consciente aquilo que no sonho é inconsciente. Se nossa lembrança foi imprecisa, portanto, causou simplesmente uma deformação a mais desse substituto – uma deformação que, porém, não se efetuou sem motivo.”
Texto: Laís Sousa Pires - Psicóloga Clínica.
Referência: Conferência Introdutórias Vol. XV- p.II Sonhos. (Obras completas de Freud)

Obesidade, o que importa é apenas perder peso?

Sexta, 25 de Abril de 2014, 16h59

Laís Sousa
Psicóloga

A obesidade é um tema que está sendo muito comentado ultimamente. Seja em programas para prevenção desta, revistas nas bancas com dietas “milagrosas” ou ainda aqueles que se acham no direito de julgar tais pessoas e as discriminam. Alguns não falam, mas olham. Olham para aqueles que estão a cima do peso e os menosprezam, afinal o esperado socialmente é que o corpo seja sinônimo de “perfeição”. A obesidade é definida como uma doença, e nesta existe a compulsão alimentar. Mas será que a obesidade é só isso? Existe algo visível que é o excesso de peso, porém, podem existir inúmeras questões emocionais que nem sempre recebem atenção, pois o foco fica apenas no perder peso. Deve existir o cuidado com o orgânico, pois a obesidade acarreta riscos a saúde, mas deve-se cuidar também do emocional. A comida não satisfaz apenas a fome, a necessidade biológica. De acordo com a psicanálise e a psicossomática, a obesidade nos denuncia que está difícil lidar com algo do aspecto emocional que então depositamos no próprio corpo. Se expressa neste o que não consegue dizer, simbolizar... Engana-se quem pensa que pessoas obesas comem e não conseguem parar por simplesmente “gostar de comer”, pois nem sempre existe prazer no comer, este pode ser usado apenas para aplacar sentimentos, emoções indesejadas e é com isto que o psicólogo irá trabalhar. Por fim, seria adequado trabalhar em equipe, de modo interdisciplinar, onde participe o nutricionista, o psicólogo, o médico, o educador físico, entre outros, de forma que atendam a demanda de cada paciente.
Texto: Psicóloga Clínica Laís Sousa Pires.

Terapia para quem?

Sábado, 19 de Abril de 2014, 08h22

Maria Cristina Ramos Britto
psicóloga

Ao contrário do que ainda se acredita, psicoterapia não é apenas para malucos. E procurar ajuda terapêutica é prova de coragem e amor-próprio, não motivo de vergonha ou sinal de fraqueza. Há pessoas que realmente precisam de tratamento, por apresentarem graves problemas que, além de interferirem no cotidiano, podem levar a consequências mais sérias, inclusive físicas, como a obesidade mórbida, a dependência química, os transtornos alimentares e de personalidade, a depressão e as várias formas de ansiedade, por exemplo. Mas, a partir de uma maior compreensão de si mesmo, a maioria dos indivíduos pode se valer da psicologia para se aperfeiçoar, melhorar relacionamentos familiares e afetivos, o desempenho no trabalho, desenvolver habilidades sociais, aprender a controlar o estresse, entre outras coisas.
Fazer terapia é lançar luz no que parece escuridão incompreensível, naqueles momentos em que não se vê as armadilhas, os obstáculos e as amarras; é se livrar do sofrimento desnecessário, aprender a enfrentar as dificuldades inerentes à condição humana, e superar dores presentes há tanto tempo que viram companheiras de viagem; é proporcionar a descoberta de que a vida é feita de possibilidades e de melhores formas de se conduzir; é se libertar das crenças limitantes e das pressões que diminuem a paixão e tiram o brilho dos olhos. É, principalmente, estabelecer uma relação de amor e respeito com a pessoa mais importante do mundo: você. E, a partir disso, manter relacionamentos de amor, respeito e igualdade com todos que o cercam.

Alienação parental.

Segunda, 14 de Abril de 2014, 16h01

Sheila Soares
Psicóloga

Crianças sob fogo cruzado

 

Em agosto de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 12.318, que dispõe sobre a alienação parental, permitindo aos juízes interceder em casos de exageros praticados por um dos pais que ataca a imagem e a autoridade do outro. A síndrome da alienação parental faculta a imposição de penalidades ao cônjuge alienador (desde multa até a inversão da guarda). Descrita por Richard A. Gardner em 1985, a síndrome ocorre tipicamente no contexto de separação do casal, quando um dos pais começa uma campanha sistemática para desmoralizar o outro. Geralmente, aquele que detém a guarda da criança cria uma interpretação tão negativa do outro que o filho abandona sua habitual e esperada atitude (gerada pela separação) de divisão subjetiva, conflito e angústia, iniciando uma espécie de “alinhamento automático” (alienação). Passa a reproduzir discursos, crenças, práticas e sentimentos do alienador. Sem culpa ou ambivalência e com justificativas fracas ou absurdas para explicar a depreciação chega-se a situações nas quais o filho pode recusar visitar ou ver o pai ou a mãe, generalizando o ódio para outros parentes, o que pode ser lido como ato de desamor e “tomada de partido” por parte da criança, causando no genitor acusado decepção, indiferença e abandono, que acabam por “produzir” ou “confirmar“ o estado de coisas que inicialmente era uma ficção (mesmo que inspirada em fatos reais). Frases como “seu pai não se importa com você”, “ela não te (nos) ama”, “ele só quer saber da outra”, “ela nunca cuidou direito de você” tornaram-se, na expressão da lei, enunciados que nenhuma criança jamais deveria escutar de seus pais.

É comum que os filhos fiquem expostos ao processo de interpretação das razões, causas ou motivos da separação. São alvo de fogo cruzado, levando e trazendo recados, desaforos e ressentimentos de um para o outro.

Sabemos de que é feita uma relação quando ela se desfaz. E ela nem sempre se desfaz quando formalmente decretamos seu fim. Há finais que não terminam e há términos que não acabam. Por isso é raro que uma criança enfrente dificuldades realmente novas durante uma separação. Em geral, desvelam-se e ampliam-se as disposições e conflitos há muito tempo presentes. Isso é cruel no caso em que a criança é reduzida a instrumento de vingança, alienada ao desejo de um dos pais. Nesta circunstância ela é privada de uma das possibilidades mais importantes e criativas, fornecida involuntariamente pelo contexto: experimentar, reconhecer e confrontar sua própria capacidade de desejar separações.

O termo alienação possui dupla conotação: 1) estranhamento e impossibilidade de reconhecermo-nos em algo que nós mesmos produzimos, que nos aparece como algo separado de nós; 2) exteriorização, separação ou perda de nossa própria consciência. No século 18 os loucos eram chamados de alienados, pois supunha-se que não podiam se reconhecer nos próprios atos, que não tinham responsabilidade sobre eles e haviam perdido a própria consciência, estavam fora de si. Portanto, separar-se e alienar-se são literalmente sinônimos, mas ao mesmo tempo opostos. É isso que está em jogo na síndrome da alienação parental: privar a criança do mais simples, primário e esquecido direito à contradição. Imaginamos sempre que a coerência é um valor indiscutível na educação. Pais que praticam a alienação parental estão sendo racionalmente coerentes com seu desejo de vingança – e demasiadamente coerentes com sua interpretação extremada e rasa de quem está com a razão e quem é o melhor cuidador para a criança. É loucura ou alienação, mas não destituída de método. Ainda bem que nossa Justiça reconheceu, contra a supremacia da coerência, o direito da criança de experimentar sua própria contradição ao reconhecer-se na contradição do desejo do outro.

FONTE: www.vivermente.com.br

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Mulheres com falta de concentração.

Segunda, 14 de Abril de 2014, 15h45

Sheila Soares
Psicóloga

 

Por que não consigo me concentrar?

Às vezes você simplesmente faz uma coisa sem prestar atenção e acaba fazendo algo que não era o esperado? Por exemplo, sai de casa para ir ao mercado e acaba tomando o caminho do seu trabalho? Esse tipo de engano pode ser falta de concentração, por isso é importante descobrir o que pode estar diminuindo sua atenção até para as atividades mais simples do dia-a-dia.

Um dos fatores que podem desencadear a falta de atenção é uma deficiência de hormônios e/ou vitaminas no organismo. Por exemplo, quem sofre de hipotireoidismo, sofre uma desaceleração do metabolismo e consequentemente o fluxo sanguíneo diminui, fazendo com que a atividade celular em algumas partes do cérebro seja menor.

Se você desconfia que esse seja o seu problema, é importante procurar um médico e fazer diversos exames para detectar deficiências no seu organismo e fazer um tratamento para repor esses números que estão abaixo do normal para uma vida saudável. Antes de ir ao médico, faça uma lista dos seus hábitos que mudaram ou de sinais que seu corpo tem emitido de que algo está errado – isso pode ser muito útil para um diagnóstico mais eficaz.

Pode ser também que você está se aproximando da fase da vida da mulher em que os hormônios estão desequilibrados, a fase antes da menopausa chamada perimenopausa. Durante a perimenopausa, a mulher pode ter ciclos menstruais irregulares, entre outros sintomas como alterações no metabolismo e a dificuldade de concentração.

Em caso de alterações hormonais como esta, você pode recorrer a um tratamento de reposição hormonal. Procure seu médico e consulte-o sobre a possibilidade de uma terapia de reposição hormonal com doses baixas ou por curto período de tempo e além disso, também deve cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos regularmente para manter o metabolismo em pleno funcionamento.

Mudar ou incluir determinados medicamentos na sua vida também pode afetar sua capacidade de se concentrar. Entre eles estão os antidepressivos, anti-histamínicos, sedativos e medicamentos para tratamento de ansiedade – estes medicamentos podem causar tontura e confusão mental, tornando a concentração ainda mais difícil. Nesse caso é importante consultar seu médico a respeito da diminuição das doses ou mudança de um medicamento que está usando para outro menos forte ou ainda para tratamentos alternativos que podem afetar menos a sua atenção.

Parar de fumar também pode dificultar a concentração no começo, mas é essencial ter força de vontade e insistir porque os benefícios nesse sentido depois que você parar totalmente são muito maiores do que a dificuldade inicial.

Hábitos alimentares irregulares e uma dieta nada saudável podem também dificultar sua atenção. Uma dieta ruim pode causar uma série de condições, como hipertensão e colesterol alto. Essas condições fazem com que você fique menos ativa e isso afeta o bom funcionamento do cérebro.

O estresse, a ansiedade e o acúmulo de muitas tarefas e responsabilidades também afetam diretamente a sua concentração. Você fica tão “intimidada” pelas coisas ruins que podem acontecer e preocupada com tantas coisas que acaba ficando impossível focar sua atenção em uma determinada atividade apenas.

Se esse é o seu caso, vale a pena investir em uma atividade de lazer e até mesmo treinar ficar quieta descansando e fazendo nada. Introduza momentos calmos e prazerosos à sua vida aos poucos para se livrar da tensão e conseguir relaxar para se concentrar. Procure diminuir suas responsabilidades também, delegue tarefas em casa e tente tirar um pouco do peso de suas costas.

Você pode também sofrer de DDA (distúrbio de déficit de atenção) ou ainda TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade). Se você desconfia que pode estar sofrendo algum destes problemas, procure o seu médico o quanto antes.

Enfim, ao fazer uma atividade e ao perceber que está difícil de se concentrar, imagine que você não tem mais nada para fazer e tente focar sua atenção nela. Fazer uma coisa pensando em outra não vai acelerar o processo e pode demorar ainda mais para que você conclua a tarefa.

Sendo assim, ao executar uma tarefa esqueça por um tempo das outras, deixe-as anotadas em uma agenda e pare de tentar memorizar tudo e guardar todos os compromissos na cabeça. Esvazie um pouco os seus pensamentos e assim você pode começar a conseguir se focar melhor em suas atividades.

FONTE: www.dicasdemulher.com.br

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Inconstitucionalidade do pagamento da ART - Repercussão Geral Reconhecida pelo STF.

Quarta, 09 de Abril de 2014, 14h56

Thiago Luis Bernardes
Advogado

Atenção Engenheiros, Arquitetos e obrigados à emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica.

O STF reconheceu a repercussão geral da discussão quanto a inconstitucionalidade do pagamento ao CREA para emissão de ART.

Além de deixar de pagar para as futuras emissões, poderão ser recuperados os valores pagos nos últimos 05 (cinco) anos.

