Conheça o Programa Escolha Certa Orientação Profissional

Quinta, 21 de Agosto de 2014, 01h56

Aline Dias
Psicóloga

Sobre:
Visa contribuir em diversos âmbitos no processo do adolescer. Assim como Orientação Profissional de jovens e outros trabalhos.


Descrição:
O programa Escolha Certa é composto por profissionais da psicologia que visam contribuir em diversos âmbitos no processo do adolescer. A adolescência é uma passagem delicada e conflituosa, num tempo onde deixar de ser criança se entrelaça às aspirações e interrogações da fase adulta.
O grupo Escolha Certa foi pensado e criado ao se observar o comportamento adolescente, suas dificuldades, sua relação com os adultos e a angústia vivida nesse momento pelo adolescente e a todos aqueles que com eles trabalham ou convivem.
Ao adolescente cabem muitas responsabilidades nesse momento de transição, assim como pensar qual será a sua profissão futura ou em maneiras de se ingressar no mercado de trabalho hoje.
Aos pais ou responsáveis, professores, orientadores profissionais e demais profissionais que atuam na educação é importante entender: o que faz com que a adolescência ser tão difícil? Como agir com eles nesse momento de crise? Qual é a melhor forma de lidar com eles no cotidiano?
Pensando nessas dificuldades, o grupo de psicólogos oferece serviços voltados a orientação profissional, orientação ao primeiro emprego, acompanhamento psicológico, palestras e conversação.

Metodologia de trabalho:

- Orientação Profissional

A Orientação Profissional visa ajudar o orientando a tomar suas próprias decisões em relação à sua carreira ou profissão. Dessa forma o trabalho desenvolvido se baseia em entrevistas individuais e coletivas, jogos vocacionais, técnicas grupais e testes psicológicos envolvendo a avaliação dos interesses profissionais e maturidade na escolha profissional. Autoconhecimento e consciência do mundo do trabalho são os dois eixos centrais a serem trabalhados.

- Acompanhamento psicológico

Psicoterapia realizada com crianças, adolescentes e adultos.

- Orientação ao primeiro emprego

Orientação quanto a: elaboração de currículos, a busca por vagas de emprego, comportamentos adequados em processos seletivos, realização e correção de testes psicológicos, simulação de entrevistas e dinâmicas de grupo, dicas de marketing pessoal e feedback de todos os processos.

- Palestras

Dirigida a pais ou responsáveis, alunos, professores e demais equipes de profissionais da educação, tem como intuito discutir questões referentes à vida do jovem. Os temas podem ser decididos de acordo com as necessidades e interesses do grupo a ser trabalhado.

Sugestões de temas:

Como agir com um adolescente difícil?
Terminei o Ensino Médio, e agora?

- Conversações

É um método de discussão que possibilita aprofundar o diálogo sobre diversos temas, com a participação democrática. Possibilitando troca de experiências com pessoas que estão vivenciando a mesma situação, sob a coordenação de profissionais capacitados.

- Público Alvo

Adolescentes, pais ou responsáveis, professores, orientadores educacionais e demais equipes de profissionais da educação.

- Custos e recursos

O trabalho pode ser conduzido no consultório de psicologia ou no espaço das escolas que solicitarem o serviço. No caso de parcerias com as escolas, é de responsabilidade da mesma:
• Divulgar o trabalho para todos os alunos distribuindo material informativo da proposta (que será providenciado pelos profissionais de psicologia);
• Em caso de palestras e/ou conversação, providenciar um espaço que permita a realização do trabalho.

O custo de serviço prestado deverá ser consultado diretamente com os profissionais.

Profissionais

Aline Augusta Silveira Dias
CRP – 04/38953
Psicóloga graduada pela Faculdade Pitágoras de Uberlândia, especializando em Clínica Psicanalítica em Extensão pelo IPGU.

Daniele Frison de Moraes Rocha
CRP - 04/37388
Psicóloga graduada pela Faculdade Pitágoras de Uberlândia, especializando em Clínica Psicanalítica em Extensão pelo IPGU.

Pedro Henrique de Oliveira Costa
CRP – 04/40143
Psicólogo graduado pela Faculdade Pitágoras de Uberlândia.

Contato

www.facebook.com/escolhacertaorientacao

(34) 9178-5295 / (34) 9697-4681

Av.: Floriano Peixoto, 386 - sala 203 - Centro

Uberlândia / MG

 

Atendimento à Gestante

Terça, 19 de Agosto de 2014, 22h27

Tatyana SantAnna Reis
Psicóloga

 

Entendendo que o cuidado e a atenção à criança começam muito antes do seu nascimento, é preciso que a gestante também receba todo apoio e orientação neste momento de tantas transformações. Durante sua especialização, a psicóloga Tatyana Reis teve oportunidade de participar de grupos de gestantes vivendo com HIV/AIDS, gestantes de alto risco internadas, gestantes que perderam seus bebês e gestantes que receberam a notícia de alguma má formação do bebê. São momentos delicados da vida da mulher em que é preciso ter apoio, orientação e contar com apoio especializado. O apoio da família é muito importante, mas sabemos que é muito difícil suportar o sofrimento de um ente querido, e é por isso que o trabalho do psicólogo se faz importante principalmente no acolhimento das angústias e elaboração das questões que se desdobram a partir deste momento.
Tatyana Reis passou pelo curso de aleitamento promovido pelo HUPE/UERJ e pelo Banco de Leite do IFF/FIOCRUZ, referência nacional em orientação ao aleitamento materno, com a finalidade de orientar melhor as gestantes diante das dificuldades de aleitamento e da relação mãe-bebê que se estabelece durante este momento.

A importância dos limites para as crianças.

Terça, 12 de Agosto de 2014, 15h57

Sheila Soares
Psicóloga

Educação dos filhos: A importância de impor limites.

No passado havia uma distância muito grande entre pais e filhos, a educação era muito rígida e severa, composta por limites castradores e, não raramente, castigos corporais e humilhantes. Com o tempo, felizmente, muitas mudanças se operaram nessa relação e os pais gradualmente foram se aproximando de seus filhos.

O problema é quando os pais se tornam antirrepressivos e têm dificuldades para impor limites aos filhos. Então deixam que seus filhos façam o que querem, passem da conta e se tornem indisciplinados e arredios a qualquer determinação dos adultos. Do autoritário ao permissivo, dois comportamentos radicais e nocivos para a educação.

Atenção

Crianças e adolescentes sem limites, não se sentem amados. É algo como um sentimento de que os pais não se importam com eles, já que não se importam com o que eles fazem. Inseguros afetivamente usam do mau comportamento para chamar a atenção dos pais. Segundo o psiquiatra Içami Tiba, em seu livro 'Disciplina, limite na medida certa':"Uma criança satisfeita dá liberdade para os pais. Estando insatisfeita, exige atenção o tempo inteiro".

Ação conjunta

É imprescindível que os pais ajam em sintonia na educação dos filhos; o casal precisa planejar as orientações que eles deverão seguir. Isso fará com que os filhos sintam uma confiança inabalável, assim, irão crer que podem contar com o amor e o apoio dos pais. Essa ação conjunta é sentida pelos filhos como expressão da grande importância que eles possuem na vida dos pais.

Medida certa

Bom senso é sempre a medida certa e é fundamental na educação. Segundo Içami Tiba, no livro citado acima: "O leite alimenta o corpo. O afeto, a alma. Criança sem alimento fica desnutrida. Criança sem afeto entra em depressão". Crianças que ficam soltas demais tendem a se perder, a ficar sem referência. Assim, muito carinho aliado a um tratamento disciplinador, com limites claros e bem estabelecidos promove a segurança emocional que os filhos precisam.

Confiança

O filho precisa ser convencido de que é amado e a disciplina é uma grande ferramenta. Estabelecendo regras, rotinas e desenvolvendo um vínculo saudável com os filhos, eles entenderão que não terão que apelar para revolta no sentido de chamar atenção e ganhar afeto. Dessa forma, não se sentirão ainda tentados a usar de meios autodestrutivos para chamar a atenção, tais como os vícios de modo geral. A confiança, juntamente com o amor, é o elo que deve prevalecer na relação pais e filhos.

Assertividade

Num momento os pais dizem "sim", em outros "não"; primeiro aceitam, depois mudam de ideia. Os filhos não entendem porque uma hora podem e outra não e passam a desrespeitar as determinações dos pais. Os limites fazem parte da construção de todo indivíduo, mas os pais precisam estar atentos para utilizá-los de forma assertiva.

Os limites ajudam a formar a estrutura da personalidade dos filhos e, por tamanha importância, devem ser aplicados com todo cuidado. Mas nisso existe outro fator relevante, os pais nunca devem se esquecer de que os filhos aprendem por imitação e, portanto, eles devem exemplificar os limites que impõem. Coerência é fundamental!

Fonte: www.familia.com.br 

Quer saber sobre algum assunto ou tema que não foi publicado? Mande sua sugestação por mensagem no site que o mais breve possível irei publicar o assunto.

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Segunda, 11 de Agosto de 2014, 20h02

FERNANDO SANTOS
CONSULTOR EMPRESARIAL

Supremo julgará fator previdenciário

Quinta, 07 de Agosto de 2014, 10h00

Thiago Luis Bernardes
Advogado

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar amanhã processo que discute a metodologia de cálculo do Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) - atual Riscos Ambientais do Trabalho (RAT). O seguro, que garante uma reparação ao trabalhador em caso de acidente, é bancado pelas empresas.

A ação foi proposta pela empresa Komatsu Forest Indústria e Comércio de Máquinas Florestais, que alega que é inconstitucional o artigo 10 da Lei nº 10.666, de 2003, que instituiu o Fator Acidentário de Prevenção (FAP). O mecanismo - regulamentado pelo Decreto 6.957, de 2009 - foi adotado para aumentar ou reduzir as alíquotas da contribuição, que variam entre 1% a 3%, a depender do grau de risco das atividades desenvolvidas.

O FAP varia de 0,5 a 2 pontos percentuais, o que significa que a alíquota do SAT pode ser reduzida à metade ou dobrar, chegando a 6% sobre a folha de salários. "Com o FAP, quem onera mais [a Previdência Social] paga mais", afirma a advogada Letícia Prebianca, do escritório Siqueira Castro Advogados.

No processo, a Komatsu Forest alega que o dispositivo da Lei 10.666 é inconstitucional por deixar a cargo de atos do Ministério da Previdência Social o aumento da alíquota. O percentual do FAP é publicado anualmente por meio de portarias.

Para o advogado Fábio Calcini, do Brasil Salomão e Matthes Advocacia, a Constituição determina que a majoração de alíquotas de tributos seja feita apenas por meio de leis. A disposição consta no artigo 150, que veda à União, aos Estados e aos municípios "exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça".

Calcini, que defende a Associação Brasileira das Indústrias Saboeiras e Afins (Abisa), que atua como amicus curiae na ação, afirma ainda que a Lei nº 10.666 não deixou claro quais os critérios para a majoração da alíquota. "Esses critérios deveriam estar detalhados na lei, para dar a segurança de que as regras do jogo não serão mudadas de uma hora para a outra", diz.

Para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), entretanto, o tema já foi debatido antes pelo Supremo, que entendeu que esse tipo de alteração não precisaria passar pelo Legislativo. O posicionamento teria sido proferido em 2003, quando a Corte reconheceu a constitucionalidade do próprio SAT. Na época, questionava-se se a lei que criou o seguro delegou a atos do Executivo a definição de grau de risco para o enquadramento das empresas.

"Se a empresa fosse fazer um seguro privado, com certeza pagaria mais se tivesse um número maior de acidentes", diz a procuradora Cláudia Trindade, coordenadora da Atuação da PGFN perante o Supremo.

Procurada pelo Valor, a Komatsu preferiu não se manifestar.