Thiago Bernardes.

OAB/SC 31.635

Possibilidade de Restituição de Contribuição Previdenciária Paga Sobre Verbas De Natureza Indenizatória Nos Últimos 05 (cinco) Anos.

Terça, 08 de Abril de 2014, 09h19

Thiago Luis Bernardes
Advogado

A Contribuição Previdenciária paga pelos trabalhadores e pelas empresas tem por fim assegurar aos seus beneficiários, meios indispensáveis para sua manutenção, nas hipóteses de incapacidade, desemprego involuntário, idade avançada, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente.

Esta Contribuição Previdenciária é calculada mediante a aplicação de uma alíquota sobre o salário de contribuição mensal do trabalhador, sendo que os valores que não estão incluídos no salário de contribuição, não podem ter a incidência da Contribuição Previdenciária, por ausência de previsão na lei.

O salário de contribuição deve ser entendido como sendo o valor recebido pelo empregado durante o mês, destinado a retribuir o seu trabalho, qualquer que seja a sua forma, ou seja, todo o valor que o funcionário receber em razão do trabalho realizado ou do tempo em que esteve à disposição do empregador.

Assim, são só sobre tais valores que a Contribuição Previdenciária deve incidir de forma restritiva, não podendo o Fisco estender a interpretação deste conceito, sob pena de infringir a legislação que dispõe sobre o tema.

No entanto, para que cada contribuinte não interprete da sua maneira o que caracteriza o salário de contribuição, a Lei nº 8.212/91, que dispõe sobre a organização da Seguridade Social, estabeleceu de forma taxativa, ou seja, são apenas esses, quais dos valores pagos aos trabalhadores que terão a incidência da Contribuição Previdenciária, haja vista que os valores pagos aos trabalhadores, não considerados como salário de contribuição, não poderão ter a incidência de tal tributação.

Todavia, como no Brasil a elaboração da legislação, não raras às vezes se dá de forma equivocada, a Lei nº 8.212/91 elencou no rol das verbas enquadradas como salário de contribuição, valores pagos aos funcionários destinados a indenizá-los por alguma situação específica e que de fato não retribuem o trabalho realizado pelo empregado durante o mês.

Ou seja, pretendeu o legislador à época, fazer incidir a Contribuição Previdenciária sobre verbas que não compõe o salário de contribuição.

Assim, valores pagos a título de férias gozadas e terço constitucional, salário maternidade, aviso prévio indenizado, auxílio doença e acidente nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento, horas extras, bem como o adicional noturno, o adicional de insalubridade e de periculosidade, que são nitidamente verbas de natureza indenizatória, têm sofrido a incidência de Contribuição Previdenciária.

Nesse sentido, ainda que tais valores não se destinem a retribuir o trabalho efetivamente realizado pelos empregados, por serem verbas de natureza indenizatória, estão sofrendo a incidência da Contribuição Previdenciária como se fossem parte do salário de contribuição, o que não pode ser concebido.

As verbas de natureza indenizatória, como são visíveis até pela sua nomenclatura, são valores pagos aos trabalhadores no intuito de indenizá-los por eventual contrapartida que eles dão ao empregador ou para repará-los. Como exemplo mais notório de uma verba desta natureza está o “Aviso Prévio Indenizado”.

O Aviso Prévio é um instituto que prevê que, quando uma das partes da relação trabalhista resolve rescindir seu contrato de trabalho, deverá atender a um prazo (aviso prévio) de no mínimo 30 (trinta) dias. Este prazo serve para as partes se restabelecerem com a nova realidade que enfrentarão. O empregador para contratar substituto e o empregado para procurar recolocação no mercado de trabalho.

Quando o término da relação empregatícia se dá por iniciativa do empregador sem justa causa, na hipótese de não querer contar mais com o empregado desde o momento da demissão, terá que indenizar o empregado com, pelo menos, 30 (trinta) dias de salário. Trata-se de nítida indenização pelo fato de não atendimento ao prazo de aviso prévio previsto na legislação.

Neste caso, também é nítido que não há qualquer retribuição ao trabalho, conforme previsto no início deste artigo, razão pela qual não poderá incidir a Contribuição Previdenciária.

Todavia, o Fisco cobra a tributação sobre estes valores e a única forma de se ver livre deste custo, é propondo a competente ação judicial.

Recentemente, com uma decisão da 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (que ainda não é definitiva), ganhou mais força também a tese de que não pode incidir Contribuição Previdenciária sobre as Férias Gozadas e sobre o Salário Maternidade, por entenderem os Ministros daquela Corte que não há, e de fato não há, retribuição ao trabalho quando pagos os valores acima.

Assim, empresas dos mais diversos setores da economia tem se utilizado do Poder Judiciário para reaver os valores pagos indevidamente de Contribuição Previdenciária incidentes sobre as verbas de natureza indenizatória e têm obtido êxitos em todas as instâncias do Poder Judiciário.

Com a propositura da ação judicial competente, as empresas poderão restituir ou compensar o que foi pago indevidamente a título de Contribuição Previdenciária nos últimos 05 (cinco) anos, a contar da data de protocolo da ação judicial.

Destacamos também que, dependendo da ação judicial proposta pela empresa, se mandado de segurança, por exemplo, não há sequer o risco de pagamento de honorários de sucumbência ao Fisco na hipótese de improcedência da ação, haja vista que esta modalidade de ação judicial não comporta honorários sucumbenciais, o que torna ainda mais vantajoso ao empresário a propositura da ação.

Pelo exposto, entendemos se tratar de importante discussão judicial, para todas as empresas de forma indistinta, que tenham funcionários e que recolham a Contribuição Previdenciária sobre tais valores, haja vista que há forte fundamentação da jurisprudência no sentido de que sobre as verbas indenizatórias, não pode haver a incidência de Contribuição Previdenciária.

 

Este pequeno artigo não esgota a matéria, porém permite vislumbrar a possibilidade de restituição de valores pagos indevidamente com Contribuição Previdenciária, que se sabe ser um dos que mais impactam negativamente nas contas do empresário.

Acordo de Sócios: Uma ferramenta para solução e prevenção de conflitos

Terça, 08 de Abril de 2014, 09h18

Thiago Luis Bernardes
Advogado

Lucratividade e rentabilidade são, indiscutivelmente, os principais objetivos de toda empresa.

Para garantir o alcance desse objetivo e a perenidade do negócio faz-se necessária uma convergência de interesses dos sócios com o intuito de minimizar os conflitos advindos da atividade empresarial. Assim, o Acordo de Sócios visa salvaguardar os interesses dos sócios, regular o aspecto operacional da sociedade, prevenir litígios e preservar a empresa.

O Acordo de Sócios é um contrato celebrado entre alguns ou todos os sócios de uma sociedade, seja sociedade anônima ou limitada  regula as matérias definidas pelos sócios e que não se encontram no Estatuto Social ou no Contrato Social das sociedades. É disciplinado pela Lei nº 6.404/76, Lei das Sociedades por Ações, mas pode ser aplicado às demais sociedades.

O amadurecimento da relação dos sócios no que se refere ao negócio do qual fazem parte, é o principal aliado na hora da elaboração de um bom Acordo de Sócios. Isto porque, somente conhecendo suas necessidades e focando no que querem para o futuro do empreendimento é que poderão elencar de forma objetiva os temas que serão abordados no Acordo.

E é importante destacar que sem esse amadurecimento, bem como sem a existência de um consenso entre os sócios sobre a necessidade da elaboração do documento, um bom Acordo de Sócios dificilmente será formalizado.

O destino dos principais temas (patrimônio, gestão e sucessão), bem como a forma para resolução de possíveis conflitos sobre tais temas precisam estar delineados quando do início das tratativas para formalização do Acordo de Sócios.

Especialmente para o segmento de ferramentaria, é comum encontrarmos empresas onde os sócios são responsáveis por áreas estratégicas, onde determinado sócio administra a área de produção ou engenharia e outro sócio administra a área administrativa e financeira. Neste caso, o Acordo de Sócios pode regular a forma como a administração da sociedade será feita, estabelecendo o limite de responsabilidades para cada um dos administradores e prevendo até mesmo uma diferente distribuição de orçamento para cada área.

Como exemplo dos principais temas tratados nos Acordos de Sócios, estão os critérios para eleição dos administradores da sociedade, bem como a distribuição destes cargos da administração, prevendo que determinado sócio indicará, por exemplo, o Diretor Industrial e outro sócio indicará o Diretor Financeiro.

Também muito utilizado no Acordo de Sócios, tendo em vista que este documento não é público, são as tratativas acerca da distribuição dos dividendos, onde se podem prever que determinado percentual dos lucros deverá ser reinvestido na sociedade e apenas o saldo deverá ser distribuídos entre os sócios.

De suma importância também e que não raras vezes é tratado no Acordo de Sócios, é o Direito de Preferência na aquisição de participações societárias na hipótese de determinado sócio resolver alienar as quotas que possui. Esta cláusula pode determinar que quando um sócio resolver vender a sua participação societária (integral ou parcialmente) deverá primeiro oferecê-la aos demais sócios da sociedade, em igualdade de condições, proporcionando aos sócios remanescentes o direito de não se associarem a quem não querem se associar.

Igualmente, pode ser estabelecido no Acordo de Sócios os direitos sucessórios na hipótese de falecimento ou incapacidade de determinado sócio, prevendo a (im)possibilidade do ingresso dos sucessores do sócio, a forma de pagamento de seus haveres, bem como a forma de avaliação da sua participação societária. E ainda, possíveis alterações decorrentes de divórcio dos sócios.

Enfim, a elaboração de um bom Acordo de Sócios, que realmente reflita a realidade dos sócios e da sociedade, os direitos sucessórios, os direitos patrimoniais e de gestão bem como as demais necessidade que a empresa tenha, faz com que os riscos de eventuais litígios sejam mitigados.

É nesse contexto onde o Acordo de Sócios está inserto que ele tem o caráter de Prevenção e Resolução de Conflitos, na medida em que as cláusulas ali descritas vinculam os sócios da sociedade que, na hipótese de agirem de forma diversa, acabam por infringindo o Acordo de Sócios, podendo responder judicialmente e ser compelido ao pagamento de perdas e danos.

Mas é bom reprisar, o amadurecimento dos sócios e a vontade para celebração do documento são imprescindíveis para o êxito na sua elaboração.

Um bom acordo de sócios é fruto de muito diálogo, ponderação, alinhamento e maturidade de todos os envolvidos. Confiança, transparência e credibilidade são transformadas em documento que agrega valor ao negócio e demonstra a visão de futuro dos condutores da empresa. Por isso deve ser conduzido por profissionais do direito, experientes e habilitados.

 

Este pequeno artigo não esgota a matéria, porém permite vislumbrar a possibilidade de formalização de um documento muito utilizado, objetivando a redução de litígios e discussões societárias.

Alterações da Nova Lei do ISS-Joinville

Terça, 08 de Abril de 2014, 09h17

Thiago Luis Bernardes
Advogado

Recentemente aprovada, a Lei Complementar nº 398/2013 de iniciativa do Prefeito Municipal, gerou muita discussão entre os membros do Poder Legislativo, Executivo e Entidades Empresariais de Joinville até tomar forma e trazer alterações significativas para os contribuintes do Imposto Sobre Serviços (“ISS”) deste município.

Aqui cabe esclarecer que para aqueles prestadores de serviços cuja profissão não seja regulamentada e que dessa forma calculam o tributo levando em consideração o preço do serviço prestado, a lei não trouxe nenhuma alteração significativa que necessite maiores digressões.

Com o objetivo primordial de coibir a sonegação de tributos e o recolhimento isonômico entre os contribuintes locais, a alteração legislativa promoveu uma nova forma de apuração, que, diferentemente do se via anteriormente, levará em conta fatores econômicos das sociedades de profissionais para determinação do valor mensal do tributo a ser pago por profissional habilitado.

A base utilizada para realização deste enquadramento é o faturamento anual apurado por cada sociedade de profissionais. Sendo assim, as empresas deverão aferir em qual das 05 (cinco) faixas de faturamento a sua sociedade está inserida, para que possa determinar o quanto deverá despender a título de ISS para cada profissional habilitado.

A título de exemplo, uma sociedade de engenheiros cujo faturamento anual seja de até R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), deverá pagar 02 (duas) Unidades Padrão Municipal[1] por profissional habilitado ao ano.

Nesse sentido, o escalonamento se encerra naquelas sociedades que faturam até R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) ao ano, coincidência ou não, o mesmo limite previsto para enquadramento das empresas no SIMPLES NACIONAL. A partir deste faturamento anual, o valor do tributo pago por profissional habilitado é o mesmo.

A nova legislação buscou reafirmar a antiga redação da lei e estabeleceu que entende-se por profissional habilitado, além dos sócios, empregados ou outros profissionais legalmente habilitados, pessoas físicas que pratiquem atos necessários à realização do objeto social e que prestem serviços em nome da sociedade. Sobre cada um desses profissionais, a sociedade na qual ele está inserida deverá recolher o tributo nos moldes da nova legislação.

Entendemos que as sociedades de profissionais deverão se submeter a um cuidadoso planejamento tributário objetivando analisar a melhor forma de tributação ante a nova redação da legislação: (i) recolher o ISS na modalidade fixa por profissional habilitado ou (ii) em virtude do elevado número de profissionais que a sociedade tem, recolher o tributo na modalidade variável, levando-se em consideração o preço dos serviços prestados.

Outra inovação trazida pela nova legislação do Imposto Sobre Serviços do município de Joinville diz respeito ao tipo societário que as sociedades devem se revestir para poder recolher o tributo na modalidade fixa, por profissional habilitado.

A antiga redação da lei estabelecida que, além dos requisitos previstos naquela legislação, para poder recolher o ISS fixo, a sociedade não poderia se constituir sob a forma de sociedade empresária, sujeita à inscrição no Registro do Comércio, leia-se Junta Comercial. A inovação trazida pela nova legislação estabelece de forma objetiva que, as sociedades ainda não poderão se constituir sob a forma de sociedade empresária, acrescentando, inclusive, que as sociedades não poderão ser constituídas sob a forma de sociedade simples limitada e que deverão ser registradas no cartório de registro civil de pessoas jurídicas.

Ou seja, de forma restritiva, a Lei Complementar 398/2013 previu que as sociedades de profissionais somente poderão ser constituídas sob a forma de Sociedades Simples Pura (S/S), com os atos societários registrados no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas, não podendo ser constituídas como “sociedade simples limitada”, tipo societário muito comum nas sociedades uniprofissionais e que até então era permitido pela legislação municipal para o recolhimento do tributo na modalidade fixa.

Outro aspecto importante e que necessita de atenção das empresas  prestadoras de serviços profissionais, é o fato de que os seus sócios não poderão ser sócios em nenhuma outra sociedade, seja ela empresária ou não, sob pena de exclusão do regime de tributação fixa para tributação pelo preço do serviço.

Nesse sentido, a título de exemplo, uma pessoa que seja sócia em um salão de beleza não poderá ser sócia em nenhuma outra empresa, seja indústria ou serviços, sob pena de ter que submeter a tributação dos seus serviços ao preço praticado ao invés da tributação na modalidade fixa que na ampla maioria das vezes é muito mais vantajosa.

Esta regra, contudo, só se aplicam às atividades não regulamentadas por lei. Isto porque a legislação desincumbiu os prestadores de serviços cuja atividade seja regulamentada (advogados, contadores, engenheiros, por exemplo) do cumprimento dos 09 (nove) requisitos previstos na norma, passando estas sociedades automaticamente a ser tributada pela modalidade fixa, cabendo apenas enquadrá-las conforme o faturamento anual e o número de profissionais habilitados.

Por derradeiro, ainda que as alterações tenham sido amplamente discutidas entre as entidades de classe e muito divulgada na mídia local, é importante que os prestadores de serviços de Joinville se atentem às mudanças da nova lei para evitar dores de cabeça com a fiscalização.

Este pequeno artigo não esgota a matéria, porém permite vislumbrar a possibilidade da realização de um planejamento tributário objetivando racionalizar o pagamento do Imposto Sobre Serviços no município de Joinville.

 

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[1] Unidade Padrão Municipal do mês de fevereiro de 2014 = R$ 215,04 (duzentos e quinze reais e quatro centavos).

Da (des)necessidade de registro do frete no SISCOSERV na aquisição de mercadorias

Terça, 08 de Abril de 2014, 09h13

Thiago Luis Bernardes
Advogado

Entendo de forma diversa da Solução de Consulta e da 8ª Edição do Manual do SISCOSERV, com supedâneo no § 3º, do art. 1º, da Portaria Conjunta RFB/SCS nº 1.908 de 19 de julho de 2012, que, citando novamente, estabelece de forma inequívoca que “a obrigação de registro prevista no caput não se estende às transações envolvendo serviços e intangíveis incorporados aos bens e mercadorias exportados ou importados, registrados no Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX)”.

VOCÊ SABE COMO PEDIR DESCULPAS?

Sexta, 04 de Abril de 2014, 19h16

Lucio de Oliveira Mello
Psicólogo (CRP 12/03468)

 

Uma abordagem em 6 etapas, para fazer as pazes do jeito certo.

Quando as ações de alguém nos causam dor emocional ou decepção, por que sentimos a necessidade de receber um pedido de desculpas?

Quando um crime ocorre, nós queremos saber que o infrator entende que estávamos chateados com o resultado de suas ações. Se um pedido de desculpas é iminente, nós também queremos sentir que é sincero, que a outra pessoa verdadeiramente lamenta ter ferido nossos sentimentos. E nós precisamos de garantias de que o crime cometido não vai acontecer novamente.

Pessoas que percebem que cometeram uma injustiça com outra pessoa precisam se desculpar. Isso começa com palavras, mas tem que ser mais do que apenas da boca para fora. O que a pessoa ofendida realmente quer de você é um comportamento diferente. Suas palavras de desculpas são a promessa de mudança; manter as ações são a prova disso. Desculpas e admissões falsas de culpa podem piorar a situação, deixando a sensação de ofensa invalidada e ainda mais alienada.

Um pedido de desculpas pode ser especialmente difícil para as pessoas que se envolvem em  comportamento passivo-agressivo. Eles estão dispostos, mesmo ansiosos, a se desculpar, mas a prova de que vão seguir a promessa pode não ser convincente.

Se você se preocupa com os sentimentos daqueles com quem você tem um relacionamento, quer manter essa relação e gostaria de melhorar seus próprios sentimentos de auto-estima , você deve, mais cedo ou mais tarde aprender a arte de se desculpar. Estas seis etapas descrevem uma abordagem útil:

 

  1. Esteja realmente sentido por perturbar a outra parte. Mesmo que você não se sentisse ferido pelo mesmo comportamento, entenda que essa pessoa foi, e que seus sentimentos são importantes para você.
  2. Reconheça a dor produzida e assuma a responsabilidade de fazer as pazes. Descreva especificamente o que aconteceu e deixe claro que você entende o que foi perturbador sobre isso.Valide os sentimentos da outra pessoa, repetindo o que foi dito e comentando sobre o que você observa. Por exemplo, dizer algo como: "Eu realmente sinto muito sobre XYZ, e pela forma como isso fez você se sentir. Eu não deveria ter feito isso. Como posso acertar as coisas? "
  3. Comprometa-se a não deixar que isso aconteça novamente. Deixe a pessoa saber que você aprendeu com esse erro e que você vai mudar seu comportamento. Forneça detalhes sobre o que você já percebeu e o que você vai fazer diferente. As pessoas em um ciclo passivo-agressivo podem precisar tomar medidas para garantir que a injustiça não se repita. Isso pode envolver o check-in dessas medidas todos os dias para garantir que elas têm mantido seu compromisso, ou pedir a seus parceiros para "dar um sinal" imediatamente se sentirem que uma nova transgressão está prestes a acontecer.
  4. Agradeça por ter a outra pessoa em sua vida. Diga a pessoa cujos sentimentos você machucou o quão importante é a sua relação com ela.
  5. Peça perdão . Ao fazer um pedido de perdão, você está reforçando a sua mensagem anterior que a relação é importante para você. Você também está permitindo que a parte ofendida decida o próximo passo, e isso pode ser um desafio para você. Perceba que a pessoa ofendida pode precisar de algum tempo para decidir, especialmente no caso de uma grande transgressão.
  6. Siga com o comportamento melhorado. Para recuperar a confiança da outra pessoa, seja fiel à sua palavra e limpe sua barra. Pergunte a si mesmo: "Qual é o meu plano para garantir que esta transgressão não aconteça novamente?" Boas intenções, muitas vezes não são suficientes para mudar o comportamento habitual. Você tem que estar consciente e comprometido. Colocar algo por escrito, em seu diário, ou talvez em uma agenda de compromissos, apenas uma nota para lembrá-lo de seu compromisso, pode ajudá-lo a recuperar-se e "ficar acordado", para que você não escorregue incoscientemente para o comportamento ofensivo.

 

 

AS 3 HABILIDADES DE RELACIONAMENTO QUE VOCÊ PRECISA PRATICAR

Segunda, 31 de Março de 2014, 10h54

Lucio de Oliveira Mello
Psicólogo (CRP 12/03468)

 

Domine e você vai evitar ciclos viciosos de conflito.

1. Empatia

Empatia refere-se a ser capaz de tomar o lugar de outra pessoa e compreender sua experiência e ponto de vista, de modo que você pode ter uma sensação de como eles se sentem, em seguida, sair novamente. Claro, você também tem que ser capaz de transmitir suas ideias para a pessoa com precisão para que ambos se beneficiem de seus esforços de compreensão.

A maioria dos casais lutam com a empatia por uma razão simples e, bem, estúpida: Eles acreditam que porque eles estão no relacionamento por um longo tempo, "sabem exatamente" o que a outra pessoa está pensando ou sentindo. Muitos acreditam que o outro “deveria” saber o que estamos sentindo, afinal, são um casal. É claro, inúmeros estudos demonstram a falibilidade desse pressuposto. Nós simplesmente não somos muito bons em “ler mentes”, mesmo de nossos cônjuges. Nossas suposições são quase sempre tendenciosas ou apenas superficiais.

Empatia exige um truque de mágica mental Jedi: Você tem que fechar os olhos e imaginar ser literalmente a outra pessoa. Você tem que ter uma noção de sua perspectiva, sua realidade, suas prioridades, suas expectativas, seus pressupostos e suas preocupações. Só então você deve visualizar a situação atual corrente e imaginar como a outra pessoa percebe essa situação e como eles podem se sentir sobre isso.

Empatia é uma habilidade de relacionamento crucial em si mesma, mas também está relacionada com a próxima habilidade essencial de relacionamento. . .

2. Validação Emocional

Quando o seu cônjuge ou parceiro está com raiva ou chateado com você, a última coisa que você pensa em fazer é atiçar as chamas, dizendo-lhes que eles têm todo o direito de sentir o que eles sentem. Mas quando você transmite essa mensagem exata, utilizando de simpatia e compreensão, algo mágico acontece. Ao invés de incitar a sua tristeza ou raiva ou alimentar seu fogo, sua mensagem de validação emocional pode realmente apagar a chama.

Por que este resultado paradoxal ocorre?

Validação emocional é algo que todos nós buscamos e necessitamos, normalmente muito mais do que imaginamos. Quando estamos chateados, com raiva, frustrados, desapontados ou feridos, a coisa que mais queremos é que nosso parceiro "se ligue", e entenda por que nos sentimos da forma como fazemos. Queremos que eles para validem nossos sentimentos, transmitindo sua compreensão para nós com uma generosa dose de simpatia. Ao fazê-lo com precisão, o que requer empatia, o alívio e a catarse que experimentamos são tremendos. Podemos, então, atingir um "relaxamento" autêntico e visceral e começar a soltar alguns dos sentimentos que construímos. Buscar confiança e transmitir validação emocional ao seu parceiro, especialmente no meio de uma discussão, pode realmente acalmar as coisas e permitir que os sentimentos mais quentes retornem.

Validação emocional e empatia são habilidades de relacionamento extremamente importantes em si mesmas. Elas são aumentadas pela terceira habilidade essencial relacionamento na nossa lista. . .