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Isenção do IPI na Revenda de Produtos Importados

Quarta, 06 de Agosto de 2014, 16h04

Thiago Luis Bernardes
Advogado

Isenção do IPI na Revenda de Produtos Importados

Não é novidade para o empresário brasileiro que a carga tributária é alta, a ponto de inviabilizar por muitas vezes a atividade empresarial, razão pela qual deve estar atento às mudanças na legislação e nas decisões judiciais que tratam deste tema.
Um dos tributos que incidem na atividade empresarial da indústria é o IPI, que é o Imposto Sobre Produtos Industrializados que, segundo a legislação que o regulamenta, possui três hipóteses de incidência: (i) desembaraço aduaneiro de produtos industrializados, quando de procedência estrangeira; (ii) a saída dos produtos industrializados dos estabelecimentos e (iii) a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão.
Relativamente ao item “i”, que trata da incidência do IPI no desembaraço aduaneiro de produtos industrializados, uma questão controversa afeta diretamente o bolso do empresário: a cobrança deste Imposto também quando há revenda no mercado nacional deste produto importado.
Assim sendo, o empresário que importa produtos para revendê-los no mercado interno, terá dupla tributação pelo IPI: uma quando ele importa os produtos, no momento do desembaraço aduaneiro e outra quando ele revende este produto no mercado interno, mesmo que não tenha havido qualquer modificação no produto.
O argumento da Fazenda Nacional para cobrança deste tributo também na revenda no mercado interno é a necessidade de igualá-los aos produtos produzidos no Brasil e aqui vendidos, haja vista que sobre estes há a incidência do IPI.
Dessa forma, a Fazenda Nacional cumpriria a função de equalizar a carga tributária a incidir sobre produtos de procedência estrangeira, visando igualá-los, quando de sua nacionalização, à incidência tributária a que estão submetidas as mercadorias em território nacional.
No entanto, uma enxurrada de ações judiciais contestando essa dupla cobrança de IPI (no momento do desembaraço aduaneiro e no momento da revenda no mercado interno) tomou conta dos tribunais do nosso país, porque os empresários entendem que essa forma de tributação afeta dos princípios estabelecidos na Constituição e nas legislações tributárias e objetivaram recuperar os valores pagos a maior nos últimos 05 (cinco) anos, bem como a possibilidade de não pagar este tributo no futuro.
Além da inexistência de fundamentação legal expressa para esta cobrança, o que já representa uma afronta ao princípio da estrita legalidade tributária, as empresas que se socorreram das ações judiciais para reaver os valores pagos a maior fundamentam que não há justificativa para a tributação do IPI das sociedades comerciais importadoras no momento da revenda dos produtos no mercado interno.
Ora, se a saída interna de produto nacional realizada por sociedade comercial está livre da tributação por meio do IPI, quando não destinada a indústria, não há razão para que o produto nacionalizado (depois, portanto, do pagamento dos tributos referentes à importação e ao desembaraço aduaneiro), sofra esta incidência quando a sociedade comercial importadora promover a saída de seu estabelecimento no mercado interno.
A Fazenda Nacional objetivou igualar os tratamentos tributários oferecidos às empresas que revendem produtos nacionais e importados, no entanto, acabou por discriminá-los, na medida em que criou uma exação a mais para as empresas importadoras.
Esta discussão tramitou pelos tribunais federais do país e, por se tratar de matéria afeta às demais empresas que se enquadram na mesma situação, o tema foi decidido recentemente pela 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça – STJ, que é o órgão competente para avaliar de forma definitiva a questão.
A maioria dos ministros que decidiu o tema entendeu que não é devido o IPI na revenda de produtos importados, o que na prática significa dizer que as importadoras paguem o IPI apenas no desembaraço aduaneiro. As operações subsequentes, caso não haja industrialização, não geram a necessidade do pagamento do imposto novamente.
Em que pese a decisão ter sido emanada pela 1ª Seção do STJ, ela tem reflexos diretos apenas às empresas envolvidas nas ações decididas pelo órgão, mas serve de fundamento jurídico válido e eficaz para as empresas que se enquadram nesta situação e queiram se valer da decisão judicial do STJ.
Pelo exposto, entendemos se tratar de importante discussão judicial, para todas as empresas que recolham o Imposto Sobre Produtos Industrializados sobre a revenda de produtos importados, haja vista que há forte fundamentação da jurisprudência no sentido de que estes valores são indevidos.
Este pequeno artigo não esgota a matéria, porém permite vislumbrar a possibilidade de restituição de valores pagos indevidamente à título de IPI sobre a revenda de produtos importados que não sofreram qualquer processo de industrialização, nos últimos 05 (cinco) anos, haja vista que mais esta exação impacta negativamente nas contas do empresário.

Thiago Luis Bernardes
OAB/SC 31.635

Alterações da Nova Lei do ITBI-Joinville

Quarta, 06 de Agosto de 2014, 16h03

Thiago Luis Bernardes
Advogado

Aprovada em 19 de dezembro de 2013 em meio às discussões da nova legislação do ISS (Imposto Sobre Serviços), a Lei Complementar nº 400/2013 de iniciativa do Prefeito Municipal que traz as novas regras sobre o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (“ITBI”) não gerou muita discussão entre a sociedade civil organizada e o Poder Público Municipal, porém, também trouxe importantes alterações na legislação tributária deste município.

Aqui cabe ressaltar que o ITBI é um imposto de competência municipal e que incide, como a própria denominação prescreve, sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de propriedade ou de domínio útil de bens imóveis e até então era regido pela Lei nº 2305/89.

Como forma de aumentar a arrecadação através deste tributo foi incluída nas hipóteses de incidência a transmissão inter vivos de bens imóveis pelos seguintes atos onerosos translativos ou constitutivos de direitos: (i) a servidão; (ii) a cessão de direitos à sucessão; (iii) a cessão de direito real de uso, usufruto e enfiteuse; (iv) a cessão de benfeitorias e construções em terreno compromissado à venda ou alheio; (v) a concessão, a cessão ou a extinção do direito de superfície; e (vi) a retrocessão.

Além dessas novas hipóteses de incidência previstas na nova legislação, permanece sendo objeto de tributação pelo ITBI: (i) a compra e venda, pura e simples ou condicional, e suas cessões; (ii) a dação em pagamento (iii) a permuta; (iv) as tornas ou reposições em virtude de dissolução de sociedade conjugal ou extinção de condomínio; (v) a arrematação, adjudicação ou remição; (vi) os mandatos em causa própria e (vii) as cessões de direito relativo a todos os atos que acima estão reproduzidos.

Visualizando um mercado em franca expansão no Brasil inteiro e que não é diferente em Joinville, as transmissões dos imóveis em construção para entrega futura, comumente denominados de “imóveis na planta” também passarão a ser tributadas e a base de cálculo para aplicação da alíquota será o valor venal do imóvel como se estivesse pronto. Referida inovação também se aplicam às incorporações imobiliárias em que há permuta de terreno por unidades autônomas para entrega futura.

É visível perceber que houve uma ampliação significativa no rol de hipóteses de incidências do ITBI de Joinville com a nova legislação, ao passo em que as isenções ou não incidências permaneceram quase imutáveis, com a exceção das aquisições por usucapião, que passaram a ser isentas a partir desta lei.

No que se refere ao responsável pelo recolhimento do tributo, a antiga norma estabelecia de forma simplória que o imposto era devido pelo “adquirente ou cessionário” do bem imóvel ou do direito transmitido.

A nova legislação alterou de forma significativa a responsabilidade pelo recolhimento do tributo estabelecendo que, além do adquirente ou cessionário (responsável principal), são subsidiariamente responsáveis pelo recolhimento do imposto: (i) o alienante ou cedente quando o responsável principal não recolher o tributo devido; (ii) qualquer pessoa física ou jurídica que tenham “relação pessoal e direta” com a situação que constitua a transmissão do bem imóvel; e (iii) os notários, tabeliães ou oficiais de registro público, quando não exigirem o comprovante de pagamento do imposto para transmissão do bem imóvel.

Dessa forma, através da redação aprovada pelo Poder Público, o Fisco municipal busca responsabilizar, ainda que subsidiariamente, todos os envolvidos na operação de transmissão do bem imóvel, o que até então não ocorria com a antiga legislação que estabelecia ser apenas o adquirente ou cessionário o responsável pelo pagamento do tributo.

Esta nova legislação também alterou de forma significativa a base de cálculo para sua apuração. Sabe-se que o Município já vinha considerando o valor de mercado do imóvel para aplicação da alíquota do imposto, todavia isso não estava previsto na antiga norma.

Agora, em que pese o tributo continuar sendo cobrado com base no valor venal, este foi conceituado na nova legislação como sendo “o valor pelo qual o bem ou direito seria negociado à vista, em condições normais de mercado, ao tempo da operação”, podendo ser revista antes do pagamento, mediante requerimento do contribuinte que deverá apresentar avaliação técnica por profissional qualificado (corretor de imóveis, engenheiro ou arquiteto), cumprindo os requisitos previstos no art. 10 da nova lei.

A alíquota de 2% (dois por cento) do tributo foi mantida, cabendo a exceção: (i) na aquisição de imóvel residencial financiado por mais de 5 (cinco) anos com fração de valor venal de até 1.500 Unidades Padrão Municipal (“UPM”)[1], onde a alíquota será de 0,5% (meio por cento) sobre o valor financiado.

Em que pese a legislação não mencionar a data de início da sua vigência, tampouco da sua eficácia, em respeito ao princípio da anterioridade nonagesimal, entende-se que suas disposições passam a ter validade a partir do dia 18/03/2014, quando as novas disposições precisarão ser atendidas.

Este pequeno artigo não esgota a matéria, porém permite vislumbrar a possibilidade da realização de um planejamento tributário objetivando racionalizar o pagamento do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis no município de Joinville.

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[1] UPM para março de 2014 – R$ 216,22 (duzentos e dezesseis reais e vinte e dois centavos), conforme http://www.joinville.sc.gov.br/ acessado em 26/02/2014, às 11:53hs.

Rádios unidas

Segunda, 04 de Agosto de 2014, 15h47

Roberto Silveira de Souza

Grandes emissoras de rádio uniram-se para criar um pacote de ações de valorização do meio. O objetivo é aumentar o share de rádio no bolo publicitário, hoje em 4,5%, valor considerado pequeno pelos empresários do setor. “Há uma distorção entre a audiência do meio e a sua participação no bolo”, afirma João Carlos Saad, presidente do Grupo Bandeirantes. “Há uma crise no mercado publicitário e achamos que esse era o momento de valorizar o rádio”, diz Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, presidente da rádio Jovem Pan, idealizador da ideia de unir o setor.

Empresários de emissoras como Mix, 89 FM, Gazeta, Metropolitana e Energia 97 FM, entre outras, reuniram-se nesta sexta-feira (6), em São Paulo, para falar dos entraves do meio. O setor está elaborando ações para aumentar a proximidade com as agências e com o mercado anunciante. Uma campanha, em parceria com a AlmapBBDO, está sendo produzida para levar as pessoas a ouvirem mais rádio e para pleitear mais espaço na verba dos anunciantes. “Essa é uma ação de valorização de mídia, algo que é bom para todo mundo. No fim, uma mídia forte gera receita para todos”, explica Luiz Sanches, sócio e diretor-geral de criação da Almap.

O grupo também discute a realização de um grande evento de 12 horas, com shows de artistas diversos, entre eles Luan Santana a David Guetta. A receita será revertida para um fundo, que será usado para bancar ações de fomento do meio. A previsão é que o evento seja realizado no início de 2014. Um dos argumentos dos empresários é a forte participação do rádio na construção de artistas, que depois são usados pela publicidade. “Ninguém acredita no rádio. Mas de onde vêm Naldo e Anitta?”, questiona Tutinha. “Jorge e Mateus não fazem televisão e Gustavo Lima é um produto do rádio. São nomes que apostaram no meio e hoje são grandes artistas”, exemplifica Beto Rivera, superintendente da Rádio Gazeta FM.

Um logo será definido para representar o grupo de rádios por trás das ações e um comitê gestor para as ações será delimitado nos próximos encontros. A AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo) apoia o projeto, mas não está envolvida diretamente em seu desenvolvimento. “Apoiamos integralmente o movimento porque as lideranças do meio ficaram muito distantes nos últimos tempos. Precisamos agora nos unir”, indica Rodrigo Neves, presidente da organização.

Entraves

Os empresários aproveitaram o encontro para falar dos gargalos que afetam a produtividade das rádios. A ausência de pesquisa para fornecer números precisos sobre a audiência do meio é um dos pontos estruturais que precisam de solução. “Ainda não há mensuração da audiência que escuta rádio pelo celular ou no trânsito. Temos somente recall. Iremos conversar com o Ibope”, afirma Fernando Di Genio Barbosa, presidente do Grupo Mix de Comunicação. Ainda não há previsão sobre quando os números serão verificados.

“A Voz do Brasil”, programa estatal transmitido por força de lei entre segunda e sexta-feira, às 19h, foi o problema mais criticado. Em São Paulo, esse é o horário de pico no trânsito e as emissoras são obrigadas a interromper a programação para transmitir os boletins do governo. As emissoras tentam flexibilizar o horário de transmissão do programa. Algumas, inclusive, têm liminares que as isentam de interromper a programação para incluir as notícias estatais.

Comércio e capitalismo, bastiões da tolerância

Sexta, 25 de Julho de 2014, 09h56

Paulo Salem premium
Doutor em Ciência da Computação

"Não é da benevolência do açougueiro, cervejeiro ou padeiro que podemos esperar nosso jantar, mas sim do cuidado que tomam com seus próprios interesses." A célebre frase de Adam Smith é uma obviedade; no entanto, foi necessário que ele a dissesse. A prova está justamente na fama dessa máxima. Há coisas simples que precisam ser ditas, sob pena dos ignorantes dominarem o discurso -- e consequentemente, numa democracia, a sua e a minha vida.

A colocação do economista é verdadeira, claro, mas incompleta. Um leitor incauto poderia imaginar que, na falta de pagamento, o padeiro abandonaria seus fornos e ficaria sentado em sua poltrona lendo Aristóteles (sejamos generosos). Por alguns dias, talvez. Mas e quando precisasse fazer o pão para si mesmo? Se o senhor que produz a farinha tivesse a mesma idéia, estaria em apuros. Nem esmola poderia pedir, posto que o dinheiro não teria valor, acabou-se o comércio. O que faria então? Talvez chamasse o açougueiro e juntos fossem buscar, com as facas que antes passavam pelo gado, a farinha do agricultor. Ainda mais se o infeliz torcesse para o time errado. O que faria o leitor? Deixaria os filhos morrerem de fome em nome da boa vizinhança?

Todos os dias dou meu dinheiro para gente com quem pouco tenho em comum, e não raro para pessoas que eu adoraria enterrar vivas. Do mesmo modo, estou certo de que muitos dos meus clientes me colocariam numa forca se tivessem a oportunidade. Numa sociedade vibrante, muita gente vai pensar diferente, e por conseguinte se detestar. Uns por burrice mesmo, outros pelo simples fato de que a mente humana, em seu limitado tempo e escopo, só pode apreciar alguns ângulos da realidade. Todos concordam, porém, em comprar e vender uns dos outros. Podem não dizer, mas com atos provam seu acordo tácito: o dinheiro, destilado puro do comércio, nos une.

Marx dizia que o capitalista venderia a corda que seria usada para enforcá-lo. É essencialmente verdade! Todavia, ao contrário do que queria o barbudo esquentado, isso é antes um argumento a favor do capitalista. Ao menos para quem defende a coexistência, a tolerância e a paz. Não há comunista, por mais radical que seja, que não consiga comprar suas bandeiras, camisetas, bonés, hospedagem online e websites [1] de comerciantes burgueses, esses que estariam entre os primeiros a irem para os paredões depois da revolução. Dá para ser mais tolerante do que isso?