3. Consideração e Civilidade

Casais subestimam o impacto que pequenos gestos de consideração podem ter sobre o tom e a dinâmica do seu relacionamento. É impressionante como deixar um cartão agradável, trazer flores, permitir que a outra pessoa passe a noite, preparar uma refeição favorita, oferecer uma palavra gentil ou um abraço afetuoso, ou introduzir  um tom suave e amoroso, pode rapidamente colocar um fim em uma dinâmica tensa e negativa e voltar a relação a uma faixa de comunicação positiva.

Obviamente, flores ou um abraço não podem desfazer todos os males. Mas quando as coisas ficam tensas, civilidade, boa vontade e consideração são muitas vezes substituídos por tensão, impaciência, e negatividade.Uma pessoa trata o outro mal, o que faz que o parceiro se perceba menos atencioso também , e assim por diante o ciclo vicioso continua.

Mas sair desse ciclo negativo requer apenas dois ou três gestos de boa vontade e consideração, e é provável que seu parceiro  comece a responder na mesma moeda, desde que você também pratique a empatia e validação emocional. (Leia Como testar seu Estado civil civilidade .)

 Essas três habilidades de relacionamento andam de mãos dadas. Juntos, eles formam uma base de carinho, confiança e conexão para que os casais possam mais facilmente fazer as pazes quando se encontram em momentos de estresse , tensão, ou distância emocional. É claro que, para os casais se beneficiarem dessas habilidades, eles devem fazer um esforço para praticá-los, ficarem mais habilidosos neles, e integrá-los em seu pensamento diário e comunicação.

 

Fonte: http://www.psychologytoday.com/blog/the-squeaky-wheel/201401/the-3-relationship-skills-you-need-practice

A COISA MAIS AMOROSA QUE VOCÊ PODE DIZER AO SEU PARCEIRO(A)

Segunda, 17 de Março de 2014, 21h58

Lucio de Oliveira Mello
Psicólogo (CRP 12/03468)

Comunique-se melhor e reforce o seu vínculo.

A pior coisa que você pode fazer para o seu parceiro e seu relacionamento é acreditar que você sabe como fazer relacionamentos íntimos darem certo.

A biologia, que demora muitas, muitas gerações para mudar, não nos preparou para os desafios especiais do amor em nossa cultura de rápida mudança. A tradição está irremediavelmente ultrapassada - os velhos papéis e normas sociais foram quebrados quase completamente - e a psicologia pop dá pouco mais de superficialidades ou conselhos simplistas e contraditórios.

Mas não se desespere: O cérebro humano é incrivelmente adaptável e capaz de aprender. A única coisa que nos impede de ser capaz de aprender a amar melhor é o ego, nós simplesmente não queremos admitir que não sabemos como fazê-lo direito. Para aliviar-se do terrível fardo do ego, repita o seguinte em voz alta, três vezes: Eu não sei o que diabos eu estou fazendo quando se trata de fazer um relacionamento íntimo funcionar!

Uma vez aliviado do fardo de defender nossos preconceitos egoístas e sobre como os relacionamentos devem ser - e como os nossos parceiros devem ver a si mesmos e ao mundo - você está livre para aplicar a nossa inteligência e criatividade para aprender a amar as pessoas únicas que amamos. A coisa mais amorosa que você pode dizer para o seu parceiro é:

Ensina-me a te amar, e eu vou te ensinar a me amar.

Torne mais fácil para o seu parceiro amar você.

Enquanto não há dúvida de que os relacionamentos íntimos modernos exigem que o trabalho e a negociação sejam bem sucedidos, a última coisa que queremos fazer é tornar mais difícil para os nossos parceiros nos amar. Na verdade, nós queremos torná-lo tão fácil quanto possível. O exercício a seguir poderá ajudar muito.

Pergunte ao seu parceiro: O que posso fazer para fazer você se sentir amado(a)?

Anote a resposta do seu parceiro (ex.:. Surpreenda-me de vez em quando com flores)

Ok, ele já lhe disse o que fazer. Agora você pode ajudar dizendo que ele(a) pode fazer para aumentar as chances de você fazê-lo.

Assumindo que o seu parceiro respondeu algo que você possa fazer, diga: Isto irá tornar mais fácil para mim fazer algo que vai fazer você se sentir amado(a). (Ex.: Diga-me que você está satisfeito com as flores quando eu as trouxer.)

E diga ao seu parceiro: Eu me sinto amado quando você ... (ex.:. ... Me cumprimentar quando eu chegar em casa) e eu vou tornar mais fácil para você fazer isso ... (ex.: ... mostrando apreciação quando você faz isso e fazer o mesmo para você). mais alguma coisa que eu possa fazer para torná-lo mais fácil para você?

E, em seguida, escreva a resposta de seu parceiro.

 

Comunicando-se com o seu parceiro como nos exercícios acima, você percorrerá um longo caminho na direção de uma relação íntima segura e satisfatória. O amor parece um pouco diferente com cada casal. Como fazê-lo bem é uma lição que você deve ensinar aos outros.

Fonte: http://www.psychologytoday.com/blog/anger-in-the-age-entitlement/201403/the-most-loving-thing-you-can-say-your-partner

Abuso sexual na escola.

Sexta, 14 de Fevereiro de 2014, 11h35

Sheila Soares
Psicóloga
 

ABUSO SEXUAL NA ESCOLA: COMO LIDAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Famílias enfrentam problemas de abuso sexual nas escolas. As formas de abuso feitas por garotos (as) são: agressão física, exposição de genitália para colegas, coerção por meio de ameaça e represália física ou moral por meio de chacotas e palavrões para não delatar o abuso.

 

 

 

Por isso, família e escola precisam urgentemente se preparar para educar, orientar e impor limites. Infelizmente, parte dos pais e escola ainda acreditam que dizer não ou punir através de regras e sanções, a quem não as cumpre, seja difícil, ou possa ser repressão. Muitos 'psicologizam' que pode fazer mal, mas pior é a ausência de limite.

 

 

 

 

 

POR QUE OCORREM CASOS DE ABUSO?

 

 
As primeiras noções e valores associados à sexualidade ocorrem no ambiente familiar através do comportamento dos pais entre si, na relação com os filhos (carinhosa, correta ou agressiva), no tipo de recomendações ou na ausência dessas, e até nas expressões faciais, gestos e proibições incorporados desde a infância.
 
A sexualidade está cada dia mais presente na vida de nossos filhos: na TV, na Internet, na moda, nas relações de casa, da escola, dos condomínios, etc.
 
Muitas famílias ainda vêem a permissividade e até a estimulação para a eroticidade de seus filhos - do sexo masculino-, como algo "natural". É por isso que muitos ainda deixam revistas pornográficas disponíveis, liberam canais eróticos da TV paga e não colocam restrição a sites pornográficos. Eles pensam que ao estimular a eroticidade de seus filhos, podem evitar a possibilidade de homossexualidade.
 
Há crianças, ou melhor, pré-adolescentes que por erotização excessiva, por falta de uma estruturação de "superego" - componente da personalidade que introjeta valores e normas na visão psicanalítica -, cometem comportamentos abusivos.
 
A educação sexual é obrigatória nas escolas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB nº. 9.394 de 20/12/96. E há 10 anos é obrigatória pelo Ministério da Educação. O objetivo é preparar as pessoas de forma saudável e segura para o exercício da sexualidade.
 
Mas isso não significa estimular a precocidade da sexualidade como alguns tentam aludir, mas trabalhar a idéia de sexualidade relacionada ao afeto, respeito, cidadania, melhorando a auto-estima e a segurança de jovens para escolhas mais sensatas e protegidas de riscos. Inclusive, evitando casos de abuso ou exploração sexual.
 
Mas infelizmente essa obrigatoriedade não tem sido respeitada.
 
O abuso sexual não ocorre só em escolas de periferia. Acontece também em escolas com mensalidades salgadas que chegam a R$800,00.
 
Procure prestar atenção no comportamento de seu filho. Se há mudança ou instabilidade de humor, se ocorre rejeição para ir à escola sem causa específica.
 
Esteja próximo de seu filho para que ele sinta confiança em contar, caso ocorra algo estranho, pois tais abusos deixam seqüelas para sua vida afetiva e sexual no futuro.
 
Nem sempre escolas e professores estão preparados para perceber esses casos ou tomar atitudes pontuais na colocação de limites e indicação de tratamentos.
 
Esse despreparo é devido a vários fatores: escola não é clínica de recuperação; falta de consciência das seqüelas de atos desse tipo; questões mercadológicas; onipotência da coordenação da escola em achar que dará conta de resolver tudo ou até por desconsiderar efetivamente as queixas de alunos.
 
Procurar apoio nas coordenações das escolas é um caminho, mas se não for suficiente, procure a Delegacia de Ensino e o Conselho Tutelar para saber como proceder.
 

 

Proteja seu filho para que ele não carregue pela vida a sensação de que ser 'abusado', ameaçado ou subjugado sejam coisas naturais da vida.    
 
 
 

 

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Ciúmes: Quando ele passa a ser considerado patológico.

Segunda, 03 de Fevereiro de 2014, 12h03

Sheila Soares
Psicóloga
 

Ciúme Patológico

Ciúme Patológico é um desejo obsessivo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do outro(a).

Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza freqüentemente se torna vaga e imprecisa. No ciúme as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou francamente delirantes. Depois das idéias de ciúme, a pessoa é compelida à verificação compulsória de suas dúvidas. O(a) ciumento(a) verifica se a pessoa está onde e com quem disse que estaria, abre correspondências, ouve telefonemas, examina bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas, segue o companheiro(a), contrata detetives particulares, etc. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida.

Os ciumentos estão em constante busca de evidências e confissões que confirmem suas suspeitas mas, ainda que confirmadas pelo(a) companheiro(a), essas inquisições permanentes parecem trazer mais dúvidas ainda, ao invés de tranqüilidade. Depois da capitulação, a confissão do companheiro(a) nunca é suficientemente detalhada ou fidedigna e tudo volta à torturante inquisição anterior.

Os portadores de Ciúme Patológico comumente realizam visitas ou telefonemas de surpresa em casa ou no trabalho para confirmar suas suspeitas. Os companheiros(as) desses pacientes vivem ocultando e dissimulando elogios e presentes recebidos ou omitindo fatos e informações na tentativa de minimizar os graves problemas de ciúme, mas geralmente agravam ainda mais.

O que aparece no Ciúme Patológico é um grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do companheiro(a). Há ainda preocupações excessivas sobre relacionamentos anteriores, as quais podem ocorrer como pensamentos repetitivos, imagens intrusivas e ruminações sem fim sobre fatos passados e seus detalhes.

O Ciúme Patológico é um problema importante para a psiquiatria, envolvendo riscos e sofrimentos. Na psicopatologia o ciúme pode se relacionar a diversos transtornos emocionais. Mais comumente está relacionado aos Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo. Ha autores que diferenciam o Ciúme Patológico do Ciúme Delirante

Ciúme - conceito
O ciúme é uma emoção humana extremamente comum, senão universal, podendo ser difícil a distinção entre ciúme normal e patológico (Kast, 1991). Na verdade, pouco se sabe sobre experiências e comportamentos associados ao ciúme na população geral, mas em um estudo populacional, todos os entrevistados (100%) responderam positivamente a uma pergunta indicativa de ciúme, embora menos de 10% reconheceu que este sentimento acarretava problemas no relacionamento (Mullen, 1994).

Alguns autores não consideram fundamental para o diagnóstico a crença superestimada da infidelidade, sendo mais importante o medo da perda do outro, ou do espaço afetivo ocupado na vida deste, para outros a base do Ciúme Patológico estaria em seu aspecto absurdo, na sua irracionalidade, e não em seu caráter excessivo (Mooney, 1965).

Em psiquiatria o Ciúme Patológico aparece como sintoma de diversos quadros, desde nos Transtornos de Personalidade até em doenças francas. Enquanto o ciúme normal seria transitório, específico e baseado em fatos reais, o Ciúme Patológico aparece como uma preocupação infundada, absurda e emancipada do contexto. Enquanto no ciúme não-patológico o maior desejo é preservar o relacionamento, no Ciúme Patológico haveria o desejo inconsciente da ameaça de um rival (Kast, 1991).

No Ciúme Patológico várias emoções são experimentadas, tais como a ansiedade, depressão, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, perplexidade, culpa, aumento do desejo sexual e desejo de vingança. Haveria, clara correlação entre auto-estima rebaixada, conseqüentemente a sensação de insegurança e, finalmente o ciúme. O portador de Ciúme Patológico é um vulcão emocional sempre prestes à erupção e apresenta um modo distorcido de vivenciar o amor, para ele um sentimento depreciativo e doentio.

Esses pacientes, com Ciúme Patológico, seriam extremamente sensíveis, vulneráveis e muito desconfiados, com auto-estima muito rebaixada e tendo como defesa um comportamento impulsivo, egoísta e agressivo. O potencial para atitudes violentas é destacado no Ciúme Patológico, despertando importante interesse na psiquiatria forense.

Fonte: http://www.psiqweb.med.br  

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A psicoterapia ajudando no tratamento da obesidade infantil.

Segunda, 03 de Fevereiro de 2014, 11h51

Sheila Soares
Psicóloga
 

Tratamento psicológico: peça chave no combate à obesidade infantil

O número crescente de casos de obesidade infantil no Brasil coloca a doença cada vez mais próxima de um quadro de epidemia. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma de cada três crianças com idades entre 5 e 9 anos tem obesidade. Diante de uma doença complexa, em que vários fatores podem ser decisivos no desenvolvimento e manifestação dos sintomas, especialistas ressaltam a importância de um acompanhamento psicológico na hora de afrontá-la.

Isso porque já é conhecida a influência dos aspectos psicossociais num quadro de obesidade. Há, inclusive, estudos recentes que tentam compreender a psicodinâmica das crianças com diagnóstico clínico da doença. Mestre em psicologia clínica, Ana Rosa Gliber tratou a temática sob enfoque kleiniano, entrevistando seis crianças entre 6 e 10 anos e suas respectivas mães. Em linhas gerais, todas elas apresentaram voracidade e agressividade reprimida.

Foram observados sintomas de depressão na maioria da mostra analisada, assim como a ocorrência de mecanismos defensivos para lidar com a perda e situações de sofrimento. Além disso, a história de vida dessas crianças, o ambiente interno e externo, os comportamentos aprendidos e o desenvolvimento emocional interferiram no desenvolvimento da obesidade. Daí advém a importância da intervenção terapêutica, com o fim de ajudar as crianças na integração e na hora de lidar com a culpa de uma forma mais efetiva.

A favor do acompanhamento psicológico como uma das bases do tratamento da obesidade, o psiquiatra Marco Antônio Abub Torquato Júnior, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), destaca a importância de a reeducação alimentar como um processo que não compreende somente a criança, mas toda a família.

“A medicina ainda está entendendo como se somam os fatores para causar a obesidade. Porém, a gente sabe que a obesidade pode ser influenciada, sim, por muitos fatores psicossociais. Tem que modificar os hábitos de vida de toda a família. Então, a primeira atitude a fazer diante de uma criança com obesidade mórbida é promover uma grande reestruturação da vida familiar. Em alguns casos se usa medicamentos para controlar o apetite, mas na realidade a base do tratamento é a reeducação alimentar”, explicou o especialista em entrevista à Agência Brasil, no último dia 3, Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil.

No Brasil, da década de 80 até 2010, o número de crianças entre 5 e 9 anos que sofrem de obesidade quadriplicou. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima, no mundo, quase 43 milhões de crianças com sintomas de sobrepeso em idades inferiores a 5 anos.

Riscos e impactos

Diabetes, dificuldades respiratórias e problemas ortopédicos, tais como lesões nos joelhos por excesso de peso, estão entre as resultantes que a obesidade pode deixar na saúde de uma criança. Tão graves quanto seriam os prejuízos de ordem psicológica: provocações de colegas na escola, bullying, baixa autoestima, depressão, ansiedade e isolamento social.

“Em geral, as crianças mais jovens expressam menos o sofrimento psíquico. Elas não falam que estão sofrendo, que estão tristes. Normalmente expressam por meio do comportamento. Perdem o interesse por coisas que gostavam antes. Muitos medos que ela não tinha mais começam a voltar”, ressaltou o psiquiatra Marco Antônio Abub, lembrando que os problemas psicológicos nas crianças podem estar associados tanto às causas da obesidade infantil como também ser uma consequência da doença.

Fonte: http://br.mundopsicologos.com

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Quais os tipos de ansiedade?

Segunda, 03 de Fevereiro de 2014, 11h29

Sheila Soares
Psicóloga
 
 
Ansiedade normal e patológica  

Ansiedade normal
A ansiedade é uma reação em geral normal do ser humano. É um sentimento que acompanha mudanças na vida da pessoa; separação da criança dos pais ao ir para escola, rompimento de relacionamentos, espectativa para fazer provas ou testes, e assim por diante.

A ansiedade é um sintoma primariamente psíquico, ou seja, a pessoa se sente ansiosa e conta isso aos outros, por exemplo, mas há uma série de sinais que acompanham a sensação mental que incluem: tontura, diarréia, pressão alta, palpitação, tremor, sudorese excessiva, etc. As reações variam de indivíduo a outro.

Assim ela se divide em dois aspectos:
1) sua percepção de alterações fisiológicas (como sudorese e palpitação)
2) a consciência de estar nervoso ou amedrontado.

A ansiedade tem como função adaptativa básica o alerta a perigos internos (dor) ou externos (ameaça de lesão corporal). Desta maneira, pode vir acompanhada de medo (medo de morrer frente à um assalto), e visa a preparar o indivíduo para reações imediatas ou evitar tais ameaças, ou pelo menos atenuar os seus danos.

“Estresse” geralmente depende do estímulo e do indivíduo que recebe o estímulo. Assim, um desbalanço entre o interno (capacidade de a pessoa manter-se calma, estruturação psicológica, e assim por diante) e o externo (sobrecarga emocional e/ou física) gera o estresse.
 
Ansiedade patológica
A ansiedade passa a ser patológica na medida em que ela aparece sem que haja um estímulo, ou seja, na medida em que a pessoa fique ansiosa sem ter um motivo aparente. Palpitações, sudorese, “aperto no peito” surgem com uma freqüência razoável sem que haja uma causa imediata que possa ser identificada por ele.

Outro critério que geralmente é usado é quando a reação ansiosa é desproporcional ao estímulo. Reações muito drásticas a estímulos que normalmente teriam de desencadear respostas menores por parte do indivíduo.

As causas são as mais variadas; as teorias psicológicas falam e repressão de desejos (Freud),  de condicionamento de respostas ansiosas (teorias comportamentais) e de vazios existenciais (teorias existenciais).

As teorias biológicas falam em hiper-excitação do sistema nervoso autônomo (aquele que é responsável por respostas como taquicardia, dor de cabeça e aceleração da respiração, por exemplo) e desequilíbrio de hormônios como a serotonina e a noradrenalina, além de fatores genéticos que contribuem para isso.

Fonte: http://www.psiq.med.br

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Desvendando o bullying.

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 21h50

Sheila Soares
Psicóloga

 

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.

bullying se divide em duas categorias: a) bullyingdireto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullyingentre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.

As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.

As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.

O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.

Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullyingque ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

Fonte: www.brasilescola.com

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Nomofobia, a doença dos celulares. Você tem ou conhece quem tenha?

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 21h22

Sheila Soares
Psicóloga

Nomofobia: o vício em celular agora é uma doença

Termo surgiu na Inglaterra para designar um mal que afeta cerca de 76% dos jovens do país.

Você é daqueles que não conseguem desgrudar do celular nem por um minuto do dia? Está sempre ligado nas redes sociais onde quer que esteja? Saiba que você pode estar sofrendo de nomofobia, termo criado na Inglaterra para designar as pessoas compulsivas por esse tipo de conexão.

A palavra é uma abreviação de “no mobile phobia” que, literalmente, significa o medo de ficar sem celular. Segundo pesquisas da empresa de segurança SecurEnvoy, cerca de 76% dos jovens britânicos entre 18 e 24 anos sofrem do mal e alguns chegam a ter dois ou mais aparelhos para garantir que sempre estarão online.

Ficar longe do tablet ou do smartphone parece missão impossível para muitos. A psicóloga Andreia Calçada explica que este vício atrapalha as relações pessoais e profissionais: “A pessoa fica muito desgastada, começa a não dormir direito e não dar atenção à família, para poder ficar olhando o celular. Se esquece o aparelho em casa, entra em pânico. Tudo isso prejudica a maneira com a qual ela vai se relacionar com os outros”.

A psicóloga afirma ainda que a falta de contato com o aparelho causa sensação de perda. “As pessoas acham que, por não estarem olhando a todo instante o celular, estão perdendo o que está acontecendo. Têm a sensação de estarem sendo deixadas de lado”, alerta.

Ainda segundo ela, dependendo do grau de uso, o smartphone pode causar dependência química como qualquer droga. “Muitos criam um comportamento obsessivo-compulsivo com o celular e precisamos tratá-los como viciados”, diz Andreia . O especialista em administração de tempo Christian Barbosa explica que é preciso achar um limite no uso dos aparelhos eletrônicos. “Não adianta colocar o celular à frente da sua vida pessoal. Temos que saber separar o uso exagerado do saudável”, explica. Os aparelhos que possibilitam que se faça várias tarefas simultaneamente prejudicam o rendimento profissional.

  • Dificuldade em separar real e virtual

A psicóloga Andreia Calçada alerta também para o fato de o uso indevido dos aparelhos eletrônicos causar dificuldade na separação do mundo real do virtual.

“Algumas pessoas simplesmente não conseguem se desconectar. Mesmo durante um jantar a dois, elas usam os aplicativos do aparelho para se comunicarem”.

É assim com o operador de informática Vinicius Pereira, 32 anos, que se considera dependente do celular. “Minha mãe e meus amigos reclamam todas as vezes que saímos porque eu sempre estou atualizando alguma coisa ou vendo alguma novidade. Mas não adianta, eu olho e uso o tempo todo mesmo”, conta.

Para resolver o problema, Christian Barbosa avisa: esqueça que ele existe. “As pessoas precisam guardá-lo na gaveta mesmo. Desativar as notificações e deixá-lo longe. Assim, vai amenizar a dependência pouco a pouco”.

  • Truques criativos ajudam a se libertar do vício dos celulares 

Nova York, EUA. Sempre que Michael Carl, diretor de moda da “Vanity Fair”, sai para jantar com os amigos, apela para a brincadeira da “pilha de telefones”, na qual todo mundo põe o celular no meio da mesa; quem espiar o aparelho antes da chegada da conta arca sozinho com a despesa.

Brandon Holley, ex-editora da revista “Lucky”, começou a colocar o celular em uma lata antiga de leite assim que põe os pé sem casa – e lá ele permanece até depois do jantar. Marc Jacobs, o estilista, não queria dormir ao lado de nenhum dispositivo que apitasse; por isso, proibiu a entrada de qualquer aparelho eletrônico em seu quarto.

Uma vez que os smartphones continuam a ganhar espaço na nossa vida – e engenhocas móveis como o Google Glass ameaçam invadir nosso espaço pessoal ainda mais –, alguns estão tentando se libertar da tecnologia com truques e métodos criativos.

Sejam barreiras físicas (nada de iPad à mesa do jantar) ou conceituais (desligar os aparelhos às 23h), os usuários garantem que as técnicas já melhoraram seus relacionamentos e lhes recuperaram a sanidade.

“Desconectar-se é um luxo do qual todos nós necessitamos”, afirma Lesley M.M. Blume, escritora nova-iorquina que mantém o celular longe da mesa durante o jantar. “A expectativa de que temos que estar sempre disponíveis para empregadores, colegas e familiares impede que a pessoa tenha um tempo só para si – que, por sinal, está se tornando mais importante do que nunca”.

Grande parte da “desintoxicação” digital acontece em casa, onde e-mails urgentes de trabalho, mensagens de amigos, fotos de conhecidos no Instagram e atualizações no Facebook conspiram para atrapalhar a tranquilidade doméstica.

Uma tática comum é designar um tipo de “cofre” para o telefone, como a lata de leite. “Se o telefone toca ou acende, continua sendo uma distração; melhor nem ver, então taco dentro da lata”, diz Blume, que mora em um sobrado geminado no Brooklyn com o filho, Smith, e o marido, John.

Um aquário vazio sobre o aparador da sala de jantar tem função semelhante para Jaime David, assessora de imprensa do Grupo Starworks, de Nova York. “Se um de nós atender ao telefone entre as 18h30 e 20h30 sem ter um motivo muito forte, fica encarregado de pôr as crianças na cama”, conta ela, que mora em Maplewood, em Nova Jersey, com o marido, Jon, e dois filhos, Milo, de 4 anos, e Jack, de 10 meses.