Não são, porém, as pessoas que refletem sobre as longínquas implicações de seus atos e assim decidem agir. Seria esperar demais de nossos semelhantes. Ocorre apenas que, nesse caso, a decisão local produz o ótimo global. Como já foi dito sem esse desvio matemático: "Laissez faire et laissez passer, le monde va de lui même!" (deixe fazer e deixe passar, o mundo move-se por si só!).

A "mão invisível" tem seus problemas, admito, mas não se pode facilmente negar a tolerância que incentiva. Também seria pensar pouco da humanidade se nosso convívio pacífico fosse reduzido apenas ao comércio. Todos temos amigos, e amizades valem mais do que ouro, como dizem. Acontece que somos em grande parte criaturas tribais, sectárias por natureza: para os amigos tudo, para os inimigos... O comércio une as tribos mais diversas, mesmo as que se detestam. O nacionalismo por vezes vence e derrama sangue, mas sem dúvida muito menos do que num mundo sub-comercial. Alguém já viu força maior para controlar os impulsos mais violentos do ser humano? Eu não.

O desenvolvimento capitalista [2] só aumenta essa tendência. Se tudo que seu vizinho tem a oferecer é uma mina de cobre, pode ser um bom negócio invadí-lo e levar o cobre sem pagar um tostão. Mas se ele inventa coisas bacanas como computadores, utensílios domésticos, livros e cervejas especiais, sua incursão militar provavelmente esmagaria tudo isso junto. Aquilo que é produto da natureza pode ser tomado de modo relativamente fácil; mas a mente criativa do homem é inconquistável -- pode ser morta, silenciada e deformada, mas não subjugada e forçada a trabalhar sem perder alguma qualidade fundamental.

Todos os regimes comunistas de que se tem notícia alardeavam as mais nobres intenções pacificadoras. Sejam elas sinceras ou não, o resultado dessas políticas anti-comerciais se fizeram sentir invariavelmente: perseguidos de toda espécie, polícias secretas, pobreza, mercados negros, assassinatos em massa (quem precisa de reacionários?), ditadores e países-prisões (a idéia de "visto de saída" fala por si só). Na Alemanha oriental, até um muro fora construído para impedir a saída de seus habitantes, de tão fabulosas que eram as coisas lá dentro. O socialismo mais água-com-açúcar de hoje dá resultados menos dramáticos, porém mais cômicos: na Venezuela, onde o comércio está cada vez mais controlado pelas boas intenções estatais, notoriamente falta até papel higiênico. 

Há, por outro lado, o fato de que tolerância demais pode ser um problema. Pouca gente gosta de ladrões, assassinos, homens-bomba e estupradores. Ou ditaduras excêntricas com armamentos atômicos. Não vou me estender na análise do que deve ou não deve ser tolerado. Quero aqui apenas resgatar o comércio e o desenvolvimento capitalista da infame acusação de serem os motores do ódio e do conflito. Trata-se da correção de uma injustiça típica dos lamaçais de atraso intelectual. Se querem me acusar de irrealista ou extremista, que seja por isto: penso que idéias importam e definem os rumos do mundo (este mundo que pretendo deixar em melhor estado para os meus eventuais descendentes).

Posto tudo isso, e sob a mira da supracitada meta, resumamos o ponto central: o comércio capitalista é a maior força para a tolerância e a paz que a humanidade já conheceu, tanto dentro de um país como entre países; e quanto maior for o desenvolvimento econômico de uma sociedade capitalista, maior será essa força.

Vale ressaltar que trata-se de uma questão principalmente empírica. As coisas são do modo como são não por alguma necessidade a priori universal, mas simplesmente porque criaturas como nós atuam assim no mundo [3]. É possível que no futuro a experiência acumulada de mais tantos séculos ou milênios mostre uma realidade mais completa e diferente daquela que nos aparece agora. A alternativa, talvez, seja uma sociedade homogênea, sem as idiossincrasias dos indivíduos, mas também sem seus lampejos de genialidade; um mundo controlável não pelo acordo, mas pela inércia de alguma doutrina toda poderosa. Espécie de morte em vida, eu diria. Fico com a paz dos vivos.

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Notas

[1] A Coréia do Norte, a mais perigosa e fechada ditadura comunista ainda existente no planeta, mantém tranquilamente seu site na Internet, tecnologia criada e largamente mantida pelos seus arqui-inimigos americanos. Conheçam: http://www.korea-dpr.com/

[2] É necessário introduzir o capitalismo nesse argumento para podermos diferenciar a situação atual do comércio de outras possíveis situações, como num regime mercantilista. Em todas o comércio é uma força para a tolerância. Mas numa economia que acumula e desenvolve capital (isto é, que aumenta e diversifica a riqueza total), está sujeita à livre-concorrência e resguarda a liberdade e propriedade individual, o efeito é muito maior.

[3] Para algumas evidências empíricas mensuráveis, convido o leitor a examinar este interessante mapa de liberdades econômicas no mundo de hoje e verificar quais países saem na frente. Note, em particular, que até os supostos socialistas nórdicos adotam políticas bastante comerciais.

O livro que esta em aberto é " Códigos dos Justos 36" Sam Bourne

Domingo, 27 de Julho de 2014, 15h58

diskut
book

discussão 27/ 07/ 2014- 18/08/2014

Para os amantes do sorvete de chocolate há uma novidade para que está fazendo reeducação alimentar

Sexta, 25 de Julho de 2014, 10h19

cynthia ROSA de lima
nutricionista

800 gramas de chocolate amargo

1 caixa de leite condesado

1 copo de leite desnatado

Modo de preparo: leve o chocolate e o leite para o microondas para derreter e depois despeje no liquidificador a caixa de leite condesado e o chocolate derretido bata por 5 minutos é só levar para congelador e depois de 3 horas está pronto o seu sorvete.

Oferencendo: cálcio, chocolate com oferta de polifenoís reponsável pelo aumento do hormônio do prazer.

Para os marombeiros de plantão uma receita de batata doce assada

Sexta, 25 de Julho de 2014, 10h14

cynthia ROSA de lima
nutricionista

3 batatas doces média

250 gramas de queijo branco

30 gramas de orégano

Sal agosto

Modo de preparo:lave bem as batatas com casca depois corte ao meio tempere com sal coloque um fatia de queijo branco em brulhe cada uma delas em uma papel alumineo leve para o forno pré aquicido em 200 º c  depois 1 hora e 30 minutos esta pronta.

Oferencendo carboidrato integral, proteína, cálcio e orégano prevenino possível retenção hidrica e também dores musculares.

Para as pessoas que vivem tomando fitoterápico vai um recado improtante

Sexta, 25 de Julho de 2014, 09h53

cynthia ROSA de lima
nutricionista

Há livros e artigos cientificos que publicaram a interações de chás fitoterápico e manipulados que as pessoas sem nem saber sai tomando a torta direita vou lembrar há você que mesmo sendo fitoterápico as pessoas que apresenta patologias especifica não pode ingerir qualquer fitoterápico exemplo de interação o famoso chá verde para que sofre de cardiopatias, insônia e gastrite não pode consumo o mesmo pois aumenta os sintomas das patologias destritas.

Por isso deve procura acompanhamento nutricional.!!

Cynthia Rosa de Lima

Nutricionista

Dicas para controlar a ansiedade.

Quinta, 24 de Julho de 2014, 08h59

Sheila Soares
Psicóloga

Cinco dicas para controlar a ansiedade.

1) A forma mais comum de tratar a ansiedade é a prática de exercícios físicos. Praticar exercícios físicos ajuda a lidar com estados de ansiedade porque eleva a produção de serotonina, substância que aumenta a sensação de prazer. Essa alternativa costuma funcionar dependendo da disposição da pessoa, uma vez que nem todo mundo gosta de praticar exercícios.
Caminhar três vezes por semana, por pelo menos meia hora, já pode ajudar a lidar com a ansiedade. O momento da caminhada, além de ser um exercício para o corpo, também pode ser aproveitado para trabalhar a mente, sob a forma da meditação ativa. Quando você anda, pensa. A caminhada de meia hora é um movimento repetitivo e você acaba pensando nos pontos geradores de ansiedade que precisa trabalhar;

2) Pessoas com tendência a ansiedade precisam reduzir o seu estresse diário. Para as que ficam estressadas com mais facilidade recomendo sessões de massagem e acupuntura regulares, além de ioga e meditação. Muitos pacientes com ansiedade se beneficiam também de tratamentos alternativos como a homeopatia e o uso de florais de Bach. A ioga oferece ao praticante a possibilidade de aprender a controlar sua mente e seu corpo. Este controle, que é obtido através de uma combinação de técnicas respiratórias, corporais e de meditação. Tem como resultados o aumento da flexibilidade, fortalecimento dos músculos, aumento de vitalidade e maior controle sobre o estresse. Além da ioga, outra alternativa de controle da ansiedade são as massagens. Se tiverem uma abordagem mais oriental, buscando o equilíbrio emocional, melhor;

3) Para reduzir as reações do sistema nervoso autônomo, devemos fazer o controle da respiração. Isto pode ser feito compassando a respiração e inspirando lentamente pelo nariz, com a boca fechada. Ao inspirar deixar o abdome expandir-se, ou seja, estufar a barriga e não o peito. Depois, expirar lentamente, expelindo o ar pela boca. Isto pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer hora. Além disso, quando você estiver em um ambiente silencioso e com possibilidade de ficar deitado, use uma técnica de relaxamento. O relaxamento combinado com a respiração diafragmática, certamente, reduzirá a respiração ofegante, a taquicardia e o tremor;

4) Em situações de ansiedade que se estendem por longos períodos, recomenda-se que a pessoa evite os pensamentos negativos ou catastróficos. Deve-se tentar dimensionar a gravidade da situação, questionando a si mesmo se existe uma forma alternativa de análise, se estamos superestimando o grau de responsabilidade que temos nos fatos ou se estamos subestimando o grau de controle que podemos ter. Uma vez avaliada a situação, devemos substituir os pensamentos sobre o evento temido, principalmente, os negativos por outros pensamentos. Sempre que um pensamento negativo se iniciar, devesse substituí-lo por outro pensamento qualquer, preferencialmente, agradável. Isto certamente não é fácil de ser feito, mas é possível e trata-se de um aspecto importante, pois os pensamentos e as falas negativas agravam a situação, intensificando as respostas autonômicas, como o mal-estar e o descontrole respiratório;

5) Para controlar a ansiedade, podemos ingerir alimentos que sejam fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, como a banana e o chocolate, de forma moderada, para não ganhar peso. Outra possibilidade é ingerir o triptofano em cápsulas, junto com vitamina B6 e magnésio. Outros aminoácidos que podem ajudar são a taurina e a glutamina. Eles aumentam a disponibilidade de um neurotransmissor chamado GABA, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade. Eles também podem ser ingeridos em cápsulas, mas apenas com a orientação de um médico especialista. Existem ainda os chás. A maioria possui substâncias que funcionam como sedativos suaves e podem ajudar no controle da ansiedade diária. As plantas mais conhecidas e estudadas com essa ação são a passiflora, a melissa a camomila e a valeriana.

Fonte: www.minhavida.com.br

Quer saber sobre algum assunto ou tema que não foi publicado? Mande sua sugestação por mensagem no site que o mais breve possível irei publicar o assunto.

 

Tricotilomania, a doença de arrancar cabelos e pelos.

Quinta, 24 de Julho de 2014, 08h50

Sheila Soares
Psicóloga

Tricotilomania

Tricotilomania significa arrancar cabelos sem fins estéticos.

Pode ser transitória, episódica ou contínua e sua intensidade pode variar. A pessoa pode passar semanas ou meses sem sintomas e de repente, recomeçar.

Às vezes as pacientes passam os cabelos arrancados nos lábios, mordem a raiz, etc.

Existem diversos graus, desde pequenas falhas nos cabelos ou áreas de alopecia até calvície total.

Na maioria das vezes começa na infância ou adolescência.

Algumas crianças começam a arrancar em idade pré-escolar, o que costuma ser benigno e por tempo limitado.

Algumas arrancam conscientemente, outras distraidamente.

Podem tentar obter simetria no crescimento de cabelos, para mudar ou igualar a linha do cabelo ou para arredondar uma área careca, por exemplo.

Muitas arrancam só os curtinhos que estão nascendo, só os mais longos, só os fios de determinada textura ou cor, como os mais grossos ou os brancos.

Algumas pessoas, especialmente crianças, podem também arrancar cabelos de outras pessoas ou pelos de animais de estimação.

Muitas pacientes de Tricotilomania também apresentam Picking (cutucar a pele) ou roem demais as unhas.

A maioria das pacientes tentou parar de arrancar, mas a maioria voltou a arrancar.

Culpar uma pessoa por arrancar cabelo é o mesmo que culpar um asmático por não conseguir respirar.

Crítica, raiva e acusações não vão diminuir o problema e vão aumentar a vergonha, a Depressão, a ansiedade e a baixa autoestima.

As pacientes dizem que arrancam os cabelos por que:

Acham impossível resistir ao impulso.Sentem tensão, ansiedade antes de começar a arrancar.Sentem alívio depois de arrancar.

Conseqüências:

Vergonha pelo comportamento e aparência.Podem esconder o problema de sua família e amigos.Evitar atividades sociais, praia, piscina, etc., para que os outros não percebam as falhas.Apliques, perucas.Repercussões graves na autoestima, carreira e vida social.A ingestão de cabelos pode criar de novelos de cabelos no estômago ou intestino.Dores nas costas, pescoço e braços pela posição forçada e repetitiva.Feridas e cicatrizes no couro cabeludo.