Horário fixo. Há quem estabeleça um “toque de recolher” digital. “Nada de aparelhos ligados depois das 23h”, diz Ari Melber, apresentador do “The Cycle” da MSNBC, que mora em um apartamento no Brooklyn com a noiva, Drew Grant, repórter de cultura pop do “New York Observer”. A qualidade do sono, aliás, é um dos grandes motivos por que muitos, como Jacobs, impedem a entrada de aparelhos eletrônicos no quarto.

“Não gosto de dormir ao lado de uma bola carregada de informações, fotos e e-mails”, desabafa o estilista Peter Som, que deixa o telefone no carregador, na sala, durante a noite.

Quem tem criança pequena se preocupa ainda mais com os excessos, pois teme que os filhos imitem seus maus hábitos. A estilista Rebecca Minkoff faz questão de desativar o toque de seus dois celulares e deixá-los fora de vista quando brinca com o filho de 2 anos, Luca.

 

“Não é fácil e nem sempre dá, mas faço o possível para ficar longe do telefone até ter certeza de que ele está dormindo”, ela conta.

 

Fontes: www.tecmundo.com.br

             http://odia.ig.com.br

             www.otempo.com.br

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Terapia para crianças e adolescentes.

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 18h10

Sheila Soares
Psicóloga

A infância e adolescência são períodos de muitas transformações. O indivíduo constantemente se vê esbarrando com novas situações de vida, tendo que se adaptar a elas. As descobertas acontecem tanto em relação as situações de vida que se apresentam como também em relação as transformações do próprio corpo, que vai vivendo modificações em diversos níveis: morfológico, hormonal, mental, etc. Na natureza todas as estruturas em seu início de formação apresentam uma maior fragilidade, o que também é verdadeiro em relação ao ser humano. Dessa forma não há porque se estranhar a freqüente necessidade de um facilitador (processo psicoterapêutico) para assegurar o bom andamento do desenvolvimento humano.

Precisar de uma psicóloga é sinal de fraqueza?

É preciso muita coragem para reconhecer que algo não está bem e lidar com o sofrimento. Nós nos tornamos mais fortes quando aceitamos e lidamos com nossa fragilidade. Portanto, procurar ajuda de uma psicóloga não é sinal de fraqueza.

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Psicoterapia de adulto.

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 18h03

Sheila Soares
Psicóloga


Psicoterapia de Adulto 

É o processo de acompanhamento psicoterapêutico de alguém que se encontra em sofrimento psíquico pelos mais diversos motivos (alguns exemplos já mencionados em outras ocasiões).

A procura pode ser espontânea ou então indicada por algum outro profissional da saúde.

Alguns adultos também procuram psicoterapia no intuito de autoconhecimento.

Esta modalidade também é procurada por estudantes de psicologia, pois os cursos universitários desta área indicam que o aluno passe por seu próprio processo psicoterapêutico para estar apto emocionalmente a realizar atendimentos futuramente.

Como as demais modalidades de psicoterapia o tempo é relativo e não costuma ser estipulado.

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Terapia de casal: Quando procurar e seus benefícios.

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 17h54

Sheila Soares
Psicóloga

 

Se a sua união matrimonial estiver passando por problemas, não hesite em procurar um terapeuta de casais.

Esse profissional especializado irá orientá-los através de técnicas especializadas como superar crise em que os dois se encontram.

Se você, ainda não acredita que um terapeuta de casal pode auxiliar você e seu parceiro a lidar com seus conflitos, leia esse artigo e tire as suas próprias conclusões.

Perguntas Que Devem Ser Feitas Pelas Pessoas Antes Que Elas Se Decidam A Casar

Segundo os terapeutas de casais devido a nossa sociedade moderna, na qual as pessoas têm muito pouco tempo para falarem sobre os seus conflitos e emoções mais íntimas, a vida das pessoas que optaram por morarem juntas está cada vez mais difícil. Fato é que um grande número delas acaba se divorciando.

Dentre os principais problemas citados pelos psicoterapeutas responsáveis pelas separações das pessoas estão: Discussões por falta de dinheiro, ciúmes do cônjuge, divergências sobre a educação dos filhos, entre outros.

Por isso os terapeutas de casais aconselham aqueles que desejam viver juntos a se perguntarem se realmente querem tomar essa atitude tão séria em suas vidas.

A Eficiência da Terapia de Casal

A terapia de casal vem sendo estudada em todas as suas nuances a cada dia que passa.

Ainda que algumas pesquisas científicas tenham demonstrado que a terapia de casal possa não ser tão eficiente quanto os indivíduos pensam em um primeiro momento, as mulheres parecem ter mais confiança nesse tipo de terapêutica do que os homens.

A falta de confiança de um ou outro parceiro nesse tipo de processo terapêutico pode ter um efeito negativo permanente ou duradouro na união do casal.

O ideal é que o as duas pessoas que moram juntas recebam ajuda psicoterápica antes que a situação chegue a um ponto de extremo conflito, e aí nesses casos, outras formas de tratamento terão de ser utilizadas.

Que Tipos de Conflitos Podem levar Os Casais A Fazerem Uma Psicoterapia em Conjunto

Como já foi mencionado anteriormente existe uma gama variada de problemas que podem levar um casal a procurar auxílio em uma psicoterapia, dentre alguns pode citar:

  • - Falta de interesse sexual de um ou outro parceiro. Depois de algum tempo de convivência ou quando um dos cônjuges está com algum problema que não dividiu com o parceiro, esse desinteresse sexual pode aparecer e permanecer por bastante tempo.

Essa falta de interesse sexual pode levar o outro parceiro a achar que a culpa é dele, ou então que existe uma terceira pessoa na história dos dois.

Se esse não for o caso, vale a pena ter uma conversa franca com seu cônjuge, e se isso também não der certo, o conflito pode ser bem mais profundo do que parece e nesse caso a ajuda de um terapeuta de casal é fundamental para que os dois voltem a ter uma vida sexual satisfatória.

  • -Falta de autoestima. Existem pessoas que quando algo nação funciona bem em suas vidas, se sentem como se todos os problemas do mundo fossem derivados delas: isso se chama baixa autoestima.
  • Na verdade, problemas e tropeços no nosso caminho pela vida todos nós temos e, por isso mesmo devemos estar preparados para enfrentá-los.

    No entanto, quando um dos cônjuges fica desmotivado perante algum tipo de situação, isso pode acabar interferindo na vida a dois do casal, e até no relacionamento com os filhos.

    Esse é o momento exato de procurar um aconselhamento familiar através de um terapeuta.

    • - Conflitos em virtude da situação financeira. Existem casais que quando estão com a vida econômica estável, tudo vão as “mil maravilhas”, no entanto, quando há algum tipo de problema financeiro os conflitos e as brigas começam a aparecer entre os dois.

    Por isso, o casal sempre deve ter uma rotina econômica que o poupe de gastar dinheiro em excesso, para que esse não seja mais um caso que os levem a presença de um terapeuta de casal.

    -Traições de um dos cônjuges. Esse é um dos problemas talvez mais difícil que o psicoterapeuta de casal tem de trabalhar.

    Na verdade, quando algum deles descobre que foi traído isso causa nele um sentimento amargo de inferioridade que pode causar até doenças psicossomáticas.

    Por isso, o ideal é que se o casal por um motivo ou outro não esteja se dando bem, e um deles trair o outro com uma terceira pessoa, deve ser o primeiro a contar-lhe para evitar maiores conflitos, que possam vir a culminar na separação de ambos.

    Algumas Técnicas Utilizadas Pelos Psicoterapeutas de Casais

    Existem algumas dinâmicas e técnicas muito interessantes que os psicoterapeutas de casais fazem para melhor obter resultados em suas sessões.

    Uma delas pode ser chamada de técnica de espelho, e é geralmente feito pelo terapeuta e um pessoa do sexo aposto (Por exemplo, uma psicóloga e um estagiário do sexo masculino).

    Eles ouvem os casais se acusarem mutuamente e inclusive prestam atenção aos seus gestuais, pois irão repeti-los mais adiante.

    Depois que o casal consegue desabar tudo que está sentindo, a psicóloga e o estagiário, então reproduzem o que eles falaram do mesmo modo e com os mesmos gestos. O resultado e que a grande maioria dos cônjuges fica surpresa, pois não acreditava que pudesse falar daquele modo com o seu parceiro.

    Essa é somente algumas das muitas técnicas utilizas por terapeutas de casais para orientar seus pacientes a obterem uma melhor qualidade física e mental juntos.

    Considerações Finais

    O ser humano tem tudo o que precisa para ser feliz. Quando decide se unir ao outro, através do casamento deve estar consciente do grande passo que está dando. Com a chagada dos filhos a responsabilidade fica ainda maior, por isso é necessário uma boa dose de tolerância e muito amor para conseguir levar a vida a dois.

    Se o casal deixar acumular mágoas um do outro acabará tendo de resolvê-las em uma psicoterapia de casal.

    Para que isso não precise acontecer basta que sejam francos um com o outro e estejam sempre colocando a comunicação em primeiro lugar na relação dos dois.

    Salete Dias

    Fonte: http://casamento.culturamix.com/

O que é terapia!?

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 17h46

Sheila Soares
Psicóloga

Os Benefícios da Terapia Psicológica

A terapia psicológica ou psicoterapia consiste em uma série de técnicas para o tratamento da saúde mental, emocional e algumas doenças psiquiátricas. A psicoterapia ajuda o paciente a compreender o que deixa feliz ou ansioso, bem como o auxilia a aceitar os seus pontos fortes e fracos.

Na terapia psicológica as pessoas podem identificar seus sentimentos e modos de pensar para que consigam lidar melhor com eles em situações difíceis. Simplesmente, a psicoterapia visa aliviar o sofrimento psicológico através da fala do paciente com seu psicoterapeuta, ao invés de ingerir somente medicamentos.

Como Funciona a Terapia Psicológica?

A terapia psicológica ou psicoterapia é comumente usada para ajudar a resolver problemas psicológicos que se acumularam ao longo dos anos do indivíduo. Ela só funciona se uma relação de confiança for construída entre o paciente e o psicoterapeuta.

O tratamento pode continuar por vários meses e até mesmo anos. A psicoterapia pode ser praticada somente com um paciente, em pares, e até mesmo em grupos. Geralmente, as sessões ocorrem uma vez por semana, de acordo com a necessidade da pessoa, e dura cerca de 50 a 60 min.

Tipos de Psicoterapia

Algumas pessoas acreditam que a psicoterapia é baseada somente em falar com o psicoterapeuta ou grupo de pessoas com problemas semelhantes. Existem formas de psicoterapia que também utilizam outras formas de comunicação, incluindo a escrita, arte, teatro, história narrativa ou música.

As sessões terapêuticas acontecem dentro de um encontro estruturado entre um psicoterapeuta qualificado e um paciente ou um grupo. A base teórica da psicoterapia começou no século XIX com a psicanálise, e desenvolveu-se significativamente desde então.

Formas de Atuação do Psicoterapeuta

Um psicoterapeuta pode ser um terapeuta de casal, e da família, ou somente atender somente um individuo, e pode atender crianças, jovens ou adultos, conforme sua especialização. Um terapeuta psicanalista pode ser graduado em psicologia ou psiquiatria.

Um dos principais problemas da psicoterapia, de acordo com especialistas, é que o cliente deixa de vir às sessões. Estudos científicos revelam que quando os pacientes fazem psicoterapia para problemas relacionados à depressão muitos deles acabam desistindo, se não houver a interação com os medicamentos antidepressivos.

Os psicólogos geralmente tentam reduzir angústia do indivíduo como resultado de problemas de relacionamento humano, e não como resultado de um distúrbio particular. Um psicólogo especializado em psicoterapia, geralmente considera o contexto mais amplo das relações dentro de uma família ou no trabalho.

Os psiquiatras tendem a ter uma abordagem mais voltada para a saúde mental e estão mais inclinados a prescrever medicamentos para aliviar o problema apresentado pelo paciente. Esta é uma diferença entre a abordagem geral de um psicólogo e de um psiquiatra, no entanto, há muitos psiquiatras que também utilizam a psicoterapia.