Causas:

· A causa é desconhecida. A família pode ter casos de Tricotilomania, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Síndrome de Tourette (tiques nervosos), Picking (mania de se cutucar), Síndrome do Pânico e Depressão.

· Provavelmente existe uma combinação de fatores genéticos que provocam uma disfunção de Neurotransmissores associada a problemas emocionais que desencadeiam os sintomas.

Situações onde a Tricotilomania fica mais forte:

Emoções desagradáveis (ansiedade, tensão, raiva e tristeza).Stress.Atividades sedentárias e contemplativas, durante as quais as mãos estão livres e a mente está ocupada.Leitura, telefonemas, trânsito, TV.Mais freqüente à tardinha ou tarde da noite quando estão sozinhas, cansadas ou tentando adormecer.Algumas arrancam conscientemente, outras distraidamente.Podem tentar obter simetria no crescimento de cabelos, para mudar ou igualar a linha do cabelo ou para arredondar uma área careca, por exemplo.Muitas arrancam só os curtinhos que estão nascendo, ou só os mais longos, só os fios de determinada textura ou cor, como os mais grossos ou os brancos.

Tratamento:

O ideal é uma combinação de:

1. Resistir ao impulso. Quanto mais você resistir melhor, por mais ansiosa que fique. Sem essa resistência nenhum tratamento dá certo.

2. Psicoterapia chamada Cognitivo-comportamental (TCC).

3. Antidepressivos e/ou Neurolépticos.

Pode ser que as primeiras tentativas não tenham resultado bom. Nesse caso, é preciso ter paciência para novas tentativas. Isso não quer dizer que você seja cobaia. Quer dizer que felizmente existem muitas opções. O resultado pode vir rápido, mas pode demorar meses.

Concluindo:

É um problemão? ÉTem recaídas? Pode ter.É difícil tratar? É.Todo mundo fica bom? Não, mas muita gente sim.Demora muito? Pode demorar.Tem tratamento? TemO tratamento é igual para todo mundo? Não.

Pais: não se culpem, pois esse problema não foi causado por falhas de educação nem criação.

Fonte: www.mentalhelp.com 

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Saúde Mental, saiba o que é.

Quarta, 23 de Julho de 2014, 10h06

Sheila Soares
Psicóloga

Saúde Mental

O QUE É SAUDE MENTAL?

A maior parte das pessoas, quando ouvem falar em “Saúde Mental” pensam em “Doença Mental”. Mas, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais.
Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.
A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, idéias e emoções.

TER SAÚDE MENTAL É...

- Estar bem consigo mesmo e com os outros;
- Aceitar as exigências da vida;
- Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida;
- Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário;

LEMBRE-SE

Todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida.

PARA MANTER SUA SAÚDE MENTAL EM DIA...

- Mantenha sentimentos positivos consigo, com os outros e com a vida;
- Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações;
- Evite consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica
- Não use drogas;
- Pratique sexo seguro;
- Reserve tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família;
- Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas regularmente.

FONTE: www.saude.pr.gov.br

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Bipolaridade: Saiba o que é essa doença tão falada na atualidade.

Quarta, 23 de Julho de 2014, 09h33

Sheila Soares
Psicóloga

Bipolaridade:

A bipolaridade trata-se da um transtorno em que o humor assume autonomia, deixando de responder adequadamente ao que seria esperado. A bipolaridade se manifesta com fases maníacas ou eufóricas, fases depressivas (apatia, tristeza) e fases mistas (agitação, irritabilidade e ansiedade).

O que é humor?
O humor é a energia básica da mente e se reflete principalmente no grau de vontade e motivação do indivídio. O humor é maleável, modificando-se de acordo com o que acontece na nossa vida para servir de "termômetro" do ambiente. Por isso, o estado de humor influencia dramaticamente o modo como encaramos as situações.A partir do "filtro do humor" se define o quanto devemos ou não nos arriscar e investir. Portanto, o estado de humor define em grande parte o comportamento. O humor sadio mantém a maleabilidade frente às situações e suas flutuações são proporcionais aos fatos.

Quando algo de muito ruim ou muito bom acontece, o humor varia de acordo, mas em algumas horas ou poucos dias o humor volta ao padrão habitual. Assim, o humor sadio é previsível quanto ao tipo de variação e o tempo que leva para voltar a um nível bom.

O que é um transtorno de humor?
É um estado em que o humor está reagindo de modo incompatível ou exagerado à situação. Essa desregulação pode se dar tanto para baixo (forma depressiva) quanto para cima (forma maníaca). Há também estados em que o humor está particularmente agitado e turbulento (forma mista).Como o humor define nossa percepção de risco e de oportunidades, quando está exageradamente elevado (eufórico) sem razões para tanto, é comum se expor ou se envolver em situações de maior risco. Por outro lado, os estados depressivos tendem ao retraimento e inibição apesar das condições reais não estarem tão adversas. Há também alterações de humor mais brandas, com um desequilíbrio emocional que se traduz em oscilação e sensibilidade emocional, afetando a previsibilidade do humor.

Sintomas:

Sintomas da fase depressiva

. Tristeza
. Diminuição da sensação de prazer
. Apatia
. Alterações de sono
. Alterações de apetite
. Desânimo e cansaço
. Inquietude ou lentidão
. Problemas de concentração e memória
. Pensamentos negativos, pessimistas, autoestima baixa
. Pensamentos ou comportamento suicida

Sintomas do humor misto (turbulência de humor)

. Esse estado ocorre com frequência, principalmente na bipolaridade leve, tende a aumentar sem o tratamento adequado e é agravada e antecipada pelo uso de antidepressivos.
. Humor turbulento e desagradável
. Agitação e irritabilidade
. Ansiedade e tensão
. Breves picos de excitação sexual
. Insônia intratável (não desliga o pensamento)
. Excessos comportamentais (comida, drogas) para aliviar a tensão
. Impulsos (suicidas inclusive)
. Ataques dramáticos, mas genuínos, de nervosismo

Sintomas da fase eufórica ou maníaca ou "para cima":

. euforia
. aumento de energia
. expansividade e desinibição
. grandiosidade, dono da verdade
. agitação
. menos necessidade de sono
. irritabilidade, explosividade e agressividade
. aumento de condutas de risco e de gastos
. impulsividade
. distração

Equívocos comuns no diagnóstico da bipolaridade. Depressão unipolar (ao invés de depressão bipolar)
. Ansiedade (ao invés de humor misto ou turbulento)
. Déficit de atenção e hiperatividade (bipolares também são dispersivos e energéticos)
. Transtornos de personalidade (borderline, histriônica, narcista, paranoide e antissocial)
. Drogadição (pela busca de sensações)
. Transtorno obsessivo-compulsivo (por serem pessoas de extremos e muito auto-exigentes)
. Fobias (por serem pessoas de extremos e reagirem intensamente)

Bipolaridade na infância

Na infância a bipolaridade não se manifesta com episódios claros e demarcados de humor elevado ou deprimido, e sim com humor misto: alta oscilação, irritabilidade, turbulência, distração, impulsividade e condutas desafiadoras. Estes quadros podem ser confundidos com déficit de atenção e hiperatividade, mas o tratamento farmacológico é totalmente diferente, porque se deve usar estabilizadores de humor e evitar a Ritalina® (metilfenidato). A Ritalina em quem tem a bipolaridade costuma não funcionar ou deixar o humor mais elevado e confiante ou irritável.

 

Números:

. Atinge cerca de 10% da população, sendo 1% a 2% do tipo I e 8% com bipolaridade leve ( II, III, IV e ciclotimia)
. Pelo menos metade das pessoas com sintomas depressivos tiveram ou terão hipomania (estado de humor
exageradamente elevado), o que configura a bipolaridade
. Passam em média 10 anos e 3 médicos para que ocorram o diagnóstico e tratamento corretos
. 50% dos pacientes têm abuso de álcool ou drogas
. Antidepressivos e psicoestimulantes agravam o quadro - evitar ao máximo
. Mais de 70% tem algum outro transtorno psiquiátrico associado (de ansiedade, de impulsos, distúrbios alimentares, uso de drogas...)

Tratamento:

Como regra, quem tem bipolaridade do humor se beneficia enormemente do tratamento, que envolve uma combinação de abordagens, como a psicoeducação (conhecer o próprio temperamento, o seu padrão de humor e a bipolaridade), psicoterapia (para harmonizar os padrões de pensamento, de relacionamento e elaborar novas estratégias), bons hábitos de vida e tratamento farmacológico com estabilizadores de humor. Os antidepressivos devem ser reservados para casos restritos porque muitas vezes desestabilizam ainda mais o humor.

Estabilizadores de humor não-farmacológicosSono de 7 a 9 horas por dia
Exercício físico, principalmente aeróbico
Boas relações afetivas, ter um bom grupo social, ter um confidente
Artes, hobbies, esportes, meditação, animal de estimação...
Alimentação saudável, particularmente peixe
Trabalhar com o que gosta de fazer
Primar pelo meio-termo e a ponderação nos momentos difíceis
Fé e espiritualidade

FONTE: www.bipolaridade.com.br

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TDAH: O que é e quais as suas causas.

Quarta, 23 de Julho de 2014, 09h29

Sheila Soares
Psicóloga

O que é TDAH? Sinônimos: Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, TDA, Hipercinesia infantil

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um problema de desatenção, hiperatividade, impulsividade ou uma combinação destes. Para que esses problemas recebam um diagnóstico de TDAH, eles devem se apresentar fora de um limite normal para a idade e o desenvolvimento da criança.

Causas:

O TDAH é o transtorno comportamental infantil mais frequentemente diagnosticado. Ele afeta aproximadamente de 3 a 5% de crianças em idade escolar. O TDAH é diagnosticado muito mais frequentemente em meninos do que em meninas.

O TDAH pode ser herdado geneticamente, mas sua causa não é clara. Independentemente da causa, ele parece se estabelecer cedo na vida da criança, enquanto o cérebro está se desenvolvendo. Estudos de imagem sugerem que o cérebro de uma criança com TDAH é diferente do de uma criança normal.Depressão, falta de sono, incapacidade de aprender, transtornos de tique e problemas comportamentais podem ser confundidos com TDAH. Todas as crianças com suspeita de sofrerem de TDAH devem ser examinadas com cuidado por um médico para verificar se há outros problemas ou motivos para o comportamento.

A maioria das crianças com TDAH também sofre de pelo menos um outro problema de comportamento ou de desenvolvimento. Ainda podem apresentar um problema psiquiátrico, como depressão ou transtorno bipolar.

Exames:

Com muita frequência, crianças difíceis são incorretamente rotuladas com TDAH. Por outro lado, muitas crianças que sofrem do TDAH permanecem sem o diagnóstico. Em ambos os casos, problemas de aprendizado e de humor são ignorados com frequência. A American Academy of Pediatrics (AAP) traçou diretrizes para trazer mais luz a esse assunto.

O diagnóstico é baseado em sintomas muito específicos, que devem estar presentes em mais de um ambiente.

As crianças devem apresentar pelo menos seis sintomas de desatenção ou seis sintomas de hiperatividade/impulsividade antes dos 7 anos.Os sintomas devem estar presentes pelo menos há seis meses, ocorridos em dois ou mais ambientes e não serem provocados por outro motivo.Os sintomas devem ser graves o suficiente para resultar em dificuldades significativas em muitos ambientes, inclusive em casa, na escola e no relacionamento com os demais.

Em crianças mais velhas, o TDAH encontra-se em remissão parcial quando elas ainda têm os sintomas, mas não se enquadram mais totalmente na definição do transtorno.

Se houver suspeita de TDAH, a criança deve passar por uma avaliação médica. A avaliação pode consistir em:

Questionários para pais e professoresAvaliação psicológica da criança E da família, incluindo testes de QI e psicológicos Exames completos mentais, nutricionais, físicos, psicossociais e de desenvolvimento.

FONTE: www.minhavida.com.br 

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O ódio criativo

Segunda, 07 de Julho de 2014, 15h14

Paulo Salem premium
Doutor em Ciência da Computação

O ser humano é uma criatura de hábitos. Ainda que pregue a mudança e o progresso, e realmente seja capaz disso, precisa antes vencer a inércia que o carrega quase que inconscientemente. Essa tendência para o regular manifesta-se de muitas formas, uma das quais ganhou notoriedade histórica durante a Revolução Industrial: o ódio pelas máquinas, encabeçado pelo que ficaria eternamente conhecido como Ludismo. Longe de estar arquivado por definitivo nos anais da História, um ranço semelhante ainda persiste hoje. Deparei-me com ele nas últimas semanas e dei-lhe um nome: é o ódio criativo.

Os fatos históricos concretos são bem conhecidos, mas por si só são inúteis. Sua interpretação faz toda a diferença e mostra como a nossa percepção da realidade é embebida em teoria. Assim, há ao menos dois modos de ver os eventos do século XIX: (i) máquinas mais avançadas começaram a tomar o lugar dos operários, que, temendo uma redução intolerável em sua qualidade de vida, reagiram destruindo-nas; ou (ii) máquinas mais eficientes aumentaram a produtividade do operário individual, liberando grande parte deles para novas aplicações, além de terem reduzido o custo dos bens de consumo para esses mesmos operários, embora boa parte dos trabalhadores afetados tenha sofrido com a mudança e reagiu destruindo o elemento local que mais diretamente parecia atacá-lo, as novas máquinas. A interpretação (ii) mostrou-se correta com o tempo, mas é fácil compreender por que o operário ludita não a viu: basta comparar o tamanho e a sofisticação de cada frase.

A destruição das máquinas industriais parece ter ficado no passado. Hoje são poucos os que defendem sua aniquilação, e menos ainda os que não se maravilham com o progresso rápido que a engenharia mecânica e eletrônica tem feito nas últimas décadas. O operário de hoje quer no máximo abocanhar parte dos lucros que elas produzem, ao invés de almejar a redução dele e seu patrão a um estado comum mais pobre e manual.

Todavia, como já se disse muitas vezes antes, hoje passamos por uma nova revolução. O nome definitivo que levará ainda está em aberto, mas por enquanto é conhecida como a Revolução da Informação. O que os teares, esteiras, polias e engrenagens fizeram para a produção de bens físicos no século XIX, hoje os computadores e as redes de comunicação fazem para a produção de bens intelectuais. Mostrando que plus ça change, plus c'est la même chose, esta revolução segue por um caminho curiosamente parecido. Examinemo-lo mediante um exemplo concreto de seus primórdios: a prensa de Gutemberg.

Sim, a mecanização da informação no mundo ocidental como o conhecemos não começou com os computadores do século XX, e sim com os tipos do século XIV. Como é tão comum com as tais revoluções, suas sementes são espalhadas por séculos até que um vento favorável as leve para o primeiro plano da História. Poucas coisas são mais lentas do que uma revolução digna do nome. E como toda revolução econômica, essa também deve ter causado estragos temporários: imaginem quantos copistas perderam seus empregos.

Seguindo nessa tradição, alcançamos outro invento, a máquina de escrever. Menos eficiente para grandes volumes, mas incomensuravelmente mais prática para o uso do escritor individual, o registro esporádico e até para a elaboração inicial das idéias destinadas à prensa. Um salto de produtividade para a mente, sem dúvida -- mas o início da lenta morte da grande arte da caligrafia [1].

Chegamos então ao computador pessoal moderno, fronteira na qual estamos. Quase ninguém mais usa máquinas de escrever, os processadores de texto (como Word da Microsoft) tomaram-lhe o lugar. Geralmente vê-se nisso um grande progresso. Eu vejo um anacronismo. O problema pode ser compreendido se observarmos que um computador é mais do que uma máquina que aumenta nossa produtividade intelectual; trata-se da máquina mais sofisticada possível para isso, no passado, presente e futuro. Esse é um resultado básico em Computação [2], normalmente relegado aos círculos acadêmicos, mas de importância prática enorme: certamente não é possível que a melhor aplicação para o ápice da conquista ferramental humana seja simular uma grosseira máquina de escrever -- que é essencialmente o que faz um processador de textos como o Word.

Ninguém realmente quer uma máquina de escrever digital. O que as pessoas querem é poder se exprimir de modo eficaz, trazer ao mundo suas idéias de modo organizado e eficiente. Esse é o propósito real por trás desse software tão corriqueiro, mas que permanece oculto porque foi concebido sem a idéia explícita de dar suporte ao intelecto do usuário (bastou-lhes dar suporte aos dedos e olhos) [3]. É necessário explicitar e investir nesse propósito maior e mais nobre, a batalha pelo futuro trave-se aqui.

Quando criei o Liberalis, mantive esse princípio em mente. A razão pela qual o meu usuário não pode "desenhar" a aparência do site não é preguiça minha, mas uma decisão crucial: o usuário deve se preocupar apenas com a informação que deseja transmitir (seu currículo, seus serviços, suas idéias, etc), e é responsabilidade da ferramenta dar a melhor aparência possível para essa informação. Nesse espírito, testei diversos motes para chamar a atenção do visitante na homepage. O que ganhou (i.e., o que fez mais pessoas criarem uma conta) foi este: "Esqueça programadores, designers e artistas. No nosso sistema, tudo é automático, simples e rápido" [4]. Não apenas encaixa-se perfeitamente na filosofia descrita acima, como também atende aos anseios dos consumidores. Ou seja, um lema excelente. Não obstante, foi aqui que me deparei com os herdeiros do Ludismo.

A maior parte dos consumidores que alcanço é muito receptiva a essa abordagem. Nas última semanas, porém, um dos meus anúncios no Facebook, destinado a freelancers, chegou à classe dos "designers e artistas". Não me passou pela cabeça que alguém poderia ficar ofendido com ele, posto que, comprovando ainda mais a hipótese inicial, foi um dos mais eficazes na categoria. Como pode ser visto em alguns dos comentários na figura abaixo, me enganei.

Se a propaganda dissesse que os programadores, artistas e designers são, digamos, todos picaretas, seria natural sentir-se ofendido. Mas tudo que o anúncio diz é que você não precisa deles para fazer um certo tipo de coisa (a saber, criar seu site de divulgação profissional). O motivo não é especificado, embora as qualidades do sistema sejam exaltadas em contraste com a contratação de serviços sob medida. Cada cliente que clica no anúncio e se registra no sistema tem seu motivo: uns porque serviços sob medida são caros, outros porque tiveram experiências ruins no passado, e outros simplesmente porque têm pressa e não querem complicações. Não foi, pois, exatamente a um sentimento de simples ofensa que os indignados reagiram. Foi o medo primal da obsolescência, o mesmo sentimento selvagem que guiou os luditas quase duzentos anos atrás. Não quebraram os servidores porque não podem, mas desabafaram sua raiva. "Nós, programadores, designers e artistas, somos essenciais, damos forma e função ao mundo, trazemos as idéias à vida; como alguém ousa sugerir que podemos ser substituídos?" Eis o ódio criativo.

Assim como os luditas, essas pessoas não só estão sendo guiadas por motivos escusos, mas sobretudo estão agindo contra seu próprio interesse de longo prazo. O que não percebem é que a capacidade de um programador, designer ou artista é muito mal aproveitada na confecção de artefatos funcionais concretos particulares, artesanais. Assim, não se trata de subsituí-los, mas de elevá-los a um novo patamar de possibilidades criativas, liberando-os das tarefas de baixo nível que agora as máquinas conseguem cada vez mais fazer. Por exemplo, ao invés de definir um design -- entendido aqui em seu sentido amplo, que inclui aspectos de software e de arte -- particular, o designer desse futuro que vislumbro poderá definir uma família de designs, empregando alguma espécie de técnica algorítmica para tanto. Sua criatividade ainda será fundamental, mas resultará não em um único bom resultado, e sim em cententas, milhares, ou até milhões, com apenas algumas horas de trabalho. Será uma criatividade de alta ordem, exponencialmente mais poderosa e produtiva. Essa será a norma, existirão ferramentas para tornar esse processo corriqueiro, e quase ninguém olhará para o passado com muita saudade. O design artesanal ainda existirá, mas estará restrito a alguns nichos e eventualmente será um luxo extravagante, mais ou menos como a caligrafia é hoje.

Algumas pistas desse futuro já podem ser vista, especialmente no tocante ao desenvolvimento de software para vários dispositivo diferentes. Por exemplo, há um esforço para que o mesmo programa que é exibido num desktop possa ser automaticamente adaptado e mostrado num dispositivo móvel como um smartphone, que tem características físicas bem diferentes [5]. Afinal, geralmente é mais barato fazer apenas um programa do que dois ou mais. Isso exige do designer um pensamento mais abstrato. É um começo humilde, mas evidencia as pressões econômicas que impulsionam o progresso.

No que se refere a mim, vejo o Liberalis como apenas um esboço nesse sentido, mas meu desejo é seguir cada vez mais nessa direção, principalmente com novos produtos. Os que escolhem esse caminho não são necessariamente oponentes dos criadores tradicionais, mas seus aliados em potencial. Eu particularmente tenho grande respeito pelos melhores entre eles e sei que há algo de intangível em seus espíritos, que dificilmente será reproduzido por meios artificiais [6], mas que sempre pode ser auxiliado. Há aqui ainda uma outra excelente possibilidade de colaboração, visto que o próprio processo criativo pode ser, ele mesmo, projetado e equipado com criatividade. Portanto, esse ódio que observei já nasceu obsoleto e está condenado à implosão; aceleremos esse processo! Somos mais fortes juntos.

 

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Notas

[1] Da qual, devo dizer, sou um adepto. Não levei minha educação nesse sentido muito longe, mas sou orgulhoso do que aprendi e aprecio uma boa caligrafia. Me entristesse ver essa arte definhar.

[2] Me refiro aqui à Tese de Church-Turing, pela qual acredita-se que todos os mecanismos de computação geral imagináveis são essencialmente equivalentes com relação ao que conseguem computar.

[3] Existem sistemas menos conhecidos que seguem nessa linha mais inteligente, sobretudo permitindo a separação da apresentação do conteúdo. Um deles é o LaTeX, famoso na Ciência da Computação, mas desconhecido do público em geral. Não obstante, essas ferramentas ainda têm problemas fundamentais, e mesmo as capacidades que já oferecem ainda são de uso difícil para um usuário comum.

[4] Duas outras alternativas foram "Nosso objetivo é lhe fornecer as ferramentas necessárias para tornar-se independente na Internet." e "Neste exato momento, alguém está procurando por profissionais como você na Internet. Seja encontrado."

[5] Com relação a páginas da Web, isso é muitas vezes chamado de responsive design hoje em dia.

[6] Provavelmente não antes do problema maior da inteligência artificial forte ser resolvido.

Voto nulo é protesto burro - Vídeo explica

Segunda, 07 de Julho de 2014, 13h29

Paulo Di Vicenzi
Consultor Político e Estrategista Eleitoral

O vídeo explica porque anular o voto não adianta nada como protesto. A Legislação vigente é clara que para anulação da votação e realização de nova eleição, há necessidade de intervenção judicial, obrigatoriamente, qualquer que seja a causa da nulidade dos votos. Se o voto for nulo tão somente em decorrência de gesto de protesto, manifestação apolítica, erro na digitação do número do candidato, ou qualquer outra razão análoga, não ficará configurada hipótese realização de nova eleição.

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo.

Para o consultor político e estrategista eleitoral Paulo Di Vicenzi, anular o voto é mais ou menos como ir ao estádio e virar as costas para o campo como forma de protesto contra o jogo. Vai impedir a realização da partida? Claro que não.

Se é para protestar, talvez fosse melhor não ir ao estádio! Também não anularia a partida, mas afetaria a renda do jogo!... A propósito, por que alguém que não gosta de futebol perderia tempo indo ao estádio?

Paulo Di Vicenzi é diretor da ABCOP - Associação Brasileira de Consultores Políticos e diretor da consultoria Di Vicenzi Voto e Poder.

 

Imagem dos candidatos ao governo gaúcho

Domingo, 06 de Julho de 2014, 21h14

Paulo Di Vicenzi
Consultor Político e Estrategista Eleitoral

VIEIRA É MAIOR AMEAÇA A TARSO
SARTÓRI PODE TIRAR VOTOS DE ANA AMÉLIA
ESTUDO SUGERE DEFINIÇÃO NO PRIMEIRO TURNO


Estrategista Paulo Di Vicenzi faz primeiro estudo qualitativo após definição de candidaturas ao governo gaúcho. Os maiores adversários dos candidatos são eles próprios.

Vieira da Cunha (PDT) pode se converter no principal depositário de votos dos eleitores descontentes ou frustrados com a gestão do governador Tarso Genro (PT). Ivo Sartóri (PMDB) tem mais possibilidades de tirar votos da candidata Ana Amélia Lemos (PP). As constatações são resultado de pesquisa qualitativa conduzida pelo consultor e estrategista eleitoral Paulo Di Vicenzi, diretor estadual da ABCOP - Associação Brasileira de Consultores Políticos.

"Neste momento, dois sentimentos dominam a percepção dos eleitores: Ana Amélia pode ser eleita já no primeiro turno e, caso isso não ocorra, o adversário pode não ser Tarso Genro, que busca sua reeleição. A disputa pela presença em um possível segundo turno coloca Vieira da Cunha e Ivo Sartóri dentro do jogo, caso ninguém faça mais que 50% dos votos válidos. Os maiores adversários de cada candidato serão eles próprios", comenta o estrategista Paulo Di Vicenzi. Ele explica que o período de propaganda eleitoral representa ao mesmo tempo muitas oportunidades e também vários riscos. "O maior desafio para qualquer candidato é posicionar corretamente a sua candidatura, isso exige sensibilidade apurada e informações confiáveis para uma acertada leitura do ambiente e das condições do confronto.” Com mais de 20 anos de consultoria eleitoral, Paulo Di Vicenzi diz que "é muito fácil um candidato errar a mão tanto em coisas que parecem simples, como a escolha de um slogan, a foto do santinho ou a música da campanha, como também naquilo reconhecidamente mais complexo, como na formação de alianças, na seleção de argumentos e no próprio tom do discurso a ser adotado em diferentes ambientes ou para públicos distintos."

Paulo Di Vicenzi fez este estudo usando a técnica de entrevista em profundidade. “Eu crio condições para conversas casuais com eleitores, nos lugares onde eles estão. São diálogos naturais, não uso questionários ou qualquer recurso que coloque a pessoa na defensiva. Por não se sentirem interrogadas e nem ameaçadas, as pessoas abrem seus corações e dizem o que pensam de verdade sobre os mais variados assuntos.” Segundo o estrategista eleitoral, esse tipo de investigação permite uma compreensão mais profunda sobre aquilo que influencia verdadeiramente a decisão de voto dos eleitores. "As pesquisas quantitativas, aquelas que mostram resultados numéricos e percentuais de intenção de voto nos candidatos, praticamente não servem para uma análise estratégica, porque elas só mostram o quanto, não conseguem informar os motivos das opiniões ou das escolhas. E é isso que vale ouro nesse momento, para orientar o posicionamento mais adequado a determinada candidatura, de forma a torná-la competitiva", explica Paulo Di Vicenzi. Ele esclarece que esse tipo de estudo, por não constituir um levantamento estatístico de intenção de voto, não está sujeito às determinações da legislação eleitoral. “Com essa técnica, não preciso entrevistar centenas ou milhares de eleitores. Posso descobrir o comportamento deles e os sentimentos mais fortes de comunidades inteiras conversando com algumas poucas pessoas, às vezes por até duas horas ou mais. O importante é saber escolher com quem conversar e como estimular um bom diálogo”, esclarece.