Muitos psicólogos comentam que as abordagens médicas costumam ver angústia como um sintoma de uma doença da mesma forma que eles veem um sinal ou sintoma de problemas físicos, doenças e condições. Portanto, um psiquiatra ou talvez um neurologista irá vincular um diagnóstico de, por exemplo, o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), depressão, com a prescrição de medicamentos específicos, bem como possíveis intervenções psicológicas.

Muitos estudos têm demonstrado que os tratamentos mais eficazes para doenças mentais e distúrbios psicológicos, especialmente a depressão, envolvem uma combinação de ambos os medicamentos e psicoterapia. Estas pesquisas demonstraram que uma combinação de psicoterapia e medicamentos antidepressivos parece ser o tratamento mais eficaz para indivíduos portadores de depressão.

O Que a Psicoterapia Trata?

A psicoterapia pode ser utilizada para o tratamento de vários problemas diferentes. Alguns sozinhos, e outros em combinação com alguns medicamentos. Os mais comuns são: depressão; ansiedade; distúrbio pós-traumático; baixa autoestima; transtorno de ansiedade, incluindo fobias;

crises emocionais; problemas conjugais; conflitos familiares; transtorno obsessivo-compulsivo; transtornos de personalidade; alcoolismo; vício em drogas; problemas decorrentes do abuso de crianças; problemas comportamentais; transtorno bipolar (em combinação com drogas); esquizofrenia (em combinação com drogas).

Quais São os Benefícios da Psicoterapia?

Segundo especialistas, o mais importante na psicoterapia é o sucesso do cliente, e não o do terapeuta. Participar de uma psicoterapia oferece uma série de benefícios para o paciente. Geralmente é útil ter alguém que realmente o compreenda.

A terapia pode dar ao indivíduo uma nova perspectiva sobre um problema difícil e direcioná-lo para uma solução. A maioria dos pacientes vai dizer que os benefícios da psicoterapia incluem:

  • - Ser capaz de compreender melhor a si mesmo e seus objetivos pessoais e os valores;
  • - Desenvolver habilidades cujo objetivo é melhorar os relacionamentos interpessoais;
  • - A psicoterapia pode auxiliar o paciente a superar alguns problemas, como um transtorno alimentar, depressão ou ansiedade;
  • - A obtenção de uma solução para os problemas e preocupações é que fazem o paciente solicitar uma psicoterapia.

Quais São As Desvantagens de Psicoterapia?

  • - Alguns clientes podem achar que os resultados do tratamento estão provocando mudanças emocionais e de comportamento que não esperavam, ou não queriam.
  • -Algumas pessoas não gostam de ter que reviver os eventos desagradáveis de suas vidas (nem todas as técnicas de psicoterapia pedem ao paciente para fazer isso).

 Fonte: http://saude.culturamix.com

Tipos de terapia e suas características.

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 17h38

Sheila Soares
Psicóloga

Descubra qual terapia é ideal para você

Se você quer saber o que é psicoterapia ou precisa dela, aqui vai uma lista das modalidades para escolher uma para chamar de sua.

 

Terapia é mais ou menos como massagem: para cada tipo de problema tem uma específica. Mas alto lá. Não se pode dizer que um tipo de terapia é melhor que a outra. "Da mesma forma que não podemos comparar um conto com um romance e dizer que um gênero é melhor do que o outro, não devemos também comparar as várias modalidades de psicoterapia. Elas são diferentes, apenas isso", explica a psicóloga Silvia Franchetti, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo.

Tão importante quanto qualquer forma de medicina, a psicoterapia também visa o seu mais profundo bem-estar, com uma série de técnicas para tratar da saúde mental e emocional. Os tratamentos ajudam os pacientes a compreender melhor o que os deixa ansiosos ou insatisfeitos, e também a aceitar seus pontos positivos e negativos. Quando você consegue identificar seus sentimentos e formas de pensar, fica mais fácil lidar com as situações adversas. Aqui você descobre quais são as principais linhas e de que forma elas ajudam as pessoas. Encontre a sua para conseguir se encontrar.

Quem sou eu?

Você está meio perdida. Tem dias que acorda sentindo-se o último biscoito recheado do pacote, gostosa e desejada por todos. Em outros é a última bolacha murcha do saquinho, aquela que se joga no lixo sem pena, sem dó. Seu caminho talvez seja deitar-se no divã do velho Freud. O objetivo da psicanálise não é resolver os problemas de ordem prática, mas oferecer autoconhecimento e exploração do inconsciente. "É indicada para pessoas maduras, sem problemas urgentes e desejosas de aprofundar o conhecimento de seu inconsciente", explica Ryad Simon, psicanalista da Universidade de São Paulo. Durante seus 50 anos de experiência, Ryad se especializou no tratamento de pessoas com dificuldades de adaptação e de personalidade, que precisam de um exame profundo do inconsciente para descobrir a origem do problema. A psicanálise não tem tempo de duração. Afinal, se a pessoa quer se conhecer melhor, deve fazer isso durante a vida toda. Podem ser realizadas de duas a cinco sessões por semana.

Que problemas ajuda a resolver: Sensação de não-adaptação, desvios de personalidade.

Sonho, logo existo

Você tem a sensação de que é uma farsa? É boazinha com todos, sendo que, muitas vezes, tem vontade de explodir feito um big bang. Se entope de trabalho e, na sua essência, quer uma casa no campo para compor muitos rocks rurais. A terapia junguiana - desenvolvida por Carl Jung, ovelha desgarrada dos seguidores de Freud - ajuda a pessoa a resgatar o que é próprio do seu temperamento e do qual ela foi se distanciando. À medida que a essência é recuperada, aparece de bônus a autoestima, o bem-estar, a confiança em si. A principal ferramenta para chegar ao inconsciente e descobrir o que a pessoa quer - muitas vezes nem ela mesma sabe - são os sonhos. Por isso eles são bastante explorados nas sessões. O número delas varia de acordo com o diagnóstico do paciente, e vai de uma a quatro por semana, no geral. Também não tem tempo determinado para acabar.

Que problemas ajuda a resolver: Timidez, fobias, depressão, síndrome do pânico, insegurança, nervosismo, ansiedade, agressividade.

Que tragédia!

Pois é, por mais que a gente tente se proteger com arruda na carteira, problemas acontecem e deixam sequelas. Pode ser a perda de um ente querido, um sequestro relâmpago... Traumas também podem ser causados por situações menos graves, como ser reprovado num teste. Coisas que deixam as pessoas paralisadas. Para lidar com esses casos, a mais indicada é a EMDR (eye movement desensitization and reprocessing, ou dessensibilização e reprocessamento por meio dos movimentos oculares). A técnica inclui realizar movimentos oculares - com a mente sempre no que está perturbando - e ouvir estalos de dedos feitos pelo terapeuta. Pode parecer meio esquisito, coisa de série policial americana, mas a EMDR é capaz de alterar a resposta cerebral ao stress pós-traumático. "A duração varia conforme o problema. Por exemplo, se alguém sofreu um acidente de carro e tem dificuldades em dirigir, trata-se de um trauma isolado que se resolve em poucas sessões. Mas, se isso está conectado com outros episódios na vida, pode demorar mais", diz a psicóloga Silvana Faria, especializada em EMDR.

Que problemas ajuda a resolver: Stress pós-traumático causado por estupro, assalto, sequestro, desavenças, luto.

O problema está aqui, e agora

Se você acredita nessa frase, a gestalt provavelmente é o tipo de psicoterapia mais indicado. Você não abre a boca durante uma reunião de trabalho porque era reprimida na escola. Faz sentido. Mas a solução não está no passado, e sim no presente, em agir em vez de criar teorias. A segunda ideia central é que a pessoa está enredada em uma teia de relacionamento com todas as coisas. Só podemos nos conhecer com relação a elas. Durante as sessões, o terapeuta pode pedir ao paciente que visualize um acontecimento, como ele se sentiu e até reviver diálogos. Isso ajuda a ter um panorama mais claro. Lida também com sintomas. Por que será que a dor de cabeça aparece sempre que seu marido quer transar?

Que problemas ajuda a resolver: Transtornos de humor, alimentares, ansiedade, compulsões, vício em droga, esquizofrenia.

Minha família é um teatro

Autoestima no pé, medo da solidão como o vampiro tem de alho, dificuldade em se afirmar... Durante muito tempo acreditou-se que tudo isso era culpa dos pais. Hoje já se sabe que não é bem assim, mas eles também não são totalmente inocentes, nem os irmãos, o marido, a cunhada. A terapia familiar sistêmica foca nas interações entre as pessoas mais próximas. Por exemplo, o terapeuta usa a técnica para descobrir por que a paciente está tão incomodada com as notas baixas do filho na escola. Será que era subestimada quando ela própria entregava o boletim em casa? "O principal diferencial dessa terapia é a parte prática. À medida que o paciente evolui, o terapeuta dá tarefas para que ele execute fora das sessões", explica a psicóloga Lana Harari, de São Paulo. O tratamento pode levar de alguns meses a alguns anos.

Que problemas ajuda a resolver: Baixa autoestima, insegurança, conflitos familiares.

Eu não vou conseguir...

Eu nunca vou conseguir... passar naquele concurso público, perder 7 kg, arrumar um namorado, e por aí vai. Mas não vai conseguir por quê? Essa é a pergunta que a terapia cognitiva tenta responder. "Ela ajuda as pessoas a perceberem as distorções ou crenças que têm sobre si mesmas, sobre as outras pessoas, sobre o mundo, sobre o futuro", diz Bernard Range, professor de pós-graduação em psicologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em resumo, o terapeuta cognitivo trabalha com o paciente desafiando as crenças negativas que ele tem sobre si mesmo. Se essa falha de percepção for corrigida, então seu estado melhora. "Por que você acha que não consegue emagrecer? Não merece sentir-se magra. Ou tem alguma vantagem de estar acima do peso" são o tipo de questionamentos que ele costuma fazer. O tratamento dura até seis meses. Dentro da terapia cognitiva, há a cognitivo- comportamental. "Ela trabalha com tarefas feitas entre as consultas, que contribuem para o êxito do trabalho", explica a psicóloga Ângela Leggerini de Figueiredo, de São Paulo.

Que problemas ajuda a resolver: Transtornos de humor, alimentares, ansiedade, compulsões, esquizofrenia, vício em droga.

Estou sem tempo

Vinte minutos para o dentista, 12 para trocar o esmalte, sete para abastecer e algumas sessões para descobrir por que sua colega conseguiu a promoção que deveria ser sua. Esse é um caso para psicoterapia breve, normalmente de curta duração, uma forma de resolver problemas mais específicos e pontuais ou para sair de uma crise emocional aguda. Em um número reduzido de sessões, o terapeuta conhece o paciente e investiga vários aspectos de sua vida e personalidade. "Um dos principais fatores que agilizam a solução do problema é o fato de a terapia ter prazo para terminar. Mesmo na vida cotidiana, os prazos aceleram os processos", explica a psicóloga Silvia Franchetti, da Unicamp. Esse tipo de terapia só é eficiente se a pessoa estiver bastante motivada, com vontade de mudar. A duração média do tratamento é de seis meses, embora em algumas vezes não passe de 12 sessões.

Que problemas ajuda a resolver: Fobia social, depressão, transtornos alimentares, uso de drogas, baixa motivação.

Minha vida é um palco iluminado

Então, que tal encenar uma peça? Por meio do psicodrama trata-se qualquer problema com técnicas de dramatização das situações de conflito. Podem ser eventos do passado, do presente ou do futuro. É possível reviver uma situação que causou dor e resolvê-la ou encenar algo que está por vir e causa ansiedade. É também uma chance de interpretar papéis - você como chefe, esposa, mãe - com segurança para ver como se sente. Muitas vezes o trabalho pode ser feito em grupo, e o terapeuta age como um diretor. O método não é indicado para pessoas que preferem ficar sentadas, falando, ou que têm vergonha extrema de se expor.

Que problemas ajuda a resolver: Desordens sexuais, fobias, traumas, abuso de drogas, problemas de relacionamento.