CONSTATAÇÕES

Apesar de identificar que Vieira da Cunha pode capitalizar uma quantidade significativa dos votos de eleitores descontentes com o governo de Tarso Genro, isso, por si só, não garante ao candidato a presença no segundo turno, disputa que pode até nem ocorrer, alerta Paulo Di Vicenzi. Antes disso, tanto Vieira da Cunha como Ivo Sartóri precisam vencer um outro desafio, que é o alto nível de desconhecimento de seus nomes junto ao eleitor comum. "Familiaridade é um fator poderosíssimo, que pode desequilibrar qualquer competição eleitoral. Ninguém conquista popularidade consistente da noite para o dia e ela normalmente é obtida fora do ambiente político. As pessoas tendem a votar em quem elas imaginam que conhecem mais, que percebem como mais próximas e até amigas, mesmo que nunca tenham estado juntas fisicamente", detalha Paulo Di Vicenzi. O estudo mostra que "o atual favoritismo de Ana Amélia (PP) para o governo e de Lasier Martins (PDT) para o senado é decorrente dos altos níveis de familiaridade associados aos dois candidatos. A maioria dos seus eleitores não têm ligação ou sequer simpatia partidária. Não são votos ideológicos, são votos de audiências cativas conquistadas ao longo do tempo, pela exposição na mídia em programas de grande penetração popular”, informa. Os resultados indicam que a imagem de Ana Amélia ainda está mais fortemente referenciada no tempo em que atuava em televisão e rádio do que neste seu primeiro mandato no senado.

Vieira da Cunha é mais conhecido pela militância e filiados do PDT. Para Paulo Di Vicenzi “isso não é pouco diante do fato de que é o partido com maior número de filiados no Estado, passando de 300 mil”. Porém, ainda está muito longe de garantir a presença do candidato em um eventual segundo turno. Precisa ser reconhecido por contingentes muito além dos círculos partidários e o pequeno tempo que terá na propaganda de rádio e tv pode ser mais um complicador. Ele terá que ser muito preciso nos argumentos e aproveitar os espaços com muita inteligência e objetividade, pensando em objetivos claros a serem alcançados. “É comum ouvir das pessoas que o PDT é um partido de velhos. Ficar ancorado no histórico do trabalhismo e nas lembranças dos líderes do passado pode reforçar essa ideia, quando o que os eleitores desejam é ouvir alguém que pense e fale sobre o futuro, que mostre alternativas de gestão para dias melhores e seja percebido como capaz de inovar”, analisa Paulo Di Vicenzi.

Quando é citado o nome de Ivo Sartori (PMDB), é comum os eleitores perguntarem “quem é esse?”. Seu nome é mais conhecido por pessoas de municípios da Serra gaúcha, especialmente Caxias do Sul, onde ele foi vereador e prefeito por duas vezes. Tem como vantagem o fato de pertencer a um partido reconhecidamente bem estruturado no Rio Grande do Sul, com cerca de 250 mil filiados, mais de 200 políticos ocupando os cargos de prefeito ou vice-prefeito e quase 1.200 vereadores. Tem ainda oito deputados estaduais, quatro federais e um senador. Por outro lado, chega nessa eleição dividido, uma parte alinhada com o candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) e outra dando apoio à reeleição da presidente Dilma (PT). “Os eleitores ainda têm dificuldades para falar sobre essa questão, preferem mudar de assunto por absoluto desconhecimento”, constata Paulo Di Vicenzi. É algo a ser melhor trabalhado durante a campanha. De qualquer forma, a primeira missão da campanha de Ivo Sartori será torná-lo mais conhecido para além dos limites da Serra gaúcha e ser percebido como autoridade de liderança compatível com o tamanho do seu partido.

No caso do governador Tarso Genro, tem gente que pergunta “onde foi parar o Rio Grande do Sul, do Brasil e do Mundo?”, lembrando o slogan da campanha anterior do PT e que sugeria um período de grande crescimento e evolução para o Estado. Hoje, isso exemplifica a frustração sentida por muitos eleitores, que acreditaram nas promessas e não conseguem vê-las cumpridas. “Ao questionar sobre as principais obras e realizações do atual governo, alguns falam, de forma irônica, em ‘salário dos professores’ ou ‘segurança’. Quase sempre passam a comentar sobre os problemas. A sensação é que, no mínimo, houve falha na comunicação, porque as pessoas não sabem dizer o que o governo Tarso fez. Dificilmente isso poderá ser recuperado na propaganda eleitoral”, avalia Paulo Di Vicenzi. Os eleitores que dizem ter votado em Tarso na eleição anterior foram provocados para dizer se repetiriam o voto em outubro. A confirmação existe, normalmente, junto a eleitores fortemente identificados com o PT. Quem não é filiado ou simpatizante manifesta certa indecisão, dizendo “posso votar em outro candidato, menos na Ana Amélia e no PMDB.” Isso sinaliza que o voto em Tarso é claramente partidário, enquanto que a rejeição aos demais não. Por exclusão, mesmo que não tenha seu nome mencionado de forma espontânea, quem pode ganhar com isso é Vieira da Cunha. “Essa é uma possibilidade, não uma garantia de que vá de fato ocorrer, vai depender de como ele se apresentar aos eleitores a partir de agora”, destaca o estrategista eleitoral Paulo Di Vicenzi.

Com relação à Ana Amélia, seus eleitores majoritariamente não possuem alinhamento partidário ou ideológico. Ela é favorita pela imagem residual criada durante os anos em que aparecia em programas de tv e rádio, comentando principalmente notícias relacionadas ao agronegócio e economia. “Os eleitores consideram que Ana Amélia Lemos faz um bom trabalho como senadora, mas ninguém consegue citar com segurança alguma realização dela no cargo. Isso sugere que a sua imagem anterior ainda é mais forte e pode ser reavivada com a propaganda eleitoral”, interpreta o consultor. Por ser favorita, a candidata deve virar o alvo preferencial de ataque dos adversários, que podem tentar desconstruir seu discurso. “Ataques e agressões raramente funcionam em uma campanha eleitoral, isso pode até animar a militância de quem adota essa tática, porém os eleitores costumam rejeitar essas ações e dão ainda mais apoio a quem é vítima disso. Agora, a estabilidade e segurança da Ana Amélia vai depender só dela.” Paulo Di Vicenzi considera que “se ela fizer mais críticas do que oferecer soluções, pode ter problemas.”

Quando aos demais candidatos, ninguém sabe quem são e, por isso mesmo, não conseguem opinar nesse momento. De maneira geral, os eleitores se mostram bem pouco interessados nas eleições deste ano, mesmo entre aqueles que afirmam não estar envolvidos com os jogos da Copa do Mundo. De maneira generalizada, comentam sobre as dificuldades econômicas, os esforços para pagar prestações assumidas no ano passado e temor de perder seus empregos. “Essa preocupação econômica está em um nível mais alto do que a verificada na eleição de 2010, a euforia deu lugar à cautela e isso cria um cenário totalmente diferente para disputa eleitoral. Isso vai se refletir diretamente na intenção de voto para presidente da república, onde a competição já está se mostrando mais acirrada e nada indica que isso possa diminuir até outubro”, finaliza Paulo Di Vicenzi.

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Paulo Di Vicenzi é consultor político e estrategista eleitoral, diretor da ABCOP – Associação Brasileira de Consultores Políticos, da empresa de pesquisas Qualidata Informações Estratégicas e da consultoria Di Vicenzi Voto e Poder. É autor do capítulo “Do Anonimato à Vitória em Apenas 43 Dias”, publicado no livro Marketing Eleitoral – Aprendendo com campanhas vitoriosas (Abcop,2008). Ajudou a eleger sete candidatos em cinco eleições majoritárias sucessivas.

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Raiva: como você lida com ela?

Sábado, 05 de Julho de 2014, 16h47

Sheila Soares
Psicóloga

Você desconta a raiva nos outros?

A rotina cada vez mais corrida e o consequente acúmulo de estresse acabam te deixando mais irritada do que imagina. E isso não é um fenômeno incomum, afinal, poucas pessoas podem dizer que nunca descontaram a raiva do momento em alguém que não tinha relação alguma com a causa real de todo o nervosismo. Mas qual é o motivo de isso ocorrer?

Antonio Carlos Amador Pereira, psicólogo professor do curso de Psicologia da PUC-SP, conta que, na psicologia, isso é chamado de deslocamento. “Você desloca essa emoção para outro objeto ou outra pessoa. Aquele cara que se estressou no trabalho, por exemplo, é estúpido com a mulher, que briga com os filhos, que brigam com a faxineira, que chuta o cachorro. E um vai deslocando para o outro”, explica.

Como lidar:

Segundo o psicólogo, há duas formas para lidar com a raiva: engolindo aquilo ou atacando. Como não há "permissão externa" para atacar o agressor, você transfere para um objeto neutro. “O problema de guardar raiva ou outros sentimentos é que você acumula e, na primeira oportunidade, expressa uma raiva desproporcional, porque estava acumulada”, conta. Então, você pode transferir essa energia para um objeto, como um saco de boxe. Outra alternativa, de acordo com o professor é descarregar na hora, mas com ressalvas. “Se for expressada na proporção do momento, tudo bem, porque fica ali. Mas se já há raiva acumulada, há um risco dessa manifestação ocorrer de forma exagerada”, orienta. Ele ainda explica que canalizar essa raiva também é uma possiblidade e, segundo o psicólogo, há mil formas de fazer isso. “Quando você pratica atividade intensa, como algum esporte ou outro tipo de exercício físico que você goste, as endorfinas provocam uma sensação de bem estar, você desprende energia e é bom”, destaca. Antonio Carlos Amador Pereira ainda ressalta que evitar estresse desnecessário é sempre interessante, por exemplo, evitando situações de conflito.

Saiba fugir

Segundo o psicólogo, acumular e descontar a raiva é desgastante, mas receber essa carga negativa de outra pessoa também pode ser. “Quando alguém te joga uma batata quente, ou você passa ou coloca no chão. Tem que saber discriminar o que é seu e o que não é. Você pode ser pega de surpresa, mas tem como trabalhar isso depois. Outras vezes, o melhor é simplesmente desviar”, aconselha.Ainda de acordo com o especialista, existe um tipo certo de indivíduo que sofre com as descargas de raiva. “A pessoa que vai deslocar a raiva acaba procurando inconscientemente aquele que parece mais fraco, que parece que não vai reagir. Se tiver uma postura mais assertiva , dificilmente farão isso com você”, conta Antônio Carlos.

Uma das formas recomendadas pelo psicólogo para evitar essas situações desconfortáveis é, ao perceber que a pessoa não está muito bem, se afastar e depois ir ver porque ela chegou assim. “Sem acusar nem brigar, simplesmente dizendo que não se sente bem. Quem está do outro lado tem que aprender a perceber a situação e se esquivar. Na maior parte das vezes, a pessoa percebe que o outro não chegou bem e evitar problemas”, esclarece.

FONTE: www.daquidali.com.br

Quer saber sobre algum assunto ou tema que não foi publicado? Mande sua sugestação por mensagem no site que o mais breve possível irei publicar o assunto.

 

Oniomania: Quando gastar torna-se uma doença.

Sábado, 05 de Julho de 2014, 16h41

Sheila Soares
Psicóloga

Oniomania, o transtorno do consumo compulsivo.

Talvez você ainda não conheça a palavra, mas de certo deve saber de pessoas que compram tudo que vêem pela frente sem a mínima necessidade de uso. Isso se chama oniomania: conhecido também como transtorno do consumo compulsivo, um problema que atinge mais mulheres do que homens. O termo tem origem grega e significa “loucura de comprar”. A pessoa compulsiva só se acalma e fica feliz quando compra. Frequentemente você encontra o armário dessa pessoa sempre abarrotado de roupas ainda com etiqueta. Já as que apenas ‘consomem muito’ não têm o mesmo sentimento de necessidade e urgência: compram porque gostam”, explica Arthur Kaufman, professor doutor do departamento de psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Outra fundamental característica do transtorno pode ser observada na falta de controle financeiro. Deborah Gaboz, uma recepcionista de 24 anos, sofre com a compulsão e não ‘sossega’ enquanto não usa todos os limites de crédito que tem disponível. “A maioria das minhas compras são feitas por impulso”. Ela conta que já teve o capricho que fazer um cartão de loja apenas para comprar naquele momento. “Fiz porque não tinha outra maneira”. Deborah hoje já sente os efeitos do problema. “Inclusive agora, estou bem prejudicada, com todos os cartões estourados... Mas eu sempre dou um jeito de arrumar outro”.

Para o psiquiatra Renato Mancini, o fato de não conseguir adquirir um determinado produto não é sinônimo certo de frustração. “Se o indivíduo vai ficar irritado, triste ou depressivo pode variar muito da personalidade de cada um. Invariavelmente, contudo, a pessoa irá se sentir mal", diz ele. O profissional frisa ainda que a necessidade de consumo indica algum grau de desconforto ou insatisfação. "Se estiver muito satisfeita com tudo que tem, não vai comprar nada. A sensação subjetiva de que falta algo facilita que você compre mais, e para as empresas interessa que a pessoa compre o máximo possível”.

O psiquiatra ainda explica que o distúrbio pode se apresentar em indivíduos com ou sem transtorno mental.“Pessoas que têm transtorno afetivo bipolar quando não estão bem gastam compulsivamente. As sem transtornos metais consomem muito, porque sentem algum tipo de desconforto ou sofrimento psíquico. Normalmente ficam desconfortáveis com a autoimagem e por isso compram para se sentirem melhores”.Oniomania tem cura?
Sim, afirma o psiquiatra Arthur Kaufman. “Primeiro a pessoa precisa considerar que tem um problema e deseja tratar. Aceitando ajuda, existe então o tratamento para a parte psiquiatra e psicológica. A parte psiquiátrica é feita à base de medicação, que normalmente é antidepressiva, porque para todos os tipos de compulsão o remédio é o mesmo. E psicologicamente, sessões de psicoterapia costumam ajudar bastante”, diz o especialista.

FONTE: www.daquidali.com.br 

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15 dicas para preservar sua saúde mental.

Sábado, 05 de Julho de 2014, 16h32

Sheila Soares
Psicóloga

DICAS DE SAÚDE MENTAL:

1. Potencie o auto-conhecimento - é importante conhecer-se enquanto pessoa, percebendo as suas limitações e aceitando-as como parte do que é;

2. Viva uma vida afetiva satisfatória, privilegiando momentos de convívio com amigos e familiares;

3. Estimule a auto-estima;

4. Promova pensamentos positivos e encare a vida com um sorriso;

5. Mime-se e mime os que estão próximos de si;

6. Dê atenção ao essencial, para que chatear-se desnecessariamente?;

7. Não crie expectativas irrealistas;

8. Potencie hábitos de vida saudável;

9. Evite o consumo de substâncias que possam causar dependência (nicotina, drogas, álcool);

10. Aprenda a relativizar situações difíceis;

11. Sempre que possível e quando se sinta em grande tensão, faça uma pausa, procurando locais tranquilos, atividades que lhe dêem prazer, estando com pessoas que lhe façam bem;

12. Não alimente comportamentos/sentimentos destrutivos;

13. Não sofra por antecipação;

14. Pratique exercício físico com regularidade;

15. Repense a sua atitude face às doenças mentais - procure informação fundamentada, desta forma prepara-se com consciência para a possibilidade de você ou alguém próximo vir a sofrer de uma doença mental;

Quer saber sobre algum assunto ou tema que não foi publicado? Mande sua sugestação por mensagem no site que o mais breve possível irei publicar o assunto.

A unidade bem e mal aplicada na indústria

Terça, 24 de Junho de 2014, 04h16

Paulo Salem premium
Doutor em Ciência da Computação

Expliquei anteriormente a importância do princípio da unidade. Resumidamente, a unidade de uma composição refere-se ao grau com que seus diversos elementos combinam-se para produzir um efeito total maior do que o que seria possível pela mera justaposição deles. Trata-se de algo importantíssimo, mas freqüentemente esquecido, tanto na vida particular quanto no ambiente organizacional. Vale a pena agora examinar alguns exemplos célebres da relevância prática do princípio. Comecemos pelo que é talvez o maior e mais conhecido caso de sucesso, a Apple.

Até meados dos anos 1990, a empresa era conhecida quase exclusivamente por seus computadores desktop. Quando Steve Jobs voltou de seu exílio e quis colocar a empresa nos eixos, continuou nessa linha e veio com os iMacs, que foram bem-sucedidos e levandaram a empresa do abismo. Ao invés, porém, de meramente insistir nessa direção, lançaram um tocador de músicas, o iPod, que veio a dominar o mercado. Nisso já vemos algo estranho: são mercados totalmente distintos, exceto pelo fato de ambos usarem eletrônicos; a princípio, poderiam ter lançado um barbeador e faria o mesmo sentido. O que os uniu? O software iTunes, que rodava nos iMacs e fazia a ponte com o iPod. No meu entendimento, com essa jogada a Apple deixou de ser uma "empresa de computadores" e passou a ser uma empresa de "estilo de vida digital", cujos produtos cooperam visando esse fim maior [1]. Eis aí o que lhe deu unidade e mudou sua sorte definitivamente.

Poder-se-ia imaginar que tratou-se de mero acidente. Mas o lançamento posterior do iPhone, outro sucesso, mostrou que de fato havia um princípio organizador agindo. É revelador que a Apple manteve o nome "iTunes" em seu software de compras, embora a essa altura o programa já vendesse muito mais do que músicas ("tunes"), passando de vídeos até softwares para o novo portátil (e hoje em dia até para os desktops). Poderiam ter renomeado a coisa, mas evidentemente apostaram na continuidade, usaram um elemento de peso para fortalecer toda a composição. Deu certo.

O Google é outro exemplo feliz. Nasceu como um buscador de páginas da Web superior e logo se espalhou para outros ramos, notoriamente com seu sistema de emails, o Gmail. Uma característica interessante deste último é seu uso de buscas sofisticadas aplicadas aos emails dos usuários. Mais do que isso, porém, ambas as iniciativas seguem o mote central da companhia, que é declaradamente "organizar as informações do mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis". Com isso em mente, pode-se compreender como os diversos produtos da empresa se relacionam num todo coeso. Penso, no entanto, que há algo ainda faltando nessa fórumula. Como, por exemplo, expllicar os carros autônomos que estão desenvolvendo? Eu suspeito que os executivos da empresa têm, sim, um fim unificador em mente, que permanece um tanto misterioso para quem vê de fora. Mas nada garante o sucesso último da estratégia [2].

Quando falo em unidade, tenho em mente algo informal, que como tal requer alguma coisa intangível para ser bem aplicada. Fica fácil usá-la mal, mesmo para quem tem alguns bilhões de dólares disponíveis [3]. E uma vez que a unidade de uma composição determina largamente seu valor final, os riscos envolvidos são consideráveis, quiçá existenciais.

No mesmo contexto dos exemplos anteriores, aqui podemos tomar o design do Windows 8 da Microsoft. A idéia em sua forma abstrata soa boa: reduzir os elementos da interface gráfica a componentes que possam ser usados tanto em desktops quanto em outros dispositivos, principalmente celulares e tablets. Sua implementação, contudo, foi catastrófica: uma quimera que mistura o que dá certo no desktop com o que funciona nos tablets, resultando numa aberração que até o usuário final comum reconhece como horrenda. E digo isso como alguém que aprecia a nova interface que a Microsoft criou, desde que isolada e num dispositivo tátil. O problema é que ela conflita com os mecanismos tradicionais. Há aqui um resultado geral importante: se A é algo bom e B também, isso não significa que A + B o será. Em Computação, dizemos que essa soma não é composicional. Muitas coisas na vida não o são [4].

Citei exemplos famosos porque quase qualquer um pode compreendê-los. Todavia, não é difícil ver o princípio aplicado, bem e mal, em muitos outros casos. Da próxima vez que entrar numa loja, mercado ou algum outro estabelecimento, tente pensar no que unifica todas as ofertas -- especialmente quando alguma delas for inusitada. Faz sentido, digamos, um mercado oferecer cartões de crédito? Mais importante: nas suas próprias empreitadas, seus esforços se somam em algo maior ou se diluem mutuamente? A resposta não é fácil, é necessário prática e reflexão para elaborá-la, principalmente porque antes de tudo convém descobrir o que faz de você alguém único e valioso [5].

 

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Notas

[1] Paradoxalmente, esse é um dos motivos pelos quais eu prefiro ficar longe dos produtos da Apple, apesar de reconhecer suas virtudes. Quando você compra um Mac, não está adquirindo apenas um computador, mas também um (caro) estilo de vida. Abri apenas uma exceção para o iPad, para o qual não encontrei nenhum substituto à altura (por causa das proporções da tela, é um melhor leitor de PDFs).

[2] Assim como numa obra de arte, a execução final, os detalhes, e até mesmo a sorte, são fundamentais. O sucesso atual da Apple nos faz esquecer um pouco que o ethos da empresa não mudou muito desde o tempo em que quase fechou as portas. O iPhone e iPad atuais, por exemplo, são reiterações bem executada de produtos anteriores fracassados, como o Newton, todos frutos de idéias bem pensadas. Confira estes vídeos conceituais da Apple antiga.

[3] Ineficiências dessa espécie são uma mina de ouro para empreendedores. Numa sociedade livre, embora a prosperidade normalmente seja generalizada, é difícil ficar no topo por muito tempo.

[4] Tente sugerir a um francês misturar vinho tinto com vinho branco para produzir um rosé.

[5] Os gregos antigos pareciam ver tanta importância e dificuldade nisso que resolveram transformar o sensato conselho em dogma religioso. A máxima "conhece-te a ti mesmo" virou assim uma exortação pública, inscrita em pedras no famoso Templo de Delfos. A inscrição em si já desapareceu, mas as ruínas do Templo continuam lá, num dos lugares mais majestosos e inspiradores que já visitei.

Comunicação Interna - Dicas de Medidas Simples

Sexta, 27 de Junho de 2014, 08h34

AMP - Andrea Melo Pachêco
Consultoria em Recursos Humanos

Não tem como negar. Toda empresa necessita ter uma comunicação clara e objetiva, para gerar informações entre setores, unidades, filiais, bem como, melhorar o relacionamento interpessoal da organização.
Quando a empresa produz um canal de comunicação gera um conforto e uma sensação de confiabilidade por parte dos profissionais.
A confiança transforma um ambiente de trabalho mais coeso e tranquilo para exercer as atividades laborais e consequentemente mais produtivo.

Vamos a algumas dicas simples de melhoria da Comunicação Interna:

  • Utilize as redes sociais da empresa e procure mantê-las atualizadas;
  • Procure locais estratégicos para a utilização do bom e velho mural. Estimule a cultura da observação dos murais – Deixá-los coloridos e com layout chamativo;
  • Combate a fofoca;
  • Estimule a comunicação oficial (e-mail e intranet);
  • Deixe à vista todos os recados;
  • Promova encontros rápidos no inicio do expediente com o objetivo de repassar comunicados, minimizar dúvidas e criar laços com a equipe;
  • Procure manter uma linguagem simples, clara e objetiva.

Desejo sucesso!

Crises de ansiedade: dicas úteis para ajudar a melhorar a crise.

Quinta, 26 de Junho de 2014, 15h10

Sheila Soares
Psicóloga

Como Se Acalmar Durante um Ataque de Ansiedade

Coração acelerado, náuseas, desconforto estomacal e tremores são alguns sintomas de um ataque de ansiedade. Os ataques de ansiedade podem ser assustadores – portanto, é útil saber que você pode limitá-los quando eles ocorrerem. Este artigo listará algumas técnicas que podem ser usadas para você se acalmar.

1 - Reduzindo sua Ansiedade:

Pratique a respiração profunda. Caso esteja sofrendo de um ataque de pânico, é possível que você esteja começando a hiperventilar. Mesmo que não esteja, respirar profundamente pode ajudá-lo a reduzir o estresse e a fornecer oxigênio ao cérebro para aumentar o foco. Tente dar, no mínimo, 8 respiradas profundas por minuto. Demore 4 segundos para inalar, prenda a respiração por 2-3 segundos e demore outros 4 segundos para soltar o ar.

- Se você estiver respirando rápido demais para começar a respirar profundamente, use um saco de papel pardo para desacelerar seu ritmo respiratório. Segure-o sobre sua boca enquanto respira, desacelerando a respiração progressivamente. Desacelere até poder começar seus exercícios de respiração profunda.

- Continue a respirar profundamente por vários minutos até poder notar uma diferença em seu relaxamento muscular e na sua clareza de pensamentos.

2 - Use diversões cognitivas. Se você estiver no meio de um ataque de ansiedade, distraia sua mente através de diferentes diversões mentais. Por exemplo, conte os números ímpares de 100 a 0, diga o nome de todos os presidentes do Brasil ou declame seu poema (ou canção) predileto. Force-se a fazer uma (ou várias) dessas técnicas até se acalmar um pouco.

3 - Pratique o relaxamento muscular progressiva. Este é o processo de desacelerar através do corpo e de retesar e relaxar cada grupo muscular. Isso tem duas finalidades: lhe força a se concentrar em algo que não seja seu medo; e simultaneamente relaxa seus músculos. Comece com os músculos no rosto e vá descendo até ter relaxado todas as partes do corpo.

-Retese o grupo muscular por dez segundos – em seguida, libere a pressão. Você pode fazer isso com o mesmo grupo muscular diversas vezes. Ainda assim, fazê-lo uma vez deve bastar.

- Grupos musculares grandes que podem ser retesados e relaxados incluem: mandíbula, sua boca (carranca/relaxamento), braços, mãos, estômago, bumbum, coxas, panturrilhas e pés.

4 - Tente “parar e substituir”. Este é o processo pelo qual você impede seus pensamentos produtores de ansiedade e substitui-os por reflexões que tragam felicidade ou paz. Por exemplo, se você estiver ansioso por conta de uma viagem de avião e não puder parar de pensar no que pode acontecer caso a nave caia, impeça tal pensamento imediatamente e substitua-o ao imaginar como serão suas férias com seus amigos.

5 - Use imaginação guiada. Pense num lugar em que você se sinta em paz e relaxado: poderia ser sua casa, seu ponto de férias predileto ou os braços da pessoa amada. Enquanto pensa nesse lugar, continue adicionando detalhes à cena, de maneira a focar toda a sua mente no campo da imaginação. Sinta-se livre para fazer isso com os olhos fechados ou abertos. Fechar os olhos pode facilitar o processo. Quando sentir que é possível pensar claramente na ansiedade, você pode parar a imaginação guiada.

6 - Reconheça sua ansiedade. Ainda que deseje reduzir a ansiedade que sente, você não quer ignorá-la. Reconheça que você está com medo. Analise o medo. É um perigo verdadeiro e presente? Provavelmente, você está usando declarações do tipo “e se?” e entrando em pânico com algo que ainda não aconteceu ou que mal pode acontecer. Compreenda que você está sentindo medo, mas que não há nenhum perigo. Retirar o perigo da situação lhe ajudará a relaxar um pouco.

7 - Escreva seus sentimentos. Se você for suscetível a ataques de pânico, crie um diário para escrever textos que expliquem seus sentimentos. Escreva o que você sente, o que lhe causa medo e por que a ansiedade surgiu. Escrever lhe ajudará a focar seus pensamentos, e reler os textos poderá ajudá-lo a controlar melhor a ansiedade.