Sozinha ou em grupo

Fazer psicoterapia juntamente com outras pessoas é uma possibilidade
    
A terapia em grupo já esteve mais em moda no Brasil. Hoje, não são tantos os participantes, mas ainda assim tem seus adeptos. O terapeuta pode escolher uma linha específica, como o psicodrama, ou mesclar várias. Ele sempre vai funcionar como um mediador. Normalmente o grupo é formado por seis a 12 pacientes, que podem estar reunidos ou não em torno de um problema comum. A maioria das pessoas se sente meio esquisita, no começo, em falar sobre elas mesmas para um grupo estranho, mas com o tempo isso vai sendo desfeito. Cada pessoa assume um papel no grupo: a falante, a tímida, a questionadora... Vira um grande Big Brother, só que sem câmeras. As principais vantagens são econômicas - rachar a conta não é uma má ideia, certo? - e de relacionamento, porque, além do terapeuta, outras pessoas também podem contribuir para o processo de autoconhecimento.

Você deveria procurar ajuda se...

· Preocupa-se o tempo todo com alguma coisa ou com tudo e não consegue achar uma resposta.

· Tem constantes flashbacks de experiências traumáticas.

· Está se sentindo irritada ou nervosa por um longo período.

· Sente-se deprimida ou ansiosa por mais de duas semanas.

· Os problemas ou pensamentos afetam seu sono ou habilidade de relaxar.

· Nota mudanças nos hábitos alimentares, consumo de álcool ou uso de drogas para tentar reduzir seus problemas.

· Sente falta de alguém para falar sobre seus problemas pessoais.

· Está passando por uma fase nova com a qual está sendo difícil de se adaptar, como a maternidade, mudança de emprego.

· Está insatisfeita sexualmente.

 Fonte: http://mdemulher.abril.com.br

A terapia ajudando na depressão.

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 17h30

Sheila Soares
Psicóloga

Terapia é mais eficaz do que remédio contra depressão

Falar pode ajudar casos graves da doença e ser mais eficiente do que antidepressivos

Pessoas que sofrem de depressão há muito tempo podem se beneficiar de terapia (conversa) quando outros métodos de tratamento, como o uso de medicamentos antidepressivos, não estiverem funcionando, sugere um novo estudo.

Somente nos Estados Unidos, cerca de 15 milhões de adultos sofrem de transtorno grave de depressão – casos severos da doença, que duram mais de duas semanas – segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental do país. A maioria das pessoas diagnosticadas com transtorno grave de depressão recebe a prescrição de antidepressivos, ao invés de irem direto para a terapia, explicou Ranak Trivedi, principal autora do estudo realizado pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Washington.

Ela afirma, porém, que aproximadamente metade destas pessoas não se sentirá melhor depois de iniciar o tratamento com a medicação. 

Os manuais médicos oferecem algumas opções para tratar pacientes que não respondem aos primeiros medicamentos antidepressivos. O médico pode adicionar um novo remédio ao primeiro, ou trocar a medicação por completo. Muitas vezes são necessárias diversas tentativas até encontrar a medicação que irá ajudar o paciente a se sentir melhor. O médico também pode indicar a terapia tanto como tratamento complementar ou como substituto da medicação.

Entretanto, “embora os manuais sugiram que existem quatro formas de tratar pacientes que não respondem ao primeiro tratamento, costumamos optar pelo uso de medicamentos”, disse Trivedi à Reuters Health.

Para avaliar a eficácia da terapia em oposição ao uso de diferentes antidepressivos, Trivedi e sua equipe revisaram uma séria de sete estudos envolvendo aproximadamente 600 adultos como transtorno grave de depressão, que não tinham tido melhoras com o uso de medicação.

Cada um dos estudos funcionou como um “ensaio aleatório”, ou seja, médicos e pacientes não tiveram poder de escolha sobre cada tipo de tratamento a ser adotado; ao contrário, pacientes receberam diferentes tratamentos aleatoriamente. Este é o tipo mais confiável de estudo.

Os resultados, publicados no Journal of General Internal Medicine, foram favoráveis de forma geral. Alguns deles apontaram que os pacientes se beneficiaram mais da combinação terapia/medicação do que somente do uso de medicamentos. Outros mostraram que a terapia foi benéfica tanto como forma complementar quanto como único tipo de tratamento, mas nem tanto quanto trocar a prescrição do paciente ou usar medicamentos complementares.

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que a terapia através da conversa pode ser promissora para aqueles que não vêem melhora com o uso de medicamentos.

Ao tornar-se mais claro que a primeira tentativa de um antidepressivo pode não funcionar para muitos pacientes, “aparentemente precisamos prestar mais atenção a toda essa variada gama de tratamentos para aqueles que não respondem às primeiras tentativas de medicação”, disse o Dr. Michael Thase à Reuters Health. O psiquiatra da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia participou em alguns dos estudos que sugerem que a terapia pode ser benéfica (Entretanto, ele não participou do estudo de Trivedi). 

Fator preço

Para alguns pacientes, porém, o acesso à terapia é mais difícil e caro do que o uso de medicamentos, que se tornaram mais baratos com a entrada dos genéricos no mercado. Segundo dados da Wolters Kluwer Solutions, relatados na publicação americana Consumer Reports, em agosto de 2010, o custo médio da dosagem mensal de antidepressivos era de apenas US$19 (R$34, em janeiro/2011) no caso da fluoxetina (forma genérica de Prozac), US$26 (R$46, em janeiro/2011) da sertralina (Zolof) e US$35 (R$62, em janeiro/2011) do citalopram (Celexa).

A terapia custa mais do que a medicação, pelo menos em curto prazo. E os planos de assistência médica costumam impor limitações aos reembolsos. Mas, Trivedi afirma que, em longo prazo, a terapia pode realmente valer o seu custo. “Pacientes sob uso de antidepressivos acabam tomando este tipo de medicamentos a vida inteira”, disse ela. Já a terapia costuma ocorrer por alguns meses, ou, às vezes, por alguns anos, e é interrompida quando os sintomas desaparecem.

Thase diz que a conclusão é que a escolha do tratamento deve girar em torno da preferência do paciente. Nos estágios iniciais de depressão crônica, “o tratamento (ou a combinação de tratamentos) desejado deve ser escolhido e mantido. Se não são observadas melhoras depois de três meses, aí então devemos considerar outra opção”.

Trivedi concorda que pessoas que sofrem de depressão devem tentar estar em harmonia com o tipo de ajuda que necessitam e gostariam de receber e não perder as esperanças de melhorar. Ela diz que aqueles que sofrem de depressão crônica não devem desistir. “Se você não sentir-se melhor com o primeiro tipo tratamento, você não é o único”.

Por Genevra Pittman

Tradução: Claudia Batista Arantes

Fonte: www.saude.ig.com.br

 

Dúvidas sobre a terapia.

Sexta, 31 de Janeiro de 2014, 17h24

Sheila Soares
Psicóloga

São vários os motivos que levam uma pessoa a iniciar uma psicoterapia, afinal, é uma ferramente que ajudar a enfrentar fases difíceis na vida, é recomendada para tratar problemas de saúde (como depressão, pânico e ansiedade) ou usada para o autoconhecimento. Mas uma das principais dúvidas diz respeito à alta. Só o terapeuta pode concedê-la? Mas e se o paciente não estiver com vontade de continuar, como agir? Para elucidar essas e outras perguntas, veja respostas para questões comuns sobre o tema:   

1. Existe um período pré-determinado para o paciente receber a alta?

Não. Isso varia de pessoa para pessoa. "Existem mais de 500 tipos de terapias diferentes, entre clássicas, alternativas e modernas. Cada paciente é único e, por isso, é praticamente impossível determinar quanto tempo o tratamento vai demorar", explica Carla Luciano Codani Hisatugo, coordenadora do curso de Psicologia da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo).
 
As terapias breves, indicadas para questões pontuais, como luto ou divórcio, costumam envolver um período que vai de três meses a um ano, mas o processo pode demorar mais do que o previsto e ter continuidade (às vezes, com outro profissional).


2. Somente o psicoterapeuta pode dar alta ao paciente?

"Em tese, sim. Mas todo paciente tem autonomia para interromper a terapia quando não estiver se sentindo confortável com as sessões, seja qual for o motivo", afirma Luiz Eduardo Berni, conselheiro do CRP-SP (Conselho Regional de Psicologia de São Paulo). 
 

3. A alta pode ser dada de uma hora para outra?

Segundo a psicóloga Maria Lúcia de Souza Campos Paiva, do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), o desligamento costuma ser gradual. "Afinal, é formado um vínculo entre paciente e terapeuta que não deve ser cortado abruptamente. Tudo depende da linha de trabalho seguida, mas o recomendável é que o profissional sinalize que vai dar alta em dois ou três meses e que, depois desse período, ambos combinem pelo menos uma sessão de retorno, para acompanhamento", declara Maria Lúcia.
 

4. Qual é o principal motivo que leva alguém a querer desistir da terapia?

Segundo Carla Hisatugo, da Umesp, a falta de empatia com o profissional costuma ser a razão número um. "As pessoas procuram a terapia ou são encaminhadas para fazer esse tipo de tratamento quando estão atravessando um sofrimento muito grande. Se não se sentem compreendidas, é comum desejarem abandonar o processo", comenta a docente.

O problema é que, apesar do livre-arbítrio, a desistência não é aconselhada para portadores de transtornos de comportamento como depressão, ansiedade, esquizofrenia e problemas de humor, por questões que envolvem a saúde e a própria vida dos pacientes.
 

5. A falta de empatia com o terapeuta não seria uma espécie de "desculpa" para não entrar em contato com determinados problemas?

Em alguns casos, sim, por isso o terapeuta precisa ter a sensibilidade de não forçar o paciente a nada. Indicar outro profissional pode ser uma boa ideia. É preciso levar em conta, ainda, que muita gente tem uma visão fantasiosa das sessões e acha que o profissional é um ser capaz de resolver todas as suas dores e preocupações.

"O especialista deve deixar claro desde o início que quem vai descobrir as respostas é o próprio paciente e que ele apenas apresentará as técnicas e ferramentas para isso", afirma Carla. Toda e qualquer impressão, negativa ou positiva, deve ser sempre levada ao terapeuta, sem medo de julgamentos –o paciente deve saber que julgar não é o papel do especialista.
 

6. O incômodo provocado pela abordagem de determinadas questões durante as sessões também pode causar a vontade de parar?

Sim. Para muitos indivíduos, o desejo de interrupção aparece justamente quando ela se torna mais necessária e esclarecedora –quando a pessoa começa a entrar em contato com suas emoções mais profundas e fica perto de descobrir coisas importantes sobre si mesma.

"Algumas pessoas também pensam em desistir quando percebem que vêm falando sempre sobre o mesmo assunto durante as sessões. Essa repetição é uma parte fundamental da terapia e deve ser discutida com o terapeuta", diz Maria Lúcia, da USP. "Existem, ainda, aqueles que são imediatistas e mostram descontentamento com a demora do processo. Por isso, o profissional, logo na entrevista que antecede o início das sessões, deve explicar muito bem o modo como trabalha e como os objetivos serão alcançados", explica Luiz Eduardo Berni.
 

7. O terapeuta deve convencer o paciente a manter o tratamento?

Não se trata de convencer, mas de os dois, juntos, avaliarem quais são os prós e os contras de encerrá-lo. Algumas pessoas, mesmo depois de alcançarem seus objetivos com a terapia, optam por dar continuidade às sessões para controlar o estresse, para ter um cotidiano mais leve e equilibrado.
 

8. É possível "dar um tempo" na terapia?

Sim. Segundo Luiz Eduardo Berni, do CRP SP, não é raro que alguns pacientes precisem de um certo distanciamento do processo psicoterápico e do próprio terapeuta para elaborar e organizar algumas questões internas que vêm lhe incomodando. "Pedir um tempo não uma ruptura. O paciente se sente acolhido e tranquilo porque sabe que pode voltar ao consultório assim que se sentir pronto", conta o especialista.
 
Fonte: http://uol.com.br

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Ensaio teórico sobre o Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPOC) como complemento à um curso que montei.

Uma análise cognitivo-comportamental do transtorno da personalidade esquizóide:implicações para avaliação e tratamento

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Terapia Cognitivo-Comportamental:um caminho promissor para a superação da fobia social

Estudo exploratório que investiga os fenômenos da timidez e da fobia social, além de métodos de avaliação e intervenção para este transtorno.

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A satisfação em realizar sonhos de noivas e debutantes .

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