8 - Faça algo. Sentar e ruminar sua ansiedade apenas piorará seu estado e dificultará a superação do pânico. Distraia sua mente e seu corpo ao realizar uma tarefa, ao limpar, ao desenhar, ao ligar para um amigo, enfim, ao fazer qualquer coisa que lhe mantenha ocupado. Preferencialmente, faça algo de que você desfrute como um hobby.

9 - Use terapia musical. Crie uma playlist com suas músicas preferidas. Elas podem ajudá-lo a relaxar ou a se sentir feliz. Então, se/quando você tiver um ataque de pânico, escute as músicas e se acalme. Use headphones bons, que impeçam a intromissão de barulhos externos, para poder se concentrar apenas na música. Enquanto escuta, foque em diferentes instrumentos, no som e nas letras. Isso o(a) ajudará a parar de pensar em seus medos.

10 - Faça um pouco de exercício. Fazer com que seu corpo se ative libera endorfinas que são responsáveis pelo aumento da sensação de paz e de felicidade. Vá caminhar ou experimente um pouco de yoga; exercícios leves poderão lhe ajudar a relaxar mais que esportes agressivos ou treinos de resistência.

11 - Consiga ajuda de um amigo. Se você estiver entrando no mundo da ansiedade e não conseguir sair dele, ligue para um amigo ou membro da família e peça ajuda. Peça para que ele distraia você e analise seu medo para poder superar a sensação de estresse. Se você for suscetível a ataques de ansiedade, ensine aos amigos como eles devem agir durante uma crise sua. Assim, eles o compreenderão e poderão obter ajuda quando preciso.

12 - Procure um terapeuta. Se você tiver ataques severos de ansiedade por períodos prolongados de tempo, visite um psicólogo local para obter terapia e conselhos. Você pode ter desordem do pânico ou desordem de ansiedade generalizada. Ambos os casos são normais e podem ser tratados por profissionais. Você também pode receber uma receita que indique medicamentos controlados para a ansiedade caso nenhum outro meio de controlar o pânico surta efeito.

Fonte: http://pt.wikihow.com

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Vigorexia, a nova doença entre os jovens.

Terça, 24 de Junho de 2014, 15h37

Sheila Soares
Psicóloga

Vigorexia

Vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, um subtipo do transtorno dismórfico corporal, é um distúrbio já classificado como uma das manifestações do espectro do transtorno obsessivo-compulsivo. Em certos aspectos, vigorexia e anorexia nervosa são desordens semelhantes, na medida em que interferem na visão desvirtuada que os portadores têm do próprio corpo. Diante do espelho, anoréxicos esquálidos e desnutridos se enxergam obesos, e os vigoréxicos se veem fracos, magrinhos, franzinos, apesar de fortes e muito musculosos.A autoimagem distorcida leva os portadores de vigorexia à práticaexagerada de exercícios físicos, em busca do corpo perfeito de acordo com os padrões de beleza impostos pelos valores da sociedade contemporânea.

Essa insatisfação constante com o próprio corpo e com a massa e força musculares faz com que incorporem novos hábitos e comportamentos à sua rotina de vida. Vigoréxicos passam horas e horas nas academias, sempre aumentando a carga dos exercícios. Paralelamente, introduzem alterações na dieta constituída basicamente por proteínas, passam a consumir suplementos alimentares sem orientação e recorrem ao uso de esteroides e anabolizantes.

Como o corpo que consideram perfeito é um ideal inatingível, em razão dos sentimentos de inferioridade e da visão deformada da própria aparência, essas pessoas estão mais sujeitas a desenvolver quadros de depressão e ansiedade.

Também chamada de “overtraining”, ou síndrome de Adônis, em referência ao deus grego da beleza, a vigorexia acomete mais os homens entre 18 e 35 anos. Isso não quer dizer que as mulheres não desenvolvam esse tipo de transtorno.

Sintomas

Em geral, os sinais e sintomas da vigorexia estão associados à imagem negativa e distorcida que o paciente tem do próprio corpo. Os mais importantes são cansaço, inapetência, insônia, ritmo cardíaco alterado mesmo em repouso, dores musculares, tremores, queda no desempenho sexual, irritabilidade, depressão, ansiedade e desinteresse por atividades que não estejam ligadas ao treinamento intensivo para atingir o que consideram ser o corpo perfeito.

A luta por esse objetivo se reflete na vida social, familiar e profissional. A pessoa se afasta dos parentes, amigos e colegas de escola ou de trabalho. Sua atenção está toda voltada para a prática de exercícios. Na verdade, ela não se interessa por nenhuma atividade ou relacionamento que possam interferir em seu propósito de treinar duro durante todo o tempo.

Diagnóstico

A vigorexia é uma desordem emocional ainda não catalogada nos manuais de classificação CID.10 e DSM.IV como um transtorno específico. Por essa razão, os critérios para o diagnóstico não foram bem estabelecidos. Em geral, o especialista leva em conta alguns aspectos do comportamento, como a preocupação exagerada com o corpo e a necessidade compulsiva de manter um plano rigoroso de exercícios físicos e uma dieta alimentar rígida para atingir a forma física considerada perfeita.

Tratamento

O tratamento é multidisciplinar, envolve médico, psicoterapeuta, nutricionista, preparador físico, professores de educação física. A pessoa não precisa abandonar totalmente a prática de exercícios, mas o treinamento deve ser orientado por profissionais com experiência na área.

A terapia cognitivo-comportamental é um recurso eficaz para o paciente identificar as distorções do comportamento e restaurar a autoimagem e a autoconfiança.

Outra medida essencial é convencê-lo de que deve abandonar o uso de anabolizantes e de outras substâncias equivalentes, porque provocam efeitos adversos, como atrofia dos testículos, disfunção erétil e infertilidade, patologias que podem ser irreversíveis.

Em alguns casos, pode ser necessário recorrer ao uso de medicamentos (inibidores seletivos de recaptação de serotonina) para controle da ansiedade, depressão e dos sintomas obsessivo-compulsivos.

Portadores de vigorexia raramente admitem sua condição. Por isso, o diagnóstico e o início do tratamento costumam ser instituídos tardiamente.

Recomendações

Alguns comportamentos podem ser sinais de que existe um processo de vigorexia em curso. Por isso, a pessoa deve procurar assistência médica se:

* demonstra sentimentos de inferioridade e de insatisfação com a aparência;

* tem vergonha do corpo e procura escondê-lo debaixo de roupas excessivamente largas;

* acha que está magra demais, apesar de os colegas elogiarem sua forma física;

* não aceita convites para uma festa, por exemplo, porque não troca nenhum programa pela oportunidade de fazer exercícios na academia.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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Anorexia nervosa.

Terça, 24 de Junho de 2014, 15h35

Sheila Soares
Psicóloga

Anorexia

Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar resultado da preocupação exagerada com o peso corporal, que pode provocar problemas psiquiátricos graves. A pessoa se olha no espelho e, embora extremamente magra, se enxerga obesa. Com medo de engordar ainda mais, exagera na atividade física, jejua, vomita, toma laxantes e diuréticos.

A anorexia se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora sua incidência esteja aumentando também em homens. Às vezes, os portadores do transtorno chegam rapidamente à caquexia, um grau extremo da desnutrição. Pesquisas mostram que, nesses casos, o índice de mortalidade varia entre 15% e 20%.

Sintomas São sintomas característicos da anorexia:

* perda exagerada e rápida de peso sem nenhuma justificativa (nos casos mais graves, o índice de massa corpórea chega a ser inferior a 17);

* recusa em participar das refeições familiares (anoréxicos alegam que já comeram e que não estão mais com fome);

* preocupação exagerada com o valor calórico dos alimentos (os pacientes chegam a ingerir apenas 200 kcal por dia);

* interrupção do ciclo menstrual (amenorreia) e regressão das características femininas;

* atividade física intensa e exagerada;

* depressão, síndrome do pânico, comportamentos obsessivo-compulsivos;

* visão distorcida do próprio corpo (apesar de extremamente magras, essas pessoas julgam estar com excesso de peso);

* pele muito seca e coberta por lanugo (pelos parecidos com a barba de milho).

Causas

Diversos fatores favorecem o aparecimento da doença: 1) predisposição genética, 2) conceito atual de moda que determina a magreza absoluta como padrão de beleza e elegância, 3) pressão da família e do grupo social e 5) alterações neuroquímicas cerebrais, especialmente na concentração de serotonina e noradrenalina.

Grupos de risco

Algumas profissões são consideradas de risco para a anorexia. Bailarinas, jóqueis, atletas olímpicos, especialmente, estão sujeitos a sofrer pressão para reduzir o peso corporal como forma de conseguir melhor performance nas competições e espetáculos;

Outro grupo de risco é constituído pelas adolescentes. Na verdade, a faixa etária está baixando nos casos de anorexia. A família precisa observar especialmente as meninas que disfarçam o emagrecimento usando roupas largas e soltas no corpo e sempre encontram uma desculpa para não participar das refeições em casa;

Tratamento

Uma vez diagnosticado um quadro de anorexia, a reintrodução dos alimentos deve ser gradativa, a fim de evitar maior sobrecarga cardíaca. Há casos em que se torna imprescindível a internação hospitalar para que a oferta gradual de calorias seja controlada por nutricionistas.

Não há medicação específica para a anorexia nervosa. Medicamentos antidepressivos podem ajudar a aliviar os sintomas depressivos, compulsivos e de ansiedade. Em geral, o tratamento desses pacientes exige o trabalho de equipe multidisciplinar.

Recomendações

* Encaminhe para atendimento médico urgente a pessoa que, por acaso, você surpreendeu com pouca roupa e que está esquelética, só pele e osso. Às vezes, os familiares não percebem a extrema magreza, porque os portadores de anorexia costumam usar roupas largas que disfarçam a perda de peso;

* Avalie com bom senso e espírito crítico a magreza absoluta como padrão de beleza imposto pelos meios de comunicação modernos;

* Não hesite. Portadores de anorexia associada a distúrbios psiquiátricos precisam de acompanhamento de uma equipe multidisciplinar constituída por profissionais especializados;

* Lembre-se de que a caquexia pode representar risco de vida se não for convenientemente tratada a tempo.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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Bulimia: o que é, sintomas e tratamento.

Terça, 24 de Junho de 2014, 15h34

Sheila Soares
Psicóloga

Bulimia nervosa

 

Bulimia é um distúrbio que se caracteriza por episódios recorrentes e incontroláveis de grandes quantidades de alimentos, geralmente com alto teor calórico, seguidos de reações inadequadas para evitar o ganho de peso, tais como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física.

Nos portadores de bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Em geral, são mulheres jovens de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva. Seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas. Depois, são tomadas por sentimentos de remorso ou culpa. Os recursos de que se valem para não engordar provocam complicações no organismo. Por exemplo: destruição do esmalte dos dentes, inflamação na garganta, sangramentos, problemas gastrintestinais, arritmias cardíacas, desidratação, etc.

A principal diferença entre anoréxicos e bulímicos é o estado de caquexia (extrema desnutrição) a que podem chegar pacientes com anorexia.

Causas

São as mesmas da anorexia. Entre elas destacam-se predisposição genética, a pressão social e familiar e a valorização do corpo magro como ideal máximo de beleza.

Sintomas

São sintomas da bulimia nervosa:

* ingestão exagerada de alimentos em curtos períodos de tempo sem o aumento correspondente do peso corporal;

* vômitos autoinduzidos por inversão dos movimentos peristálticos ou colocando o dedo na garganta;

* uso indiscriminado de laxantes e diuréticos;

* dietas severas intermediadas por repentinas perdas de controle que levam à ingestão compulsiva de alimentos;

* distúrbios depressivos, de ansiedade, comportamento obsessivo-compulsivo, automutilação;

* flutuação de peso corpóreo;

* distorção da autoimagem e baixa autoestima.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença nem sempre é fácil, porque os sintomas não são evidentes como os da anorexia. Por isso, o levantamento da história do paciente, seus hábitos alimentares e a preocupação constante com o peso são dados que precisam ser cuidadosamente observados. Além disso, segundo o DSM.IV, o manual de diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais, a pessoa precisa apresentar dois episódios por semana de ingestão descontrolada de alimentos, durante três meses no mínimo, para ser classificada como portadora de bulimia nervosa.

Tratamento

O tratamento da bulimia nervosa exige acompanhamento de equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas. Medicamentos antidepressivos podem ser úteis, especialmente se ocorrerem distúrbios como depressão e ansiedade. Da mesma forma, a psicoterapia cognitivo-comportamental tem mostrado bons resultados a longo prazo, especialmente quando associada ao uso de antidepressivos e estabilizadores do humor.

Infelizmente, não se conhecem métodos eficazes para prevenir patologias como a bulimia e a anorexia. Certamente, o empenho da sociedade para mudar certos valores estéticos ligados ao culto do corpo e à magreza traria benefícios importantes para a saúde.

Recomendações

1) Se você é portador/a de bulimia:

* Não se acanhe, procure assistência médica; geralmente, os pacientes sabem que são portadores do distúrbio, mas procuram esconder sua situação da família e dos amigos;

* Saiba que a restrição alimentar rígida e continuada aumenta o risco de fases de absoluto descontrole alimentar;

* Informe-se sobre os riscos a que se expõem os portadores de bulimia sem tratamento

2) Se uma pessoa de suas relações é portadora de bulimia:

* Lembre que críticas não ajudam a resolver o problema; aliás, só servem para comprometer mais ainda a autoestima do paciente;

* Procure orientação para saber como lidar com o/a portador/a de distúrbios alimentares;

* Admita que, às vezes, a família inteira pode precisar de acompanhamento terapêutico.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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